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BIBI, uma vida em musical

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“Não consigo lembrar de mim fora de um teatro”. É assim que Bibi Ferreira, 96 anos, 76 como atriz, cantora, diretora e produtora, se descrevia.

A trajetória pessoal e profissional dessa estrela brasileira só poderia ser contada e celebrada levando para o palco o próprio palco, das companhias de comédia, do teatro de revista, dos grandes musicais e do teatro engajado em que ela atuou. Assim é BIBI, uma vida em musical, um espetáculo inédito, escrito por Artur Xexéo e Luanna Guimarães, sob direção geral de Tadeu Aguiar, que estará em cartaz em Fortaleza no Theatro José de Alencar nos dias 13, 14 e 15 de setembro.

Apresentado pelo Ministério da Cidadania e Circuito Cultural Bradesco Seguros, através da Lei de Incentivo à Cultura , o musical é uma realização da Negri e Tinoco Produções Artísticas [espetáculo “Excepcionalmente Normal” e diversos shows de Thereza Tinoco e Áurea Martins].

A atriz paulistana Amanda Acosta vive Bibi. Ela foi Eliza Doolittle na montagem paulista de “My Fair Lady” de 2006, o mesmo papel que Bibi Ferreira fez na primeira montagem brasileira da peça americana. Amanda foi integrante do Trem da Alegria, de 1988 a 1992, quando o trio se desfez. Atriz de cinema e TV, ela fez no teatro musical “Essa é a nossa Canção”, “Baby, o Musical” e “4Faces do Amor”, todas sob direção de Tadeu Aguiar. Amanda Acosta venceu quase todos os prêmios de melhor atriz.

Em BIBI, uma vida em musical, a história familiar, profissional e amorosa da artista se enredam. A formação em música, dança e línguas estrangeiras foi estimulada pela mãe Aida Izquierdo, bailarina espanhola. A estreia profissional no teatro, aos 19 anos, foi pela mão do pai, o ator Procópio Ferreira, em papel escrito por ele para a filha.

Assim, o musical percorre todas as fases da vida de Bibi, da escolha do seu nome, sua preparação para os palcos, os espetáculos musicais como os inesquecíveis “Gota d’Água”, de Paulo Pontes e Chico Buarque, “My Fair Lady”, “Alô Dolly” e “Piaf, a Vida de Uma Estrela da Canção”,  seus casamentos, o nascimento da filha única, Tina Ferreira, as viagens para Portugal e Inglaterra a trabalho, a homenagem da escola de samba Viradouro até sua chegada a um teatro da Broadway, aos 90 anos.

Artur Xexéo [“Cartola – O Mundo é um Moinho”, “Eu Não Posso Lembrar Que Te Amei – Dalva e Herivelto”, “Hebe, o Musical”]avalia a importância de Bibi Ferreira na profissionalização do ator no Brasil, em relação ao seu ofício. “Em relação ao teatro musical, ela foi, sem dúvida, a primeira atriz brasileira pronta para o gênero. Antes dela, havia as vedetes de revista, não necessariamente atrizes, diz o coautor do texto.

Sob direção musical de Tony Lucchesi [“60! Década de Arromba – Doc. Musical”, “Eu não posso lembrar que te amei–Dalva e Herivelto”], oito músicos interpretam 33 canções, das quais cinco foram criadas para o espetáculo, letra e música, por Thereza Tinoco [suas composições foram gravadas por Simone, Ney Matogrosso, Lucinha Araújo, entre outros. Sua canção O Viajante foi tema do personagem de Tony Ramos, na novela Baila Comigo, da TV Globo. Compôs para vários infantis, para “Fica Combinado Assim”, de Herval Rossano, e dois números musicais para Bibi in Concert Pop, III, a pedido de Bibi Ferreira].

BIBI, uma vida em musical tem direção geral de Tadeu Aguiar [“Quase Normal”, “Ou tudo ou Nada”, “Essa é a nossa Canção”, “4Faces do Amor”, “Para sempre ABBA”, “Eu não posso lembrar que te amei–Dalva e Herivelto”].

Elenco [ordem alfabética]

Amanda Acosta (Integrante do grupo musical Trem da Alegria, atuou em musicais My Fair Lady, 4 Faces do Amor, Carmem a Pequena Notável, Cangaceiras Guerreiras do Sertão), André Rayol (Rapsodia o Musical, Radio Nacional- as ondas que conquistaram o Brasil), Bel Lima (“60! Década de Arromba – Doc. Musical, Pippin, Cole Porter”), Carlos Arruza (Comunitá, Mamma Mia- Malhação- TV Globo), Carlos Darzé (“Enlace – A Loja do Ourives”, “Curral Grande”, do Coletivo Ponto Zero), Chris Penna (“Yank – o Musical”, “Beatles num Céu de Diamantes”, “Garota de Ipanema – O Amor é Bossa”, “Chacrinha – O Musical”),Flávio Moraes (cantor, assistente de direção musical em Vamp e Elizeth a divina), Guilherme Logullo (“Garota de Ipanema – O Amor é Bossa”, “Elis, a Musical”, “Kiss Me, Kate – O Beijo da Megera”- Pippin , Nelson Gonçalves o amor e o tempo), Gottsha (As Malvadas – Ô Abre Alas (A vida de Chiquinha Gonzaga)  Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava – Godspell), João Telles(“A Peça ao Lado”, “Ubu Rei”, “Godspell”), Julie Duarte (“Rapsódia – O Musical”, “Estúpido Cupido”, infantis “Os Músicos de Bremen”, “A Bela e a Fera”, “Os Saltimbancos”” Peter Pan”), Jullie (Tudo por um pop Star, A Noviça Rebelde, Nelson Gonçalves o amor e o tempo), Leo Bahia (“Chacrinha – O Musical”, “The Book of Mormon”, “O Mambembe”, “Ponte Golden Gate”, “Gabriela, um Musical”), Moira Osório (Chapeuzinho Vermelho – Como Você Nunca Viu, o Musical” Elis a Musical), Ryene Chermont (Estúpido Cupido, Cauby Cauby), Rosana Penna (“Carrossel, o Musical”, “Nuvem de Lágrimas – o Musical” Dogville), Simone Centurione (“Liza por Elas”, “O Som da Motown”, “Como Eliminar seu Chefe” Vamp).

O espetáculo foi sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro e em São Paulo, tendo tido 107 indicações a prêmios, fato inédito na história do teatro brasileiro. Agora segue em tournée por 07 (sete) capitais brasileiras: Salvador, Natal, Fortaleza, Maceió, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife.

CIRCUITO CULTURAL BRADESCO SEGUROS

www.bradescoseguros.com.br/circuito_cultural

Manter uma política de incentivo à cultura é compromisso permanente do Circuito Cultural Bradesco Seguros. Nos últimos anos, o Grupo Bradesco Seguros orgulha-se de ter patrocinado e apoiado projetos nas áreas de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas.

Dentre as atrações realizadas recentemente, destacam-se os musicais “Mudança de Hábito”, “Chacrinha, O Musical”, “Elis – A Musical”, “A Família Addams”, “O Rei Leão”, “Bem Sertanejo”, “Les Misérables”, “60 – Década de Arromba”, “Cinderella” e “Wicked”, além da “Série Dell’Arte Concertos Internacionais”, “Ballet Zorba, O Grego” e a exposição “Cavaletes de Cristal de Lina Bo Bardi no MASP”.

FICHA TÉCNICA – BIBI, uma vida em musical

Autores Artur Xexéo e Luanna Guimarães

Direção Tadeu Aguiar

Direção musical  Tony Lucchesi

Música original  Thereza Tinoco

Cenário Natalia Lana

Figurino Ney Madeira e Dani Vidal

Coreografia Sueli Guerra

Desenho de luz Rogerio Wiltgen

Desenho de som Gabriel D’Ângelo

Assistência de direção Flavia Rinaldi

Assistência de coreografia Olivia Vivone

Assistência de direção musical Alexandre Queiroz

Assistência de iluminação Wagner Azevedo

Coordenação  Geral de Produção  Cláudia Negri

Coordenação de Produção – Thereza Tinoco

Produção local: Free Lancer Producções

Direção de Produção Edgard Jordão

Realização Negri e Tinoco Produções Artísticas

BIBI, uma vida em musical

Dias: 13 (sexta), 14 (sábado) e 15 (domingo) de setembro

Horários: às 20 horas

Local: Theatro José de Alencar

Endereço:Liberato Barroso, 525 – Centro

Classificação etária: 10 anos

Duração: 165 minutos

INGRESSOS

Plateia: R$ 104,00 inteira / R$ 52,00 meia 

Balcão: R$ 104,00 inteira / R$ 52,00 meia 

Frisa: R$ 104,00 inteira / R$ 52,00 meia 

Camarote: R$ 104,00 inteira / R$ 52,00 meia 

Torrinha: R$ 64,00 inteira R$ 32,00 meia 

Vendas:

INTERNET – www.bilheteriavirtual.com.br

BILHETERIAS OFICIAIS – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA

Endereço: Liberato Barroso, 525 – Centro

Telefone: 3101-2583

Horário de Funcionamento: de terça a domingo, das 14h às 19h

Ticket Shop Iguatemi (85- 99201.3095) e RioMar Kennedy  (85- 99272.2015)

CAIXA Cultural Fortaleza traz a sonoridade de Patrícia Bastos

Patrícia Bastos. Crédito: Eudes Vinícius

A Caixa Cultural Fortaleza apresenta, de 23 a 25 de agosto, o show da cantora amapaense, Patrícia Bastos. Esta é a primeira vez que o público cearense terá a oportunidade de conferir a qualidade dessa grande intérprete e seus projetos musicais já premiados no Prêmio da Música Brasileira nas categorias Melhor Cantora em 2014 e Melhor Álbum em 2017.

A cantora recebeu também uma honrosa indicação de Melhor Cantora Regional no Grammy Latino de 2017, com o álbum “Batom Bacaba”, que é o seu mais recente projeto musical. Na tarde do dia 24 de agosto, haverá bate-papo com o público sobre os ritmos que compõem a musicalidade amazônica.

A sonoridade e a delicadeza de Patrícia Bastos, a mistura de ritmos como marabaixo, zouk, batuque, cassicó, a influência dos cantos indígenas e caribenho e as inovações eletrônicas dão o tom a todo trabalho da cantora, que transportou para todo o Brasil o gosto amazônico, os sons dos tambores e os versos que retratam o jeito nortista.

A estreia de Patrícia Bastos foi em 2002 com “Pólvora e Fogo”. Dois anos depois lançou “Patrícia Bastos In Concert”. Os seguintes foram “Sobretudo” (2007), “Eu Sou Caboca” (2009) e “Zulusa” (2013). Todos as obras evidenciam sua regionalidade. Entre as canções impressas em seus trabalhos, estão as de Joãozinho Gomes, Val Milhomem e Enrico Di Miceli, que ajudaram a projetar a intérprete para os palcos com Leci Brandão, Nico Rezende, Nilson Chaves, Lô Borges, Natan Marques, Vitor Ramil, Sebastião Tapajós, Manoel Cordeiro e Dante Ozzetti.

A parceria com Dante Ozzetti impulsionou a carreira da artista e a revelou nacionalmente a partir do álbum “Zulusa”, elencado em 2014 no 25º Prêmio da Música Brasileira como um dos melhores na categoria regional e Patrícia Bastos foi avaliada como Melhor Cantora Regional.

Nascida em Macapá, Patrícia Bastos é descendente de uma família de artistas. Desde a infância teve a oportunidade de conviver com música e arte dentro de casa. Sua carreira profissional começou ainda na adolescência, cantando em formações musicais em sua cidade, logo alcançando reconhecimento e destaque por sua afinação e sonoridade, o que a levou aos palcos de festivais de música. Interpretou músicas de compositores regionais e nacionais. Partiu para a carreira solo dando preferência à música amazônica e se consagrou como uma das melhores do Norte do país. 

SERVIÇO

[MÚSICA] Patrícia Bastos

Local: CAIXA Cultural Fortaleza

Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema
Data: 23 a 25 de agosto de 2019

Horários: sexta-feira e sábado às 20h | domingo, às 19h

Na tarde do dia 24 de agosto haverá bate-papo com a cantora e músicos.

Duração: 1h15min.

Classificação indicativa: livre

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)

Vendas: a partir de 22/08das 10h às 20h, na bilheteria do local.

Acesso para pessoas com deficiência e assentos especiais.

Serviço de manobrista gratuito no local.

Paraciclo disponível no pátio interno.

Informações gerais | CAIXA Cultural Fortaleza:

(85) 3453-2770

Visite Ceará apoia concerto da Orquestra Sinfônica da UECE no Cineteatro São Luiz

Nesta sexta-feira (24), a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual do Ceará (UECE), recebe a cantora internacional Uxía para um concerto no Cineteatro São Luiz.

O evento conta com o apoio do Visite Ceará, entidade que promove e divulga ações que tratam sobre turismo de evento no Estado. Os ingressos estão à venda na bilheteria e no site do Tudus (https://checkout.tudus.com.br/cineteatro-sao-luiz-uxia-e-orquestra-sinfonica-da-uece/selecione-seus-ingressos).

O Visite Ceará prospecta, desenvolve e incrementa eventos já existentes e que se enquadrem nos objetivos traçados pela entidade, além de promover a integração das atividades culturais e artísticas em geral, relacionadas a congressos, eventos e simpósios.

Em apresentação única, o concerto marca o reencontro entre a formação orquestral cearense e a cantora natural da Galiza, Espanha. Uxía é considerada a grande dama da música e da poesia galega e uma de suas maiores embaixadoras.

Serviço
Data: 24 de maio de 2019

Horário: 19h

Entrada: R$ 40,00 (inteira) / R$ 20,00 (meia)

Classificação indicada: Livre

Local: Cineteatro São Luiz

Solange Almeida lembra cirurgia bariátrica e conscientiza importância do acompanhamento permanente

 

Há 10 anos e pesando 120 quilos, a cantora Solange Almeida passou por uma cirurgia bariátrica. Após uma década desde o procedimento que transformou a qualidade de vida da cantora, ela permanece sendo acompanhada permanentemente por uma equipe multidisciplinar de especialistas.

Na tarde da última quarta-feira (17), Solange esteve no consultório do médico nutrólogo cearense e referência em medicina preventiva, Fernando Guanabara. O acompanhamento é voltado para suplementar as deficiências.

“As pessoas que se submetem ao procedimento precisam entender a importancia do acompanhamento. Conheço casos de pessoas que fizeram a cirurgia e voltaram a engordar, ganhou quase todo o peso que perdeu. E o acompanhamento vai ajudar a compreender o processo pré e pós”, disse a cantora.

“Há uma crescente no número de cirurgias bariátricas no país. É fundamental a suplementação de minerais, vitaminas e aminoácidos para que os pacientes que passaram pela bariátrica não tenham efeitos adversos, reganho do peso e perda da massa muscular”, destacou Fernando Guanabara.

Já no segundo semestre deste ano, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica divulgou que os números desta intervenção cirúrgica aumentou 46,7% em, aproximadamente, cinco anos. Em 2017 foram realizadas 105.642 mil bariátricas no Brasil.

Cantora e compositora Camilla Campos mergulha em sua ancestralidade para lançar o seu primeiro disco autoral

 

Arte e vida dão o tom do trabalho da cantora e compositora Camilla Campos. Entre canções com influências de elementos da cultura popular, a artista lança, em 2018, o seu primeiro CD, Patuá, que representa um verdadeiro caminho de autoconhecimento, a partir da leitura de uma diversificada influência da ancestralidade que lhe compõe, a cigana, negra e cabocla.

Neste trabalho autoral, a cada composição é possível encontrar uma nova vibração, um novo ciclo aberto, que se pauta no respeito à natureza, principalmente a humana. Dessa forma, a artista começa a traçar a rota de encontro com ela própria, forjando o seu Patuá. O mar e os seus fenômenos naturais estão presentes nas canções, assim como a mata, pela qual passeia e encontra o povo caboclo na aldeia dos índios Kariri Xocós(AL). As viagens e a estrada que revelam o povo cigano em suas andanças também serviram de inspiração, bem como a poeira da terra que sobe na batida do tamanco do Samba de Pareia, grupo do povoado quilombola Mussuca-SE fundado há mais de 300 anos por escravos que trabalhavam nos canaviais da região.

Gravado no Studio Waves (SE), entre 2016 e 2018, pelo técnico Kelvin Farias, mixado e masterizado no Klaus Haus Studio por Klaus Sena, sob a produção musical de Rodrygo Besteti, o álbum aposta em letras que são um reflexo das experiências vivenciadas em sua jornada de introspecção, entre performance, poesia, música e muita arte. Este processo foi iniciado em 2013, ano em que a artista se encontrava em um momento de decisões e escolhas. Largar tudo o que havia construído e recomeçar foi a estrada que a artista decidiu pegar e, no ano seguinte, já estava com o seu esboço em mãos.

Em 2015, convidou Rodrygo Besteti para dirigir este trabalho. Ele, de uma formação erudita e jazzística, juntou-se ao popular, às rodas de samba, às andanças in loco em lugares onde existiam manifestações folclóricas e ao encantamento de Camilla Campos pela origem do seu povo. O zelo e o respeito em manter a musicalidade e influências de cada um foi fundamental, em uma fusão muito bem explorada nos belos arranjos de Rodrygo Besteti, sem perder a identidade das composições trazidas a ele.

 

Inspiração na natureza

A força da natureza e seus elementos são essências que dão forma e vida a todo sentimento que carrega a obra, tais como a inspiração nas composições “Ressaca”, referência ao fenômeno que ocorre no mar, pondo para fora aquilo que não lhe cabe mais. Já serenidade e sincronicidade do movimento das águas e das ondas está presente em “Encontro de Oyá”. “Acredito que as pessoas cruzam os nossos caminhos com algumas missões, estas podem durar ou apenas ser pontuais. ‘Encontro de Oyá’ foi a forma que encontrei de agradecer a alguém muito especial para mim durante este processo”, diz.

Inspirada no samba de Pareia, Camilla compôs a canção “Versus Ego”. “Um duelo-dueto entre a gente e o nosso ego, a nossa mente que não cala na intenção de nos manter ocupados demais para não nos escutar”, pontua. Nesta faixa, surgiu o convite para uma participação da cantautora e atriz Héloa, que acabou trazendo a sua energia para o Patuá. “A sua presença foi muito importante para mim, pois ela chegou no momento em que eu iria gravar a voz final e me trouxe colo e segurança dentro de um universo feminino ainda não vivenciado nas gravações, entre conversas e muitos açaís. Héloa fez um belo trabalho de direção vocal, conseguindo extrair as sensações pedidas” explica.Para Camilla Campos, Patuá é uma tentativa de se encontrar na pluralidade do povo brasileiro, na sua diversidade cultural e costumes. Trata-se do início de um caminhar para dentro, mas sentindo o que está lá fora. “Este trabalho representa uma cura, uma resposta ao vazio, agora um pouco mais preenchido, àquilo que me incomodava. Representa a descoberta daquilo que alimenta a minha alma, a conexão comigo mesma e o divino, a composição e a música, nesta ordem”, finaliza.

 

Parcerias

Patuá conta com 13 faixas, todas autorais, exceto “Vai e Vem”, “presente” do poeta pernambucano Mauri de Noronha. Tem a direção musical e execução dos violões de Rodrygo Besteti, além dos músicos Saulo Ferreira (guitarra), Fábio Cavalieri (contrabaixo acústico), Rômulo Filho (bateria), Pedrinho Mendonça (percussão), participações especiais dos músicos Julio Rego (gaita e efeitos), Glaubert dos Santos (acordeon), Manuel Vieira (piano elétrico e sintetizadores), Junior de Lima (contrabaixo elétrico), Dudu Prudente (percussão e coro), Thiago Ruas (coro),Crianças Coro (Part. Dos alunos de Betinho Caixa D`água do projeto Sintonia Cultura em arte do Oratório de Bebé), Eduardo Brechó(Feat) e Héloa (participações), que também assina a direção vocal, o concept e a direção de arte do CD. Figurino Dezza Poconé, Camilla Campos e Héloa. A arte gráfica éassinada por Juão Vaz (SP) e Jouis, a fotografia. A maquiagem por Paula Valverde e cabelo Mara Andrade. Patuá será lançado pelo selo Klaus Haus, que também representa nomes como Héloa e Maria Ó (ambos em parceria com a YBmusic), Vitoriano e Seu Conjunto, Oto Gris, Ilya, Marianna Perna e Gabriela Silveira.

 

Talento premiado

Camilla Campos nasceu na Bahia, mas ainda criança se mudou para Aracaju. Surgiu na cena musical sergipana como cantora na Casa do Zé (2010/SE). Tocou seu cavaquinho no Bloco percussivo Burundanga no Pré-caju (2011), além de fundar o grupo “Samba de Moça Só”, apadrinhado por Leci Brandão, no qual compunha, tocava e interpretava grandes nomes da música brasileira. Recebeu importantes premiações, com a composição “Vim do Mar” (classificada no EXPOSAMBA 2012 e premiada no XXXVII Enc. Cult. De Laranjeiras), “Amor quebra- galho”(SESCANÇÃO 2013), parceria com Claudinha Araújo, e “O corpo é Meu”, trilha sonora do Documentário homônimo, premiada no Festival de Música Popular do Gama (2015),

com parceria com Claudinha Araújo e Mayra Félix. Também recebeu a premiação de “Melhor intérprete” e “Melhor letra e música”, com “Rosário de quem?”, no V Festival Aperipê de Música 2013.

Em Salvador, levou sua música junto a grandes nomes do samba baiano, como o Grupo Botequim, Gal do Beco e Savanah Lima, apresentando-se ainda na Sala do Coro do Teatro Castro Alves com o grupo Nata de Teatro (2013). Em 2014, inicia os seus estudos de Canto Lírico no Conservatório de Música de Sergipe e resolve seguir em busca do seu “Patuá”, em carreira solo. Lançou o single “Encontro de Oyá”, que foi selecionado no XV SESCANÇÃO, em

2015, sob a direção musical de Rodrygo Besteti. Em outubro do mesmo ano lança “Rosário de Quem?”. No ano de 2016, inicia o processo de gravação do CD Patuá no Studio Waves (SE). Já em setembro de 2017 foi selecionada no Ciclo Internacional de Compositoras (SONORA), interpretando as suas composições “Encontro de Oyá” e “Rosário e quem?” no teatro Gamboa (Ssa- BA). No mês seguinte, foi selecionada para a Mostra Nacional de Música- Esem (RJ), dividindo palco com grandes nomes do cenário brasileiro, como Pablo Fagundes, Oswaldo Amorim (DF), Estela Ceregatti (MT), Sons de Beira (RO), A Mesa (ES) e Grupo Água Viva (RJ).

 

Serviço:

Lançamento Digital do Album Patuá de Camilla Campos (Klaus Haus, 2018)

Dia:​ 01/06 nas principais plataformas digitais de streaming e no site da

artista: http://camillacampos.com

Ilya é um dos destaques da programação do Maloca Dragão 2018

 

A cantora cearense Ilya é uma das atrações confirmadas para o Maloca Dragão deste ano, que acontece de 24 a 29 de abril de 2018. O show, que vai ter a participação especial de Vitor Colares, acontece no dia 28/04, às 21h, na Praça Verde, abrindo para a banda paulista Francisco El Hombre. A artista estará acompanhada pelo trio formado por Beto Gibbs (bateria), Cláudio Mendes (violão) e Rian Batista (baixo).

Nome que vem se destacando na cena musical independente, Ilya vai apresentar ao público o novo single “Se eu Saio e Você Dança”. Essa música, que foi gravada durante a sua participação no Porto Dragão Sessions, contou com a produção de Yury Kalil, integrante da banda Cidadão Instigado e que também está produzindo os cantores Jonnata Doll e Lorena Nunes neste projeto realizado pelo Dragão do Mar.

“Se eu Saio e Você Dança” também ganhará um clipe, que será lançado também no Maloca Dragão deste ano. A direção é da própria Ilya, com edição de Isadora Stevani, captação de Jamille Queiroz, que também foi responsável pelas intervenções de bordados junto com a Laubordando. A canção foi um “presente” da paulista Maria Ó, cantora e compositora que possui forte ligação com Fortaleza, especialmente para Ilya. “Nos conhecemos em uma vinda dela para Fortaleza e, a partir daí, brotou uma linda amizade e muita parceria. Essa música fala de fluxos e relações, mudanças, encontros e lembranças. É uma forma de mostrar que a vida segue, envolta a uma melancolia que baila”, explica a cantora.

Além de “Se eu Saio e Você Dança”, Yury Kalil também produziu mais dois singles da Ilya para o Porto Dragão Sessions: “Balneabilidade Livre”, composição de Daniel Medina, Canções de Mar, canção composta por José Rodrigues e que já foi lançada anteriormente, mas que, agora, vai ganhar uma versão ao vivo. Essas três músicas também estarão no primeiro CD da artista, Doces Náufragos, cujo financiamento coletivo para a sua finalização será lançado no Maloca Dragão 2018.

 

Olhar náufrago

Ilya contempla, neste trabalho, uma cena contemporânea de compositores como forma de reafirmar uma identidade polifônica em seu fazer artístico, reverenciando, entre outras proposições, o coco e a batida cadente do maracatu cearense. O repertório do seu primeiro CD traz canções que se aprofundam em uma sensibilidade da poética possível de um olhar náufrago, a deriva e aberto, um olhar que não teme o profundo.

“Doces Náufragos é justamente essa história de morrer e nascer de novo. É a possibilidade de amar, de ver o amor e se permitir perceber em cada estágio desse levante”, diz.

O CD, que vai contar com a produção musical de Daniel Groove e Cláudio Mendes, revela ainda os anseios e vontades de expressão a partir do encontro de sua arte com parceiros de estrada e de vida. Doces Náufragos apresenta, por exemplo, músicas inéditas de compositores que se empenharam e propuseram a construir este trabalho junto da artista, com destaque para Daniel Groove e José Rodrigues (PE/CE), além de Daniel Medina e Maria Ó. O trabalho também traz canções de sua própria autoria e participações especiais de Soledad (CE), Fernando Catatau (CE) e Vitor Colares (CE).

Quem quiser contribuir para o financiamento coletivo pode acessar o site http://catarse.me/ilya a partir do dia 27 de abril. O disco “Doces Náufragos” vai sair pelo selo Klaus Haus Studio.

 

Arte plural

Jovem e inquieta, Ilya já chegou a trabalhar na área de turismo, é formada em teatro e moda, com pós-graduação em desenho e pintura em tela. No entanto, para a cantora, o ser artista e vai “além dos títulos de formação e canudos”. Começou cantando em bares, mas, ao se interessar pelos festivais que aconteciam e acontecem na cidade, decidiu que era o momento de dar um passo adiante.

Fundou, por exemplo, o Mantra Coité, duo eletrônico em que as bases se aliam aos improvisos e/ou às adaptações de músicas de domínio público, como cantigas e cocos. Ilya também faz parte do grupo Tripulantes da Sabiabarca, trio de piano (Hardy), bateria (Diego Ramires) e vozes, ela e eles, que faz música autoral por um viés bem virtuoso, saturado de timbres, acordes e nuances. Em 2018, subiu ao palco do tradicional bloco de Carnaval As Gata Pira. E, paralelamente a todos esses projetos, ela se lança com seu nome de batismo.

“Experimento a música na forma mais plural, me abastecendo sempre da cultura popular brasileira, em meio a tudo que me interessa pelo mundo. Gosto de produzir no coletivo, vou buscando minha individualidade dentro disso tudo e sou muito feliz no palco”, finaliza.

 

Serviço:

Maloca Dragão – Ilya

Dia: 28/04

Horário: 21h

Local: Praça Verde – Dragão do Mar

Grátis