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PINTURA

EXPOSIÇÃO COR É FORMA CELEBRA 45 ANOS DE ARTE DE JOSÉ MESQUITA

Fiel ao abstracionismo, mas sob novas leituras, José Mesquita apresenta obras inéditas na exposição Cor é Forma, a partir de 17 de setembro, no Espaço Cultural Ana Amélia no Hotel Sonata de Iracema. A mostra marca seus 45 anos de arte e a curadoria é assinada pelo artista plástico Jorge Luiz. A visitação é gratuita e acontece diariamente, de 7h às 22h.

 Além das criações mais atuais, a mostra reserva um espaço para mostrar alguns trabalhos que representam, cronologicamente, as diversas fases pelas quais José Mesquita passou ao longo dessas mais de quatro décadas. “Essa é uma proposta da curadoria: proporcionar aos visitantes a visualização da trajetória pictórica que me trouxe até aqui”, explica o artista.

Ele lembra que, no início de sua carreira, suas pinturas remetiam ao movimento francês do início do século XX, conhecido como Fauvismo, em que a composição da obra ficava em segundo plano diante das qualidades expressivas a serem criadas a cada leitura e interpretação. Nesse mesmo sentido, se encantou com o expressionismo alemão do Grupo Die Brücke. “Posso assim dizer que essas foram as primeiras influências que me direcionaram para o que pinto hoje”, conta José Mesquita.

Sobre as principais inspirações, o artista acredita que a escritora Clarice Lispector traduz todo esse universo ao definir: “Na arte, a inspiração tem um toque de magia, porque é uma coisa absoluta, inexplicável. Não creio que venha de fora para dentro, de forças sobrenaturais. Suponho que emerge do mais profundo eu da pessoa, do inconsciente individual, coletivo e cósmico”.

“No meu caso, o olhar e o inconsciente que captam – à minha revelia – volumes, texturas, cores, luzes e sombras, das imagens armazenadas na memória ao longo desses anos todos, findando em um conjunto sensorial que irão compor as obras”, diz o artista. Sua arte, sob o olhar do curador, se apresenta como “a mais pura arte brasileira primitivista” na mostra Cor é Forma.

“Por um lado, revela o processo abstrato que não é formal em sua totalidade, mas carregado de gestualismo com seus contornos formais, por outro, nos presenteia com o abstracionismo carregado de lirismo que nos remete a um universo de profusão de cores em processo direto de seu inconsciente intuitivo”, define Jorge Luiz.

Sobre José Mesquita – Determinado a se tornar piloto comercial de linha aérea, o jovem alcançou o seu objetivo e se dedicou à profissão por várias décadas. Quanto ao universo da arte, teve os primeiros contatos ainda criança, por meio do seu pai, que além de General era Engenheiro Civil. No seu escritório, em casa, o jovem Mesquita teve as primeiras noções de traço, volume, perspectiva, cor, luz e sombra.

Em paralelo, surgiram outros interesses, como a literatura, principalmente os grandes clássicos da literatura universal, poesia e filosofia. “No entanto, tanto as imagens vistas do ar, bem como as imaginadas no universo lírico, onírico, concreto, surrealista, da literatura e da poesia, contribuíram para o desenvolvimento da capacidade de materializar em imagens, o que a literatura descrevia, fosse no aspecto cenográfico, fosse no aspecto emocional”, lembra o artista. Assim, ao longo da infância e adolescência, ele costumava retratar “essas invisibilidades”.

Somente em 1974, incentivado pela professora de arte Jane Lane, participou da sua primeira mostra coletiva. “De lá para cá, lá se vão 45 anos e mais de 200 exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior”, contabiliza o artista. Para ele, Jane Lane foi fundamental para que acreditasse que o que eu produzia tinha qualidade, era arte.

Em 1975 conheceu a mais importante galerista do Ceará, Ignez Fiuza, por meio do artista Gilberto Cardoso. Segundo José Mesquita, Ignez já era um dos nomes mais respeitados na comunidade artística no Brasil, e acompanhou seu trabalho por três anos até o convidar para expor em sua galeria.

“Ali, ao longo de cerca de três décadas, tive o privilégio de participar de várias exposições individuais e coletivas, junto a grandes nomes da arte, no Ceará e no Brasil, como Aldemir Martins, Floriano Teixeira, Carlos Costa, Burle Marx, Floriano Teixeira, Roberto Galvão, Carlinhos Moraes, José Guedes, Hélio Rola, Zé Tarcísio, Sérvulo Esmeraldo, Luiz Áquila, Heloísa Juaçaba, Leonilson, Dante Diniz, Cláudio Tozzi, Arcangelo Ianelli, Tomie Ohtake, Barrica, Sérgio Lima, Eduardo Eloy, Babinski e Oto Cavalcanti”, relembra.

Após o encerramento das atividades da Galeria Ignez Fiuza, José Mesquista continuou expondo em galerias no Brasil e no exterior. Nos últimos cinco anos, se dedicou a estudar e desenvolver novas técnicas, experimentar novos materiais e se aventurar por novos caminhos no fazer artístico. “Experiências nunca antes por mim tentadas, foram sendo exploradas, e que me levaram a esse novo caminho que agora exponho pela primeira vez”, conta. E conclui: “O artista que fizer planos para onde caminhará seu trabalho estará condenado a se repetir”.

SERVIÇO:

EXPOSIÇÃO COR É FORMA

Data: De 17/09 a 16/10

Local: Espaço Cultural Ana Amélia – Hotel Sonata de Iracema (Av. Beira Mar, 848, Praia de Iracema)

Visitação: Diariamente, das 7h às 22h.

Gratuita

Hidracor organiza ação voltada para crianças no North Shopping Maracanaú

 

Nos próximos sábados, dias 22 e 29 desse mês, a Hidracor ocupa o North Shopping Maracanaú com atividades gratuitas para crianças. A ação se realiza no Espaço Leiturinha (Piso L3), a partir de 16h.

A programação da ação tem bricolagem e interação dos pequenos com o Hzinho, mascote da empresa, que distribui latinhas com doces para quem curtir o perfil de Instagram da Hidracor.

O Espaço Leiturinha é voltado para crianças e suas famílias, com o intuito de incentivar o hábito de ler por meio de rodas de leitura, rodízio de livros. O local recebeu doação de tinta e pintura da Hidracor, com desenhos do artista urbano de Maracanaú Weybher Ferreira.

Hidracor participa de intervenção viária na região do Dragão do Mar

 
A Hidracor se insere no projeto Cidade da Gente, na etapa que abrange a região da Praia de Iracema e do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A ação é da Prefeitura de Fortaleza, com apoio da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global.

A área a ser pintada com tintas da empresa cearense envolve grande parte da Rua Almirante Jaceguai da Leste Oeste até a Pessoa Anta, totalizando 5.000m². A ação também abrange pintura dos bancos da praça localizada entre a Rua Almirante Jaceguai e a Rua Pessoa Anta, em um espaço de 100m². O resultado é apresentado neste sábado, 04, a partir de 18h.

O projeto Cidade da Gente pretende ocupar espaços públicos com pintura e sinalização de ruas, para estimular a interação da comunidade com ruas e avenidas, oferecendo atividades para todos os tipos de público e consequentes resultados na mobilidade e segurança das regiões que recebem as ações, com uso de materiais e equipamentos temporários. O bairro Cidade 2000 recebeu intervenções em setembro de 2017.

A iniciativa é apoiada por diversas secretarias e instituições municipais e estaduais, como Secretaria de Cultura de Fortaleza, Instituto Iracema, Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Empresa Municipal de Transporte Urbano (Etufor), Autarquia de Urbanismo e Paisagismo de Fortaleza (URBFor), Secretaria de Conservação e Serviços Públicos, Secretaria de Infraestrutura de Fortaleza, Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e Escola Porto Iracema das Artes e Associação Dragões do Mar.

 

Sobre a Hidracor

Sediada no Distrito Industrial de Maracanaú e com outra unidade em Acarape, a Hidracor é uma das maiores indústrias de tintas do Nordeste. Sua capacidade de produção chega a 100 milhões de litros/ano de tinta líquida. A empresa fabrica toda a linha de tintas e complementos para a construção civil, como tintas acrílicas, esmaltes sintéticos, texturas, corantes e solventes. Seu portfólio se completa com a tinta em pó e cal. Focada no mercado interno, está presente em 16 estados mais o Distrito Federal.

Exposição em homenagem a Zé Tarcísio abre, nesta quinta (26), no Dragão do Mar

 

 

Nesta quinta-feira (26), às 18h, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC|CE), será aberta a exposição “ZÉ: Acervo de Experiências Vitais”, em homenagem ao cearense Zé Tarcísio. A exposição com seu caráter panorâmico ocupará todo o museu, reunindo mais de 100 trabalhos, entre pinturas, esculturas, instalações, fotos e vídeos. A exposição segue em cartaz até novembro, com visitações gratuitas, de terça a sexta, das 9h às 19h (com último acesso até 18h30), e sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com último acesso até 20h30).

Com curadoria de Bitu Cassundé e assistência de Cecília Andrade, a exposição decorre de um longo projeto de pesquisa, iniciado há quatro anos. Gerente do MAC|CE, Cassundé afirma que a ideia surgiu por ocasião da exposição “Carneiro”, que ocupou o Museu de Arte Contemporânea do Ceará em 2014, com uma sala em homenagem ao artista: “A partir daí, comecei a me aproximar mais do trabalho do Zé e fazer visitas constantes ao seu ateliê, o que despertou a minha curiosidade sobre alguns de seus trabalhos que estavam guardados há muito tempo, em mapotecas, alguns deles inéditos no Ceará e outros nunca apresentados”.

Segundo Cassundé, a inspiração para o recorte vem da afirmação do próprio homenageado, durante entrevista, em 1969: “Tudo que vivi se incorporou, automaticamente, ao meu acervo de experiências vitais, estando de uma ou outra forma, expresso em meus trabalhos”. ZÉ: Acervo de Experiências Vitais traz obras do acervo do artista, de coleções particulares e de importantes acervos institucionais como o do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, da Coleção do Museu de Arte Contemporânea do Ceará e do Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil.

Conforme os curadores, a exposição não se propõe a fazer uma retrospectiva, e sim apresentar uma mostra panorâmica que aponta para alguns eixos importantes no trabalho de Zé Tarcísio. As obras não estão organizadas de forma cronológica, a fim de não fragmentá-las pelo tempo. Ao contrário, a disposição das obras foi concebida para potencializar a vitalidade dos trabalhos e a sua capacidade de resgatar a tradição para refletir sobre o contemporâneo. Os trabalhos são agrupados por questões que se vinculam a signos muito recorrentes, a exemplo das pedras, apresentadas como metáfora do corpo e da paisagem.

Trata-se de um conjunto de trabalhos que atravessam as questões do corpo e se projetam nas questões políticas que discutem o entorno, a ecologia, a preservação das dunas e uma natureza envolta pelo desejo. Algumas delas, criadas entre o final da década de 60 e o início da década de 70, apresentam grande carga política, como “Golpe” (1973), quando o artista esteve ligado a movimentos políticos e chegou a ter trabalhos apreendidos pela ditadura.

Estão representadas várias séries do premiado artista, que iniciou sua atuação nas artes nos anos 1960 e segue produtivo até a atualidade, como Loteamentos, Kaosmos, Nativos, entre outras. Constam trabalhos de técnicas e linguagens variadas, como desenho, pintura, gravura e escultura, apontando a versatilidade de Zé Tarcísio em seus 57 anos de produção em artes. “O talento de Zé Tarcísio não pode ser limitado. Embora a exposição privilegie o eixo das artes visuais, o recorte evidencia o perfil multifacetado do artista, que transita com muita fluidez entre diferentes linguagens artísticas, como cinema, teatro, cenografia e artes plásticas”, afirma a curadora assistente Cecília Andrade.

Entre os destaques da exposição, as esculturas “Movimento I” (1974), mais conhecida como “Regador”, e “Silêncio” (1973), ambas pertencentes ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Na passagem entre os dois pisos do Museu, uma grande instalação formada por ex-votos, que Zé Tarcísio reúne desde os anos 50, toma a forma de instalação, fazendo referência à relação com o sagrado e à questão da graça alcançada. Em outra sala, ganha destaque sua passagem pela figuração pop, entre as décadas de 60 e 70. A mostra exibe ainda um percurso audiovisual da construção do projeto e da composição curatorial, permitindo ao público adentrar na instância mais processual de elaboração da exposição.

Ao longo da mostra, o público também pode conferir a reprodução de trechos de entrevistas dadas por Zé Tarcísio à imprensa. As falas do artista são utilizadas como guia para o percurso. Até novembro, os visitantes poderão ainda participar de oficinas e palestras que abordarão, através da relação de Zé Tarcísio com outras linguagens, o seu fazer artístico.

 

Sobre Zé Tarcísio

José Tarcísio Ramos é pintor, artista intermídia, gravador, escultor, cenógrafo e figurinista. Nascido em 1941 em Fortaleza, inicia seus primeiros trabalhos aos 19 anos, no pensar artístico. No ano seguinte, viaja para o Rio de Janeiro, depois de ter conhecido Antônio Bandeira. Frequenta, por dois anos, o Curso Livre de Pintura na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1971, é comissionado por Walmir Ayala para ser um dos representantes brasileiros na VII Bienal de Paris. E, 1974, expondo no XXIII Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, ganha o prêmio nacional: uma viagem ao exterior. Em 1976, tem seu trabalho Regando Pedras reproduzido em selo pela ECT.

Em 1982, monta seu ateliê nos arredores do Centro Dragão do Mar. No ano seguinte, cria a Por Hipótese Produções. A década de 90 rende-lhe uma homenagem do Museu de Arte da Universidade do Ceará, o MAUC, por 30 anos de atividades artísticas e uma temporada na Europa e em Cuba. Em 2001, recebe a Medalha Boticário Ferreira, da Câmara Municipal de Fortaleza. No ano de 2002 Realiza oficinas de criatividade para Projeto de Interiorização na Escola Pública no Ceará. Já em 2003 retorna ao velho mundo, com algumas atividades: integra o júri da III Bienal Internacional de Arte Jovem, em Vila Verde , Portugal. Realiza sua primeira obra pública na Europa, na Escola Profissionalizante. Promove oficinas culturais para: crianças adolescentes na mesma cidade, e para 500 participantes no Convívio Nacional do Movimento Encontro de Jovens SHALOM em Montemor-o-Velho, em Coimbra, Portugal.

Durante o ano de 2004 realiza oficinas para jovens no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. No ano de 2005 com o prêmio do I Edital de Incentivo as Artes do Estado do Ceará, promovido pela SECULT, edita no formato de cd-rom seu arquivo geral. No mesmo ano retorna à Europa. Integra o júri na VI Bienal Internacional de Arte Jovem de Vila Verde, Portugal. Apresenta o arquivo na Escola de Belas Artes da Universidade do Porto, Portugal.

Exposição “Promessa paga – Pinturas de José Tarcísio” no espaço Cultural correios de Fortaleza – 2006, “Viva a arte viva do povo brasileiro” – Museu Afro-Brasil de São Paulo – 2006/2007, Bienal São Paulo/Valencia – Encuentro Entre dos Mares – Espanha/2007, Exposição Caminhos da Serigrafia – Museu do Ceará 2009. Elos da lusofonia, Museu Histórico Nacional – Rio de Janeiro e Museu Afro Brasil, São Paulo – 2010.

2011 Elos da Lusofonia – curadoria Emanoel Araujo Museu Histórico Nacional – RIO Museu Afro Brasil – São Paulo Deuses D’ África-Visualidades brasileiras – Curadoria Emanoel Araujo – Museu Afro Brasil – São Paulo. Homenagem sala especial – Salão de Abril – Curadoria Ricardo Resende – Fortaleza CE.

 

Serviço:

Abertura da exposição “Zé: acervo de experiências vitais”
Data: 26 de julho de 2018
Hora: 18h
Local: Museu de Arte Contemporânea do Ceará
Acesso gratuito
Visitações até novembro de 2018, de terça a sexta, das 9h às 19h (com último acesso até 18h30), e sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com último acesso até 20h30).