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ECONOMIA

Sustentabilidade na cadeia calçadista é pauta de webinar

A sustentabilidade já não é um diferencial das empresas, é um conceito de primeira necessidade para a sobrevivência no mundo dos negócios. E é por isso que a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) se uniram para criar o programa Origem Sustentável, que, lançado em 2013, passa por uma atualização com o intuito de ser ainda mais assertivo na certificação da sustentabilidade. Para apresentar essa iniciativa, as entidades promovem, no próximo dia 12 de maio, um webinar voltado a gestores que desejam ter seus processos certificados nesta que é a única certificação do cadeia calçadista brasileira.

Destacando que sustentabilidade não é um conceito apenas ambiental, mas que leva em consideração as dimensões econômica, social e cultural, o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira frisa que a maior parte dos grandes grupos de investimentos internacionais já têm na sustentabilidade o centro estratégico para alocação de ativos. “As empresas que não investirem em sustentabilidade certamente ficarão para trás em um mundo cada vez mais competitivo, tanto no que diz respeito aos investimentos quanto ao comportamento do consumidor. Mas, além de trabalhar o conceito, é importante divulgá-lo. Por isso estamos reformulando o Origem Sustentável, que a única certificação de sustentabilidade da cadeia calçadista no Brasil”, comenta o dirigente.

A superintendente da Assintecal, Silvana Dilly, frisa que a sustentabilidade é vista como um dos pilares estratégicos da entidade que representa os fornecedores do setor calçadista nacional. “A sustentabilidade é a palavra de ordem no mundo empresarial, as empresas precisam mais do que nunca terem um propósito, os consumidores querem comprar produtos de marcas que trabalhem dentro de um capitalismo consciente, que são empresas que possuem uma razão de existir e geram lucros através  das suas ações com uma  preocupação em gerar valores para todas os seus stakeholders“, ressalta a superintendente, destacando a importância da união de todos os elos da cadeia coureiro-calçadista.

Origem Sustentável
O Programa, que já tem nomes como Vulcabras, Piccadilly, Bibi e Cipatex certificadas, e outras tantas gigantes brasileiras em processo de implementação, caso da Arezzo, Usaflex, Ramarim, Beira Rio e Bebecê, tem o objetivo de ser referência em negócios sustentáveis. Com auditorias credenciadas pela SGS e Senai, a certificação conta com quatro níveis de evolução: Bronze (para empresas que cumpram o mínimo de 20% a 30% dos indicadores propostos), Prata (40%), Ouro (60%) e Diamante (80%).

As inscrições para o webinar, exclusivo para empresas de calçados e componentes, estão disponíveis no link.

SERVIÇO

Webinar Origem Sustentável
Data: 12/05/2021
Horário: 8h30 até 9h30
Inscrições (exclusivas para empresas de calçados e componentes):  https://bit.ly/3vKOA6F

Hard Rock Hotels® anuncia expansão global com mais dois novos empreendimentos no Brasil, total são oito

A Hard Rock Hotel® anunciou hoje, no Brasil e nos EUA, planos para o desenvolvimento de oito hotéis com aproximadamente 4.000 quartos em importantes cidades do Brasil, incluindo São Paulo, Fortaleza, Ilha de Sol (PR), Foz do Iguaçu, Natal, Recife, e os novos integrantes da lista  Campos do Jordão e Jericoacoara. As propriedades hoteleiras, desenvolvidas pela incorporadora imobiliária brasileira VCI S.A., serão administradas pela marca Hard Rock Hotel, que é conhecida pelas experiências de primeira classe que oferece aos viajantes em todo o mundo. A adição dessas propriedades ao portfólio diversificado de hospitalidade do Hard Rock marca a contínua expansão internacional do grupo, com maior ênfase nas principais localizações sul-americanas.

 

Os futuros hotéis Hard Rock trarão a vibrante, energética e artística cultura local por meio de seu design e de experiências musicais inigualáveis. Os elementos de decoração e design variam de hotel para hotel, peças únicas estão sendo procuradas e adquiridas pelas empresas internacionais de arquitetura e design de interiores para serem exibidas em cada uma das propriedades. Além disso, o Hard Rock está ativamente buscando memorabílias autênticas de famosos artistas brasileiros para serem apresentadas em sua coleção mundialmente conhecida com mais de 86.000 peças, proporcionando experiências exclusivas e memoráveis para hóspedes de todo o mundo.

As propriedades estão previstas para serem concluídas nos próximos oito anos. Três projetos já estão em construção: São Paulo, Fortaleza e a primeira fase da Ilha de Sol prevista para 2022. Já Recife e Natal  devem ser entregues em 2024, Foz de Iguaçu antecipado para 2025, Campos do Jordão em 2027 e Jericoacoara em 2028. O desenvolvimento de oito novos Hard Rock Hotels criará milhares de empregos nas regiões e deve estimular as economias locais com o incentivo ao turismo. Além dos avanços gerados pela construção do empreendimento, os executivos locais estão trabalhando para melhorar a infraestrutura, a saúde, o acesso ao transporte e os programas sociais antes das datas de conclusão.

“O Brasil está sendo preparado para se destacar no cenário mundial de destinos de viagens, com 10 hotéis Hard Rock programados para desenvolvimento em colaboração com três parceiros diferentes, sendo a VCI SA o maior dos três”, disse Todd Hricko, Vice-Presidente Sênior de Desenvolvimento Hoteleiro da Hard Rock Hotels. “Este anúncio exemplifica grandes avanços para o crescimento global contínuo do Hard Rock em todo o Brasil, especificamente, nos próximos anos”.

“Estamos extremamente entusiasmados por trabalhar em colaboração com o Hard Rock e ver a marca ganhar vida em um novo país”, disse Samuel Sicchierolli, fundador e presidente da VCI S.A. “Os próximos oito anos significarão uma nova era para o Hard Rock e estamos honrados em poder ajudar no processo de desenvolvimento “, conclui.

No verdadeiro estilo Hard Rock, todos os hotéis atrairão os hóspedes com uma ampla gama de comodidades de marcas exclusivas, incluindo o programa The Sound of Your Stay®, uma oferta, dividida em três partes, que coloca os hóspedes no ritmo com um toca-discos “vinil” Crosley no quarto, entregue à sua porta, uma guitarra Fender mediante solicitação e a escolha de listas de reprodução cuidadosamente selecionadas disponíveis para os convidados para streaming ou download. Cada propriedade também oferecerá uma Rock Shop® e um Rock Spa® de serviço completo, com propriedades variadas, fornecendo outros serviços tradicionais do Hard Rock.

O Hard Rock Hotels trabalha para oferecer a melhor experiência aos hóspedes em todos os aspectos da vida – trabalho, lazer e santuário pessoal. Para saber mais sobre os hotéis Hard Rock, visite: https://www.hardrockhotels.com. Aqueles que desejam reservar com o Hard Rock agora podem ver as propriedades abertas aqui: https://www.hardrockhotels.com/destinations.aspx.

Corecon-CE debate em live os impactos econômicos da pandemia no futebol


Os impactos  econômicos da pandemia no futebol será o tema do projeto  “Diálogo com economistas” desta terça-feira (13/04), a partir das 18h. A transmissão ocorrerá por meio do perfil do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE) no Instagram (@coreconceara).

O conselheiro federal e professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Lauro Chaves, recebe o presidente do Fortaleza Esporte Clube, Marcelo Paz, para debater o assunto. “O futebol cearense cresceu muito nos últimos anos com a participação de Fortaleza e Ceará na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, com a classificação de ambos para a Sulamericana e com a conquista da Copa do Nordeste por ambos os clubes. Além disso, os clubes implementaram o crescimento dos seus respectivos programas de sócio torcedor, situação que foi interrompida pela pandemia. Os clubes perderam muito da sua arrecadação”, disse Lauro Chaves.

O conselheiro federal ressalta ainda que, como não é mais permitido ter público no estádio, isso acarretou não só perda da receita com venda de ingressos, mas do próprio programa de sócio-torcedor. “Os clubes têm tido impacto negativo grande, sendo o futebol o esporte mais popular do país, cuja cadeia produtiva é enorme, principalmente quando em campeonatos se movimenta hotéis, viagens, turismo  e produtos licenciados. Tudo isso sofreu impacto com a pandemia e é isso que vamos tratar, bem como sobre quais alternativas estão sendo feitas para que os clubes possam superar essas dificuldades”, destacou.

SERVIÇO:

Live: “Os impactos econômicos da pandemia no futebol”
Data: Terça-feira (13/04)
Horário: 18h
Local: Instagram (@coreconceara)

Produção de calçados soma 763,7 milhões de pares

Afetada pela pandemia da Covid-19, a produção de calçados despencou 18,4% em 2020, somando 763,7 milhões de pares, pior número registrado em 16 anos. A exportação de calçados seguiu o ritmo e caiu 18,6%, chegando a 93 milhões de pares embarcados, pior resultado em 30 anos. O reflexo dos registros foi uma queda significativa no emprego gerado pela atividade, que encerrou o ano passado 7,9% menor do que em 2019, somando 247,4 mil postos diretos no Brasil. Esses e muitos outros números e análises micro e macroeconômicas estão disponíveis no Relatório Setorial Indústria de Calçados, que será lançado no próximo dia 15 de abril no evento Análise de Cenários, realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) com o apoio de sindicatos parceiros do setor.

A coordenadora de Inteligência de Mercado da Abicalçados, Priscila Linck, que estará ao lado do doutor em Economia Marcos Lélis na apresentação do Relatório, destaca que a publicação traz dados detalhados do setor, desde produção até exportações por destino, empregos por região brasileira, utilização da capacidade instalada, entre outros. “Também teremos projeções, por mais difíceis que elas sejam nesse cenário ainda muito incerto”, destaca Priscila. O objetivo, segundo Priscila, é auxiliar empresas na adoção de estratégias para o longo do ano, de acordo com o comportamento do mercado no curto e médio prazos.

O Relatório Setorial cruza dados oficiais om ampla pesquisa realizada pela Abicalçados com empresas que respondem por 80% da produção do setor calçadista.

O evento Análise de Cenários será realizado no formato digital a partir das 16 horas do dia 15 de abril. As inscrições são gratuitas por meio de preenchimento do formulário.

Confira alguns depoimentos de participantes das edições anteriores: 

“A análise ajuda muito a avaliarmos nossas estratégias e redirecionarmos nossas ações quando necessário” – Marcos Rabbe, COO da Paquetá Shoe Company

“Eu, particularmente, uso muito as matérias e análises construídas pelo time de Inteligência, materiais que nos permitem traçar uma linha com relação ao tamanho do desafio que iremos encontrar. Uso inclusive para direcionamento de orçamento”. – Thiago Borba, gerente de Inteligência de Mercado da Piccadilly

“Considerar na rotina comercial as ações do time de inteligência de mercado tal qual a análise de cenário é fundamental no quesito alinhamento das estratégias. A análise ajuda a construir melhores resultados e garantia de informação” – Rodrigos Nunes, gerente de Exportação da World Colors Brasil

Serviço
Análise de Cenários e lançamento do Relatório Setorial de Calçados
Data: 15/04/2021
Horário: 16h
Local: Youtube  – mediante inscrição prévia
Apresentação: Coordenadora de Inteligência de Mercado da Abicalçados Priscila Linck + Doutor em Economia Marcos Lélis
Inscrições: https://lp.abicalcados.com.br/analisedecenarios

Corecon-CE lança edição comemorativa do Boletim do Economista sobre o Dia da Mulher


O Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE) lançou edição especial do Boletim do Economista sobre o Dia da Mulher, celebrado em 8 de março. A publicação é trimestral e objetiva orientar economistas a lidar com as diversas formas e situações do cenário econômico. A edição, produzida por economistas filiados ao Corecon-CE, está disponível em: https://abre.ai/cjv8

O boletim trata de assuntos sobre as relações de gênero e raça em 2020, desigualdade de gênero no mercado de trabalho, empreendedorismo feminino, a participação da mulher na agricultura familiar, entre outros.

” Queremos chamar a atenção nesse momento de pandemia, que a crise afetou de forma desigual homens e mulheres, a nível de Brasil, de 9 milhões de pessoas que saíram do mercado de trabalho, 7 milhões foram mulheres e afetou bastante a vida dessas pessoas”, disse a vice-presidente do Corecon-CE, Silvana Parente.

Ainda segundo a especialista, a mulher está no centro do enfrentamento da pandemia, tanto nos cuidados com a família quanto na ocupação profissional. “As mulheres são maioria como profissionais de saúde, profissionais de educação, trabalho doméstico e também no empreendedorismo informal e de sobrevivência,  então o boletim  chama a atenção para a importância da mulher na economia e na economia do cuidado, e portanto  a superação da crise depende do protagonismo e liderança feminina na discussão das políticas públicas econômicas e sociais.  Por isso a mulher tem que ter mais poder e voz nos espaços de decisão nessas questões e o redesenho das medidas econômicas e sociais precisam ter a lupa de gênero,” disse.

BNB lança Crediamigo Delas para impulsionar empreendedorismo feminino

 

Crediamigo Delas é a nova linha de crédito do Banco do Nordeste, lançada hoje, Dia Internacional da Mulher. Destinada a financiar atividades produtivas para mulheres empreendedoras que atuam no setor informal e formal da economia, o produto do Crediamigo passa a integrar o maior programa de microcrédito da América do Sul.

O Crediamigo Delas financiará investimento e capital de giro, com prazo de 4 a 24 meses, tanto na modalidade individual como solidário. O limite será de R$ 5 mil, por cliente, observada a capacidade de pagamento, com abaixo de 2,4% ao mês, para investimento fixo e giro individual, e de 2,2%, para giro solidário.

Produto customizado ao público feminino, o Crediamigo Delas terá, também, a vantagem de até 90 dias para início do pagamento das parcelas, possibilidade de formação de grupo solidário com até 40% de mulheres que tenham iniciado atividades há menos de seis meses, débito automático das parcelas em conta corrente, bem como disponibilização de curso EAD e do Caderno de Gestão, ferramenta para apoio ao controle financeiro.

Para a superintendente de Microfinança e Agricultura Familiar do Banco do Nordeste, Lúcia de Fátima Barbosa, “o protagonismo feminino no Crediamigo configura um reflexo do papel de liderança que a mulher exerce em seu meio, caracterizado essencialmente pela sua força de trabalho e busca para a realização de seus sonhos. Elas vêem no empreendedorismo uma oportunidade para mudar suas realidades, com aumento de rendas e melhoria na qualidade de vida de suas famílias”.

Força na economia

Inspirado no dado segundo o qual, no Brasil, 34,4 milhões de mulheres respondem financeiramente pela gestão dos lares, o Crediamigo Delas atende ao forte empreendedorismo feminino, além de que, na carteira do Crediamigo, elas representam 65% do público do programa.

Em 2020, por exemplo, o Crediamigo aplicou R$ 12,1 bilhões, dos quais R$ 7,8 bilhões, correspondentes a 2,9 milhões de operações, foram contratados por mulheres.

Na avaliação do universo de mulheres empreendedoras, ressaltam-se, ainda, os aspectos de que elas movem a economia, geram emprego e renda, gerenciam atividades produtivas, mudam a vida de suas famílias e de pessoas ao seu redor e evidenciam forte inspiração para iniciar negócios.

SIMPLES NACIONAL: empresas poderão refinanciar débitos federais a partir de 1º de março

 

Publicada no Diário Oficial da União no dia 11 de fevereiro, a portaria nº 1.696/2021 promete trazer um pequeno alívio para os empreendedores brasileiros. Isso porque ela estabelece melhores condições para o pagamento de tributos federais do Simples Nacional vencidos no período de março a dezembro de 2020, que não foram pagos em razão dos impactos econômicos decorrentes da pandemia de Covid-19. A renegociação terá início em 1º de março e permanecerá até as 19h (horário de Brasília) do dia 30 de junho de 2021.

Para o contador e consultor financeiro Marcos Sá, a medida é vista com bons olhos. “Os últimos meses têm sido muito difíceis para todos, inclusive para os empresários. Aqui no Ceará, por exemplo, desde o início da pandemia, mais de 8 mil bares e restaurantes fecharam as portas, de acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-CE). Os impostos são uma parcela considerável dos gastos das empresas brasileiras, por isso tantos negócios não conseguiram honrar seus compromissos nesse momento. Essa flexibilidade por parte do Governo é indispensável”, explica.

Como condição para a adesão ao programa, o Governo avaliará a capacidade de pagamento do contribuinte, levando em consideração os impactos econômicos e financeiros decorrentes da pandemia. “Ao optar pela negociação, o contribuinte vai ter que colocar o que declarou nas notas fiscais de saída, EFD Reinf, DEFIS, GFIP, DIRF, eSocial e o custo com a folha”, pontua Marcos Sá. E completa: “As informações ajudam o Governo a verificar se a empresa está financeiramente saudável, se tem caixa e capacidade de arcar com o refinanciamento”.

Munido com os dados fornecidos pelas empresas, o Governo analisará a forma de pagamento da negociação de cada empresa para que ela não tenha prejuízos e comprometa o caixa. A capacidade de pagamento decorre da situação econômica da empresa e será calculada de forma a estimar se o sujeito passivo possui condições de efetuar o pagamento. Com isso, as empresas poderão ser enquadradas nas seguintes categorias:

Tipo A: créditos com alta perspectiva de recuperação;

Tipo B: créditos com média perspectiva de recuperação;

Tipo C: créditos considerados de difícil recuperação;

Tipo D: créditos considerados irrecuperáveis.

O especialista também lembra que, neste ano, em decorrência da crise agravada pela pandemia, o Governo Federal não excluiu empresas com débitos tributários em 2020. No entanto, ressalta que apenas empresas sem pendências com os fiscos federal, estadual ou municipal puderam ingressar no Simples Nacional em 2021.

Fecomércio e Corecon divulgam 1ª pesquisa sobre expectativa dos economistas para 2021

A Fecomércio-Ce em parceria com o Conselho Regional de Economia (Corecon-Ce) divulgam a quadragésima primeira edição da pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE). É o primeiro levantamento do ano sobre as perspectivas dos economistas em relação ao quadro econômico nacional. De acordo com os dados, ocorreu uma estabilização do número de variáveis analisadas com pessimismo em relação à pesquisa anterior, mantendo-se em seis.

Enquanto os índices de percepção geral (85,9 pontos) e presente (70,8 pontos) apresentaram pessimismo, o índice de percepção futura adentra o campo do otimismo (101,0 pontos). Os resultados da pesquisa traduzem os riscos sanitário, econômico e político, nacional e internacional.

A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. As seis variáveis percebidas com pessimismo foram: nível de emprego (98,8 pontos); taxa de juros (73,8 pontos); taxa de câmbio (73,1 pontos); gastos públicos (60,6 pontos); taxa de inflação (48,8 pontos) e salários reais (45,0 pontos), que atingiu a menor pontuação.

Apenas três variáveis foram analisadas com otimismo: evolução do PIB (133,1 pontos), oferta de crédito (122,5 pontos) e cenário internacional (117,5 pontos).

Considerando a soma das variáveis, o índice de percepção geral passou de 82,3 pontos para 85,9 pontos, uma redução de 4,4% no pessimismo em relação à pesquisa anterior. Sobre o comportamento futuro das variáveis, a pesquisa revela otimismo, com o índice atingindo 101,0 pontos. Ademais, cabe destacar que a percepção sobre o desempenho presente apresentou queda no pessimismo, de 0,5%, alcançando 70,8 pontos.

As expectativas movem os agentes econômicos impactando, positivamente ou negativamente, o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, a performance, positiva ou negativa das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, as expectativas são a um só tempo causa e consequência do comportamento econômico.

A pesquisa, de periodicidade bimestral, colheu no período janeiro-fevereiro as expectativas de 103 especialistas em economia. A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense: indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções.

ASSAÍ CRESCE 30% EM RECEITA BRUTA AO LONGO DE 2020 

Mesmo em um ano desafiador, o Assaí Atacadista manteve um forte ritmo de crescimento ao longo de 2020 e registrou uma receita bruta de R$ 39,4 bilhões no ano, com incremento de cerca de R$ 9 bilhões impulsionado pelo ritmo intenso e assertivo de expansão. Os números representam um avanço de 30% ante o mesmo período do ano anterior. Ao longo de 2020, foram inauguradas 19 lojas, que contribuíram para o atual quadro de 184 unidades abertas em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. 

Apenas na região Nordeste, foram inauguradas sete lojas ao longo do ano nos estados da Bahia, Maranhão, Pernambuco, Ceará e Alagoas, totalizando 49 unidades abertas na região. A companhia também registrou 38,4% de crescimento do EBITDA ajustado, totalizando R$ 2,7 bilhões na comparação com o ano anterior, e mais de R$ 1,0 bilhão de lucro líquido no mesmo período. Além disso, gerou em 2020 mais de 5 mil novos postos de trabalho em todo Brasil. Para 2021, a rede tem a meta de inaugurar até 28 novas lojas até dezembro. 

Indústria cearense demonstra confiança e otimismo

O Índice de Confiança do Empresário Industrial para o Ceará vem dando sinais de otimismo e demonstrando crescimento na reta final de 2020. Na última edição divulgada, a curva ascendente foi de 2,7 pontos, ao registrar 63,1 no geral. O indicador de Condições Atuais no Ceará, realizado mensalmente pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (SFIEC), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), registrou crescimento de 4 pontos em relação ao mês anterior (novembro) e pontuou 60,5, mostrando empresários otimistas pelo quarto mês seguido. Já em relação ao índice de Expectativas, os empresários cearenses continuam otimistas, com o mesmo crescendo 2,1 pontos e registrando 64,1 pontos.

O SindiAlimentos monitora o cenário industrial estadual e avalia o olhar positivista do mercado. “Justifica-se este panorama e os números estão comprovando a nossa expectativa. 2020 foi um ano, como todos sabem e não cansamos de repetir, atípico, desafiador, onde o produtor, o empreendedor precisou se reinventar dentro de uma crise que assolou a todos. E na crise nasce a oportunidade. Foi preciso muita força e trabalho para superar os obstáculos e enfrentar as dificuldades, vários segmentos sofreram, mas não pararam. O resultado é o que estamos vendo, dados positivos, crescimento, evolução”, explica André Siqueira, presidente do SindiAlimentos.

A nível estadual, todos os portes de empresas apresentaram crescimento no nível de otimismo, com destaque para as de grande porte, que cresceram 3,2 pontos. E essa é uma tendência para este ano. “As projeções são as melhores possíveis para 2021, já que estamos vivenciando um período de imunização da população em geral, ou seja, a expectativa é de uma retomada do mercado em geral, de um processo de quase normalidade para, pelo menos, o segundo semestre. O panorama industrial é de evolução”, completa André Siqueira.

 

Crédito da imagem: Divulgação

  Gestão técnica faz o Porto de Fortaleza atingir vários recordes em 2020

 

Resultado de uma gestão técnica e um planejamento bem estruturado colocado em prática pela diretoria executiva da Companhia Docas do Ceará, o ano de 2020 foi marcado por vários recordes no Porto de Fortaleza. Comparado ao mesmo período de 2019, no topo do crescimento está o indicador EBITDA com 254,35% (R$ 3,3 para R$ 11,8 milhões), que mostra o potencial de geração de caixada CDC para futuros investimentos. Na sequência, aparecem as receitas com 13,49% (R$ 56.391 para R$ 64 mil) e a movimentação de cargas com 12% (4,4 para 4,9 milhões de toneladas).

Neste importante equipamento do modal marítimo localizado no bairro Mucuripe, em Fortaleza, atracaram, entre janeiro e dezembro de 2020, 1.157 navios. As atracações no Porto de Fortaleza também apresentaram crescimento, da ordem de 9,5%, em relação ao ano anterior. Os granéis sólidos (cereais e não cereais) responderam por 46,6% de toda a movimentação, seguido pelos granéis líquidos (petróleo e derivados) com 45,3% e carga geral com 8,1%. Respectivamente, foram 2.285.614 toneladas de granéis sólidos, 2.219.815 toneladas de granéis líquidos e 389.501 toneladas de carga geral.

No tocante aos granéis sólidos cereais (trigo), a importação do grão pelos moinhos M. Dias Branco, Grande Moinho Cearense e J. Macêdo foi 9,9% maior se comparado ao ano de 2019, totalizando 1,2 milhão de toneladas por meio de 53 navios e alcançando uma prancha média diária de 8.213,112 toneladas. A carga veio, principalmente, da Argentina, Estados Unidos e Canadá, cujo montante deve ser novamente ultrapassado em 2021, segundo a administração do Terminais de Grãos de Fortaleza Ltda. (Tergran), arrendatario no Porto de Fortaleza. Somente o trigo movimentado respondeu, nos últimos cinco anos, pela importação de 5,8 milhões de toneladas.

Em relação aos granéis sólidos não cereais, o destaque em 2020 foi para a movimentação de clínquer, escória, produtos siderúrgicos, produtos químicos, manganês, minério de ferro, sucata, carvão mineral e gesso. Entre os destinos dessas cargas estão: Estados Unidos, Espanha, China e Manaus.

Os graneis sólidos (cereais e não cereais) tiveram um crescimento de 28,7% ao longo dos 12 meses do ano passado em relação ao ano de 2019, representando o maior crescimento de carga do Porto de Fortaleza em 2020.

Outro tipo de carga embarcada pelo porto no ano de 2020, tendo entre os destinos os portos de Algeciras e Vigo, na Espanha; Thames, na Grã-Bretanha; Dunkirk e Le Havre, na França; e Rotterdam, na Holanda; foram as frutas. As frutas embarcadas predominantimente foram melão, banana, uva, abacaxi, limão, manga, maçã e melancia por meio de contêineres reffers (refrigerados). Também foram exportadas lagosta congelada, frutas congeladas, nozes, plásticos e granito, entre outros tipos de carga geral, totalizando 44.377 TEUs  movimentados nos 12 meses do ano passado.

Ao avaliar o desempenho do Porto de Fortaleza, a diretora-presidente da Companhia Docas do Ceará, engenheira Mayhara Chaves, reforçou que a administração vem trabalhando para consolidar a movimentação dos granéis sólidos (cereais e não cereais) e granéis líquidos (combustível) com excelência. Quanto aos planos para o ano de 2021, Mayhara elenca a atualização do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do porto; a implantação de programas de Modernização da Gestão Portuária; a automação de processos para a melhoria na qualidade de atendimento; o monitoramento ambiental da Biota Aquática, dos Recursos Hídricos e Sedimentos; e o fomento da parceria com a iniciativa privada para atrair novos investimentos para as áreas não operacionais do porto.

Com resultado bastante expressivo como no EBITDA, o diretor de Administração e Finanças da CDC, Humberto Castelo Branco, pontou que: “No que pese a crise econômica mundial, agravada pelos efeitos da pandemia, as ações como a reestruturação organizacional, o efetivo programa de redução de despesas e o incremento das receitas, adotadas pela diretoria da Companhia docas do Ceará ao final de 2019 e ao longo de 2020, permitiram, de forma efetiva, o sucesso obtido nos resultados financeiros e na considerável melhoria dos nossos indicadores econômicos. 

Estamos preparados, técnica e financeiramente, para os desafios de 2021, ano em que os reflexos das ações implantadas até o momento e aquelas a serem efetivadas robustecem nossa expectativa que será, também, um ano de sucesso para nossa companhia.”

O bom desempenho da gestão da Companhia Docas do Ceará foi reconhecido pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Segundo ele, “os números apresentados pelo Porto de Fortaleza demonstram a importância de medidas que tomamos lá atrás, no início da pandemia, quando asseguramos a continuidade dos serviços e a devida proteção aos trabalhadores.

Isso foi essencial para garantir o escoamento de nossa safra recorde e aproveitar o momento favorável  para nossas commodities. É nessa linha que comemoramos os resultados da Companhia Docas do Ceará, que tem sido uma referência em gestão e demonstra o acerto de colocarmos profissionais qualificados do setor em postos chave. Em nome do Governo Federal, parabenizo toda a equipe”. 

“Estamos atuando para que a Companhia Docas do Ceará seja cada vez mais competitiva em um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico. Nossa vocação é conectar o Ceará com o Brasil e o mundo e contribuir com o desenvolvimento socioeconômico do estado e da capital cearense de forma sustentável, onde estamos inseridos.”Mayhara Chaves.”

 

Características da operação

– 275.280,9 m2 de área alfandegada

– 08 berços com profundidade que variam de 05 a 13 metros

– 07 armazéns com capacidade estática total de 237 mil toneladas (35.139 m2)

Diferencial

– Disponibilidade de áreas para arrendamento

– Infraestrutura moderna para as operações de trigo

– Licenças ambientais regulares

– Programas de Gerenciamento de Riscos e Atendimento de Emergências implantados

– Condições favoráveis de infraestrutura nas vias internas

– Instrumentos e ações para a melhoria dos indicadores de desempenho

Concessões

– MUC01 (Terminal de Trigo): aguardando aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU).

– MUC59 (Formuladora de Combustível)área foi considerada operacional pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e o processo de arrendamento está sendo tratado pela Empresa de Planejamento e Logística S.A (EPL), Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) e ANTAQ.

– Terminal Marítimo de Passageiros: avaliado como a melhor opção de investimento em portos a partir de um estudo conjunto realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a revista Portos e Navios, o arrendamento foi suspenso temporariamente devido à pandemia do coronavírus.

– Terminal Pesqueiro de Camocim: aguardando autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para ser licitado pela CDC.

Avanços

– Melhora do desempenho dos indicadores financeiros

– Planejamento tributário concluído

– Estruturação de ações voltadas para a redução de despesas como a racionalização dos gastos na prestação de serviços portuários

– Foco nos procedimentos para reajuste e revisão das tarifas dos portos organizados (atendimento à Resolução Normativa Nº 32 – ANTAQ)

– Arrendamento de áreas operacionais e não operacionais

Obras e Manutenções realizadas em 2020

– Demolição e limpeza do galpão na retroárea pertencente à CDC

– Recuperação dos postes de iluminação do TMP

– Recuperação das ilhas das tomadas frigoríficas

– Troca/reforma de defensas

– Recolocação do hidrante no Armazém A4

– Passatempo do píer

– Pinturas e demarcações diversas, entre outras

Construção civil segue aquecida em 2021

O ano de 2020 tinha tudo para não ser tão bom para a construção civil, mas o grande desejo dos brasileiros em conquistar a casa própria e as condições comerciais e econômicas favoráveis transformaram o medo e as incertezas em bons negócios para empresas do setor e para os consumidores que conseguiram realizar o sonho da casa própria. O novo ano que se inicia chega com otimismo e carregando os bons números de vendas de imóveis. Empresas como a MRV já preparam para vários lançamentos por todo o país.

“A MRV fechou 2020 com um crescimento próximo de 8% nas vendas em Fortaleza, Eusébio e Maracanaú se comparado ao ano anterior. Diante disso, as expectativas são altas para as vendas ao longo dos próximos 12 meses. Nacionalmente batemos todos os recordes de vendas líquidas no Ceará”, explica Alessandro Almeida, diretor comercial da empresa.*

“Esse bom momento é consequência de um misto de circunstância e oportunidade. As taxas de juros mais baixas, com Selic a 2%, tornando o financiamento mais barato, e facilidades nas condições de financiamentos ofertados no mercado colaboram para esses resultados. Somados a isso, o brasileiro passou a olhar com um outro prisma o lar, que passou a ser o espaço de lazer, trabalho, de fazer atividades físicas, entre outros”, detalha o executivo.

 

Mercado de trabalh0

O aquecimento do setor também é positivo para o mercado de trabalho. Segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, o desemprego no país atingiu em novembro um patamar de mais de 14 milhões de brasileiros. Alessandro Almeida destaca que os novos lançamentos e o crescimento nas vendas impulsionam a criação de novos postos de trabalho. “Para os próximos meses estimamos a abertura de 120 vagas de trabalhos na área comercial e nos canteiros de obras em Fortaleza. Em 2020, o número foi de 100 postos de trabalhos diretos e indiretos abertos”, completa.

Abicalçados alerta para logística reversa do setor

Nos meses mais recentes, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) vem trabalhando incessantemente na resolução de problemas referentes à logística reversa do setor em Mato Grosso do Sul. Isso porque, em dezembro de 2019 o governo local promulgou decreto normativo exigindo que as empresas que mantêm negócios naquele Estado realizem cadastro no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e se adequem a diretrizes específicas em Logística Reversa, o que gerou notificações para mais de 9,4 mil empresas, sendo cerca de 200 do setor calçadista.

A advogada e coordenadora da Assessoria Jurídica da Abicalçados, Suély Mühl, destaca que, para aderir ao cadastro do Imasul, as empresas devem estar vinculadas às chamadas entidades gestoras, caso da Abicalçados. “Nos últimos meses, estamos intensificando esse trabalho de ajustes junto às empresas que possuem atuação no Mato Grosso do Sul, visto que muitas nem mesmo estão cientes das notificações”, conta, acrescentando que as empresas que não se cadastrarem ao Imasul e regularizarem a situação junto ao Estado podem responder administrativamente, com multas que variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil, e até mesmo criminalmente, com detenção. “Inclusive, como forma de intensificar a fiscalização, o Governo autorizou o cruzamento de dados fornecidos pela Secretaria Estadual da Fazenda com o cadastro do Imasul”, alerta.

Passos
A partir da aderência ao cadastro do Imasul, as empresas devem calcular as chamadas pegadas ambientais. No caso do setor calçadista, o cálculo se dá, basicamente, com relação às embalagens nas quais são envoltos os produtos.

A regularização das empresas notificadas junto ao Estado, que deveria ocorrer até o dia 10 de dezembro, foi prorrogada para 31 de janeiro de 2021. O ciclo atual para cálculo da pegada ambiental é referente ao segundo semestre de 2018 e 2019 integral. Por lei, a indústria deve pagar o mínimo de 22% do total de pegada gerada. Segundo Suély, o valor é de cerca de R$ 180 por tonelada gerada, valor com desconto de 75% para empresas associadas à Abicalçados.

Calçadistas  diversificam atuação no mercado digital

Com o objetivo de recuperar as exportações de calçados neste momento de retomada econômica, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), por meio do Brazilian Footwear, programa de fomento às exportações do setor mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), promoveu um webinar para apresentar ações digitais no mercado internacional em 2021. A iniciativa ocorreu neste dia 8 de dezembro e foi conduzido pela coordenadora e a analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Letícia Sperb Masselli e Paola Pontin.

Na oportunidade, Letícia e Paola detalharam todas as dez ações do Brazilian Footwear para o próximo ano. “São ações que buscam ir além da manutenção de mercado e que visam expandir a atuação do calçado brasileiro no âmbito internacional”, ressalta Letícia. Segundo ela, as ações recebem subsídios de cerca de 50%. “Além do apoio, é importante destacar que os eventos on-line têm custos muito mais atrativos do que os físicos, especialmente em função da logística envolvida”, explica.

Dados da Euromonitor apontam o crescimento da participação do e-commerce no mercado internacional, uma tendência puxada pelos consumidores, mas que também tem impacto nos modelos de negócios das empresas. Principal mercado latino-americano de calçados, no Brasil apenas 1,2% das vendas eram realizadas via e-commerce em 2010. Em 2019, a participação pulou para 13%. Já nos três principais mercados consumidores de calçados do mundo, China, Índia e Estados Unidos, a participação pulou de 0,9%, 1,3% e 7,5% para 29,3%, 9,7% e 22,7% , respectivamente.

Confira as ações digitais 2021

Edital de Marketing Digital Internacional: com impacto global, o edital permite que empresas associadas ao Brazilian Footwear proponham ações internacionais com foco em marketing digital junto a parceiros que trabalhem com e-commerce. No ano passado, as ações de marketing digital geraram US$ 643 mil para as participantes. Período: novembro de 2020 a maio de 2021.

Brasil Fashion Now: com duração de seis meses, o Brasil Fashion Now é um showroom digital dedicado à moda brasileira com o objetivo de apresentar, facilitar e gerar exportações para os mercados dos Estados Unidos e Europa. Atualmente, nove calçadistas têm seus perfis expostos na plataforma Blanc Fashion – www.blancfashion.com – para mais de 10 mil compradores de 60 países cadastrados. Período: março a agosto de 2021.

BrazilianFootwear.com: plataforma on-line exclusiva de calçados brasileiros para exportação. Atualmente conta com aproximadamente 160 empresas cadastradas. Período: todo ano.

BrazilianFootwear.com powered by Joor (Estados Unidos): inédita, a ação do Brazilian Footwear facilita a inserção no mercado norte-americano, embora tenha impacto global. Com ferramentas de gestão já consolidadas e exigidas pelos principais players do País, a plataforma é fundamental para empresas que sejam entrar ou reforçar presença no mercado norte-americano. No total, são mais de 200 mil compradores cadastrados. Período: todo ano.

Micam Americas/Footwear@Coterie/Sole Commerce (Américas do Norte e Central): feiras digitais realizadas em parceria com a NuOrder, plataforma de gestão de pedidos e clientes utilizadas por alguns dos maiores
players internacionais do setor. Período: 1º semestre de 2021.

Sourcing at Magic Digital (Américas do Norte e Central): feira digital voltada para fabricantes, fornecedores, prestadores de serviços e private label. Em 2020, acontece até o próximo dia 15 de dezembro. Período: 1º de março a 1º de maio de 2021.

Micam Milano Digital (Europa): a maior feira calçadista do mundo agora no ambiente digital. No total, são mais de 500 mil compradores internacionais cadastrados na plataforma NuOrder, com vendas realizadas diretamente no site. Em 2020, a edição do evento gerou US$ 353 mil para as marcas brasileiras.  Período: 1º semestre de 2021.

Rodadas de Negócios on-line na França: reuniões on-line com compradores franceses interessados nos produtos brasileiros. Período: 1º semestre de 2021.

Rodadas de Negócios on-line na Rússia: reuniões on-line com clientes russos interessados nos produtos brasileiros. Período: junho de 2021.

Rodadas de Negócios on-line na América Latina: a ação estreou ainda em 2020, com duas edições, sendo que a primeira delas deve gerar mais de US$ 1,2 milhão entre negócios efetivados e alinhavados – a segunda terá os dados divulgados na próxima semana. Tratam-se de rodadas de reuniões on-line com compradores dos principais mercados da América Latina. Período: março e agosto de 2021.

Calçadistas apresentam certificações de sustentabilidade

 

 

A Semana do Calçado, evento que reúne diversas ações informativas e de promoção de negócios para a cadeia coureiro-calçadista nacional, foi palco para a apresentação das certificações de sustentabilidade Origem Sustentável (calçados e componentes) e CSCB (couros). O webinar aconteceu no formato on-line na manhã do último dia 6 de outubro e pode ser visto na íntegra no link https://bit.ly/2Gmz1Ox.

Criado em 2013 e reformulado em 2019, o Origem Sustentável foi apresentado pelo gestor de Projetos da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Cristian Schlindwein, e pela superintendente da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Ilse Guimarães. Voltado para produtoras de calçados e fornecedores de insumos, o Origem Sustentável certifica processos produtivos sustentáveis nas dimensões ambiental, econômica, social e cultural.  Schlindwein explicou que os conceitos modernos de sustentabilidade já não levam em consideração apenas o aspecto ambiental, embora este seja o mais conhecido.

Schlindwein destacou, ainda, que a certificação consegue abraçar empresas de todos os portes e maturidades na questão da sustentabilidade, pois possui diferentes níveis de certificação (Diamante, para 100% dos indicadores alcançados; Ouro, para 90% dos indicadores; Prata, para 75% dos indicadores; e Bronze, para 50% dos indicadores). “Quando a empresa adere ao Origem Sustentável, ela recebe um manual de implementação dos indicadores e passa por treinamentos antes de solicitar a certificação e auditoria externa. Ou seja, recebe toda a assistência necessária”, ressaltou.

Na segunda parte do evento, o gestor de Inteligência Comercial do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Rogério Cunha, apresentou a certificação CSCB, voltada para curtumes que praticam processos de produção sustentáveis.

Semana do Calçado
webinar aconteceu durante a Semana do Calçado, evento realizado por entidades e institutos ligados à cadeia coureiro-calçadista para fomentar negócios e a discussão de temas importantes para a atividade.

A Semana acontece entre os dias 5 e 8 de outubro e pela primeira vez será totalmente digital. Confira a programação completa no site www.semanadocalcado.com.br.