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Visite Ceará apoia concerto da Orquestra Sinfônica da UECE no Cineteatro São Luiz

Nesta sexta-feira (24), a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual do Ceará (UECE), recebe a cantora internacional Uxía para um concerto no Cineteatro São Luiz.

O evento conta com o apoio do Visite Ceará, entidade que promove e divulga ações que tratam sobre turismo de evento no Estado. Os ingressos estão à venda na bilheteria e no site do Tudus (https://checkout.tudus.com.br/cineteatro-sao-luiz-uxia-e-orquestra-sinfonica-da-uece/selecione-seus-ingressos).

O Visite Ceará prospecta, desenvolve e incrementa eventos já existentes e que se enquadrem nos objetivos traçados pela entidade, além de promover a integração das atividades culturais e artísticas em geral, relacionadas a congressos, eventos e simpósios.

Em apresentação única, o concerto marca o reencontro entre a formação orquestral cearense e a cantora natural da Galiza, Espanha. Uxía é considerada a grande dama da música e da poesia galega e uma de suas maiores embaixadoras.

Serviço
Data: 24 de maio de 2019

Horário: 19h

Entrada: R$ 40,00 (inteira) / R$ 20,00 (meia)

Classificação indicada: Livre

Local: Cineteatro São Luiz

Solange Almeida lembra cirurgia bariátrica e conscientiza importância do acompanhamento permanente

 

Há 10 anos e pesando 120 quilos, a cantora Solange Almeida passou por uma cirurgia bariátrica. Após uma década desde o procedimento que transformou a qualidade de vida da cantora, ela permanece sendo acompanhada permanentemente por uma equipe multidisciplinar de especialistas.

Na tarde da última quarta-feira (17), Solange esteve no consultório do médico nutrólogo cearense e referência em medicina preventiva, Fernando Guanabara. O acompanhamento é voltado para suplementar as deficiências.

“As pessoas que se submetem ao procedimento precisam entender a importancia do acompanhamento. Conheço casos de pessoas que fizeram a cirurgia e voltaram a engordar, ganhou quase todo o peso que perdeu. E o acompanhamento vai ajudar a compreender o processo pré e pós”, disse a cantora.

“Há uma crescente no número de cirurgias bariátricas no país. É fundamental a suplementação de minerais, vitaminas e aminoácidos para que os pacientes que passaram pela bariátrica não tenham efeitos adversos, reganho do peso e perda da massa muscular”, destacou Fernando Guanabara.

Já no segundo semestre deste ano, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica divulgou que os números desta intervenção cirúrgica aumentou 46,7% em, aproximadamente, cinco anos. Em 2017 foram realizadas 105.642 mil bariátricas no Brasil.

Cantora e compositora Camilla Campos mergulha em sua ancestralidade para lançar o seu primeiro disco autoral

 

Arte e vida dão o tom do trabalho da cantora e compositora Camilla Campos. Entre canções com influências de elementos da cultura popular, a artista lança, em 2018, o seu primeiro CD, Patuá, que representa um verdadeiro caminho de autoconhecimento, a partir da leitura de uma diversificada influência da ancestralidade que lhe compõe, a cigana, negra e cabocla.

Neste trabalho autoral, a cada composição é possível encontrar uma nova vibração, um novo ciclo aberto, que se pauta no respeito à natureza, principalmente a humana. Dessa forma, a artista começa a traçar a rota de encontro com ela própria, forjando o seu Patuá. O mar e os seus fenômenos naturais estão presentes nas canções, assim como a mata, pela qual passeia e encontra o povo caboclo na aldeia dos índios Kariri Xocós(AL). As viagens e a estrada que revelam o povo cigano em suas andanças também serviram de inspiração, bem como a poeira da terra que sobe na batida do tamanco do Samba de Pareia, grupo do povoado quilombola Mussuca-SE fundado há mais de 300 anos por escravos que trabalhavam nos canaviais da região.

Gravado no Studio Waves (SE), entre 2016 e 2018, pelo técnico Kelvin Farias, mixado e masterizado no Klaus Haus Studio por Klaus Sena, sob a produção musical de Rodrygo Besteti, o álbum aposta em letras que são um reflexo das experiências vivenciadas em sua jornada de introspecção, entre performance, poesia, música e muita arte. Este processo foi iniciado em 2013, ano em que a artista se encontrava em um momento de decisões e escolhas. Largar tudo o que havia construído e recomeçar foi a estrada que a artista decidiu pegar e, no ano seguinte, já estava com o seu esboço em mãos.

Em 2015, convidou Rodrygo Besteti para dirigir este trabalho. Ele, de uma formação erudita e jazzística, juntou-se ao popular, às rodas de samba, às andanças in loco em lugares onde existiam manifestações folclóricas e ao encantamento de Camilla Campos pela origem do seu povo. O zelo e o respeito em manter a musicalidade e influências de cada um foi fundamental, em uma fusão muito bem explorada nos belos arranjos de Rodrygo Besteti, sem perder a identidade das composições trazidas a ele.

 

Inspiração na natureza

A força da natureza e seus elementos são essências que dão forma e vida a todo sentimento que carrega a obra, tais como a inspiração nas composições “Ressaca”, referência ao fenômeno que ocorre no mar, pondo para fora aquilo que não lhe cabe mais. Já serenidade e sincronicidade do movimento das águas e das ondas está presente em “Encontro de Oyá”. “Acredito que as pessoas cruzam os nossos caminhos com algumas missões, estas podem durar ou apenas ser pontuais. ‘Encontro de Oyá’ foi a forma que encontrei de agradecer a alguém muito especial para mim durante este processo”, diz.

Inspirada no samba de Pareia, Camilla compôs a canção “Versus Ego”. “Um duelo-dueto entre a gente e o nosso ego, a nossa mente que não cala na intenção de nos manter ocupados demais para não nos escutar”, pontua. Nesta faixa, surgiu o convite para uma participação da cantautora e atriz Héloa, que acabou trazendo a sua energia para o Patuá. “A sua presença foi muito importante para mim, pois ela chegou no momento em que eu iria gravar a voz final e me trouxe colo e segurança dentro de um universo feminino ainda não vivenciado nas gravações, entre conversas e muitos açaís. Héloa fez um belo trabalho de direção vocal, conseguindo extrair as sensações pedidas” explica.Para Camilla Campos, Patuá é uma tentativa de se encontrar na pluralidade do povo brasileiro, na sua diversidade cultural e costumes. Trata-se do início de um caminhar para dentro, mas sentindo o que está lá fora. “Este trabalho representa uma cura, uma resposta ao vazio, agora um pouco mais preenchido, àquilo que me incomodava. Representa a descoberta daquilo que alimenta a minha alma, a conexão comigo mesma e o divino, a composição e a música, nesta ordem”, finaliza.

 

Parcerias

Patuá conta com 13 faixas, todas autorais, exceto “Vai e Vem”, “presente” do poeta pernambucano Mauri de Noronha. Tem a direção musical e execução dos violões de Rodrygo Besteti, além dos músicos Saulo Ferreira (guitarra), Fábio Cavalieri (contrabaixo acústico), Rômulo Filho (bateria), Pedrinho Mendonça (percussão), participações especiais dos músicos Julio Rego (gaita e efeitos), Glaubert dos Santos (acordeon), Manuel Vieira (piano elétrico e sintetizadores), Junior de Lima (contrabaixo elétrico), Dudu Prudente (percussão e coro), Thiago Ruas (coro),Crianças Coro (Part. Dos alunos de Betinho Caixa D`água do projeto Sintonia Cultura em arte do Oratório de Bebé), Eduardo Brechó(Feat) e Héloa (participações), que também assina a direção vocal, o concept e a direção de arte do CD. Figurino Dezza Poconé, Camilla Campos e Héloa. A arte gráfica éassinada por Juão Vaz (SP) e Jouis, a fotografia. A maquiagem por Paula Valverde e cabelo Mara Andrade. Patuá será lançado pelo selo Klaus Haus, que também representa nomes como Héloa e Maria Ó (ambos em parceria com a YBmusic), Vitoriano e Seu Conjunto, Oto Gris, Ilya, Marianna Perna e Gabriela Silveira.

 

Talento premiado

Camilla Campos nasceu na Bahia, mas ainda criança se mudou para Aracaju. Surgiu na cena musical sergipana como cantora na Casa do Zé (2010/SE). Tocou seu cavaquinho no Bloco percussivo Burundanga no Pré-caju (2011), além de fundar o grupo “Samba de Moça Só”, apadrinhado por Leci Brandão, no qual compunha, tocava e interpretava grandes nomes da música brasileira. Recebeu importantes premiações, com a composição “Vim do Mar” (classificada no EXPOSAMBA 2012 e premiada no XXXVII Enc. Cult. De Laranjeiras), “Amor quebra- galho”(SESCANÇÃO 2013), parceria com Claudinha Araújo, e “O corpo é Meu”, trilha sonora do Documentário homônimo, premiada no Festival de Música Popular do Gama (2015),

com parceria com Claudinha Araújo e Mayra Félix. Também recebeu a premiação de “Melhor intérprete” e “Melhor letra e música”, com “Rosário de quem?”, no V Festival Aperipê de Música 2013.

Em Salvador, levou sua música junto a grandes nomes do samba baiano, como o Grupo Botequim, Gal do Beco e Savanah Lima, apresentando-se ainda na Sala do Coro do Teatro Castro Alves com o grupo Nata de Teatro (2013). Em 2014, inicia os seus estudos de Canto Lírico no Conservatório de Música de Sergipe e resolve seguir em busca do seu “Patuá”, em carreira solo. Lançou o single “Encontro de Oyá”, que foi selecionado no XV SESCANÇÃO, em

2015, sob a direção musical de Rodrygo Besteti. Em outubro do mesmo ano lança “Rosário de Quem?”. No ano de 2016, inicia o processo de gravação do CD Patuá no Studio Waves (SE). Já em setembro de 2017 foi selecionada no Ciclo Internacional de Compositoras (SONORA), interpretando as suas composições “Encontro de Oyá” e “Rosário e quem?” no teatro Gamboa (Ssa- BA). No mês seguinte, foi selecionada para a Mostra Nacional de Música- Esem (RJ), dividindo palco com grandes nomes do cenário brasileiro, como Pablo Fagundes, Oswaldo Amorim (DF), Estela Ceregatti (MT), Sons de Beira (RO), A Mesa (ES) e Grupo Água Viva (RJ).

 

Serviço:

Lançamento Digital do Album Patuá de Camilla Campos (Klaus Haus, 2018)

Dia:​ 01/06 nas principais plataformas digitais de streaming e no site da

artista: http://camillacampos.com

Ilya é um dos destaques da programação do Maloca Dragão 2018

 

A cantora cearense Ilya é uma das atrações confirmadas para o Maloca Dragão deste ano, que acontece de 24 a 29 de abril de 2018. O show, que vai ter a participação especial de Vitor Colares, acontece no dia 28/04, às 21h, na Praça Verde, abrindo para a banda paulista Francisco El Hombre. A artista estará acompanhada pelo trio formado por Beto Gibbs (bateria), Cláudio Mendes (violão) e Rian Batista (baixo).

Nome que vem se destacando na cena musical independente, Ilya vai apresentar ao público o novo single “Se eu Saio e Você Dança”. Essa música, que foi gravada durante a sua participação no Porto Dragão Sessions, contou com a produção de Yury Kalil, integrante da banda Cidadão Instigado e que também está produzindo os cantores Jonnata Doll e Lorena Nunes neste projeto realizado pelo Dragão do Mar.

“Se eu Saio e Você Dança” também ganhará um clipe, que será lançado também no Maloca Dragão deste ano. A direção é da própria Ilya, com edição de Isadora Stevani, captação de Jamille Queiroz, que também foi responsável pelas intervenções de bordados junto com a Laubordando. A canção foi um “presente” da paulista Maria Ó, cantora e compositora que possui forte ligação com Fortaleza, especialmente para Ilya. “Nos conhecemos em uma vinda dela para Fortaleza e, a partir daí, brotou uma linda amizade e muita parceria. Essa música fala de fluxos e relações, mudanças, encontros e lembranças. É uma forma de mostrar que a vida segue, envolta a uma melancolia que baila”, explica a cantora.

Além de “Se eu Saio e Você Dança”, Yury Kalil também produziu mais dois singles da Ilya para o Porto Dragão Sessions: “Balneabilidade Livre”, composição de Daniel Medina, Canções de Mar, canção composta por José Rodrigues e que já foi lançada anteriormente, mas que, agora, vai ganhar uma versão ao vivo. Essas três músicas também estarão no primeiro CD da artista, Doces Náufragos, cujo financiamento coletivo para a sua finalização será lançado no Maloca Dragão 2018.

 

Olhar náufrago

Ilya contempla, neste trabalho, uma cena contemporânea de compositores como forma de reafirmar uma identidade polifônica em seu fazer artístico, reverenciando, entre outras proposições, o coco e a batida cadente do maracatu cearense. O repertório do seu primeiro CD traz canções que se aprofundam em uma sensibilidade da poética possível de um olhar náufrago, a deriva e aberto, um olhar que não teme o profundo.

“Doces Náufragos é justamente essa história de morrer e nascer de novo. É a possibilidade de amar, de ver o amor e se permitir perceber em cada estágio desse levante”, diz.

O CD, que vai contar com a produção musical de Daniel Groove e Cláudio Mendes, revela ainda os anseios e vontades de expressão a partir do encontro de sua arte com parceiros de estrada e de vida. Doces Náufragos apresenta, por exemplo, músicas inéditas de compositores que se empenharam e propuseram a construir este trabalho junto da artista, com destaque para Daniel Groove e José Rodrigues (PE/CE), além de Daniel Medina e Maria Ó. O trabalho também traz canções de sua própria autoria e participações especiais de Soledad (CE), Fernando Catatau (CE) e Vitor Colares (CE).

Quem quiser contribuir para o financiamento coletivo pode acessar o site http://catarse.me/ilya a partir do dia 27 de abril. O disco “Doces Náufragos” vai sair pelo selo Klaus Haus Studio.

 

Arte plural

Jovem e inquieta, Ilya já chegou a trabalhar na área de turismo, é formada em teatro e moda, com pós-graduação em desenho e pintura em tela. No entanto, para a cantora, o ser artista e vai “além dos títulos de formação e canudos”. Começou cantando em bares, mas, ao se interessar pelos festivais que aconteciam e acontecem na cidade, decidiu que era o momento de dar um passo adiante.

Fundou, por exemplo, o Mantra Coité, duo eletrônico em que as bases se aliam aos improvisos e/ou às adaptações de músicas de domínio público, como cantigas e cocos. Ilya também faz parte do grupo Tripulantes da Sabiabarca, trio de piano (Hardy), bateria (Diego Ramires) e vozes, ela e eles, que faz música autoral por um viés bem virtuoso, saturado de timbres, acordes e nuances. Em 2018, subiu ao palco do tradicional bloco de Carnaval As Gata Pira. E, paralelamente a todos esses projetos, ela se lança com seu nome de batismo.

“Experimento a música na forma mais plural, me abastecendo sempre da cultura popular brasileira, em meio a tudo que me interessa pelo mundo. Gosto de produzir no coletivo, vou buscando minha individualidade dentro disso tudo e sou muito feliz no palco”, finaliza.

 

Serviço:

Maloca Dragão – Ilya

Dia: 28/04

Horário: 21h

Local: Praça Verde – Dragão do Mar

Grátis