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TREINAMENTO: No que você pensa quando lê esta palavra?

Eu já fiz essa mesma pergunta pra um grupo de dezenas de pessoas. Ouvi respostas que variavam dos treinos da academia (exercício físico) ao treino da caligrafia (exercício para escrita).

Treinar é “tornar hábil”; “realizar por meio da instrução”; “habilitar”.

É através do treino que aprimoramos uma habilidade, que nos tornamos aptos a desempenhar com mais destreza e primor um determinado papel.

E por que eu falo de TREINAMENTO numa coluna que trata de Comunicação no Ambiente Corporativo?

Porque ao longo dessa jornada assessorando diversos profissionais eu já me deparei com empresários e gestores que minimizam o valor dos “treinamentos” em suas respectivas empresas/corporações. Como se fosse uma perda de tempo ou um momento de “descontração” laboral “investir” em treino, e isto é um grande equívoco.

A aprovação no processo seletivo institucional não configura alinhamento com todas as práticas da empresa, muito menos garantia de fluidez nos processos preestabelecidos. A aprovação é somente o primeiro passo de uma caminhada, que pode ser longa e produtiva com o devido apoio.

E treinar é uma forma de APOIAR! E não se faz apoio sem comunicação. Aliás, a essência do treinamento é a Comunicação.

Se você é um líder ou gestor, não deixe de treinar sua equipe! Quer falar comigo sobre isso? É só comentar aqui no blog! Até breve!

Por Luiza Monteiro – Fonoaudióloga – desenvolvimento de habilidades de comunicação

FALA E ESCRITA NO MERCADO

 

Digital Marketing Social Media Megaphone Concept

 

Certamente você já ouviu a expressão: “para o mercado de trabalho, não basta ter conhecimento técnico, é preciso desenvolver outras habilidades“.

Pois é! E uma dessas “soft skills” é a Comunicação. Falar e escrever bem é fundamental!

Em meu trabalho assessorando profissionais de diversas áreas, observo que, ao se deparar diante de uma entrevista para novo emprego ou cargo, a maioria dos profissionais emprega grande esforço em se sair bem nas dinâmicas e entender o que os recrutadores esperam deles na hora da entrevista, contudo esquecem de dominar o português. Esquecem o quão fundamental é escrever e falar corretamente, principalmente em posições estratégicas da empresa.

Não estou dizendo que a informalidade da língua foi abolida. Não! Refiro-me à necessidade latente de dominar a gramática de modo a usá-la adequadamente nos momentos oportunos, no qual cada colaborador representa a própria instituição.

Quer uma dica valiosa? Leia mais! Ahhh, e claro, treine a grafia. Não adianta escrever correto e ninguém conseguir ler o “hieróglifo”, né? Rsrs

 

Luiza Aline Monteiro – Fonoaudióloga

Você sabia que a Comunicação tem papel fundamental para alavancar seu marketing pessoal?

Num mundo globalizado e competitivo, onde um bom marketing pessoal pode levar ao alcance de excelentes oportunidades, não é exagero dizer que, diariamente, muitos profissionais tem buscado desenvolver muito mais que habilidades técnicas. As competências comportamentais e emocionais estão em alta!

Neste cenário, ter uma boa “oratória”, falar bem, saber expor suas ideias, ser convincente, argumentar respeitosamente, ter equilíbrio frente às adversidades e manter relações interpessoais amistosas fazem toda a diferença e constroem positivamente a imagem do trabalhador.

Aliás, vale ressaltar que a imagem de uma pessoa é seu maior patrimônio. E como todo bom patrimônio, não se constrói do dia pra noite. É preciso cuidado, interesse e dedicação!

O investimento cuidadoso nestas competências fortalece suas habilidades e coopera para a construção do marketing pessoal de modo que a comunicação efetiva e coerente destas habilidades se torna seu principal instrumento de venda. Você “vendendo bem” você mesmo!

Assim, já não se trata apenas da exposição de um currículo ou de uma fala solta, mas da utilização da comunicação (verbal e não-verbal) para o alcance dos objetivos a partir do marketing pessoal?

Quer uma dica? COMUNIQUE-SE! Não sem antes investir em si mesmo!

Vamos conversar sobre imagem no ambiente corporativo?

Talvez você esteja pensando que vou falar sobre roupa adequada, decote ou uso de acessórios, né? Bem, embora a gente também se comunique por vestimenta e adorno, o assunto de hoje trata da imagem estabelecida no trabalho, a partir do comportamento.
O comportamento no trabalho explicita o modo com que os funcionários se comunicam entre si. E há três sabotadores cruéis para a construção de uma imagem no ambiente corporativo.
Sabotador 1 – FOFOCA. O fofoqueiro não prejudica apenas “o outro”; antes disso, prejudica a si mesmo. Geralmente fofocas estão mais ligadas a sentimentos/opiniões que a fatos concretos. A depender da fofoca a produtividade cai, individual e coletivamente.
Sabotador 2 – PRECONCEITO. O preconceituoso no ambiente corporativo tende a distorcer a análise real das habilidades técnicas de um trabalhador. Nestes casos, o trabalho em si fica em segundo plano, sob um olhar discriminatório.  Comunicação preconceituosa é desrespeitosa e compromete seriamente a imagem de quem a manifesta, além do que, ofende sobremodo quem a recebe.
Sabotador 3 – FALTA DE INTELIGÊNCIA EMOCIOANAL. Todo trabalhador, independentemente da posição hierárquica que ocupe, precisa desenvolver Inteligência Emocional. Não se trata de praticá-la apenas nos momentos de crise, mas de mantê-la através da comunicação eficaz diária frente situações de estresse, cumprimento de metas ou desacordos.
Sempre que alguém quiser aprimorar sua comunicação no ambiente corporativo deve evitar qualquer tipo de “sabotagem” e deve lembrar que os tópicos acima comprometem a construção da própria imagem, afetando o alavancar de uma carreira de sucesso.

COMO POTENCIALIZAR SEUS RESULTADOS EM HOME OFFICE NA CRISE

 

Somos direcionados por crenças. Nossas decisões e estilo de vida são reflexos delas. Diante do COVID-19, a mudança de crenças é imperativa e inconteste em nosso trabalho, cada vez mais independente em home office, e interdependente, conectado aos colegas de trabalho e clientes, por meio de recursos tecnológicos à disposição.

Portanto, os que rapidamente transformarem suas crenças para esse “novo normal” irão garantir seu emprego e sair na frente, pois as organizações perceberam a eficiência (economia) e eficácia (resultados) do home office e devem manter esse novo hábito no pós-crise. Mas como mudar crenças? Mudando comportamentos. Crie uma rotina diferente da que tinha antes da pandemia. Inicie organizando atividades familiares e profissionais.

Separe tempo para você, família e trabalho. Ex.: fazer atividades físicas; brincar e estudar com os filhos; ajudar o cônjuge; planejar agenda de trabalho e fazer reuniões; etc. Crie blocos de tempo para essas atividades. Faça pausas de 10min a cada 30min trabalhados. Arrume-se para trabalhar em casa; defina um local de trabalho e avise a família – “estou em expediente”. Elimine distrações voluntárias: notificações de apps, mídias sociais, mensagens, ligações, etc. Estimule o cérebro a entender que você “não está de férias”. O local, a roupa, eliminação das distrações enviam “gatilhos” ao cérebro para essa compreensão. Use ferramentas digitais adequadas e prazerosas ao seu trabalho, como: meet; zoom; trello; etc.

Tenha um cronograma de atividades diárias com horários de início e término. Após finalizar alguma atividade, socialize com colegas de trabalho. Isso ameniza a solidão e cria a ideia – “somos um time”. É natural os ajustes no trabalho home office, pois surgem novos métodos de trabalho e de comunicação. Aprenda rápido e dê feedback sobre os mesmos. Lembre-se da sua postura, fala, e roupa em frente a câmera de vídeo. A videoconferência é o uso da câmera de vídeo, então passe uma imagem positiva, envolvente e confiante. Para finalizar, recorde as mudanças que passou para prosperar na carreira. Todas fizeram você crescer. Essa é apenas mais uma. Adapte suas crenças para continuar crescendo.

 

Gomes dos Santos

Consultor da Gomes de Matos Consultores Associados

Leonardo Bezerra tem artigo publicado no periódico de maior relevância do mundo na área de Ginecologia

O Médico cearense, especialista em cirurgia robótica, cirurgião ginecologista e  professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), tem artigo publicado na Fertility and Sterility, uma revista internacional para obstetras, ginecologistas, endocrinologistas reprodutivos, urologistas, cientistas básicos e outros que tratam e investigam problemas de infertilidade e distúrbios reprodutivos humanos.

O artigo foi escrito em parceria com os profissionais médicos: Maria Tereza Pinto, Edmar Maciel, Ana Paula Negreiros, Andreisa Paiva, Zenilda Vieira e Manoel Odorico. 

O texto intitulado “Tilapia fish skin as a new biologic graft for neovaginoplasty in Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser syndrome: a video case report que em português significa “Pele de tilápia como novo enxerto biológico para neovaginoplastia na síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser: relato de caso em vídeo” teve como objetivo descrever uma técnica de procedimento de McIndoe para tratamento cirúrgico da síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser com o uso da pele de tilápia do Nilo como suporte para a proliferação de novo epitélio vaginal.

Para ler o artigo na íntegra: 

https://www.fertstert.org/article/S0015-0282(19)30327-9/fulltext?mobileUi=0

Sobre Leonardo Bezerra

Especialista em Cirurgia Robótica, Laparoscopia Ginecológica e Uroginecologia. Formado em medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Dr. Leonardo Bezerra tem mestrado e doutorado em ginecologia pela Universidade Federal de São Paulo (USP). É professor adjunto de ginecologia e obstetrícia da Universidade Federal do Ceará (UFC), supervisor da residência médica de Endoscopia Ginecológica da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC) da Universidade Federal do Ceará (UFC), orientador e membro do Colegiado do Mestrado e Doutorado em Cirurgia também da mesma Universidade.

O Poder da Informação Inútil

 

 

Nunca a humanidade viveu num mundo com tanta informação. Nunca foi tão fácil saber de tudo em tempo real e, claro, emitir uma opinião sobre. Também nunca perdemos tanto tempo com informações que não servem absolutamente pra nada e que tem como principal objetivo entreter, e nos desviar do que realmente importa.

 
A Transformação Digital nos leva todos os dias por uma era de mudanças e de adaptações. Muitos negócios e startups surgem com essa urgência – de nos colocar nesse novo mundo, e temos aprendido tudo muito rápido! Mas são tantas informações totalmente inúteis que ocupam a nossa mente que enveredamos por um caminho de ansiedade e pensamento acelerado mais nocivo que proveitoso.

 
Sabemos profundamente sobre a vida dos artistas sem nunca tê-los vistos pessoalmente; sobre os destinos de férias mais badalados sem ser nossa intenção conhece-los; lemos tudo sobre o último grito da moda em Paris e mantemos nosso guarda-roupa exatamente como está há cinco anos. Fora aqueles computadores assistentes pessoais que respondem em segundos a distância de onde estarmos para qualquer ponto do planeta, a árvore genealógica da Rainha Elizabeth e o prato preferido de Donald Trump, que, a propósito é batatas fritas, bacon e bolo de carne.

 
Todo negócio e toda carreira exigem muito estudo e dedicação mas de forma direcionada, não acidental. Nosso cérebro tem capacidade de armazenar toda abobrinha a que é exposto, não é questão de falta de espaço, mas isso é mesmo proveitoso?

 
Não deixe que essas informações inúteis tirem o seu foco, lhe desvie dos seus objetivos diários. Concentre-se no que vai preencher sua mente de insights, de boas ideias para alavancar seu negócio, de novas técnicas de vendas, novas leis de diretrizes. Com tantas mudanças no mundo algo que diminuiu para todos foi o tempo; não perca o seu, invista em informações úteis e notadamente importante, vai valer a pena.

 

Por Mísia Rocha

A Definição de Sucesso

 
Alguém já me falou que definição de sucesso varia de pessoa pra pessoa; que depende da forma como recebemos nossa educação, do lugar que ocupamos no mundo, do tempo e do que mais valorizamos na nossa vida de uma maneira geral. E concordo.

 

Quando montamos um negócio ou escolhemos uma carreira o ponto central é, sem sombra de dúvidas, a busca do sucesso durante ou no final da jornada. Claro que perdemos tempo nesse percurso, tomamos caminhos que não nos levam a nada e a lugar nenhum, mas retomamos para o nosso principal objetivo: o sucesso. Quem não, né?!

 

E o que é mesmo sucesso? Anne Sweeney, ex-executiva da Walt Disney, respondeu: “Defina sucesso com seus próprios termos e alcance segundo as suas próprias regras e viva uma vida da qual você se orgulha”.

 

Se sucesso pra você é acumular riquezas, dígitos na conta bancária, passar na TV, ter quinze minutos de fama, atingir milhares de pessoas, ter conforto em casa e proporcionar conforto aos seus, se quer deitar e dormir tranquilamente uma noite inteira, se deseja viajar, ter filhos e educa-los da melhor e mais cara maneira; tudo é válido e pode ser o “seu sucesso”.

 

O primeiro passo para alcançar sucesso é definindo o “seu sucesso” e planejando o que precisa fazer para atingi-lo. É entender o que é mais importante pra você, na sua vida, não apenas no seu negocio ou como profissional; lembre-se: são a mesma pessoa, apenas você. E no final das contas – de preferência, as pagas; siga rumo ao que te enche de orgulho. Quando se vir, num fim de dia qualquer, rodeado pelo que gosta, com orgulho do que fez e do que construiu, saberá que chegou lá.

A Fé nos Negócios

Brasileiro é por si só um povo de fé, uma gente que acredita. A maioria de nós crê em algo positivo, crê em dias bons, que as coisas vão melhorar, crê que “tudo vai dar certo” no final – quem nunca pensou assim mesmo em meio a uma situação bem difícil?

 
Nos negócios precisamos ser mais realistas e ponderados. Quando a situação aperta, pouco adianta recorrer a mantras ou frases feitas, é preciso agir, planejar, investigar o problema e tomar a decisão, por mais dura e impopular que ela seja.

 
E não se trata de tirania da liderança, trata-se de tomar uma decisão rápida. Nunca a velocidade importou tanto como em tempos da Internet das coisas, dos carros autônomos, drones e aplicativos. Ou vivemos nessa era ou estaremos irremediavelmente destinados ao fracasso.

 
Hoje entendemos que é mais importante tomar uma decisão rápida que uma decisão comprovadamente correta. Mas como assim, não é preciso acertar? A maioria dos grandes gestores não é demitida por tomar a decisão errada, e sim pela demora na tomada de decisão. Na velocidade certa, caso erre, logo poderá também corrigir o problema. Não tomar a decisão engessa sua empresa ou seu departamento no passado.

 
O “vai dar tudo certo” pode até te oferecer uma força espiritual, mas decisões rápidas salvarão seu negócio hoje e no futuro. É sua atitude diante das dificuldades e o trabalho duro de todos os dias que mostrarão onde sua carreira vai chegar. Pablo Picasso disparou “toda vez que a sorte me procurou, ela me encontrou trabalhando” – não tem segredo, mágica ou fórmula, é trabalho, força, dedicação e no atual século, rapidez. Boa sorte e bom trabalho a todos!

O Mito do Empreendedor

 

Começar um pequeno negócio nos anos de crise foi a opção de muitos desempregados Brasil a fora. Infelizmente, muitos desses empreendimentos fecharam as portas com pouco tempo de atuação no mercado e em sua maioria por questões internas, pela gestão empírica desse novo empresário.

No livro O Mito do Empreendedor, de Michael E. Gerber, entendemos sobre as dificuldades e os péssimos hábitos das pessoas que começam um negócio sem a instrução apropriada. Muitas vezes julgam que dominar determinada atividade deve garantir o sucesso e isso é um ledo engano! Vamos dar o exemplo de uma Barbearia.

Para montar uma Barbearia é necessário saber cortar cabelos e aparar barbas, certo? Não apenas! Qualquer negócio exige tempo de dedicação e conhecimento em três esferas: a Técnica, a de Gestão e a de Empreender. É necessário conhecer a dinâmica de uma Barbearia, conhecer os cortes, os equipamentos necessários, toda a infraestrutura, e saber cortar os cabelos ou opinar sobre a qualidade do corte de terceiros; essa é a parte Técnica. Por outro lado, é preciso saber gerir o negócio, ir ao banco, saber onde investir, conversar com os colaboradores, motiva-los, atender os clientes, entender a necessidade deles, ser o Caixa, o Decorador, o Digital Influencer, ser o Gestor! Ufa!

O empresário não pode perder de vista também o futuro, o Empreender, precisa dedicar-se a sonhar e a materializar sua visão de futuro dia-a-dia. Parece fácil? Com certeza não; mas ignorar essas perspectivas dedicando-se só a cortar cabelos, não vai levar o negócio muito longe.

O novo empresário precisa entender seu papel na empresa, seu valor, por menor que a organização seja, precisa ser um bom técnico, um excelente gestor e um grande visionário. O empresário deve aproveitar a paixão que o move, ter prazer em seu negócio, fazer o que ama e emprenhar-se ao máximo. Para ter sucesso amigos, é preciso barba, cabelo e bigode!

Felicidade

Se perguntar para as pessoas qual o seu objetivo de vida vai ouvir a expressão “ser feliz” da maioria delas. Com os empreendedores não é diferente. Ninguém abre uma empresa com o
objetivo de ter prejuízo, fechar as portas ou viver frustrado e infeliz.

 
Na mesma linha e com o objetivo de aumentar a produtividade, os Departamentos de Recursos e Desenvolvimento Humano mundo afora, CEO´s e Diretorias de pequenas, médias e
grandes corporações pensam e articulam as melhores “soluções” para transformar o dia-a-dia dos colaboradores e clientes em momentos felizes; mesmo nos ofícios mais desgastantes.
Afinal, como deixou escrito Alex Supertramp totalmente isolado numa geleira no Alaska, um pouco antes de sua morte: “A felicidade só é real quando compartilhada”.

 
Se o RH tem obtido sucesso? Diga-me você, leitor, se é feliz no trabalho ou na empresa que fundou?! Ou ainda antes: o que faz você feliz? Em pesquisas sobre Psicologia Positiva, Flow e Felicidade no Ambiente de Trabalho entendi que a fórmula da felicidade não é igual para todos, mas que as coisas que amamos fazer, cada um de nós, formam a nossa estrutura de uma vida feliz. E essas coisas são grátis, é brincar, ter novas experiências, amigos e família, fazer coisas significativas, ser grato; tudo isso nos torna felizes.

 
Se o nosso trabalho nos traz um significado único, tem propósito, paixão e somos gratos por tê-lo; sem dúvida, alcançamos a felicidade e quanto mais a temos, mais todos têm. Ninguém está errado em buscar sua felicidade, e nem estamos errados em buscar a felicidade dos outros no nosso ambiente de trabalho, isso transforma a rua que vivemos, nosso bairro, nossa cidade, uma sociedade inteira.

Reforma Trabalhista: tudo o que os empreendedores precisam saber

 

 

 

Recentemente o congresso aprovou uma ampla reforma trabalhista. As mudanças foram sancionadas pelo presidente Michel Temer no último dia 13 de julho, e entram em vigor a partir de novembro — que é quando termina o prazo legal de 120 dias para a implantação do novo dispositivo.

A ideia é a de que, até lá, empregadores e empregados entendam bem o que muda de fato, seja em contratos novos ou em contratos já firmados. Como já existem muitos conteúdos tratando das alterações sob o viés das grandes empresas, este artigo é para orientar você, empreendedor(a), que é responsável por uma startup ou por uma scale-up (empresa de crescimento contínuo).

Afinal, a reforma traz mudanças que vão impactar diretamente a sua operação. E é fundamental que você as conheça para tirar o melhor proveito delas.

O que muda para as pequenas empresas?

O fato é que não há, na reforma, uma distinção entre portes de empresas. Mas o que resulta proveitoso para quem é responsável por um pequeno negócio é algo que, de certa maneira, é proveitoso para todos: a flexibilização de forma. Você deve ter ouvido críticas a respeito dessa flexibilização, de como ela implica a revogação de determinados direitos dos trabalhadores. Mas isso é equivocado: o que muda é a forma como esses benefícios serão assegurados, que comporta uma variação que antes não existia.

A meu ver, a flexibilização é especialmente benéfica para pequenas empresas. Para o modelo de negócio que está em desenvolvimento, a inflexibilidade era um tremendo desafio. O modelo de contrato era muito rígido e universal; uma grande empresa tem mais recursos para se ajustar a regras que não são tão favoráveis. Mas o empreendedor era muito mais sensível.

Por exemplo: a compensação de jornada de trabalho. Agora, há a possibilidade da compensação em regime de banco de horas individual ser feita em até 6 meses (antes só poderia ser semanal). Isso significa que o pequeno empreendedor tem a possibilidade de fazer um banco de horas sem ter que depender de sindicato para o qual nem sempre uma pequena empresa será prioridade. A pequena empresa pode conseguir acordo de compensação de jornada mediante um acordo individual, o que é muito mais dinâmico e eficaz. A questão do trabalho remoto também foi abordada: até hoje não havia regulamentação específica, o que causava dúvidas e insegurança, e agora há uma regulamentação específica.

Outro desafio que a legislação antiga para o empreendedor dizia respeito à contratação de executivos. Era muito difícil para empresas de menor porte competir com as grandes multinacionais nesse campo. Mas, agora, há uma série de dispositivos novos que possibilitam a autonomia de vontade em certos contratos de trabalho — podendo haver até cláusula de arbitragem. Isso proporciona maior amplitude de negociação entre empresas e empregados — o que também beneficia os empreendedores. Enfim, de modo geral, a flexibilização concede, ao pequeno empreendedor, maiores possibilidades de conferir eficiência à gestão a partir da força de trabalho.

 Férias

Regra atual: Fracionamento das férias limitado a casos excepcionais, no máximo em dois períodos, nenhum dos quais pode ser inferior a 10 dias e não sendo permitido o fracionamento para empregados menores de 18 ou maiores de 50 anos.

Nova regra: Institui que férias poderão ser fracionadas em até três períodos. Um período de no mínimo 14 dias, e nenhum período inferior a cinco dias. Menores de 18 anos e maiores de 50 podem fracionar férias. Veda o início das férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado.

Banco de horas

Regra atual: É obrigatória a negociação com o sindicato, limitada a um período de no máximo 12 meses.

Nova regra: A negociação ocorre por acordo individual escrito com o empregado, limitado ao prazo máximo de seis meses. A negociação com o sindicato permanece, limitado ao prazo de 12 meses. Horas extra habituais não descaracterizam o banco de horas.

Jornada de trabalho

Regra atual: Possível mediante negociação com o sindicato.

Nova regra: Pode ser negociada diretamente com o empregado.

Contribuição sindical

Regra atual: Obrigatória e equivalente a 1 dia de salário por ano

Nova regra: Estabelece que as contribuições sindicais dos empregados passarão a ser voluntárias mediante autorização expressa do empregado. E que a contribuição sindical da empresa também será opcional.

Trabalho remoto/home office

Regra atual: Não há previsão legal.

Nova regra: Regulamenta a atividade como trabalho predominantemente fora das dependências do empregador. Estabelece contrato escrito. Institui que a responsabilidade pelo fornecimento e manutenção de equipamentos de TI e pelo reembolso de despesas do empregador ao empregado deve ser definida no contrato escrito. Estabelece a possível a mudança de sistema (presencial para home office e vice-versa) por mútuo acordo ou, no caso de mudança do sistema de home office para presencial, por imposição do empregador.

Falando sobre acordo sindical: o que muda de fato?

A principal mudança proposta pela reforma é a revogação do imposto sindical. Isso acabou. Mas o mecanismo pelo qual a negociação ocorre permanece o mesmo. Não há uma mudança jurídica nas relações sindicais. Os sindicatos continuam “valorizados”, porque determinados acordos dependem deles.

As negociações continuam do mesmo modo que sempre foram. Continua existindo a convenção coletiva, estabelecida entre entidades patronais e sindicatos que se reúnem a cada ano para ao menos discutir reajuste salarial. As determinações incluem todos os trabalhadores de uma determinada atividade em um determinado território e as empresas dentro do mesmo contexto.

Mas com a reforma ganha relevo, também, o acordo coletivo, estabelecido entre uma empresa e um sindicato. O que é benéfico aos empreendedores.

Tome, como exemplo, o setor de tecnologia. Temos startups e pequenas empresas, e as grandes: é o mesmo sindicato que representa todos os trabalhadores. É muito difícil imaginar que esses trabalhadores tenham todos as mesmas necessidades. Haverá necessidades de cláusulas de contrato que interessam mais a grandes empresas, outras a menores.

Assim, o acordo coletivo permite que uma determinada empresa vá ao sindicato apresentar uma necessidade (banco de horas, por exemplo). Esse acordo pode ser feito entre a empresa e o sindicato.

O desafio da relevância nas negociações com sindicatos

Uma consideração que eu gostaria de fazer diz respeito à relevância das pequenas empresas nessa negociação com sindicatos. É uma questão delicada: como o pequeno empresário com dez empregados se torna tão relevante quanto uma empresa com muito mais empregados? O impacto social de um acordo coletivo é maior do que aquele com poucos.

Fica a impressão de que, embora o pequeno empreendedor possa ir diretamente ao sindicato, seja mais provável que ele ainda vá “de reboque” nas convenções. Assim sendo, uma alternativa interessante é o acordo de compensação individual de 30 dias ou o banco de horas individual.

De que forma os empreendedores podem se beneficiar com essas mudanças?

O empreendedorismo se beneficia na medida em passa a poder ajustar o contrato de trabalho à sua realidade de negócio. A reforma corrige uma extemporaneidade, que era o pressuposto de que todos os negócios são iguais, ou de que todos os empregadores têm os mesmos desafios.

Assim, a grande virtude da reforma é permitir algumas customizações do contrato. Flexibilizar, nesse caso, não implica perda de direitos. O que muda é como isso será definido.

SOBRE ENDEAVOR 

A Endeavor é uma das principais organizações de fomento ao empreendedorismo no mundo. Atua na mobilização de organizações públicas e privadas e no compartilhamento de conhecimento prático e de exemplos de empreendedores de alto impacto para fortalecer a cultura empreendedora do país.

No Brasil desde 2000, já ajudou a gerar mais de R$ 2 bilhões em receitas anualmente e mais de 20.000 de empregos diretos através de programas de apoio a empreendedores; e a capacitar mais de quatro milhões de brasileiros com programas educacionais presenciais e a distância.