Dezembro laranja: riscos de desenvolver câncer de pele são maiores para moradores do Ceará

 

Terra da luz, no Nordeste, o Ceará lidera em número de surgimento de casos de câncer de pele. No Brasil, o Estado é o sétimo com maior número de pessoas acometidas pelo câncer que, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o tipo de câncer com maior incidência no Brasil.

As estatísticas elevadas se devem, diretamente, à exposição excessiva ao sol. Conforme a dermatologista Hercilia Queiroz, “as chances de desenvolver um câncer de pele são maiores devido a uma exposição cumulativa aos raios ultravioleta (UV), pois os raios UV têm capacidade de gerar dano ao DNA das células da pele, causando mutações”.

A especialista explica que o uso regular de filtro solar FPS 30, no mínimo, pode reduzir as chances de ter câncer de pele. Dra Hercilia destaca que a orientação de evitar a queimadura solar desde a infância é importante também, pois a exposição excessiva ao sol é o principal agente causador de dano ao DNA celular, o que aumenta o risco da doença no futuro.

O bronzeamento artificial também se relaciona com o risco de desenvolvimento da doença. “A prática acelera o risco de envelhecimento da pele e o surgimento de outras dermatoses. A Sociedade Brasileira de Dermatologia é claramente a favor da proibição da exposição excessiva ao sol com finalidade estética”, acrescentou Hercilia Queiroz.

Para detectar, a médica ressalta que é necessário comparecer, no mínimo, anualmente ao consultório do dermatologista para exame clínico completo de pele, cabelos e unhas, com dermatoscopia (aumento do tamanho da imagem) das manchas e sinais para diagnóstico precoce. A biópsia cirúrgica de pele pode ser realizada em caso de suspeita para definição de qual subtipo de câncer de pele e planejamento cirúrgico.

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