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DIA NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE À SURDEZ TRAZ ALERTA SOBRE CUIDADOS COM A SAÚDE AUDITIVA

 

 

Se você parar agora e perceber a quanto ruído você está exposto, vai se assustar. Hoje, a perda auditiva é uma das deficiências mais comuns na população brasileira. No dia 10 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Otologia, de cada mil crianças nascidas no país, três a cinco já nascem com deficiência auditiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas auditivos.

 

O que é a surdez

A surdez é ausência, perda ou diminuição considerável do sentido da audição. Ela pode acontecer por causas congênitas, quando a pessoa já nasce com a deficiência, ou adquirida ao longo da vida, por uma predisposição genética, traumatismo ou doença que afete este órgão.

 

Causas da perda de audição

Bebês

De acordo com o otorrinolaringologista o presidente da Cooperativa de Otorrinolaringologistas do Ceará, João Paulo Bastos, ao nascer, por exemplo, o bebê pode vir ao mundo com uma deficiência auditiva por problemas na gestação. ” Se a mãe teve sífilis, ou rubéola durante a gravidez e mãe é usuária de droga, pode ser que a criança nasça com problemas no ouvido. Por isso importância do teste da orelhinha, que é um exame rápido e indolor e que pode diagnosticar problemas na audição em quase 100% dos casos, se realizado nos primeiros seis meses de vida”, explica.

Crianças

É preciso bastante atenção com as otites em crianças. O problema deve ser tratado com cuidado. Verificar se a caderneta de vacina dos pequeninos está em dias é imprescindível. Só para os pais ficarem atentos, ” doenças como meningite e caxumba podem causar perda de audição” , explica o médico.

Jovens

O uso irregular dos equipamentos de som é um grande problema. Segundo o presidente da Cooperativa de Otorrinolaringologistas do Ceará, João Paulo Bastos, “se você utiliza muito fone de ouvido e num volume bem alto, essa prática pode causar perda irreversível da audição. Apesar de ser prazeroso para algumas pessoas ouvir a música no volume máximo, a conseqüência deste “prazer” é a destruição das células auditivas. É importante utilizar os fones com moderação e não escutar música muito alta ou por muito tempo”.
Sobre a Coorlece:

Cooperativa dos Otorrinolaringologistas do Ceará (Coorlece), a maior cooperadora deste segmento no Brasil, viabiliza, há 18 anos, a união entre a classe médica de otorrinolaringologia em todo o estado. Atualmente composta por cerca de 180 profissionais e presidida pelo Dr. João Paulo Catunda Bastos, a Coorlece foi fundada em 1999 por 37 sócios que acreditaram no potencial de uma cooperativa que poderia fortalecer a classe. A congregação presta assistência administrativa, econômica e social, além de fortalecer o diálogo com contratantes e as relações entre cooperativa, médicos, operadoras de plano de saúde e usuários.

Festa junina: cuidados com sistema auditivo e vias aéreas

Em tempo de festas juninas, os tradicionais fogos de artifício, rojões e até mesmo bombas caseiras feitos para animar as celebrações da época, produzem altos barulhos e são considerados pelos otorrinolaringologistas um perigo para os ouvidos, podendo causar danos à audição. A exposição repentina a ruídos de alta intensidade pode acarretar lesão no sistema auditivo. Essa enfermidade é chamada trauma acústico, que pode ocorrer em um ou em ambos os ouvidos e, nos casos mais graves, o transtorno pode danificar a audição de maneira irreversível. Por isso, a Cooperativa de Otorrinolaringologia do Ceará (Coorlece) traz à tona o assunto.

 
Conforme o presidente da Coorlece e médico otorrinolaringologista  João Paulo Bastos, a perda acontece por que o estampido de fogos e rojões costuma ser, além de muito alto, inesperado. O ruído percorre todo o aparelho de forma rápida, atingindo a cóclea, órgão sensorial responsável pela audição podendo levar a perda auditiva abrupta e, quando ocorre explosão a poucos centímetros da orelha, pode ocasionar perfuração dos tímpanos.

 
“A música em alto volume durante a festa também pode ser um fator de risco. O nível de som que o ser humano pode suportar, sem comprometer o aparelho auditivo, é entre 60-70 decibéis, dependendo da intensidade e tempo de exposição”, explica no médico. Com uma intensidade por vezes acima de 120 decibéis, o barulho de bombas e rojões chega a ser comparável ao barulho de um avião durante a decolagem, que produz um som de 130 decibéis.

 
Caso haja exposição a um impacto sonoro forte, o mais indicado é procurar um médico otorrinolaringologista, para avaliar se o dano auditivo causado pelos fogos é temporário ou irreversível, além de verificar quais os possíveis tratamentos. “Se mesmo assim a pessoa se exponha a estrondos, é importante estar atendo para se afastar na hora do impacto ou utilizar protetores de ouvido. Eles reduzem o volume excessivo, mas quem usa não deixa de ouvir o som ambiente. É uma alternativa segura de continuar aproveitando a festa”, recomenda o médico.

 
Vias aéreas também necessitam atenção

 

O ambiente da festa junina reúne outros fatores que podem desencadear problemas no sistema otorrinolaringológico. Um exemplo é o contato com a fumaça de fogos de artifício e fogueiras, que além do cheiro incômodo, é um corpo estranho, uma substância que entra na narina e nos pulmões e irritam as vias aéreas, o que pode causar uma série de inflamações, como rinite alérgica, sinusite, faringite e traqueíte..
A irritação pode vir acompanhada de tosse seca, rouquidão, dor de cabeça e tontura, podendo ocorrer, ainda, asma grave. “Pessoas alérgicas precisam ter cuidado. Crianças e idosos também são mais sensíveis e podem sentir insuficiência respiratória. Além disso, com o ambiente barulhento tendemos a falar mais alto, podendo prejudicar as cordas vocais”, completa o otorrino.