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ECONOMIA

Reoneração da folha deve impactar com perda de 15 mil postos em um ano, diz Abicalçados

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) enxerga com preocupação o veto do presidente Jair Bolsonaro à prorrogação da desoneração da folha de pagamentos, que constava na MP 936, transformada em lei no último dia 7 de julho. Conforme a Inteligência de Mercado da entidade, o impacto da reoneração da folha no setor a partir do ano que vem poderá custar mais de 15 mil postos.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o fim de desoneração da folha de pagamentos, mecanismo que permite a substituição do pagamento de 20% sobre a folha de salários por 1,5% da receita bruta – excluindo exportações -, representa um acréscimo de R$ 572 milhões nos custos das empresas do setor. “Isso diante o início da recuperação da pior crise da história da indústria calçadista nacional, que já custou mais de 50 mil postos em 2020”, lamenta o executivo, ressaltando que o veto foi um grande equívoco do Governo Federal. “Ainda trabalhamos para que esse veto seja derrubado no Congresso. A reoneração vai ter um impacto muito pesado não somente para a indústria calçadista, mas para os demais 16 setores econômicos beneficiados pela medida”, conclui Ferreira.

Entenda
O Governo Federal publicou no Diário Oficial da União do último dia 7 de julho a sanção da MP 936, que vem auxiliando o setor industrial a segurar postos de trabalho desde o início da pandemia do novo coronavírus. O revés foi que o presidente Jair Bolsonaro vetou a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos. A prorrogação não sancionada previa vigência até dezembro de 2021. Agora, a medida segue vigente somente até dezembro de 2020

Abicalçados participa de apresentação de estudo sobre mercado chinês para calçados

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), no âmbito do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados, apresentam, no próximo dia 16 de julho, o Estudo do Mercado Chinês de Calçados. Realizado pela Apex-Brasil, o estudo traz dados, projeções e oportunidades do mercado naquele país. A apresentação ocorrerá na forma digital, a partir das 14 horas, e será conduzida por Pedro Netto, analista da gerência de Inteligência de Mercado da Agência, com participação da coordenadora de Inteligência de Mercado da Abicalçados, Priscila Linck.

Considerado o maior mercado consumidor de calçados do planeta, a China movimenta mais de US$ 62 bilhões em vendas somente no setor, com um crescimento anual estimado em mais de 3% nos últimos anos. “A Apex-Brasil dispõe de uma área de Inteligência de Mercado que realiza diversos estudos, utilizando bases de dados amplas e qualificadas e mapeando oportunidades de negócios para vários produtos e em diversos mercados. No caso deste estudo sobre oportunidades para calçados brasileiros na China, identificamos os principais desafios e oportunidades, passando por temas como o aumento da demanda por calçados com design, tecnologia e sustentabilidade e a relevância do comércio eletrônico”, comenta Pedro Netto.

Comércio eletrônico
A grande oportunidade está no comércio eletrônico, que já responde por uma fatia de mais de 30% do total gerado com vendas de calçados no país. Segundo Priscila, neste contexto, o cross-border e-commerce tem se tornado cada vez mais relevante, atendendo a crescente demanda dos consumidores por produtos importados. “E, como em todo mundo, esta modalidade foi ainda mais impulsionada durante a pandemia do novo coronavírus e as restrições das vendas físicas”, comenta a coordenadora.

Importações
Reportando importações totais de calçados equivalentes a mais de US$ 3,9 bilhões (2018), a China é um mercado crescente para o setor. Mesmo com incremento nas importações de calçados brasileiros desde 2015, passando do registro de US$ 10,5 milhões para US$ 18 milhões em 2018 – dado mais recente reportado –, o mercado ainda tem muito a ser desbravado pelos calçadistas verde-amarelos. “Somos apenas o 12º fornecedor de calçados para a China e quase 50% do que exportamos para lá são produtos de menor valor agregado. Existe um mercado em expansão para produtos de maior valor agregado, especialmente nos segmentos infantil, feminino e de esportivos em geral”, comenta Priscila, ressaltando que, até 2022, a China deve movimentar mais de US$ 77 bilhões por ano com a venda de calçados.

O estudo realizado pela Apex-Brasil aponta, ainda, as oportunidades do mercado chinês, dicas e soluções para a inserção de marcas naquele país, regulamentações e acordos comerciais em voga, entre outras questões de interesse do exportador brasileiro. Durante o webinar, o impacto da COVID-19 no mercado também será discutido pelos debatedores.

A participação é gratuita e se dá no acesso ao link https://bit.ly/2Oaru5m.

Sobre o Brazilian Footwear:
Brazilian Footwear é um programa de incentivo às exportações desenvolvido pela Abicalçados em parceria com a Apex-Brasil. Este programa tem por objetivo aumentar as exportações de marcas brasileiras de calçados através de ações de desenvolvimento, promoção comercial e de imagem voltadas ao mercado internacional. Conheça: www.brazilianfootwear.com.br | www.abicalcados.com.br/brazilianfootwear.

Sobre a Apex-Brasil:
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar esses objetivos, a Apex-Brasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. Conheça: www.apexbrasil.com.br.

Em cenário econômico adverso, Porto de Fortaleza cresce 9% no 1ºSEM 2020

O primeiro semestre de 2020 foi positivo para o Porto de Fortaleza, que registrou crescimento de 9% na movimentação de cargas em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo no cenário econômico adverso, devido à pandemia da Covid-19, trigo, escória, clínquer, manganês, magnésio, vergalhão, tarugo de aço e os derivados de petróleo puxaram essa alta. Os 2,34 milhões de toneladas até agora já representam 53% de tudo o que foi movimentado em 2019 (4,4 milhões de toneladas).

Seguindo a tendência desde o último mês de janeiro, os granéis sólidos cresceram 19% em junho comparado ao mesmo mês de 2019, passando de 909.195 toneladas para 1.080.406 toneladas e superando até a meta interna, que era de 960 toneladas. Na sequência, aparece a carga geral, com variação de 10,5%, indo de 194.470 toneladas para 214.929 toneladas. Os granéis líquidos se mantiveram estáveis, passando de 1.030.956 toneladas para 1.041.000 toneladas.

De acordo com a diretora-presidente da Companhia Docas do Ceará, engenheira Mayhara Chaves, o crescimento contínuo do granel sólido neste ano possibilitou igualar a movimentação de granel líquido, que encerrou 2019 liderando o volume de cargas. De janeiro a junho deste ano, os granéis sólidos responderam por 46% de tudo o que foi movimentado e os granéis líquidos por 45%. No mesmo período ano passado, respectivamente, foram 43% e 48%. A carga geral se manteve estável em 9%.

“A movimentação eficiente dos granéis sólidos está consolidando essa carga no Porto de Fortaleza, que só não foi maior devido à pandemia da Covid-19. Em relação aos granéis líquidos, onde temos instalado um píer petroleiro com dois berços, o período de isolamento social iniciado em março deu uma freada no consumo, que deve voltar à normalidade no segundo semestre, conclui Mayhara.

As operações da Multlog no Porto de Fortaleza cresceram 50% neste semestre se comparado ao mesmo período de 2019, quando foram movimentadas 278 mil toneladas e agora já registra 440 mil toneladas. Para os próximos seis meses deste ano, a programação é de outras 440 mil toneladas movimentadas, podendo atingir meio milhão de toneladas. O bom desempenho foi impulsionado, também, por dois recordes de produtividade (janeiro, com uma prancha de 26.668 toneladas de escória num único dia; e em maio, com outra prancha de 26 mil toneladas da mesma carga). A Multlog opera no porto desde 2009.

Operando no Porto de Fortaleza desde 1987, a Termaco movimentou no primeiro semestre deste ano aproximadamente 150 mil toneladas de cargas, entre granéis sólidos, produtos siderúrgicos e carga geral, com destaque para as operações de descarga de petcoke para as cimenteiras Votorantim e Mizu. A programação de janeiro a junho incluiu, também, exportações de vergalhões e tarugos da Gerdau Aços para o Peru e a China, e alimentos (farinha de trigo, massas e creme vegetal) do grupo M. Dias Branco para países da América do Sul. Para o segundo semestre, a operadora Termaco estima um crescimento exponencial na movimentação de cargas no Porto de Fortaleza com a marca de 250 mil toneladas.

A BF Fortship também respondeu pelo bom desempenho dos granéis sólidos (não cereais)  no Porto de Fortaleza, com destaque para o manganês, alcatrão e BTX, além de partes eólicas e contêineres. Foram 103 mil toneladas no primeiro semestre e outras 14 mil unidades de contêineres e para o segundo semestre a expectativa é de movimentar mais 152.800 toneladas (incluindo produtos siderúrgicos), além de 22 mil unidades de contêineres. A BF Fortship opera no Porto de Fortaleza desde 1994, com expertise nas áreas de afretamento, agenciamento, operações portuárias e consultoria logística.

Benévolo reabre, neste dia 6 de julho, e reforça produção de pães artesanais

 
A Benévolo Café e Gelato se prepara para retomar as atividades em todas as unidades nesta segunda-feira (06), de acordo com a terceira fase de reabertura do comércio estipulada por decreto municipal. A loja manteve o cardápio e terá reabertura seguindo as medidas de segurança adotadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
 
A casa abre com uma novidade: a intensificação da produção da boulangerie. Agora, os pães vão fazer parte das prateleiras nas lojas da Monsenhor Tabosa e Ana Bilhar. A Benévolo vai oferecer pães artesanais especiais: croissants, pães portugueses recheados, de tapioca, italiano, e outros. Estarão à disposição para o consumo na loja e também para viagem pães na versão congelada. O produto poderá ser armazenado por 15 e até 60 dias e ser finalizado na air fryer e no forno. 
 
“Estaremos atendendo aos nossos clientes com o mesmo carinho de sempre e com todas as recomendações, dentro das normas colocadas nos protocolos de saúde. Estamos voltando diferentes, muitas lições de vida nesse período que nos trouxeram mais significado e reforço em nossa missão de servir e acolher quem nos visita. Em relação a estrutura, nos preocupamos em renovar nossas lojas e deixar nossos espaços mais aconchegantes e modernos, com novidade para cada espaço”, destacou Jefferson Deywis, proprietário da Benévolo.
 
*Horário de funcionamento*
 
Em todas as lojas, das 11h às 20h. Até às 16h segue com atendimento nas mesas, após esse horário apenas para retirada no balcão e delivery, com exceção da unidade Ana Bilhar, que mantém o funcionamento até às 22h, para os dois atendimentos.
 
Lojas
 
Benévolo Café e Gelato (Ana Bilhar)
Rua Ana Bilhar, 1083, Fortaleza
 
Benévolo Café e Gelato (Monsenhor Tabosa)
Av. Monsenhor Tabosa, 688, Fortaleza
 
Benévolo Shopping Benfica
Av: Carapinima, 2200 – Loja 215 – Piso 1
 
Benévolo Via Sul Shopping
Av. Washington Soares, 4335 – Loja 408 –  Piso 3 (Praça de alimentação
 
 
Benévolo North Shopping Fortaleza (Praça de alimentação)
Av. Bezerra de Menezes, 2450 – Presidente Kennedy

Setor calçadista trabalha com 30,9% da capacidade instalada, aponta Abicalçados  

 
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) divulgou, nesta quarta (1°), que o setor calçadista nacional está trabalhando com 30,9% da sua capacidade instalada. O número está em pesquisa realizada pela entidade junto às empresas fabricantes de calçados.

O levantamento aponta, ainda, que 63% das empresas do setor estão ativas, embora com produção reduzida; 26% das empresas estão paralisadas (sendo que 20% não tem previsão de retorno); e 14% das empresas estão operando apenas para finalização de pedidos e uso de material em estoques, o que pode fornecer indícios de uma nova paralisação no curto prazo.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressalta que o quadro vem culminando na perda de postos de trabalho do setor, que chegou a 37,4 mil postos entre janeiro e maio, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo Ferreira, apenas no período mais agudo da pandemia do novo coronavírus, entre os meses de março e maio, o setor perdeu mais de 52 mil postos de trabalho. Em dezembro de 2019, as indústrias calçadistas empregavam 269 mil pessoas, número que caiu para 232 mil. “O impacto se dá, sobretudo, pelo fechamento do comércio, que responde por mais de 85% das vendas totais da Indústria”, afirma o executivo, acrescentando que 90% das empresas consultadas pela pesquisa apontaram este como o principal impacto na produção.

MP 936
A pesquisa da Abicalçados revela que 76% das empresas utilizaram o mecanismo de redução da jornada de trabalho, previsto na MP 936. “As empresas buscam segurar os postos. O problema é que, com a demora na retomada dos pedidos, as empresas acabam tendo que recorrer às demissões”, conta Ferreira.

Produção
Com queda nos pedidos, a produção de calçados caiu 70,5% em abril na relação com o mesmo mês do ano passado, conforme dados mais recentes divulgados pelo IBGE. A projeção da Abicalçados é de que a produção caia, em média, mais 65,5% em maio e 61% em junho, sempre no comparativo com os meses correspondentes do ano passado. “Existe um arrefecimento da queda na produção, que vem se dando paulatinamente e concomitantemente à abertura do comércio em alguns grandes centros comerciais”, avalia Ferreira, ressaltando que a entidade espera uma melhora gradativa até o final do ano, em especial no último trimestre.

Análises Macroeconômicas e comportamento da economia na atualidade é tema de live do Ibef Ceará


Nesta terça-feira, 30 de junho, a partir das 11h, o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-Ce), continua a série de lives em suas redes sociais. Estarão à frente  das explanações o economista chefe do Bradesco, Fernando Honorato, e o presidente da Apimec Nordeste e diretor da BFA Investimentos, Célio Fernando. Os especialistas irão abordar o tema “Análises Macroeconômicas”, com a mediação do presidente do Ibef Ceará, Luiz Trotta Miranda. A transmissão será por meio da plataforma Zoom no link https://bit.ly/31uQjku  e também será compartilhada no canal do Youtube do Ibef Ceará.

O objetivo do encontro virtual é levar para o público informações com clareza sobre o atual momento,  para que pessoas e gestores possam tomar decisões mais sábias e melhores. “A idéia é trazer um especialista de um grande banco para que, dentro de sua ótica, possamos compreender melhor os cenários atuais. Com a abertura gradual da economia, os indicadores começam a ficar mais claros, dando uma melhor assertividade em análises futuras”. explica Luiz Trotta Miranda.

 

Serviço
Live: “Análises Macroeconômicas”
Data: 30/06 (terça-feira)
Horário: 11h
Com Fernando Honorato, economista chefe do Bradesco, Célio Fernando, presidente da Apimec Nordeste e diretor da BFA Investimentos. O debate contará com a mediação do presidente do Ibef Ceará, Luiz Trotta Miranda.
Link Zoom << https://bit.ly/31uQjku
Gratuito

Restaurantes registram cerca de 30% da capacidade de atendimento nos primeiros dias de retomada, aponta Abrasel 

Nestes primeiros dias de retomada das atividades nos restaurantes de Fortaleza (iniciada na segunda-feira, 22), a Abrasel no Ceará estima que a movimentação alcançou, em média, 30% da capacidade de atendimento dos estabelecimentos, abaixo do limite estipulado pelo protocolo do Governo do Estado, que permite até 50%.

“Já esperávamos um retorno tímido, principalmente pelo fato de que ainda não é momento para almoços de lazer. A retomada dos restaurantes nesta fase se dá para atender àqueles que voltaram ao trabalho de forma presencial, e precisavam almoçar de forma segura”, afirma Rodolphe Trindade, presidente da Abrasel.

Trindade alerta ainda para a importância de continuar seguindo as exigências de forma rigorosa: “estamos muito felizes com o trabalho dos empresários do setor, que adotaram medidas rígidas para garantir que possamos dar um passo de cada vez, mas é importante reforçar a permanência destas ações, para que não aconteça no Ceará o mesmo que está havendo em estados do Sul e Sudeste, que após a flexibilização precisaram voltar ao lockdown. Seria uma morte violenta para a economia”.

Edna Mendonça, proprietária do restaurante Divina Comida, tem observado um fluxo crescente a cada dia. Na segunda-feira, o movimento foi bastante tímido, o que já mudou no segundo dia. “A gente percebe que as pessoas estão cautelosas, mas ao constatar que os restaurantes estão sendo rígidos nas medidas, voltam a frequentá-los”, avalia.

Entre as medidas que estão sendo adotadas pelos restaurantes, estão: 

– Funcionamento para atendimento presencial em horário de almoço, das 11h às 16h, operando com 50% da capacidade de atendimento.

– Talheres devem estar em quantidade para uso individual e devidamente lacrados

– Restaurantes são orientados a aferir a temperatura dos clientes que vão adentrar o estabelecimento com termômetro digital à distância segura, impedido a entrada daqueles que estiverem identificados com quadro febril (acima de 37,5ºC).

– Mesas deverão obrigatoriamente manter uma distância entre si de 2 metros.

– Será admitido apenas dois ocupantes por mesa. Se forem na mesma família, mais de 2 ocupantes estão permitidos.

– Garçons e atendentes devem utilizar máscaras de proteção, viseiras de proteção “Face Shields”.

– Nos sistemas de “Self-Service” e “Buffets”, além de ter as mãos higienizadas, o cliente deve receber luvas plásticas para manuseio dos utensílios, sendo descartadas ao final do trajeto.

 

Ancar Ivanhoe firma parceria com B2W Marketplaces

Após investir na diversificação dos serviços de entrega de produtos com o sistema de drive-thru e o modelo Retire Aqui, com armários inteligentes, a Ancar Ivanhoe agora firma parceria com a B2W, líder em comércio eletrônico na América Latina, e 13 shoppings da rede ganham canais de vendas nas plataformas Americanas.com, Submarino e Shoptime nesse primeiro momento.

 

A iniciativa, que será inicialmente implementada no Botafogo Praia Shopping, busca integrar mais de três mil lojas às soluções O2O (Online to Off-line) da B2W Marketplace e oferecer serviços de entrega com conceito de vizinhança, com conforto e segurança aos consumidores. Com a parceria, as operações poderão retirar e enviar produtos, de acordo com o sortimento e estoque de cada unidade, e os clientes passarão a contar com os serviços Click and Collect Now – com retirada do produto em até uma hora – e Ship From Store – com entregas a partir da loja em até duas horas no endereço de desejo.

 

Com o objetivo de inovar sem perder a proximidade entre marca e consumidor, a solução intensifica ainda mais a estratégia de multicanalidade dos shoppings do grupo. Para o head de Marketing da Ancar Ivanhoe, Diego Marcondes, a omnicanalidade é um caminho sem volta. “Os shoppings e o varejo como um todo agora precisam atender a uma nova demanda que começa a surgir. Nosso papel enquanto plataforma é oferecer uma rede de apoio aos nossos operadores nesse processo, e oferecer ao consumidor cada vez mais opções de entrega de produtos para atender às suas necessidades sem que ele precise sair de casa”, explica.

 

A expectativa é implementar a integração até agosto nos shoppings Botafogo Praia, Boulevard, Rio Design Barra, Rio Design Leblon e Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro; Golden Square e Parque das Bandeiras, no estado de São Paulo; North Shopping Fortaleza, North Shopping Jóquei, North Shopping Maracanaú e Via Sul Shopping, no Ceará; além do Natal Shopping, no Rio Grande do Norte, e Porto Velho Shopping, em Rondônia.

 

Expectativas dos economistas se mantêm pessimista com o quadro econômico

A pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE) revela, na sua trigésima sétima edição, que o número de variáveis analisadas com pessimismo foi o mesmo da pesquisa anterior, seis. O levantamento, realizado em parceria pela Fecomércio-Ce e o Conselho Regional de Economia (Corecon-Ce), tem periodicidade bimestral e colheu no período maio-junho as expectativas de 108 especialistas em economia. Os resultados da pesquisa refletem sobremaneira os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus no Brasil e no mundo.

A pesquisa também revela que os três índices, de percepção geral (62,5 pontos), de percepção futura (77,5 pontos) e de percepção presente (50,5 pontos) registraram elevado pessimismo dos analistas consultados em relação ao quadro econômico nacional e internacional.

O número de variáveis percebidas com pessimismo foi o mesmo da pesquisa realizada nos meses de março e abril: taxa de câmbio (49,4, pontos); cenário internacional (37,5 pontos); nível de emprego (34,7 pontos); evolução do PIB (32,4 pontos); gastos públicos (29,0 pontos) e salários reais (19,3 pontos).

De acordo com a análise, apenas três variáveis foram analisadas com otimismo: taxa de juros (131,3 pontos), taxa de inflação (117,0 pontos) e oferta de crédito (111,9 pontos). A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo.

Conforme a metodologia, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral. Considerando a soma das variáveis, o índice de percepção geral passou de 74,4 pontos para 62,5 pontos, um aumento de 16,0% no pessimismo em relação à pesquisa anterior. Sobre o comportamento futuro das variáveis, a pesquisa também apresenta aumento no pessimismo, embora menor, de 2,8%. Ademais, cabe destacar que a percepção sobre o desempenho presente revelou uma piora nas expectativas de 26,9%, registrando 50,5 pontos.

Vale salientar que as expectativas movem os agentes econômicos impactando, positivamente ou negativamente, o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, a performance, positiva ou negativa das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, as expectativas são a um só tempo causa e consequência do comportamento econômico.

A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense: indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções.

Mais de 100 mil trabalhadores voltam às atividades na Grande Fortaleza a partir de segunda-feira, dia 22

Na próxima segunda-feira, dia 22, está previsto o início, em Fortaleza, da segunda fase do Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais do Estado do Ceará, elaborado pelo Grupo de Trabalho Estratégico, envolvendo o Poder Executivo, sociedade civil e setor produtivo, representado pela CDL de Fortaleza e outras entidades classistas, como a Fiec e a Fecomércio. O plano que começou a ser colocado em prática no dia 1⁰ de junho foi organizado de acordo com protocolos sanitários para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Até agora, 17 setores da economia, entre comércio, indústria e serviços, já puderam voltar às atividades de forma parcial com até 40% dos trabalhadores. Já, na segunda fase, as lojas de rua e dos shoppings poderão abrir com 100% dos empregados.

Nesta segunda fase, seis cadeias que começaram a abrir nas fases anteriores, terão funcionamento pleno. Além do comércio em geral, voltam 100%: indústria química e correlatos; artigos de couros e calçados; metalmecânica e afins; saneamento e reciclagem; energia elétrica e construção civil. Já as atividades econômicas e comportamentais que voltam com 20% a 40% de trabalhadores ou de público são sete: comunicação, publicidade e editoração; indústrias e serviços de apoio; tecnologia da informação; assistência social; alimentação fora do lar (restaurantes de 9h às 16h); atividades religiosas; e esporte, cultura e lazer (apenas aluguéis de equipamentos).

Dados da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará apontam que 105.596 trabalhadores devem voltar às atividades na Grande Fortaleza, nesta segunda fase. Somando às fases anteriores (de transição e fase um), 219.693 funcionários dos 17 setores estarão trabalhando a partir desta segunda-feira, dia 22. O número é a metade do total de trabalhadores formais empregados nas empresas da Grande Fortaleza.

De acordo com o presidente da CDL de Fortaleza, Assis Cavalcante, apesar do retorno de 100% dos trabalhadores, o horário de funcionamento das lojas do Centro e dos shoppings centers permanece reduzido. No Centro, as lojas abrem de 10h às 16h, e nos shoppings de 12h às 20h. Nos sábados e domingos, o funcionamento não terá horário estipulado, desde que cumpra a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Assis Cavalcante pontua ainda que para as etapas do plano serem cumpridas é preciso que todos respeitem os protocolos de segurança. “Quando tem um decreto novo e entra uma nova fase, tem sempre uma expectativa muito grande. No dia 8, quando começou a fase 1, muita gente veio ao Centro na euforia, mas depois o movimento se estabilizou. O importante é evitar aglomerações, manter o distanciamento social, usar as máscaras e fazer uma higiene constante nas lojas”, afirma.

Ainda sobre o movimento de clientes nas lojas, a CDL de Fortaleza chegou a registrar cerca de 40% do fluxo considerado normal de consumidores, no último sábado, dia 13. Ao longo da semana, a movimentação é de até 35%, em média, do público habitual.

 

DADOS DA FASE 2

– Cadeias já liberadas na Fase de Transição e na Fase 1, agora com funcionamento pleno:

Comércio em geral e shoppings

Indústria química e correlatos

Artigos de couros e calçados

Cadeia metalmecânica e afins

Saneamento e reciclagem

Cadeia energia elétrica

Cadeia da construção

– Novas atividades liberadas:

Comunicação, publicidade e editoração (Agências de Publicidade, Marketing, Edição e Design)

Indústrias e serviços de apoio (Organizações Associativas, Contabilidade, Direito, e serviços de apoio administrativo)

Tecnologia da Informação (Técnica)

Assistência Social (Defesa de Direitos Sociais, e Serviços de Assistência Social sem alojamento)

Alimentação fora do lar (Restaurantes das 9h às 16h)

Atividades religiosas (Celebrações religiosas com 20% da capacidade)

Esporte, cultura e lazer (Aluguéis de equipamentos)

TRABALHADORES LIBERADOS NA GRANDE FORTALEZA

Fase de transição – 44.868

Fase 1 – 69.229

Fase 2 – 105.596

TOTAL – 219.693

Pesquisa da Fecomércio revela que empresários continuam menos confiantes

A confiança dos empresários do Ceará em relação à economia do País continua caindo. É o que revela a pesquisa Índice de Confiança dos Empresários do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará, realizada no bimestre Mai-Jun/2020, pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), da Fecomércio. Segundo o levantamento, o índice veio 75,3 pontos. A pontuação de maio e junho apresentou variação relativa de -13,2% em relação ao bimestre anterior (Mar-Abr), quando o índice foi de 86,7 pontos.

Essa baixa expectativa, de acordo com a pesquisa, pode ter como uma das justificativas a crise sanitária, somado com a crise econômica, o que leva os empresários a ficarem em desconforto quanto aos investimentos dos seus negócios.

Uma prova disso é o recuo do Índice de Investimento das Empresas – IIE com uma variação de -12,7%, passando de 82,9 pontos (Mar-Abr) para 72,4 pontos no bimestre (Mai-Jun). Esse baixo nível de investimento impacta na queda de contratação de mão de obra, bem como na redução de compras junto aos fornecedores, que contribui para a diminuição de estoques, e que se estende para o comprometimento da cadeia produtiva desses produtos.

O Índice de Situação Presente – ISP teve um recuo de -8,0%, saindo de 64,0 pontos no bimestre (Mar/Abr), para 58,8 pontos (Mai/Jun). No  bimestre em análise, 31,0% dos empresários observaram que a economia brasileira, nos últimos doze meses, piorou e muito; já 36,9% do empresariado observou que as condições da economia permaneceram estáveis no período de 12 meses; e 31,5% dos entrevistados informaram que as condições gerais do seu setor de atividade pioraram muito nos últimos seis meses. Quanto às condições gerais da sua empresa nos últimos seis meses, 38,1% alegaram que a situação está delicada com uma piora muito significativa.

O Índice de Situação Futura – ISF também apresentou uma queda de 15,7%. No bimestre (Mar/Abr) era de 106,6 pontos, e no período bimestral em análise (Mai/Jun) ficou em 89,8 pontos. Essa queda teve como contribuição a expectativa dos empresários quanto ao faturamento da empresa em que 32,7% constataram que houve uma queda; bem como um baixo nível de investimento das empresas, resposta de 61,3% dos empresários.

Mesmo assim, diante desse quadro de incertezas, 49,4% dos empresários têm a expectativa de momentos melhores nos próximos seis meses com relação às suas empresas.

Abicalçados reporta “alívio” com abertura gradual do comércio físico

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) divulgou hoje, 16, o mais recente balanço dos impactos da pandemia do novo coronavírus no setor calçadista brasileiro. Na última semana, conforme dados levantados junto a empresas do setor, foram perdidos cerca de 250 postos de trabalho, o menor número desde o início da pesquisa, no final de março.
Dos postos perdidos, 102 foram no Rio Grande do Sul e 105 em São Paulo. Com o registro, o setor somou 36,22 mil postos perdidos desde o início do levantamento. Rio Grande do Sul, com 10,8 mil postos perdidos, e São Paulo, com a perda de 10,79 mil postos lideram o ranking de demissões. O volume de demissões é cerca de 13% do total de empregos gerados pela atividade (269 mil postos em dezembro de 2019).

Para o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, o dado confirma a projeção inicial da entidade, de que o quadro de demissões ficaria mais estável a partir do retorno gradual do funcionamento do varejo físico nos principais centros comerciais brasileiros. “O setor calçadista é muito dependente do mercado interno, especialmente do varejo físico, que responde por mais de 85% das nossas vendas totais. Com a abertura gradual das lojas, é natural que as coisas melhorem paulatinamente. Assim como o segmento sente rapidamente a queda na demanda, também sente rapidamente qualquer melhora no ambiente de vendas, com reflexo direto nos postos de trabalho”, comenta o dirigente, acrescentando que, no entanto, o setor ainda está longe de ter uma retomada mais substancial. “Lojistas ainda estão com produtos estocados”, conclui.

Queda na produção
O levantamento realizado junto às empresas também aponta que o setor vem operando com menos de 40% da sua capacidade instalada. A projeção é de uma queda de até 30% na produção de calçados ao longo do ano, o que faria o setor retornar a patamares de 16 anos atrás, com pouco mais de 640 milhões de pares produzidos.

A pesquisa realizada pela Abicalçados com empresas do setor será atualizada semanalmente. Acompanhe também no site www.abicalcados.com.br.

Demissões do setor calçadista
23 de março a 16 de junho de 2020

Rio Grande do Sul: 10.814 postos
São Paulo: 10.793 postos
Minas Gerais: 5.527 postos
Bahia: 4.824 postos
Ceará: 1.623 postos
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As mudanças tecnológicas e o futuro do trabalho será tema de live do Corecon-CE nesta terça-feira (16)


A tecnologia e o futuro do trabalho, será o tema central da transmissão ao vivo realizada no Instagram do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-Ce), nesta terça-feira (16), às 18h30. A live contará com a participação de Lucas Barros da Profectum Tecnologia e da conselheira do Corecon e servidora do SEBRAE, Desirée Mota.

O bate papo virtual, será voltado  para as principais mudanças tecnológicas da atualidade, diante deste momento de pandemia. “Nosso convidado Lucas Barros irá apresentar ferramentas utilizadas por ele em consultorias e capacitações nas empresas. Vamos falar sobre o impacto da tecnologia no mundo do trabalho, por que as pessoas vão ter que se capacitar e se adequar a esta nova realidade e como a tecnologia passa a ser um grande alavanca para os negócios”, explica Desirée Mota.

Sobre o Corecon Ceará

O Conselho de Regional de Economia do Ceará tem por finalidade a fiscalização do exercício da profissão, no que diz respeito à disciplina, a ética, e atua em defesa da sociedade e da categoria de economistas. Por meio de suas redes sociais, vem realizando uma série de lives com o objetivo de estreitar os laços entre o Conselho e a sociedade.

SERVIÇO:

Live “Tecnologia e o futuro do trabalho”

Data: terça-feira, 16

Horário: 18h30

Com Lucas Barros da Profectum Tecnologia e Desirée Mota, conselheira do Corecon e servidora do SEBRAE.

Canal: Instagram @coreconceara
Gratuito

Somapay e Pague Menos firmam parceria

 

A partir de agora, os clientes com o cartão Somapay têm descontos na rede de farmácias Pague Menos de todo o Brasil. Compras de medicamentos genéricos recebem desconto de 25%, enquanto medicamentos de marca saem com 15% de desconto no preço final. Para ter direito, basta informar ao caixa que é cliente Somapay ao apresentar o cartão, fornecendo também o CPF no momento da compra.  Mais informações no site www.somapay.com.br e no perfil no Instagram @somapayoficial.

Sobre a Somapay
Com atuação no mercado nacional desde 2014, a Somapay é uma plataforma de serviços financeiros para o público business to business (B2B) e business to consumer (B2C), que gerencia o pagamento de colaboradores e fornecedores de forma simples e rápida. Reúne pagamentos de funcionários, conta digital remuneração, conta PJ, rede de compras, saques através de aplicativos, cartões benefícios, saques em lotéricas e no Banco24horas, e outros produtos que facilitam a rotina através da tecnologia, como recarga de celular, compra de créditos para Uber e jogos online.

Atualmente, a Somapay já conta com uma carteira de mais de 120 mil usuários e uma rede de compras de 1.700 estabelecimentos, como supermercados, postos de combustível, gasolinas, indústrias, varejo e empresas de terceirização de mão de obra. Entre os benefícios para a empresa, a Somapay oferece rapidez e segurança nos pagamentos, burocracia zero (com abertura automática de contas com importação de dados da folha de pagamento), treinamento de RH, DP e contabilidade in loco, além de um app que reúne tudo em um só lugar, como pagamentos, salários, prêmios e benefícios.

A empresa tem à frente os sócios-diretores Fernando Gurgel, Patrícia Costa e Silva e Nayana Branco, todos com extensa experiência no mercado financeiro.

Exportações de calçados recuaram 66% em maio

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus seguem impactando os resultados das exportações brasileiras de calçados. Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, em maio, foram embarcados 2,7 milhões de pares, que geraram US$ 23,9 milhões, quedas tanto em volume (-64,7%) quanto em receita (-66%) em relação ao mês correspondente de 2019. Com o resultado, no acumulado dos cinco primeiros meses de 2020, as exportações somaram 39,53 milhões de pares e US$ 294,9 milhões, quedas de 22,1% e 28,7%, respectivamente, ante igual período do ano passado.

O presidente executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o resultado já era esperado pelo setor, que percebe seus pedidos minguando desde o início do ano. “Em 2020, não tivemos nenhum resultado positivo na relação com 2019, mas as quedas foram acentuando com o passar dos meses. As exportações devem estabilizar, ou demonstrar quedas menores, somente no último trimestre do ano.

Devemos fechar 2020 com um revés na casa de 30% nos embarques”, projeta o dirigente, ressaltando que a exportação nacional do setor deve retornar a patamares da década de 1980. Segundo ele, além da retração da demanda internacional, serviços logísticos prejudicados e a concorrência cada vez mais feroz dos produtores asiáticos, que reativaram suas economias muito antes do Brasil, explicam o quadro de queda nos embarques brasileiros.

Nos cinco primeiros meses, o principal destino do calçado brasileiro no exterior foi os Estados Unidos, para onde foram enviados 3,8 milhões de pares, que geraram US$ 57,7 milhões, quedas de 32,3% e de 32,1%, respectivamente, ante o mesmo ínterim do ano passado. O segundo destino foi a Argentina, que importou 2,88 milhões de pares verde-amarelos por US$ 29,47 milhões, quedas de 3,8% em volume e de 21,7% em receita no comparativo com o mesmo período de 2019. Completando os três principais destinos, a França importou 2,68 milhões de pares brasileiros, pelos quais foram pagos US$ 19,52 milhões, quedas de 17,8% e de 10,7%, respectivamente, ante 2019.

Estados
Maior exportador brasileiro de calçados, o Rio Grande do Sul foi responsável por 43,7% do total gerado pelas exportações nos primeiros cinco meses do ano. Mesmo assim, os gaúchos viram seus embarques despencarem em pares e valores na relação com o ano passado. No período, partiram do Rio Grande do Sul 9,25 milhões de pares, que geraram US$ 126,4 milhões, quedas de 24,5% e de 30,1%, respectivamente, no comparativo com o período correspondente de 2019.

O segundo exportador brasileiro do período foi o Ceará, de onde partiram 13,7 milhões de pares, que geraram US$ 77,87 milhões, quedas tanto em volume (-30%) quanto em receita (-32,6%) no comparativo com os cinco primeiros meses de 2019.

O terceiro exportador do período foi São Paulo, que viu suas exportações despencarem 15,3% em volume e 29,8% em receita no comparativo com 2019. Nos cinco meses, os calçadistas paulistas embarcaram 2,76 milhões de pares, que geraram US$ 30,47 milhões.

O único estado do rol de principais exportadores com resultados positivos no período foi a Paraíba. Nos cinco meses, os calçadistas paraibanos somaram a exportação de 8,33 milhões de pares, que geraram US$ 26,5 milhões, altas de 5% e 2%, respectivamente, ante mesmo período de 2019.

Importações
Nos primeiros cinco meses do ano, entraram no Brasil 11,65 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 138,32 milhões, quedas de 16% em volume e de 10,3% em receita na relação com mesmo ínterim de 2019. Segregando apenas o mês de maio, as importações caíram 47,4% em pares e 50% em receita no comparativo com mês correspondente do ano passado (1,2 milhão de pares e US$ 15 milhões).

As principais origens das importações brasileiras nos cinco primeiros meses do ano foram os países asiáticos. Vietnã (com 4,68 milhões de pares e US$ 78,78 milhões, queda de 5% em volume e incremento de 1,2% em dólares), Indonésia (1,4 milhão de pares e US$ 23 milhões, quedas de 31% e 25%, respectivamente) e China (4,58 milhões de pares e US$ 18 milhões, quedas de 17,3% e de 7,2%, respectivamente), juntos, responderam por mais de 80% das importações brasileiras de calçados.

Nos cinco primeiros meses de 2020, em partes – cabedais, saltos, solados, palmilhas etc -, as importações brasileiras somaram US$ 9,37 milhões, 29,5% menos do que no mesmo período do ano passado. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.