Setor de folha, flor e haste segue em queda no acumulado, segundo IPCE

Pelo segundo mês consecutivo, o Índice de Preços da Ceasa do Ceará (IPCE), pesquisa que calcula o balanço de 65 produtos do mercado atacadista de Maracanaú, registrou queda no setor de Folha, Flor, Haste no acumulado de fevereiro de 2019 a fevereiro de 2020, atingindo o percentual de – 10,76%. Também apresentaram queda os setores de Raiz, Bulbo e Rizoma (-7,51%) e Frutas (-6,03%).

Já a cesta básica registrou um aumento de +26,40%, também no acumulado de fevereiro de 2019 a fevereiro 2020, apesar de ter tido queda de -1,44% entre janeiro e fevereiro deste ano. O setor de Hortaliças Fruto também apresentou aumento de +23,18% no acumulado. No geral, o aumento registrado foi de + 9,22%, o que demonstra uma queda se compararmos janeiro de 2019 a janeiro de 2020, que registrou + 10, 61% de aumento no período.

As frutas que tiveram maior queda nos preços, se compararmos janeiro e fevereiro deste ano, foram o maracujá azedo (-23,60%), abacate fortuna (-14,44%), melancia (-5,61%), mamão formosa (-5,38%),  limão Taiti (-5,33%) e limão galego (-4,48%). Já o melão amarelo teve aumento de +5,0%, seguido da goiaba vermelha (+4,68%), da manga Tommy (+4,62%), da maçã nacional gala (+2,82%) e da tangerina murkot (+1,81%).

No setor de Folha, Flor e Haste, se compararmos janeiro e fevereiro deste ano, a maior queda de preços foi registrada no repolho híbrido (-1,42%), seguido da alface crespa (-0,48%) e da acelga verde (-0,33%). Já a couve flor registrou aumento de + 12,50%, seguida da cebolinha e do coentro, que tiveram um aumento de + 7,14%.

Na categoria Hortaliças e Fruto, a maior queda de preços no comparativo de janeiro e fevereiro deste ano, ficou com o milho verde (-3,08%), seguido da abóbora jacaré (-2,44%) e abóbora caboclo (-0,86). Os maiores aumentos registrados foram no tomate longa vida (+57,99%), no pepino verde (+35%), no chuchu verde (+15%) e na vagem macarrão (+12,75%).

No setor de Raiz, Bulbo e Rizoma, os únicos aumentos registrados foram para a cenoura Nantes (+11,35%) e a cebola pêra (+10,20%). Houve queda de preços para a beterraba roxa (-8,24%), a batata inglesa (-8,08%), a cebola roxa (-6,61%) e a batata doce (-0,56%).

Dentre os itens da cesta básica, as maiores quedas foram no preço do frango abatido/vivo (-7,70%), feijão carioquinha (-7,66%), feijão de corda (-5,17%), carne suína (-5,12%), além do queijo coalho e feijão preto (-4,19%).  Os aumentos no setor ficaram por conta da manteiga (+10,84%), do milhão em grão (+9,80%), da farinha de trigo (+4,13%)  e da carne bovina (+3,14%).

Segundo Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa-CE, o IPCE do mês de fevereiro registrou nova queda no setor de Folha, Flor e Haste, devido principalmente ao setor das folhosas. “O Ceará detém uma grande produção na região da Ibiapaba, principalmente em áreas de viveiros ou tendas (estufas) protegidas, o que faz com que a produção saia em maior escala, mesmo o quadro chuvoso tendo se concretizado na região. Assim, os preços entraram em declínio, especialmente no mês de fevereiro, auxiliando o consumidor nessa fase,” destaca ele.

Já na cesta básica, ainda segundo Odálio Girão, as maiores quedas foram apresentadas pelo frango vivo, pois houve um crescimento na quantidade de frango abatido no Ceará, onde a ração para as aves teve escala maior de oferta e preços equilibrados, mantendo o preço do frango em queda. “E o feijão carioquinha, com safra do Paraná e boa safra do sul da Bahia e Goiás, entrou em maior escala no mercado, acarretando uma queda de 7, 6% em seu preço,” explica ele.

E a carne suína, que vem do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estados que despontam como grandes produtores, vem chegando ao mercado do Nordeste em maior escala e preço declinante. “Já o feijão de corda vem apresentando queda no seu preço, porque a safra do Nordeste começa a despontar para o mercado regional. A partir do próximo mês, com o ápice da nossa safra do Nordeste, o produto chegará em maior escala e o preço tende a cair ainda mais,  o que será muito bom para o consumidor cearense,” finaliza Odálio Girão.

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