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Cineteatro São Luiz

Fim de semana terá programação do Ceará Natal de Luz no Centro, na Praia de Iracema e na Aldeota

 

 

O Ceará Natal de Luz 2018 terá um fim de semana recheado de atrações em três bairros de Fortaleza, com uma programação diversificada para agradar a todos os públicos. As apresentações acontecerão na Praça do Ferreira e no Cineteatro São Luiz, no Centro; no Estoril, na Praia de Iracema; e na Praça Portugal, no bairro Aldeota. Os espetáculos começam às 17 horas, no sábado (08) e no domingo (09).

Centro

O Coral da Luz é a atração mais procurada pelos fortalezenses e turistas que curtem a programação natalina na Capital cearense. As crianças e adolescentes que compõem o grupo cantam e encantam todos os dias, a partir das 18 horas, das sacadas do Hotel Excelsior, na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza.

Neste fim de semana, elas também estarão lá entoando músicas clássicas do Natal ao lado do cantor Waldonys e, ainda, ganharão a companhia de peso do compositor e cantor Gilberto Gil. No domingo, 09, logo após a apresentação do Coral da Luz, às 19 horas, o instrumentista baiano subirá ao palco do Cineteatro São Luiz, com o show OK OK OK. Acompanhado de metais, backing vocal, teclados, guitarras e percussões, Gilberto Gil propõe ao público interpretações do universo particular de OK OK OK aliado a um repertório de sucessos que já são parte da vida e história do Brasil.

Como já era esperado, os ingressos para o show de Gilberto Gil se esgotaram rapidamente. E para atender ao grande público de fãs e seguidores do artista, o São Luiz vai transformar a Praça do Ferreira em mais um ambiente de confraternização para celebrar Gil. A partir das 16 horas, haverá feiras de artesanato e gastronomia na praça, bem como um ambiente especial que vai abrigar dois telões de led em proporção 5×3 para a transmissão simultânea do show em praça pública.

O show, que conta com o apoio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), é um presente de fim de ano e se insere na programação de comemoração de aniversário dos 60 Anos do São Luiz.

Praia de Iracema

Já quem for curtir o belíssimo pôr do sol na Praia dos Crush poderá acompanhar uma programação especial do Ceará Natal de Luz 2018. O Coral Angelus vai se apresentar, a partir das 17 horas, no sábado (08), com o pianista Felipe Adjafre, no Estoril, sede da Secretaria Municipal de Turismo (SETFOR). A apresentação do pianista Felipe Adjafre faz parte do projeto Pôr do Sol, que leva concertos musicais gratuitos ao público.

Aldeota

Na Praça Portugal, terá emoção e diversão para toda a família. No sábado (08), o tecladista cearense Davi Valente abre a programação. A partir das 17 horas, o público confere o talento do músico que toca teclado com os pés, por ser portador de uma limitação do funcionamento físico-motor que o impossibilita de usar as mãos. No repertório, melodias que foram sucessos nacionais e internacionais, hits consagrados e temas de filmes e novelas. A apresentação contará com a participação das cantoras líricas, Esther Fontenelle e Adriane Moreno.

Em seguida, às 18 horas, a Orquestra Infantil da Fundação Raimundo Fagner, composta por 45 crianças distribuídas entre violões, flautas, percussão e coral, toma conta do palco e estrela o recital de canções natalinas.

Às 18h30, o público confere o espetáculo “Os Preparativos da Mamãe Noel”, do Grupo Teatral Blitz Intervenções, em que todos os personagens estão preocupados com as receitas das delícias natalinas, enfeites e entrega de presentes. Mamãe Noel vai ensinar a criançada que com bons sentimentos e um pouco de imaginação, todos os problemas serão resolvidos.

A noite contará ainda com a beleza dos cantos litúrgicos do Coral M. Dias Branco, composto por colaboradores da Fábrica Fortaleza, às 19 horas. Um repertório que passeia por diversos gêneros musicais, da música gospel à regional, da MPB à balada. Com 5 CDs já gravados, o Coral tem como regente Lucile Horn. Logo após, às 19h30, os personagens da Animado Zoo, linha de biscoitos, bolinhos e chocolates da Richester lançada em 2004, vão entreter e divertir a criançada.

Já no domingo, 09, a programação na Praça Portugal começa com o pianista Tito Freitas e sua banda, Tito Jazz Trio, que promete agradar os fãs do jazz, do samba e da bossa nova.

Às 18 horas, será a vez de conferir o concerto do grupo Irmãos Cruz. O sexteto de irmãos com idades de 12 a 20 anos formam o corpo docente do Projeto Acordes Mágicos (PAM), que oferece formação musical e esporte para crianças a partir de oito anos e jovens do bairro Novo Mondubim. A apresentação contará com a participação dos cantores líricos, Franklin Dantas e Esther Fontenelle.

Às 18h30, o Grupo Teatral Blitz Intervenções rouba a cena com o espetáculo “O Natal dos Sonhos”, que trará para o palco a Mamãe Noel e sua divertida amiga “D. Árvore”. As duas estão empenhadas com os preparativos para o Natal, quando dois brinquedos falantes surgem com um grande questionamento: “o que fazer quando uma criança deseja ser uma princesa, bailarina ou um piloto? Como realizar um sonho?”

E para encerrar a programação do dia, às 19 horas, terá início o concerto da Banda de Música Juvenil Dona Luiza Távora. O projeto artístico, cultural, social e educacional vem, ao longo de mais de 45 anos, educando e profissionalizando milhares de crianças, adolescentes e jovens.

Parceiros

O Ceará Natal de Luz 2018 é uma realização da CDL de Fortaleza, Instituto CDL de Cultura e Responsabilidade Social e Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. O evento conta com o patrocínio das seguintes empresas e instituições: Prefeitura de Fortaleza (Secretaria Municipal de Turismo), Sesi/Fiec, Indaiá, Nacional Gás, Café Santa Clara, Zenir, M Dias Branco, Casa Pio, Enel, Newland, Normatel, Banco do Nordeste e Assembleia Legislativa. E tem ainda o apoio do Governo do Estado do Ceará, do Sistema Verdes Mares, da Faculdade CDL, do Sindiônibus, da Câmara Municipal de Fortaleza, da GOL, do Shopping Del Paseo, do Shopping Aldeota e do Jardins Open Mall.

 

Programação

PRAÇA DO FERREIRA/CINETEATRO SÃO LUIZ

Dia 08/12 (sábado)

18h – Coral da Luz

Dia 09/12 (domingo)

18h – Coral da Luz e Waldonys

19h – Show do Gilberto Gil

ESTORIL

Dia 08/12 (sábado)

17h – Coral da Luz com o Papai Noel

18h – Show do Felipe Adjafre

PRAÇA Portugal

Dia 08/12 (sábado)

17h – David Valente com Dueto Lírico (Esther Fontenelle e Adriane Moreno)

18h – Orquestra Infantil da Fundação Raimundo Fagner

18h30 – Espetáculo “os Preparativos da Mamãe Noel” do grupo teatral Blitz Intervenções

19h – Coral M. Dias Branco

19h30 – Espetáculo teatral da Animados Zoo

Dia 09/12 (domingo)

17h – Tito Jazz Trio

18h – Irmãos Cruz do Projeto Acordes Mágicos com Dueto Lírico (Franklin Dantas e Esther Fontenelle)

18h30 – Espetáculo “O Natal dos Sonhos” do Grupo Teatral Blitz Intervenções

19h – Banda de Música Juvenil Dona Luíza Távora

LP “Maraponga”, de Ricardo Bezerra, 40 Anos depois

 

 

O LP “Maraponga”, de 1978, do compositor cearense Ricardo Bezerra, será revisitado no dia 6 de dezembro, quinta-feira, às 19h, no Cineteatro São Luiz, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), com direção musical do próprio artista, Mimi Rocha e Pedro Madeira, acompanhado pela Orquestra Popular do Nordeste e as participações de Mona Gadelha, idealizadora do projeto, Mimi Rocha, Nélio Costa e Tito Freitas. Contará também com as participações de Vinícius e Miguel, netos de Ricardo e Bete. Thiago Almeida fará novos arranjos e adaptações.

Lançado pelo selo EPIC, da CBS/Sony, “Maraponga” teve a direção musical assinada por Raimundo Fagner, Ricardo Bezerra e Hermeto Pascoal, o qual fez belos arranjos do disco. O LP contou com participações nos vocais de Amelinha (La Condessa, música de Ricardo Bezerra, Brandão e Ribamar, também gravada por Mona Gadelha no disco “Praia Lírica, um tributo à canção cearense dos anos 70”, em 2011). E o próprio Fagner também participa cantando “Manera Fru Fru”, composição em parceria com Ricardo, que deu título ao seu celebrado disco de 1973. Os músicos convidados eram os nomes mais expoentes da cena brasileira naquele momento: Nivaldo Ornelas, Mauro Senise, Jacques Morelembaum, Serginho Boré, Sivuca, Robertinho de Recife, Marcio Malard, Bernado Bessler, Luiz Paulo Peninha, Itiberê, Cláudio Araújo e Zé Carlos.

As canções que mais se destacaram foram “Cavalo Ferro” e “Manera Fru Fru Manera”, ambas em parceria com Fagner. “Cavalo Ferro” também entrou no disco Pessoal do Ceará, de 1973. A música “Cobra”, de Alano Freitas e Stelio Valle, foi bastante cultuada por diversos intérpretes nos anos 70 e 80, como Rossé Sabadia e Lúcio Ricardo, entre outros.

O título do LP foi uma homenagem ao sítio que Ricardo e Bete viviam, lugar de permanente encontros de amigos artistas e músicos, antes do período da produção do LP. O sítio da “Maraponga” guarda muitas histórias e recordações. Recebeu visitantes como Rita Lee, Gonzaguinha, Alceu Valença, Antonio Adolfo e Zé Ramalho. Era frequentado por Petrúcio Maia, que tantas vezes madrugou por lá tocando e compondo ao piano, e teve em Fagner um morador temporário.

Para relembrar um dos trabalhos mais significativos da década que marcou a ascensão da música cearense em âmbito nacional, os anos 70, e comemorar os 40 anos de lançamento de uma obra atemporal, o show, idealizado pela cantora e compositora Mona Gadelha, promove o encontro de gerações. O jovem músico e compositor Pedro Madeira, criador da Orquestra Popular do Nordeste, formação de 12 músicos que participou do Laboratório de Música do Porto Iracema das Artes em 2017 com a tutoria de André Mehmari, assim como os veteranos Mimi Rocha, Nélio Costa e Tito Freitas. E as participações de Vinicius e Miguel Bezerra, netos de Ricardo e Bete.

REPERTÓRIO

1-Maraponga (Ricardo Bezerra)

2-Cobra (Alano Freitas/Stelio Valle)

3-La Condessa (Soares Brandão/Ricardo Bezerra)

4-Celebração (Ricardo Bezerra)

5-Sete cidades (Ricardo Bezerra)

6-Gitana (Ricardo Bezerra)

7-Cavalo-Ferro (Ricardo Bezerra/Fagner)

8-Manera Fru Fru Manera (Ricardo Bezerra/Fagner)

9-Improviso (Ricardo Bezerra)
FICHA TÉCNICA
Direção Geral: Ricardo Bezerra | Mona Gadelha | Maira Sales
Direção Musical : R. Bezerra, Mimi Rocha e Pedro Madeira
Concepção e Direção Artística: M. Gadelha
Arranjos: Thiago Almeida e Giltacio Santos
Pesquisa de Ambientação: Bete Dias e Zé Tarcísio
Direção de Arte: Hector Isaias
Fotografia: Rafael Parente
Som e Captação: Tuan Fernandes e Gustavo Carvalho
Pesquisa: Pedro Lima
Cenário | Cenário Digital: B. Dias | H. Isaias | M. Sales | R. Bezerra
Produção: R. Bezerra | M. Sales | M. Gadelha
Produção Executiva : Brazilbizz Music

PALCO
Ricardo Bezerra | Voz | Piano
Participações Especiais
Mona Gadelha | Voz
Mimi Rocha | Guitarra
Tito Freitas | Piano
Nélio Costa | Baixo
Vinicius Bezerra | Violão
Miguel Bezerra | Violão
Orquestra Popular do Nordeste
Pedro Madeira | Guitarra e Bandolim
Mateus Farias | Flauta
Giltacio Santos | Clarinete
Michael Rodriguez | Bateria
Paulinho Lima | Violino 1
Gabriel Padron | Violino 2
Marcílio Brito | Viola
Juliana Aragão | Cello

 

Serviço:
Dia 06 de dezembro de 2018, quinta-feira
Show | Maraponga 40 Anos Depois | Uma Releitura do LP Maraponga de 1978 de Ricardo Bezerra, com as participações de Mona Gadelha, Mimi Rocha, Nélio Costa, Tito Freitas e Orquestra Popular do Nordeste.
Horário : 19h
Classificação: Livre
Duração do show: 1h15
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 20,00 | Já estão à venda na bilheteria do Cineteatro e no site da Tudus
Local | Cineteatro São Luiz
Rua Major Facundo, 500 – Centro, Fortaleza – CE, 60025-130
Tel. (85) 3252-4138

 

 

RICARDO BEZERRA E O ‘PESSOAL DO CEARÁ’

O final dos anos 1960 foi de grandes transformações políticas e culturais. No bojo desse movimento mundial, surge, no Ceará, um inquieto grupo de jovens universitários, tendo o diretório da Escola de Arquitetura da UFC e os bares do Anísio e o Estoril como seus principais redutos culturais.

Nesse meio, foi o grupo de música o que mais se destacou, principalmente, através dos festivais e dos programas locais de TV da época. Nessa ‘turma’ estava Ricardo Bezerra, estudante de Arquitetura, vindo, pelo lado materno, de uma família de Aracati (CE), terra de reconhecida musicalidade.

Da convivência entre esses jovens, surgem parcerias musicais que resultaram em hoje clássicos da MPB. Tendo composições em parceria, com poetas do calibre de Brandão, Fausto Nilo e Petrúcio Maia, é, no entanto, com Raimundo Fagner que o trabalho musical de Ricardo Bezerra se consolida em canções, hoje antológicas, tais como Cavalo-Ferro, Manera Frufru Manera e Sina, esta última com o poeta popular Patativa do Assaré.

No momento da decisão de dedicar sua vida profissional à música, o que significava, na época, a mudança para o eixo Rio-São Paulo, RB opta por concluir a faculdade de arquitetura e permanece em Fortaleza, continuando aí o seu trabalho musical, procurando incentivar os novos valores musicais que vinham surgindo no rastro do grupo inicial. Entre estes se destacaram Amelinha, os irmãos Gracho e Caio Silvio e Francisco Casaverde.

Em 1972 se casa (com a jornalista Bete Dias), mora durante um ano em Recife, trabalhando como diretor de criação de uma agência de publicidade, época em que se relaciona com artistas e intelectuais pernambucanos jovens onde se destacavam Alceu Valença, Geraldinho Azevedo, Thiago Amorim, Zé Ramalho, Cavani Rosas, Ricardo Noblat e Ivan Maurício entre outros.

Em 1974, retorna a Fortaleza e passa a morar, com a família, na Maraponga, num sítio à beira da lagoa, local que se torna ponto de referência para o pessoal da música e das artes em geral. Nessa época Fagner passa a morar com a família e reforça ainda mais a força de convergência do local para os artistas da terra e os de fora. Foram hóspedes na Maraponga, no começo de suas carreiras, figuras como Gonzaguinha, Alceu Valença, Antônio Adolfo entre outros.

Em 1977, RB resolve voltar à música como profissional e a partir de convite do Fagner, vai para o Rio gravar um LP, Maraponga, com a produção do amigo e parceiro, para a então CBS.

Mais uma vez, sentindo que o mundo da música popular, o chamado show business, não era sua verdadeira vocação, RB retorna a Fortaleza e resolve dedicar-se ao ensino de arquitetura, sendo então admitido como professor na Escola de Arquitetura da UFC.

Sua música, no entanto, continuou nascendo em esparsas mas significativas composições feitas em parceria com amigos. Enquanto isso tem músicas gravadas pelo Quarteto em Cy, Nara Leão, Ney Matogrosso, além do chamado Pessoal do Ceará (Ednardo, Ródger e Teti). Nos meados dos anos 1980, parte com a família (agora mulher e três filhos) para o Arizona, onde faz um mestrado em arquitetura da paisagem. No início dos anos 90, continuando sua formação, parte para a Inglaterra a fim de obter um doutorado em urbanismo. É durante a fase de redigir esse trabalho que ressurge a música e várias composições nascem das entrelinhas da sua tese.

São estas composições, somadas a algumas que haviam ficado guardadas no passado, que RB compõe um novo disco: Notas de Viagens, feito mais de 20 anos após o primeiro. Neste trabalho, estritamente instrumental, suas músicas são arranjadas por Adelson Viana, Cristiano Pinho e Ricardo Bacelar.

Passados dez anos desse último trabalho, e uma apresentação solo no Festival de Jazz & Blues de Guaramiranga, a convite de Rachel Gadelha, em 2009, novas composições estão criadas, prontas para compor um novo CD.

Cineteatro São Luiz recebe nesta quarta, 21, às 19h, encerramento do Festfilmes, com premiação dos curtas vencedores

 

A terceira edição do Festival Audiovisual Luso Afro Brasileiro (Festfilmes) chega ao fim nesta quarta-feira, 21, às 19h, no Cineteatro São Luiz, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, com a solenidade de premiação aos vencedores das mostras Iracema, Nascente e Atlântica. Logo após, será exibido o filme “Padre Cícero: Os Milagres de Juazeiro”, de 1975, dirigido por Helder Martins. Tudo com entrada franca.

A exibição de “Padre Cícero: Os Miagres de Juazeiro” foi um dos momentos mais marcantes da etapa do Festfilmes no Cariri, no começo de novembro. A produção mostra a primeira metade da vida e da obra religiosa da figura polêmica e excêntrica de Cícero Romão Batista, mais conhecido como Padre Cícero, um padre que sempre exerceu suas funções às margens das diretrizes da Igreja Católica, tornando-se um personagem político influente e um líder religioso fervorosamente adorado por milhões de fiéis até os dias de hoje.

A premiação aos melhores filmes inclui troféu personalizado do Festfilmes além de prêmios em dinheiro: R$ 7 mil para os filmes da Mostra Atlântica, R$ 3 mil na Mostra Iracema e R$ 4 mil na Mostra Nascente.

Após passar pelo Cariri, por Redenção e Baturité, a terceira edição do Festfilmes, Festival do Audiovisual Luso Afro Brasileiro, chegou a Fortaleza, com uma programação marcante para esta terça-feira, 20/11, Dia da Consciência Negra. A própria identidade do festival ressalta o compromisso com a temática luso afro brasileira e com a produção de cinema da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), levando a cidades do Ceará essa produção, habitualmente distante das grandes salas de cinema e da maioria das opções de exibidores em TV por assinatura ou serviços de “streaming”.

 

Emoção no primeiro contato com o cinema

A emoção dos estudantes de escolas públicas e de participantes de projetos sociais como o Instituto Tonny Italo, de Itaitinga, também deu o tom das exibições de filmes nessa terça-feira. Como aconteceu nas diversas etapas do festival, mais uma vez crianças tiveram a primeira oportunidade de contato com o mundo mágico de um cinema. E que experiência! Logo Cineteatro São Luiz, aquele que, para muitos, é o mais belo cinema de rua de todo o País.

 

Debate sobre salas públicas

Outro momento marcante na terça-feira do festival foi o seminário sobre o tema “Programação e Curadoria de Salas Públicas de Cinema: Desafios e Perspectivas”, com Letícia Santinon, gerente de Difusão do Circuito SPCINE, de São Paulo, e Duarte Dias, diretor do Festfilmes, cineasta, curador de cinema do Cineteatro São Luiz e coordenador de audiovisual do Governo do Estado.

“O seminário foi uma ótima oportunidade de diálogo sobre esse tema tão importante, que é a programação e curadoria de cinema em salas públicas, algo de extrema relevância não só para o conjunto de realizadores e empresas atuantes no mercado nacional, mas também para o público em geral”, destaca Duarte Dias.

“É para essas plateias que é dedicado todo esse esforço do poder público em ofertar conteúdo de qualidade, ao mesmo tempo em que promove acessibilidade para os mais diversos segmentos da sociedade brasileira”, complementou o curador, detalhando números e ações do Cineteatro São Luiz.

“É muito importante que as salas públicas de todo o Brasil discutam sobre sua programação e curadoria, pra entender o público que frequenta as nossas salas e trabalhar com diversidade pra formação dessas plateias”, destacou por sua vez, Letícia Santinon. “É importante que as salas tragam todos os tipos de filmografia, priorizando o cinema nacional mas também garantindo a diversidade. Esse é o papel de uma sala pública”.

Cia. Barca dos Corações Partidos apresenta “Suassuna – o Auto do Reino do Sol” no Cineteatro São Luiz


Suassuna – O Auto do Reino do Sol traz na essência uma série de características de seu homenageado. Ariano Suassuna (1927- 2014) – que teria completado 90 anos em junho de 2017 – defendeu incansavelmente a brasilidade e a valorização da cultura nacional, ao mesclar a arte popular e o universo erudito em todas as suas obras.

Idealizadora deste tributo ao escritor paraibano, a produtora Andrea Alves, da Sarau Agência, lançou o desafio para a Cia. Barca dos Corações Partidos e convidou três ilustres conterrâneos de Ariano para criar algo totalmente inédito, inspirado em seu legado e desenvolvido em um processo coletivo. Desta forma, nasceu o musical, com canções inéditas de Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, encenação de Luiz Carlos Vasconcelos e texto de Braulio Tavares.

Em 2007, a Sarau Agência realizou uma grande programação para festejar os 80 anos de Ariano e, desde então, foi criado um vínculo do escritor com Andrea, responsável por todas as montagens da Barca dos Corações Partidos e por uma série de projetos que celebraram a arte brasileira nos últimos 25 anos. “Há algum tempo, Ariano me falou: ‘Não venha comemorar meus 85 anos, eu não vou morrer, quero que você festeje os meus 90!’. Naquele momento me senti condecorada e com uma grande missão pela frente”, conta a produtora.

A ideia inicial surgiu em conversas de Andrea com Ariano, que se confessava um palhaço frustrado e que elegeu o palhaço de O Auto da Compadecida como um dos seus personagens prediletos. “Assim, surgiu a ideia de uma grande homenagem ao palhaço de Ariano e pensei na reunião da Barca dos Corações Partidos com o que eu chamo de “trio paraibano”. Assim foi sendo criada esta peça inédita, com músicas e texto originais, mas totalmente inspirada no legado de Ariano”, resume Andrea.

A escolha de Ariano Suassuna foi também coerente com toda a trajetória da Barca dos Corações Partidos, fiel defensora de um repertório nacional e de um teatro que privilegia o intercâmbio de linguagens. Recentemente, o grupo arrebatou os principais prêmios da temporada (Prêmio APTR de Melhor Espetáculo, Música e Produção; Prêmio Shell de Direção para Duda Maia; Prêmio Cesgranrio de Direção, Direção Musical e Espetáculo; Prêmio Botequim Cultural de Melhor Espetáculo Musical, Direção, Autor, Ator (coletivo de atores), com Auê (2016), espetáculo construído apenas com músicas originais dos membros do grupo, responsáveis por utilizar no palco elementos de teatro, música, dança e performance. Com Suassuna – O Auto do Reino do Sol não foi diferente e a Barca alcançou recordes de indicações e troféus.

O grupo se formou no processo de Gonzagão – A Lenda (2012), celebração de outro ícone nordestino, Luiz Gonzaga, e logo em seguida reviveu um clássico de Chico Buarque (Ópera do Malandro, 2014), ambos com direção de João Falcão. A Cia. Barca dos Corações Partidos tem 4 espetáculos no repertório, 45 prêmios agraciados e um público de 478 mil espectadores.

Chico César, Braulio Tavares e Luís Carlos Vasconcelos assistiram aos dois primeiros trabalhos e aceitaram na mesma hora o convite para se unir nesta nova empreitada. “Além de ser um espetáculo que homenageia os 90 anos de Ariano Suassuna, quero falar do meu fascínio com essa trupe. Sempre trabalho com meus atores, com o meu grupo. Sempre tive receio de pegar um trabalho de outra companhia, mas tudo se dissipou em nosso primeiro encontro. É fascinante observar todas as possibilidades que estes atores tem como músicos, cantores, atores e palhaços”, diz Luís Carlos, fundador do celebrado grupo Piollin e diretor de montagens emblemáticas, como Vau da Sarapalha, em repertório desde a estreia, em 1992.

O texto e as canções do musical foram produzidos ao longo do processo de ensaios, que começou ainda no ano passado, quando o elenco fez uma série de oficinas circenses e também excursionou pelo Nordeste brasileiro no que foi chamado de Circuito Ariano Suassuna. Guiados por Dantas Suassuna, filho de homenageado, a trupe esteve em Casa Forte (Recife), conheceu a famosa Pedra do Ingá e visitou a fazenda de Taperoá (Paraíba).
Entre muitas palestras e oficinas, o grupo se preparou para o intenso processo criativo, em que se reuniram por oito horas diárias e apenas uma folga semanal nos últimos quatro meses.

Neste período, Braulio Tavares idealizou a história central da montagem, centrada em uma trupe de circo-teatro e nos acontecimentos de uma noite de apresentação do grupo. O picadeiro de um circo é o cenário perfeito para aparecerem personagens de Ariano, como João Grilo e Chicó (‘O Auto da Compadecida’) e outros conhecidos tipos da Literatura Clássica, além de servir como pano de fundo para as histórias dos integrantes da companhia fictícia.

O projeto sempre quis falar de Ariano sem, no entanto, apresentar um espetáculo biográfico ou mesmo uma adaptação de suas obras. “Quando entrei na história, já estava decidido que não seria um espetáculo Armorial e que teríamos a liberdade de subverter, de trazer o Ariano de outras formas. A criação foi toda impregnada de Ariano, de seus personagens e de seu universo”, relata Luís Carlos Vasconcelos, que trouxe toda a sua imensa bagagem como palhaço para o processo. “É uma homenagem ao Ariano palhaço. O público é guiado por uma espécie de Palhaço Mestre de Cerimônias, como era habitual em seu teatro”, diz.

A parte musical seguiu pelo mesmo caminho. Os textos poéticos e as letras das músicas usam as formas tradicionais de poesia popular que foram cultivadas por Ariano, como a sextilha, a décima, o martelo e o galope. Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, mostravam as melodias e algumas letras surgiam de improviso, outras cabiam exatamente em alguns trechos do texto. A maioria das letras ficou a cargo de Braulio Tavares, mas também tem canções de outros integrantes da companhia, como Adrén Alves e Renato Luciano. “Contaminação é a palavra que define todo este projeto. As melodias foram contaminadas pelas letras e vice-versa. Criamos algo novo, mas totalmente contaminado por Ariano”, analisa Chico, a quem o escritor chegou a dedicar um livro de poesias.

Ficha Técnica:

Uma encenação de Luiz Carlos Vasconcelos
Texto: Bráulio Tavares
Música: Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Tenho
Idealização e Direção de Produção: Andrea Alves
Com Cia. Barca dos Corações Partidos: Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Fábio Enriquez, Eduardo Rios, Renato Luciano e Ricca Barros.
Atriz convidada: Rebeca Jamir
Artistas convidados: Chris Mourão e Pedro Aune
Cenografia: Sérgio Marimba
Iluminação: Renato Machado
Figurinos: Kika Lopes e Heloisa Stockler
Design de som: Gabriel D’Angelo
Assistente de direção: Vanessa Garcia
Assessoria de Imprensa: VP Comunicação
Coordenação de Produção: Leila Maria Moreno
Produção Executiva: Raphael Baêta

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• VENCEDOR DO PRÊMIO BIBI FERREIRA: MELHOR ATOR (Adrén Alves), Melhor Musical Brasileiro, Melhor ator Coadjuvante (Eduardo Rios) e Melhor Música Original (Chico César, Beto Lemos, Alfredo Del Penho, Adrén Alves, Renato Luciano e Braulio Tavares).
• VENCEDOR DO PRÊMIO APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte): Melhor Espetáculo.
• VENCEDOR DO PRÊMIO REVERÊNCIA DE TEATRO MUSICAL: Categoria Especial – Elenco da Cia. Barca dos Corações Partidos por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ e ‘Auê’.
• VENCEDOR DO PRÊMIO CESGRANRIO nas categorias Melhor Espetáculo, Direção Musical (Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho), Figurino (Kika Lopes e Heloísa Stockler) e Ator em Musical (Adrén Alves).
• VENCEDOR DO PRÊMIO BOTEQUIM CULTURAL nas categorias Melhor Espetáculo, Direção (Luiz Carlos Vasconcelos), Autor (Braulio Tavares), Ator (Ádren Alves), Direção Musical e Figurino.
• VENCEDOR DO PRÊMIO SHELL nas categorias Melhor Música (Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho), Figurino (Kika Lopes e Heloísa Stocker) e Melhor Autor (Braulio Tavares).
• VENCEDOR DO PRÊMIO APTR nas categorias de melhor Autor (Braulio Tavares), Ator coadjuvante – (Fábio Enriquez), Música (Alfredo Del-Penho, Beto Lemos e Chico Cesar), e Figurino (Kika Lopes e Heloísa Stockler).
• MELHOR ESPETÁCULO pelo júri do Guia da Folha de S. Paulo
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Serviço:

SUASSUNA – O AUTO DO REINO DO SOL
Local: Cineteatro São Luiz – Rua Major Facundo, 500 – Centro
Dias 24 e 25 de novembro – Sábado às 19h e domingo às 18h
Classificação: 14 anos
Duração: 120 minutos
Gênero: Musical
Ingressos: R$ 50,00 plateia | R$ 40,00 balcão
Vendas: na bilheteria do teatro e no site => www.tudus.com.br

Festfilmes chega a Fortaleza, com exibições no Cineteatro São Luiz, dias 20 e 21/11

Após passar pelo Cariri, por Redenção e Baturité, a terceira edição do Festfilmes, Festival do Audiovisual Luso Afro Brasileiro, chega a Fortaleza, com exibições gratuitas no Cineteatro São Luiz, terça e quarta, 20 e 21 de novembro. Todos são convidados a comparecer, assistir aos filmes e participar do festival que conta com 92 obras, de cineastas de 24 estados brasileiros, de Portugal e Moçambique.

A presença do festival no Cineteatro São Luiz destaca a convergência de objetivos com a política de acesso de crianças e jovens ao audiovisual, já responsável por levar mais de 85 mil estudantes ao cineteatro, com o projeto Escola no Cinema, parceria entre as Secretarias da Cultura e da Educação, do Governo do Estado.

A terceira edição do Festfilmes é composta por 8 mostras de cinema, sendo 3 mostras competitivas e 5 mostras paralelas. As mostras competitivas são a Mostra Iracema, exclusiva para os realizadores cearenses ou residentes no Estado; a Mostra Nascente, que tem caráter nacional e exibe filmes de estreia de realizadores naturais ou residentes em qualquer município brasileiro; e a Mostra Atlântica, voltada para filmes de curta-metragem de realizadores naturais ou residentes em qualquer um dos países que compõem a CPLP: Angola, Brasil,Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, Timor Leste e São Tomé e Príncipe.

As mostras paralelas, por sua vez, dividem-se entre a Mostra Animada, voltada para o público infantojuvenil; a Mostra CPLP, composta por filmes que retratam aspectos históricos e culturais das nações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP); a Mostra Retrospecto, com obras que se destacaram nas edições anteriores do festival; a Mostra Verde, com filmes com temática socioambiental, e a Mostra dos Festivais, que exibe filmes oriundos de festivais de cinema atuantes no âmbito da CPLP, desta feita destacando o Festival de Cinema de Jericoacoara – Jeri Digital, cuja sexta edição aconteceu em 2017.

 

Programação no Cineteatro São Luiz

Na terça-feira, 20/11, a programação do Festfilmes no Cineteatro São Luiz começa às 9h e segue ao longo de todo o dia. Às 10h acontece, no auditório do Cineteatro, o seminário “Programação e Curadoria de Salas Públicas de Cinema: Desafios e Perspectivas”, com Letícia Santinon, gerente de Difusão do Circuito SPCINE, de São Paulo, e Duarte Dias, diretor do Festfilmes, cineasta, curador de cinema do Cineteatro São Luiz e coordenador de audiovisual do Governo do Estado

Às 9h o público já pode curtir cinema de graça, com a Mostra Animada (classificação indicativa: 10 anos). Serão exibidos os filmes “3×3” (de Nuno Rocha, de Portugal), “O Gigante” (de Julio Vanzeler e Luís da Matta Almeida, coprodução de Brasil, Portugal e Espanha), “Disque Quilombola” (de David Reeks), “Cabeça Papelão” (de Quiá Rodrigues), “Até a China” (de Marão).

Os mesmos filmes serão apresentados na sessão de 14h30 no Cineteatro São Luiz, também com entrada franca, gerando oportunidade para nova plateia.

Às 16h acontece a Mostra Retrospeco, também com entrada franca e com classificação indicativa de 14 anos. Serão exibidos os filmes “O Refugiado” (de Rui Cardoso, de Portugal), “A Navalha do Avô” (de Pedro Jorge, Brasil), “A Fábrica” (de Aly Muritiba, Brasil), “Preto ou Branco” (de Aliso Zago, Brasil), “O Céu no Andar de Baixo” (de Eduardo Cata Preta, Brasil), “Fotograma 23” (de Victor Santos, de Portgual), “Amor em Pedaços” (de Felipe de Oliveira, Brasil), e “Tejo Mar”, de Bernard Lessa, do Brasil.

Fechando a programação da terça-feira, 20/11, no Cineteatro São Luiz, acontece Às 19h a Mostra CPLP, dedicada a filmes das nações integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A classificação indicativa é de 12 anos. Será exibido o longa-metragem “Exodus – De Onde eu Vim Não Existe Mais”, coprodução Alemanha-Brasil, de 2017, dirigida por Hank Levine.

Acompanhando as jornadas de seis refugiados, Napuli, Tarcha, Bruno, Dana, Nizar e Lahtow, esta é uma observação sobre o estado do mundo frente à crise dos refugiados que se espalhou por todo o planeta, visto que cada vez mais pessoas deixam seus lares para fugirem de motivos diversos como guerras e epidemias, buscando um porto seguro para recomeçar suas vidas.

Na quarta-feira, 21/11, às 19h, fechando o Festfilmes no Cineteatro São Luiz, será feito o anúncio dos filmes vencedores das mostras Iracema, Nascente e Atlântica. Logo após, será exibido o filme “Padre Cícero: Os Milagres de Juazeiro”, de 1975, dirigido por Helder Martins. A exibição desse filme foi um dos momentos mais marcantes da etapa do Festfilmes no Cariri, no começo de novembro.

A produção mostra a primeira metade da vida e da obra religiosa da figura polêmica e excêntrica de Cícero Romão Batista, mais conhecido como Padre Cícero, um padre que sempre exerceu suas funções às margens das diretrizes da Igreja Católica, tornando-se um personagem político influente e um líder religioso fervorosamente adorado por milhões de fiéis até os dias de hoje.

Gilberto Gil se apresenta em programação alusiva aos 60 anos do Cineteatro São Luiz

 

Gil, um dos maiores nomes da música brasileira, apresenta seu novo álbum “Ok Ok Ok” em show inédito, em Fortaleza, no dia 9 de dezembro, às 19h. Os ingressos para o evento começam a ser vendidos no dia 29 de novembro, às 10h, com os valores R$60 (inteira) e R$30 (meia) na bilheteria do equipamento e no site da Tudus (www.tudus.com.br) com limitação de dois ingressos por CPF e cadeiras marcadas. O show, que conta com o apoio da Secult, é um presente de fim de ano e se insere na programação de comemoração de aniversário dos 60 Anos do São Luiz.

Descontadas as faixas-bônus, o cantor, compositor e instrumentista baiano apresenta 12 músicas inéditas no álbum Ok Ok Ok, o primeiro disco de inéditas de Gil desde Fé na festa (2010). As três músicas alocadas como faixas-bônus são Afogamento (canção já lançada em single, mas na gravação feita com a participação de Gil para o disco em que Roberta Sá canta somente músicas inéditas do compositor), Kalil (música feita por Gil para o cardiologista Roberto Kalil) e Pela internet 2 (versão atualizada da música lançada em 1996 e repaginada em janeiro deste ano de 2018).

“Gil é ícone da música brasileira e esse show retrata a síntese de sua carreira, propondo uma importante reflexão sobre o momento político, social e cultural do Brasil contemporâneo. Respeitamos e admiramos sua atuação como artista e também como ministro no âmbito das políticas culturais. Para nós, é uma honra proporcionarmos esse espetáculo para os cearenses”, afirma Rachel Gadelha, Diretora do equipamento.

Esta programação também integra o “Ceará Natal de Luz”, realizado pela CDL, que esse ano homenageia o São Luiz. Visando atender um maior número de pessoas, haverá um ambiente alternativo para a confraternização e a audiência do show na Praça do Ferreira. Será feita transmissão ao vivo do espetáculo em dois telões de led em proporção 5 x 3. Na ocasião, o público poderá usufruir de uma feira de artesanato e gastronomia.

 

Serviço:
Evento: Gilberto Gil em “Ok Ok OK”
Data: 09/12, às 19h
Ingressos: R$60 (inteira) e R$ 30 (meia) – começam a ser vendidos na bilheteria do Cineteatro São Luiz e no site da Tudus (www.tudus.com.br), no dia 29 de novembro às 10h. Limitação de dois ingressos por CPF e cadeiras marcadas..

Projeto Curta a Tradição, Curta a Cultura, Curta o São Luiz e Encontro Mestres do Mundo celebram Tesouros Vivos do Ceará


Nesta sexta-feira (9), o Hall do Cineteatro São Luiz se tornará palco de uma grande celebração da Cultura Popular. O Projeto Curta a Tradição, Curta a Cultura, Curta o São Luiz recebe Fabiano dos Santos Piúba, Secretário de Cultura do Estado do Ceará e os Mestres da Cultura para realizar o lançamento do Encontro Mestres do Mundo. O evento acontece de 21 a 24 de novembro na cidade de Aquiraz. A programação terá início às 10h da manhã com partilhas de vivências e apresentações dos Mestres.
Mestra Mãe Zimá e o artista Calé Alencar. Além da Mestra Cacique Pequena e do Grupo Maracatu Az de Ouro que já integraram a programação do projeto, são os convidados desta edição. Para festejar o lançamento do XII Encontro Mestre do Mundo que tem como tema este ano: “Encontro Mestres do Mundo, tempo de amor e flor para quem sabe salvaguardar afetos”. É um evento estruturante realizado pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará – SECULT desde 2005, cuja atual edição acontece de 21 a 24 de Novembro de 2018 em Aquiraz (CE), com produção do Instituto Assum Preto de Arte, Cultura, Cidadania e Meio Ambiente, instituição parceira selecionada por meio de edital, com parceria da Prefeitura Municipal de Aquiraz e apoio cultural do Fórum de Cultura Popular Tradicional, Comissão Cearense de Folclore, Tapera das Artes e Museu Sacro São José do Ribamar.
A programação do Projeto Curta a Tradição, Curta a Cultura, Curta o São Luiz acontece, quinzenalmente às sextas-feiras e é gratuita. Dialoga sobre os territórios das tradições populares a partir de uma curadoria norteada por histórias, memórias e afetos. Mestres da Cultura e grupos convidados partilham sua trajetória e contribuições para cena cultural cearense. Todos são convidados a festejar e celebrar entre saberes e fazeres artísticos. O circo, a dança, o teatro, o humor e a música que estarão presentes ao longo desta edição promovendo uma reflexão sobre a nossa relação com a tradicionalidade e a regionalidade. É idealizado pelo ator e circense, Cláudio Ivo e conta com Produção Executiva da Ideias Produções. Foi aprovado no X Edital Mecenas do Ceará e tem Apoio Cultural da Enel.

 

Serviço:

Projeto Curta a Tradição, Curta Cultura, Curta o São Luiz

09/11 às 10h – Lançamento Encontro Mestres do Mundo

Cineteatro São Luiz (Rua Major Facundo, 500 – Centro, Fortaleza – CE)

Entrada: Gratuita | Classificação Indicativa: Livre

Mestre Chico Bento Calungueiro integra a programação do Projeto Curta a Tradição, Curta a Cultura, Curta o São Luiz, neste dia 26


Nesta sexta, 26, às 12h30 o Mestre Chico Bento Calungueiro chega ao Hall do Cineteatro São Luiz com suas histórias e brincadeiras. Antes de apresentação, o mestre conversará com o público sobre sua história de vida e vivências com o teatro de bonecos. O projeto Curta a Tradição, Curta a Cultura, Curta o São Luiz é idealizado pelo ator e circense, Cláudio Ivo e conta com Produção Executiva da Ideias Produções. Foi aprovado no X Edital Mecenas do Ceará e tem Apoio Cultural da Enel.
Mestre Chico Bento Calungueiro, como é popularmente conhecido Francisco Furtado Sobrinho, morador da Comunidade de Córrego dos Furtados. É o único brincante de arte popular em atividade na cidade de Trairí, litoral oeste do estado do Ceará. Ainda criança, encantou-se com as brincadeiras de Cassimiro Coco (personagem tradicional do mamulengo cearense) e desde então não parou mais de criar. Desenvolve um trabalho ímpar com teatro de bonecos e foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) através do Programa de Registro e Preservação do Patrimônio Imaterial. É um Tesouro Vivo do Estado do Ceará e por onde passa arranca sorrisos e desperta memórias com suas calungas.
A programação acontece, quinzenalmente às sextas-feiras e é gratuita. O projeto dialoga sobre os territórios das tradições populares a partir de uma curadoria norteada por histórias, memórias e afetos. Mestres da Cultura e grupos convidados partilham sua trajetória e contribuições para cena cultural cearense. Todos são convidados a festejar e celebrar entre saberes e fazeres artísticos. O circo, a dança, o teatro, o humor e a música que estarão presentes ao longo desta edição promovendo uma reflexão sobre a nossa relação com a tradicionalidade e a regionalidade.
Serviço:

Projeto Curta a Tradição, Curta Cultura, Curta o São Luiz

26/10 às 12h30 – Mestre Chico Bento Calungueiro

Cineteatro São Luiz (Rua Major Facundo, 500 – Centro, Fortaleza – CE)

Entrada: Gratuita | Classificação Indicativa: Livre

Aurélia lança o disco Acesa no Cineteatro São Luiz no dia 29/10

Cantora, compositora, atriz e jornalista, Marta Aurélia, ou simplesmente Aurélia, lança, no dia 29 de outubro de 2018, às 19h, no Cineteatro São Luiz, o seu segundo CD autoral, intitulado Acesa. Produzido pela própria artista, em parceria com Eric Barbosa, o trabalho “cria uma poética da voz em sinestesia com outras fontes sonoras e de instrumentação, de maneira fluida e livre”, como Aurélia faz questão de definir.

Acesa é um álbum orgânico, nascido do desejo da cantora de investigar outros territórios para sua voz, seu som e sua poesia e de aproximar-se mais da performance, do happening, da arte sonora, do noise e, mais do que presente nos sets de cinema como atriz, aproximar-se, também, da linguagem do audiovisual com sua música. Nessa perspectiva, surge a parceria com o músico-performer Eric Barbosa e, daí, começam os encontros criativos na Trincheira – residência artística localizada no Centro de Fortaleza – incluindo, paulatinamente, a presença de Eduardo Escarpinelli e Ayrton Pessoa.

Improvisações de guitarra, baixo, teclado, acordeon, clarinete, voz e efeitos começam a acontecer inicialmente no estúdio, seguidas por ensaios para apresentação, mixagens do material diverso, mantendo sempre a liberdade criativa que se apresenta nas oito faixas que compõem o disco. “O Acesa nasceu com a ideia de se trabalhar a canção, a palavra, em outras fontes e diretrizes, a partir do conceito de hibridismo de linguagem, entre performance sonora e filosofia, passando ainda pelas instalações sonoras e o audiovisual”, afirma Eric, que ainda ressalta, do trabalho, a predileção por novas timbragens dos instrumentos, além das experimentações da voz.

Já Ayrton Pessoa pontua uma característica do processo criativo de Aurélia, que é o fato de seus projetos serem tangenciais, “que se confundem e se atravessam”. “A gente acaba sem saber o que começou, onde, quando, como ou por que”, brinca. Para o músico, Acesa ganhou ainda mais força com a chegada de Eric Barbosa ao projeto, dando ao disco uma orientação estética melhor delineada e, principalmente, trabalhando o poder de escrita de Aurélia, com composições espontâneas e improvisos. Canções tradicionais se transformaram em ‘peças sonoras’ com a mistura de sons complexos e caóticos, ruídos, palavras, timbres de guitarra com riffs, sintetizadores, um clarinete encantadoramente perdido e sua voz.”

Eduardo Escarpinelli destaca ainda a poética sonora sinestésica de Aurélia, do seu texto falado e das frequências de seus movimentos, no estúdio e no palco, que evocam imagens que também geram sons, deslocando poeticamente sentidos clássicos, tradicionais, de se ver/ouvir/sentir/etc. “A Aurélia inverte, expande e junta o cosmos sonoro”, diz.

 

O território da voz

A voz é território de atuação mais comum de Aurélia, desde o rádio, a música, o teatro, o cinema, passando por suas investigações desse que também é instrumento de autoconhecimento e expressão multicultural, dos diversos usos da voz seja na comunicação, seja na arte, e da compreensão do som como experiência com o sagrado e como força vital presente nos processos criativos. É da convergência desses aspectos que Aurélia carrega a bateria para construir uma poética vocal capaz de transitar por alguns parâmetros mais harmônicos do canto e da fala e criar novas imagens sonoras e ruidísticas.

“A voz é expressão do ser, que é perfeito, imperfeito, harmônico e ruidoso. Então, queria caminhar com essa voz, que, quando audível, também pudesse esmorecer, arranhar, borrar, sujar, enfim, além de expressar a beleza do som e da voz, esta entendida também como discurso, como o que está sendo dito. O álbum brinca entre entrar e sair de alguns padrões, entre o som que é e não é, necessariamente, ‘compreensível’ ou ‘entendível’, mas que tem poesia e que provoca a imaginação”, explica a cantora.

“Também não tivemos essa questão de trabalhar com o polimento do som, quando se pensa no referencial de gravação de estúdio, tanto que sons captados da rua foram incorporados ao álbum. Isso porque o Acesa pretende trabalhar essas outras formas de escuta”, pontua Eric Barbosa.

Os textos foram escritos e as músicas foram compostas durante o processo de construção do Acesa. “Ando Cantando o que Sou” expõe, mais visceralmente, o que a artista revela de si neste momento. Nesta música, é possível perceber o resultado das possibilidades construídas em conjunto, a partir do diálogo entre melodia e voz. “Essa música bate na porta da canção, é quase um aboio. Ela é quase cantada, meio preguiçosa, às vezes quase inaudível. É para você sentir, uma espécie de meditação em si mesma”, explica Aurélia.

Já “Cidades Invisíveis”, “Varanda” e “Escombros” são músicas em que os textos estão mais à frente, quase como uma crônica rítmica. É como se Aurélia contasse uma história, seja sobre cidades contemporâneas destruídas pelas guerras (Escombros), seja sobre os seus locais de afeto, encontrando-se com a poesia e a complexidade dos lugares de Ítalo Calvino (Cidades Invisíveis).

“Entre” fala da condição de vulnerabilidade da artista e do momento intraduzível da criação: “… sem proteção qualquer, a não ser a própria sorte e algum sinal de esmaecida lucidez, avanço, mergulhada no intraduzível do instante”. Complementam o álbum, ainda, “Precário”, cuja poética lança um olhar crítico sobre a condição do artista na relação com seus processos de produção e criação, “Provisória”, que evoca a condição de passagem do processo criativo e “Vox”, na qual a própria voz é motor de criação.

Outra canção de destaque é “Meu Choro”, que traduz o sentimento da cantora ao se deparar com imagens dos flagelados da seca de 1877/1878 durante pesquisa da atriz Juliana Tavares sobre os campos de concentração no Ceará. Mesmo tendo ficado fora do álbum, “Meu Choro” foi mantida no repertório do show pela conexão que estabelece com um dos dramas mais profundos do nosso tempo, a fome, e pelo sentimento de empatia e solidariedade com a tragédia humana.

Guerras, miséria, fome, dor e outros temas que Aurélia traz para as músicas traduzem, entre sons e movimento, a realidade pela qual o Brasil – e o mundo – enfrentou e, mais do que nunca, enfrenta nos dias de hoje. Como disse o jornalista Flávio Paiva, quando viu/ouviu Acesa: “a tragédia da desesperança extrai a energia do corpo e precariza a mente. Mas ninguém desaparece enquanto existir o outro”.

 

Som e imagem

O processo orgânico que deu origem a este álbum vai além da relação entre Aurélia e os músicos. Isso porque o disco também segue um conceito visual, que dialoga com a fluidez das canções e de seu próprio processo de construção. “O disco é um conjunto de todas essas referências: música, imagem, design, poesia, teatro, dentre outras inspirações”, afirma Aurélia.

O processo de desenvolvimento gráfico do disco, por exemplo, foi uma troca entre alguns artistas e realizado em etapas. A capa partiu do desenho da Antonia Malau, baseado nas próprias referências do Acesa, em que a voz de Aurélia é alimentada pelas raízes poéticas, que são ramificadas num “corpo em explosão com a terra e a alma!”, define Antonia. A partir daí, Diego Maia elaborou todo o design do encarte, cuja arte final busca fortalecer o link entre o desenho e a atmosfera criada nas músicas.

As imagens feitas pela fotógrafa Natália Parente, que também dialoga com a estética do álbum, foram feitas apenas com luz natural, a partir da captura com o auxílio da técnica de longa exposição. Após o tratamento digital, Aurélia criou toda a linguagem de forma manual, escrevendo e interferindo sobre as imagens impressas. “A partir desse material, fiz mais intervenções, com pintura, bordado, além de queimar e colocar água. Trata-se de um trabalho que, embora digital, o aspecto manual está muito presente em todo o processo”, explica Natália.

No Cineteatro São Luiz, Aurélia estará acompanhada de Eric Barbosa, Eduardo Escarpinelli e Ayrton Pessoa, além de artistas convidados.

Acesa – Ficha Técnica

Produzido por Marta Aurélia e Eric Barbosa

Concepção e direção artística: Marta Aurélia

Gravação e mixagem: Eric Barbosa

Co-direção artística e assistência de mixagem: Uirá dos Reis

Gravado entre 2016 e 2018 na Trincheira Estúdio (Fortaleza/CE – Brasil)

Masterização: Klaus Sena – KlausHaus Studio (São Paulo/SP – Brasil)

Desenho da capa: Antonia Malau

Artefinal do encarte: Diego Maia

Fotos: Natália Parente

Figurino: Silvania de Deus

Maquiagem: Netinho Nogueira

Assessoria de Imprensa: Bebel Medal

Mídia Social: Nanda Loureiro

Produção executiva e fonográfica: Ana Azeredo

Selo: Trincheira / Índigo Azul / SuburbanaCo

Distribuição: Índigo Azul / OneRPM

 

Serviço:

Show: Acesa

Artista: Aurélia

Dia: 29 de outubro de 2018

Horário: 19h

Local: Cine-Teatro São Luiz

Classificação: livre

Duração: 1h30

Entrada: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia): https://www.tudus.com.br/evento/cineteatro-sao-luiz-acesa-aurelia

Mestra Cacique Pequena abre a programação do Projeto Curta a Tradição, Curta a Cultura, Curta o São Luiz deste mês de outubro

 

 

 

No próximo dia 19, às 12h30 a Mestra Cacique Pequena, da Comunidade Indígena dos Jenipapo-Kanindé, é a convidada que irá falar sobre sua trajetória, vivências e a memória de seu povo. O hall do Cineteatro São Luiz, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) é o espaço que recebe até fevereiro de 2019 os Tesouros Vivos do Estado do Ceará. O projeto é idealizado pelo ator e circense, Cláudio Ivo e conta com Produção Executiva da Ideias Produções. Foi aprovado no X Edital Mecenas do Ceará e tem Apoio Cultural da Enel.

Com uma vida dedicada ao movimento de resistência do povos indígenas cearenses, Mestra Pequena é a primeira mulher Cacique conhecida no Ceará e no Brasil. Mãe de 16 filhos, foi através de sua luta pela garantia de direitos de sua tribo na Aldeia Lagoa Encantada, em Aquiraz, que ela foi escolhida líder em 1995. Recebeu o título de Tesouro Vivo da Cultura em 2015. Pequena, luta também pela manutenção da cultura local e gravou um CD com as canções que compõe desde moça. No dia 26/10, o projeto recebe Mestre Chico Bento Calungueiro para partilhar suas vivências e conversar com o público.

A programação acontece, quinzenalmente às sextas-feiras e é gratuita. Devido o feriado do dia 12/10, as atividades deste mês acontecem nos dias 19/10 e 26/10. O projeto dialoga sobre os territórios das tradições populares a partir de uma curadoria norteada por histórias, memórias e afetos. Mestres da Cultura e grupos convidados partilham sua trajetória e contribuições para cena cultural cearense como Tesouros Vivos do Estado do Ceará. Todos são convidados a festejar e celebrar entre saberes e fazeres artísticos. O circo, a dança, o teatro, o humor e a música que estarão presentes ao longo desta edição promovendo uma reflexão sobre a nossa relação com a tradicionalidade e a regionalidade.

 

Serviço:

Projeto Curta a Tradição, Curta Cultura, Curta o São Luiz

19/10 às 12h30 – Mestra Cacique Pequena

26/10 às 12h30 – Mestre Chico Bento Calungueiro

Cineteatro São Luiz (Rua Major Facundo, 500 – Centro, Fortaleza – CE)

Entrada: Gratuita | Classificação Indicativa: Livre

Nova versão do clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes, Gota d’Água [a seco], chega à Fortaleza

 

 

Em dezembro de 1975, Bibi Ferreira subia ao palco do Teatro Tereza Rachel (Rio de Janeiro) para estrear Gota D’Água, transposição da tragédia grega Medeia, de Eurípedes, para a realidade de um conjunto habitacional do subúrbio carioca. Com um arrojado texto em versos de Chico Buarque e Paulo Pontes e canções como Basta um Dia, o espetáculo marcou época e se tornou um clássico moderno do Teatro Brasileiro.

Mais de quatro décadas depois, a história voltou à cena com uma adaptação absolutamente inédita do diretor Rafael Gomes. Batizada de Gota D’Água [a seco], a nova versão estreou no Rio de Janeiro em maio de 2016. Contemplado pelo edital da BR, o espetáculo chega a Fortaleza dias 3 e 4 de novembro, no Cineteatro São Luiz, às 19 horas. No palco, Laila Garin e Alejandro Claveaux são acompanhados por cinco músicos sob a direção musical de Pedro Luís.

Como ‘a seco’ do título já indica, a montagem busca chegar à essência da história, através dos embates entre os protagonistas, Joana e Jasão, ainda que outros personagens do original também apareçam na adaptação. Mesmo com parte da trama sociopolítica reduzida na versão, Rafael Gomes reitera que a sua leitura da peça é focada em sua natureza política, cruelmente atual.

“A Gota D’Água original possui uma trama política bastante latente em seu embate entre opressores e oprimidos. Ao concentrar a história em Joana e Jasão, em suas ideologias, ações e sentimentos, eu gostaria ainda assim de falar sobre essa política mais essencial da vida, do dia a dia, essa que a maioria das pessoas sublima, esquece ou finge que não é com elas, achando que ser político é somente saber apontar o dedo para o adversário e se manifestar eventualmente por aquilo que interessa, de forma um tanto o quanto individualista”, afirma o diretor, que manteve toda a estrutura formal da peça e inseriu novas canções e pequenas citações de letras de Chico Buarque em algumas passagens do texto.

Gota D’Água [a seco] é o primeiro espetáculo que Rafael Gomes dirigiu fora de sua companhia, a Empório de Teatro Sortido, de onde trouxe alguns colaboradores para esta montagem, como o cenógrafo André Cortez (Prêmio Shell por Um Bonde Chamado Desejo, 2015) e o iluminador Wagner Antônio. Rafael foi convidado pela produtora Andréa Alves, da Sarau Agência, e por Laila Garin para embarcar no projeto.

Estrela de Elis – A Musical, Laila experimenta agora um novo desafio em cena: além de interpretar a mítica personagem eternizada por Bibi Ferreira, dá voz a músicas que não faziam parte da peça original, como Eu Te Amo, Baioque e Cálice. Revelado no projeto Clandestinos, Alejandro Claveaux interpreta o personagem que já foi de Roberto Bonfim e Francisco Milani (na temporada paulistana, em 1977).

 

Peça Gota D’Água (A Seco) – Fotografia Annelize Tozetto

 

 

Uma tragédia carioca, embates universais

Chico Buarque e Paulo Pontes começaram a trabalhar no texto original a partir de uma transposição que Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) havia feito para a televisão. A feiticeira Medeia virou Joana, moradora do conjunto habitacional Vila do Meio-Dia, mãe de dois filhos, frutos de seu casamento com Jasão, alguns anos mais novo do que ela. Compositor popular, Jasão é cooptado pelo empresário Creonte, que o ajuda a fazer sucesso, e termina por largar Joana para se casar com a filha do milionário. A trama passional – que culmina na vingança de Joana –  tem como pano de fundo as injustiças sociais pelas quais os moradores do local passam, vítimas da exploração de Creonte, todo-poderoso da região.

Por conta deste acúmulo de tensões, Rafael Gomes elegeu o embate como o conceito central de sua montagem. Não somente o embate amoroso, que está no cerne da trama do casal, mas também o social, em um sentido mais amplo, e, principalmente, o íntimo. “São as batalhas internas a que as circunstâncias externas nos sujeitam. Jasão no conflito entre o que está ganhando e o que está deixando para trás, assim como Joana na decisão entre ir às últimas consequências para se vingar ou simplesmente seguir vivendo – o embate entre o humano e o divino, o terreno e o espiritual’, conclui o diretor.

Com esta nova e enxuta adaptação, as músicas que não estavam no original entram justamente para servir à dramaturgia, ao contar partes da história, revelar melhor o caráter e as contradições das personagens, além de amplificar alguns contextos e situações que precisaram ser sumarizados. A entrada de Pedro Luís na direção musical vem ao encontro da vontade de não fazer necessariamente um musical tradicional. “É um arejamento, um olhar diferente. Pedro fez com as canções, todas já tão conhecidas e consagradas, o que eu pretendo fazer com a dramaturgia: dar uma nova dimensão, jogar uma luz por um lado que não estamos acostumados a ver. Isso não implica em uma ambição de ‘melhorar’ nada, apenas de tentar pensar e criar por um caminho menos óbvio”, ressalta Rafael.

 

Música, letra e teatro

Laila Garin sempre teve a carreira teatral atravessada pela música, seja em shows paralelos ou na série de espetáculos musicais que protagonizou recentemente. Após ter iniciado a vida artística em Salvador, sua cidade natal, ela se mudou para o São Paulo e trabalhou com Luiz Carlos Vasconcelos, a Cia. Piolim, antes de ficar por sete anos na Casa Laboratório, dirigida por Cacá Carvalho e a Fondazione Pontedera. Após o período na capital paulista, fixou residência no Rio de Janeiro, onde estrelou Eu Te Amo Mesmo Assim (2010), musical supervisionado por João Falcão, diretor de Gonzagão – A Lenda (2012), do qual Laila fez parte por algumas temporadas.

A sua recriação do mito Elis Regina em Elis – A Musical (2013) provocou um verdadeiro fenômeno teatral de público e crítica, coroado com todos os principais prêmios de atuação do País: APCA, APTR, Bibi Ferreira, Cesgranrio, Quem, Reverência e Shell. No último ano, ainda esteve em O Beijo no Asfalto, versão musical de Claudio Lins para o clássico de Nelson Rodrigues, e estreou na TV na novela Babilônia, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga.

Andréa Alves abraçou a empreitada de revitalizar a tragédia e as canções de Gota D’Água após produzir a recente montagem de Ópera do Malandro, em cartaz por quase dois anos com enorme sucesso popular. À frente da Sarau Agência desde a sua fundação, em 1992, também é a responsável pelo Festival Villa-Lobos e os musicais Grande Otelo – Eta Moleque Bamba!, Gonzagão – A Lenda e Auê, nova criação da Cia. Barca dos Corações Partidos.

Da mesma forma, a música sempre foi um elemento determinante no teatro de Rafael Gomes. Seu texto de estreia, Música Para Cortar os Pulsos (prêmio APCA de Melhor Peça Jovem, 2010), era estruturado a partir de citações musicais e trechos de letras, enquanto nos espetáculos seguintes a trilha sonora sempre exerceu um relevante diálogo com a dramaturgia, caso de Gotas D’Água Sobre Pedras Escaldantes (2014) e Um Bonde Chamado Desejo (2015), que acaba de lhe render o Prêmio Shell de Melhor Direção. Ele considera Gota D’Água [a seco] o seu primeiro musical, embora prefira pensar na montagem como uma “peça com música”.

“Quando Andréa e Laila me convidaram para este trabalho, para além de todo deleite imediato que seria trabalhar com ambas, a ‘questão Chico Buarque’ também calou fundo. Não só pelos motivos óbvios, de Chico ser esse artista gigante, mas porque minha trajetória no teatro está carimbada pela obra dele. A primeira peça que fiz na vida foi como assistente de direção e dramaturgista de Calabar, em 2008, numa montagem dirigida por Heron Coelho. E já dirigi uma releitura de Cambaio, que chamamos também de Cambaio [a seco], em caráter de evento, com apenas sete apresentações”, conta Rafael, que sempre foi admirador de musicais, “de Brecht a Sondheim, passando pelos filmes da Disney e Bob Fosse. Espero que este seja o primeiro de vários”, ressalta.

 

Ficha técnica:

GOTA D’ÁGUA [A SECO] – De Chico Buarque e Paulo Pontes. Adaptação e direção: Rafael Gomes. Com Laila Garin e Alejandro Claveaux. Músicos: Pedro Silveira, Diogo Sili, Marcelo Muller, Luiz Urjais e Marcelo Cebukin. Direção Musical: Pedro Luís. Cenografia: André Cortez. Iluminação: Wagner Antônio. Figurinos: Kika Lopes. Direção de Produção: Andréa Alves. Diretor assistente e direção de movimento: Fabrício Licursi. Design de som: Gabriel D’angelo. Preparação e arranjos vocais: Marcelo Rodolfo e Adriana Piccolo. Assistente de direção musical: Antônia Adnet. Assistente de cenografia: Rodrigo Abreu. Coordenação de Produção: Leila Maria Moreno.

 

Serviço:

GOTA D`ÁGUA [A SECO]

Dias: 3 e 4 de novembro – Sábado 19h e domingo 18h
Local: Cineteatro São Luiz – Rua Major Facundo, 500 – Centro
Classificação: 14 anos
Duração: 100 minutos
Gênero: Musical
Ingressos: R$ 25,00 inteira | 12,50 meia
Vendas: na bilheteria do teatro e no site => www.tudus.com.br

No elenco, Laila Garin e Alejandro Claveaux.

VENCEDOR DO PRÊMIO CESGRANRIO: Melhor Atriz em Musical – Laila Garin.
VENCEDOR DO PRÊMIO BIBI FERREIRA: Melhor Atriz em musical – Laila Garin e Melhor Desenho de Luz – Wagner Antônio
VENCEDOR DO PRÊMIO CENYM: Melhor Trilha Sonora Original ou Adaptada – Pedro Luis e Melhor Canção Original ou Adaptada – Cálice, por Laila Garin (voz) e Pedro Luís (arranjos).
VENCEDOR DO PRÊMIO ARTE QUALIDADE BRASIL: Melhor atriz em Musical – Laila Garin
VENCEDOR DO PRÊMIO MUSICAL CAST: Melhor Musical Brasileiro, Melhor Direção – Rafael Gomes e Melhor Atriz – Laila Garin.
VENCEDOR DO PRÊMIO REVERÊNCIA – Melhor Atriz em musical – Laila Garin
VENCEDOR DO PRÊMIO APLAUSO BRASIL: Melhor Atriz – Laila Garin, Melhor Iluminação – Wagner Antônio e Melhor Arquitetura Cênica – André Cortez

 

Este projeto foi aprovado pelo edital de circulação da BR e se apresentará nas cidades de Campinas, Fortaleza e Recife.

Maracatu Solar grava DVD/CD ao vivo no Cineteatro São Luiz

 

O palco principal do Cineteatro São Luiz, receberá no dia 06 de outubro, às 19h, mais de 150 brincantes do Maracatu Solar que interpretam o espetáculo “Um Cada Um…Um Cada Sol…”, uma verdadeira ópera popular que agrega elementos de ancestralidades, identidades étnicas , e religiosidades através das linguagens da música, da dança e da artesania por meio de figurinos e adereços.

O Maracatu Solar, institucionalmente um Programa de Formação Cultural Continuada da Associação Cultural Solidariedade e Arte –SOLAR, foi fundado nos finais de 2006 por um grupo de artistas, entre estes Pingo de Fortaleza, Alan Mendonça, Descartes Gadelha, Tieta Pontes e Wiltom Matos, entre outros, e desde então vem desenvolvendo um conjunto de ações que procuram agregar valores a essas importante e referencial manifestação cultural cearense.

Com características próprias como a diversidade rítmica, as fantasias leves, a não obrigatoriedade da pintura no rosto entre seus brincantes e a não participação na competição carnavalesca, embora participe dos desfiles das agremiações de carnaval, o maracatu Solar atualmente conta com aproximadamente 300 brincantes e tem sua musicalidade bastante difundida, através dos projetos Brincar de Maracatu, Tambores Ancestrais na Noite Escura, entre outros.

O espetáculo “Um Cada Um…Um Cada Sol…” procura sintetizar a historicidade do Maracatu Solar e apresentar ao público a passagem de um cortejo simbólico de coroação de uma rainha negra por meio da interpretação de 17 canções referenciais de seu hinário, acompanhadas de suas respectivas coreografias e interpretadas por seus brincantes divididos em batuqueiros, dançarinos, cantores e músicos. O espetáculo traz a sonoridade do batuque acrescida de um naipe de sopros, experiência já realizada pelo Maracatu Solar no projeto Batuque de Carnaval, apresentado em praça púbica em janeiro desse ano.

“Realmente a junção do batuque com os sopros e a harmonia do violão fortalecem a sonoridade das canções do Maracatu Solar e valorizam as melodias das suas composições, criando um ambiente mais diversificado e musicalmente mais detalhado”, afirma Pingo de Fortaleza , cantor, compositor e idealizador do espetáculo.

O espetáculo contará com as participações especiais dos cantores, todos eles brincantes do Maracatu Solar: Pingo de Fortaleza, Jord Guedes, Eliahne Brasileiro, Dgal, Cariolano Solar, Wiltom Matos, Juliana Roza, Artur Guindugli, Juliana Eva, Inês Mapurunga e Yane Caracas, além de contar com Descartes Gadelha, griô do Maracatu Solar e responsável pelos arranjos rítmicos do grupo, que será o solista do espetáculo no universo da percussão. A regência de Um cada Um…Um cada Sol… ficará a cargo de Catherine Furtado. No campo da dança a coordenação das coreografias é de Fabrício Óliver, Débora Íngred e Gil Rodrigues.

No repertório do espetáculo estão alguns clássicos do maracatu cearense como Maculelê (Pingo de Fortaleza e Guaracy Rodrigues), Noite Azul (Pingo de Fortaleza, Parahyba e Augusto Moita), Maracatu Solar (Descartes Gadelha, Inês Mapurunga, Wiltom Matos, Pingo de Fortaleza e Alan Mendonça) , Solencanto (Pingo de Fortaleza) Paz de Oxalá (Pingo de Fortaleza e Guaracy Rodrigues), além de todas as parcerias de Pingo de Fortaleza e Descartes Gadelha compostas para o Maracatu Solar (Oxum de Mim, O axé Oculto de Ossain entre outras) e inédita “Para Minha Mãe Yemanjá” composta por Pingo de Fortaleza e Descartes Gadelha para ser a loa oficial do Maracatu Solar em 2019.

“Inicialmente íamos gravar um novo CD em estúdio (em 2015 lançamos um CD do Maracatu Solar em comemoração aos 10 anos da Solar),mas pensamos numa maneira de registrar nosso trabalho com o volume e intensidade que temos adquirido no palco e em cortejos. Então resolvemos fazer o CD ao vivo, para tentarmos captar a força da musicalidade coletiva do Maracatu Solar, posteriormente, vimos que a musicalidade sozinha não representaria a concepção de um maracatu, portanto resolvemos incluir todos os personagens e alas que configuram nosso cortejo, dessa maneira o CD virou também DVD”, explica Pingo de Fortaleza.

Para a realização dessa gravação pioneira no Ceará, estão sendo mobilizados dezenas de técnicos. A engenharia de som (gravação, mixagem e masterização do áudio) será realizada pelo Planeta Estúdio na figura do experiente técnico Airton Montezuma. A direção de luz será da premiada Tatiana Amorim e nas câmeras atuarão Saulo Monteiro , Sunny Maia e Israel Branco (edição).

“Embora o grupo Maracatu Solar não seja formado exclusivamente por profissionais da arte, a ONG Solar tem se constituído numa grande escola de múltiplas linguagens no universo do maracatu cearense. Hoje contamos com a Orquestra Solar de Tambores e a Cia Solar de Dança, que procuram aprofundar tecnicamente os conhecimentos específicos de suas linguagens artísticas e trabalham com uma visão de heterogeneidade estética tendo o maracatu como referência. A realização desse espetáculo é fruto desse processo contínuo de formação que realizamos”, pontua Pingo de Fortaleza que também é o coordenador de projetos e programas da Associação Solar.

 

Serviço
“Um Cada Um…Um Cada Sol…” – Show de Gravação do DVD/CD do Maracatu Solar
Local: Cineteatro São Luiz
Dia: 06 de outubro de 2018
Horário:19h
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
No local, também estarão disponíveis à venda produções da Solar (Livros, CDs, etc)
Informações: (85) 3226 1189 / 9.9987 7321

Silvero Pereira apresenta Silvershow no Cineteatro São Luiz

Neste sábado (29/9), às 19h, Silvero Pereira apresenta, no Cineteatro São Luiz, um espetáculo que celebra sua passagem pelo Show do Famosos do Domingão do Faustão. Em Silvershow, o artista homenageia novamente Pablo Vitttar, Freddie Mercury, Gal Costa, Wesley Safadão, Steve Tyler, Cher, Piaf entre outros nomes ligados a história do intérprete. O repertório conta ainda com canções e interpretações do conterrâneo Belchior, da rainha Carmem Miranda, e do icônico Jair Rodrigues. Os ingressos para o evento podem ser R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), na bilheteria do Cineteatro e no site da Tudus.

O espetáculo conta ainda com uma banda orquestrada por Caio Castelo, bailarinos coreografados por Nádia Fabrici, e números apresentados na novela “A Força do Querer” além de muitas outras surpresas.

Serviço:
Evento: Silvershow
Data: 29/9, às 19h
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia)

À venda na bilheteria do Cineteatro (de terça a sábado, das 10h às 18h30) e no site da Tudus (com taxa de conveniência).

Classificação: Livre
Duração: 75 min

Gilberto Gil se apresenta em programação alusiva aos 60 anos do Cineteatro São Luiz

O show, no qual Gil apresenta seu novo álbum “Ok Ok Ok”, está marcado para o dia 9 de dezembro.

Os ingressos para o evento começam a ser vendidos em novembro. Em Ok Ok Ok, Gil, ícone da música brasileira, retrata a síntese de sua carreira e propõe importante reflexão ao momento político, social e cultural do Brasil contemporâneo.

Descontadas as faixas-bônus, o cantor, compositor e instrumentista baiano apresenta 12 músicas inéditas no álbum Ok Ok Ok, o primeiro disco de inéditas de Gil desde Fé na festa (2010).

Gero Camilo traz “Andy” para o Cineteatro São Luiz


                                                        Fotos: Roberto Setton

 

O Cineteatro São Luiz será palco, no próximo dia 28 de setembro, de “Andy”, novo espetáculo da Cia Tertúlia de Acontecimentos. Com direção de Gero Camilo e texto também dele, em parceria com Victor Mendes, a peça faz um mergulho na vertiginosa trajetória do performer americano Andy Kaufman, um humorista à frente do seu tempo. O espetáculo dialoga com os pensamentos transgressores do artista tido como morto em 1984 nos EUA.
A história, uma “biografia ficcional”, traz Victor Mendes como Andy Kaufman e Gero Camilo como Laika, a cadela russa que foi o primeiro animal a viajar para o espaço. Gero interpreta ainda personagens que fizeram parte da vida do artista, como o empresário George Shapiro e o melhor amigo, Bob Zmuda. “Faremos um paralelo entre o homem que tira o pé do chão e está com a cabeça na Terra e o homem que está na Terra mas tem a cabeça na Lua”, explica o diretor.
Embora o artista americano seja mais conhecido por ser um humorista, o espetáculo “Andy” não pode ser classificado apenas como uma comédia, mas também como um espaço para se emocionar com a carreira meteórica de Andy Kaufman.
Sobre Andy Kaufman:

Andy Kaufman (Nova Iorque, 17 de janeiro de 1949 – Los Angeles, 16 de maio de 1984) foi um cantor, dançarino e ator performático estadunidense. O artista quebrou as estruturas da comédia convencional, apresentando números vanguardistas no teatro e outros eventos públicos diversos. O performer misturava a própria vida com a arte e é pioneiro nessa linguagem que buscava desenvolver.
Nesse universo, interpretava personagens que escondiam sua verdadeira identidade, como o cantor Tony Clifton. Seus números irreverentes e criativos o tornaram célebre nos Estados Unidos. Fez sucesso no programa Saturday Night Live e ganhou a admiração de críticos e artistas diversos com suas performances.
Mas Kaufman não se considerava humorista e começou a realizar piadas herméticas para se relacionar com o público. Muitas vezes, irritava seus espectadores com pegadinhas, além de inventar falsas histórias para a imprensa americana. Kaufman queria ser o melhor artista do mundo e, após ser demitido da ABC, passou a fazer shows em ringues de luta livre, onde desafiava mulheres. Muitos o consideraram louco durante essa fase, mas Kaufman, muito além da realidade, estava interpretando seus personagens realísticos.
Devido ao estilo de humor conhecido por encarnar alteregos e aplicar trotes em si mesmo, especula-se até mesmo que o comediante, morto vítima de um câncer em 1984, aos 35 anos, poderia, pelo contrário, estar vivo.
Sobre a Companhia Tertúlia de Acontecimentos:

Criado em janeiro de 2016, a Companhia Tertúlia de Acontecimentos é formada pelos atores Gero Camilo e Victor Mendes e pela produtora cultural Flávia Corrêa.

O significado de Tertúlia é agrupamento ou reunião de pessoas para trocarem conhecimento no campo das artes e pensamentos, justamente o propósito desta nova companhia, que pretende criar espetáculos com dramaturgia própria e alheia, a partir da experiência cênica. Arte e Pensamento no Teatro.

O primeiro trabalho que a companhia assinou, nasceu em 2015 em Portugal é a peça “Caminham nus empoeirados”. Soma-se ao repertório da Companhia as peças “Aldeotas”(2004) ,”Cartas à/de Pio”(2014), “Razão Social” (2016), “Plinioceia Desvairada” (2017) (homenagem a Plinio Marcos), “Andy “ (2018). Estreia ainda este ano o espetáculo infantil “Umbigo”.
Serviço:

ANDY, com Victor Mendes e Gero Camilo

Local: Cineteatro São Luiz

Endereço: Rua Major Facundo, 500 – Centro – Fortaleza

Data: Sexta, 28 de setembro de 2018

Horário: 19h

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 90 minutos

Ingressos: R$20,00(inteira) / R$10,00(meia)

Bilheteria Cineteatro São Luiz

Os ingressos já podem ser adquiridos de terça a sábado, de 10h às 18h30. Venda com taxa de conveniência no site da Tudus: https://www.tudus.com.br/evento/cineteatro-sao-luiz-andy-com-victor-mendes-e-gero-camilo

Mais informações: (85) 3252.4138