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Literatura

Casa de Juvenal Galeno recebe lançamento de cordel e exposição em homenagem a Mário Gomes

 

A Casa de Juvenal Galeno recebe, nesta quinta-feira, dia 19 de julho, às 19h30, o lançamento do cordel “Mário Gomes: Poeta santo ou bandido? Para nós um amigo!”, homenageando o escritor cearense Mário Gomes, falecido em 2014. Na ocasião, acontecerá uma exposição com obras e objetos pessoais do poeta, como livros, fotos e peças de roupa, além de um sarau. Todas as atividades são abertas ao público, com entrada franca.

A homenagem é uma iniciativa da produtora cultural e jornalista Jéssica Maria, em parceria com o artista Tota e cordelista Klévisson Viana. Os envolvidos tiveram um laço de amizade com o poeta andarilho e quiseram disseminar sua obra através dessa ação.

Mário Ferreira Gomes era natural de Fortaleza-CE, faleceu em 2014, aos 67 anos, deixando uma lacuna na cena literária cearense. O poeta costumava andar pelas ruas da cidade e a boemia era sua essência, sua obra era resultado disso. Com causos conquistou amigos e fãs que até hoje relembram sua memória.

 

Serviço

Lançamento Cordel “Mário Gomes: Poeta santo ou bandido? Para nós um amigo!”

Data: 19 de Julho de 2018

Horário: às 19h30

Local: Casa de Juvenal Galeno – Rua General Sampaio, 1128 – Centro, Fortaleza – CE

Imagem Brasil Galeria abre exposição A Casa do Ser, de Ana Póvoas

 

​Nascida no Rio de Janeiro e residente em Pirenópolis (GO), Ana Póvoas morou em Fortaleza nos anos de 1984 a 1996 onde formou-se em Comunicação Social na UFC.

Em uma casa simples do povoado de Furnas, na histórica cidade de Pirenópolis, em Goiás, mora uma mulher, Alina, a Dona Nica. Na fachada, duas janelas e uma porta no meio. No interior, o retrato da memória afetiva que poderia ser do morador de qualquer pequeno sítio do país, de qualquer tempo. O corredor da casa dá passagem para o quintal com um grande bananal. Foi com a finalidade de comprar bananas nanicas para sua produção de frutas desidratadas que a fotógrafa Ana Póvoas conheceu Dona Nica e seu universo.

“A casa era de chão batido, panelas areadas ao redor do fogão de lenha, bancos de madeira; e talheres arrumados em série, sobre uma parede caiada de tempo. Telhas de barro à mostra. (…) Era um lugar simples, onde Nica morava com sua mãe, Dona Francisca”, diz a fotógrafa no livro A Casa do Ser, título da exposição que abre no dia 21 de julho, às 10h, na Imagem Brasil Galeria, em Fortaleza. “Não sabia por que, mas queria ter aquelas imagens pra mim, levar cada detalhe comigo”, conta a autora. E lembra da escritora e crítica de arte Susan Sontag: “fotografar é apropriar-se da coisa fotografada”.

Nascida no Rio de Janeiro, Ana Póvoas morou em Fortaleza no período de 1984 a 1996, onde formou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Na época, já andava com uma câmera a tiracolo, colecionando seus afetos em imagens.

Sobre sua relação com Dona Nica, Ana conta no livro: “Iniciamos um trabalho juntas: eu comprava bananas para abastecer um negócio familiar de frutas secas; e, portanto, durante alguns anos, constantemente eu estava por lá. Dona Nica apontava com o facão, identificava o cacho que estava bom para ser colhido, cortava o caule da planta, e na sequência, eu carregava os cachos morro acima, durante a tarde toda (…) Diversas vezes, após o trabalho, ela me convidou a entrar na casa para um café. Com o tempo, percebi que aquela construção não era somente um lugar físico pra mim, mas simbólico. Uma casa onde há um silêncio no lugar das coisas. Silêncio dos objetos que envelhecem sem serem trocados com o tempo. Silêncio com cor de jardim, canto de passarinho, vento na folhagem, som de água que não para de jorrar, cheiro de jabuticaba”.

A cada nova visita à Dona Nica, Ana Póvoas colhia bem mais do que bananas nanicas. “Nesse contexto quase mágico, resolvi levar minha câmera, logo nos primeiros encontros. E comecei a fotografar a casa. Sem intenção, sem método, sem projeto. Apenas por ser uma fotógrafa ávida. Foi então que passei a colher bananas e imagens”, conta. “Era claro que Dona Nica não entendia o meu interesse em fotografar o seu lugar, juntamente com ela e seus objetos. Nem eu mesma entendia. Porém, a fotografia se estabeleceu definitivamente como um diálogo. E intensificou uma percepção poética, afetiva e simbólica daquela experiência”.

Ao rever os arquivos, capturados no período de 2007 a 2013, a fotógrafa identificou a possibilidade de desenvolver algo maior, o que resultou na edição do livro A Casa do Ser, lançado em 19 de agosto de 2017 no PIRI DOC, Festival de Cinema Documental de Pirenópolis. No mês seguinte foi em Goiânia, no Goyazes – Festival de Fotografia de Goiás e, mais recentemente, em março de 2018, no Festival de Fotografia de Tiradentes, um dos mais importantes eventos do gênero no país.

“A Casa do Ser trata disso: de como se faz um retrato. E um retrato será, para sempre, um veredicto. Um livro aberto. (…) Ou o extrato de um longo silêncio. Em qualquer lugar do mundo esse ‘outro’ será sempre ele mesmo. Quem deverá se modificar é o fotógrafo. É isso que acontece aqui, página por página. Há um jogo duplo, um segredo tênue que pertence a essas duas mulheres; e que nunca mais será do mesmo jeito, porque, na manhã seguinte, a casa não será a mesma”, relata, na apresentação do livro, Diógenes Moura, escritor e um dos mais conceituados curadores de fotografia do país que, durante 15 anos (1998 a 2013), foi curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Para A Casa do Ser, de aproximadamente 130 imagens apresentadas por Ana Póvoas, escolheu 45, cuidadosamente organizadas para compor a obra.

 

Serviço:

Exposição e apresentação do livro A CASA DO SER, de Ana Póvoas – Abertura: Dia 21 de julho, às 10h, na Imagem Brasil Galeria (Rua Rocha Lima, 1707, Aldeota – Fortaleza/CE). Informações: (85) 3261-0525.

Livro A Casa do Ser.

Lucarna Casa Editorial.

85 páginas.

À venda na abertura da exposição por R$ 60,00.

Sobral Shopping recebe a Feira de Livros Cosmos

 

 

O Sobral Shopping recebe até o dia 11 de agosto a Feira de Livros Cosmos. O espaço literário reúne temas desde os clássicos da literatura infantil, infanto-juvenis, romances, ficção e outros, com preços a partir de R$ 5,00. A feira está localizada no corredor principal do shopping.

O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos das 14:30h às 20:30h.

Sobre Viver: livro do publicitário Marcelo Lavor narra trajetória de um casal que viveu e venceu o câncer

 

Natural de Fortaleza (CE), o publicitário Marcelo Lavor decidiu colocar em forma de crônica os dramas, as experiências e seu o cotidiano desde a descoberta de um câncer no qual sua esposa foi vítima, na obra intitulada “Sobre Viver Crônicas na Sala de Espera”. Leitor voraz de realismo fantástico e pai de três filhos, Marcelo, que nunca tinha escrito um livro, utilizou a literatura para relatar, de forma leve, todas as dores e sentimentos de ter acompanhado cada momento desse processo. O livro virtual já foi lançado e está disponível na Amazon.

O publicitário destaca que são crônicas que subvertem dor em amor. “É uma jornada agridoce, mas saborosa. Não só pelo final feliz, mas pela plenitude que brotava pelo caminho mesmo sem se saber o que viria ao final. Em eventos e pensamentos, essas crônicas ensinam o valor de se estar ao lado e de cuidar. Cuidar de quem se ama. E de se reencontrar a si pelo cuidado”, disse Lavor.

Com carreira consagrada na publicidade, Marcelo Lavor decidiu até mesmo afastar-se do trabalho para cuidar da sua esposa. No livro, ele discorre sobre temas diversos como a relação com os médicos, a cirurgia, sessões de quimioterapia, tarefas de casa e muito mais. Em uma das passagens, por exemplo, Marcelo cita que aprendeu dotes culinários para poder cozinhar para sua esposa.

Presente no dia a dia dos pais, Rafael Lavor conta que acompanhou todo o processo de escrita do pai e que ler o livro é como virar confidente dos dois. “Eu acompanhei a travessia da minha mãe de perto e de longe. O que eu fazia de longe era ouvir. Como confidente do meu pai, vi a escrita se tornar o remédio da espera. Por devoção a ela e vocação própria, meu pai usou sua prosa para extirpar não só a sombra do câncer, mas o medo, a ansiedade, a solidão, o temperamento, a carreira, as dores, os outros, as relações, os aprendizados, e as cobranças”, concluiu.

Crônicas da empatia
O livro, que conta a história de amor e empatia entre um casal pós descoberta de um câncer na esposa, conta com diversas crônicas do cotidiano que finalizam numa obra de 166 páginas. O prefácio do livro foi escrito pela médica Onco-Hematologista especialista em medicina integrativa, Paola Torres, que destaca o livro “como uma calmaria para pessoas que estão vivendo uma situação de tempestade e não sabem o que fazer”. O livro já está disponível a todos, na versão digital, no site da Amazon.

 

Sobre Lavor
Marcelo Lavor é de Fortaleza (CE). Nascido em 1958. Quase foi agrônomo, mas foi na publicidade que encontrou o que gostava realmente de fazer. Com anos de “propaganda” como gosta de falar, trabalhou em várias agências do Brasil, sempre criando e escrevendo. Na sala de aula também se realizou, lecionou por 24 anos. Na vida pessoal é um apaixonado pela família. Casado há 38 anos e pai de três rapazes, adora vinis, rock é leitor voraz de realismo fantástico e hqs. Sempre amou escrever e agora, diante da descoberta de um câncer na esposa, encontrou na escrita uma forma de dissipar suas dores e medos. Assim nasceu Sobre Viver.

LIVRO QUE CONTA A TRAJETÓRIA DA RÁDIO ASSEMBLEIA SERÁ LANÇADO NESTA QUARTA (30)

 

A história de uma emissora pública, pioneira e comprometida com o Ceará é o foco do livro “FM Assembleia 96,7 – 10 anos Com Você no Centro das Discussões”, que será lançado na próxima quarta-feira (30), às 18h30, no auditório Murilo Aguiar, da Assembleia Legislativa.
A obra, de autoria da jornalista Fátima Abreu, diretora da FM Assembleia, retrata a trajetória de 10 anos da primeira emissora de um Legislativo Estadual no País. A partir da apresentação de um histórico da rádio, o livro reitera o pioneirismo da Assembleia do Ceará em abrigar a FM Assembleia, assim como a relevância das mídias legislativas.

Fátima Abreu ressalta a importância de contar a história das emissoras de rádio, seus fundadores e personalidades como forma de marcar essas trajetórias importantes para a sociedade. Para ela, o livro pode se tornar uma importante fonte para ampliar o entendimento sobre a emissora e seu trabalho. Personagem da FM Assembleia desde o projeto inicial, ela reafirma o amor ao rádio por meio das páginas e histórias contadas no livro.

O coordenador de Comunicação Social da Assembleia Legislativa, IloSantiago Jr., afirma que é especial que o livro tenha sido escrito por alguém como Fátima Abreu, que está desde o nascedouro da rádio. Para ele, contar essa história para as próximas gerações permite mostrar o orgulho que a Casa tem da FM Assembleia, emissora que representa um ganho para toda a sociedade cearense. Ele ressalta ainda que os caminhos da FM Assembleia ao longo desses 10 anos são resultado de uma equipe dedicada, profissional e com um grande compromisso social.

O livro apresenta o projeto da FM Assembleia, o perfil dos fundadores, detalhando os programas que compõem a emissora pública e educativa e os conteúdos que apontam para o compromisso com a difusão da cultura local e nacional.

“FM Assembleia 96,7 – 10 anos Com Você no Centro das Discussões” foi realizado a partir do trabalho de conclusão de curso (TCC) de Fátima Abreu no MBA Jornalismo Político e Comunicação Midiática, na Escola Superior do Parlamento Cearense (Unipace). O trabalho teve orientação do professor João Paulo Bandeira e contou com a colaboração de jornalistas da equipe da rádio.

TJA: Literatura, música, dança e teatro são destaques da semana

 

O Theatro José de Alencar, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) apresenta uma programação especial nesta semana, de 8 a 13 de maio. Os destaques são para a peça “A Visita da Velha Senhora”, com a atriz Denise Fraga; para a arte e cultura popular, com apresentação do Boi do Mestre Zé Pio; e para os lançamentos dos livros “Todos os Dias São Difíceis na Barbúria” do poeta, romancista e ensaísta, Márcio Catunda, e de “60 Anos Grande Sertão: Veredas”, com artigos de pesquisadores cearenses sobre a obra do escritor Guimarães Rosa.
Depois de temporada em São Paulo e no Rio de Janeiro, o espetáculo “A Visita da Velha Senhora” está em turnê pelo Brasil e fica em cartaz em Fortaleza, de 10 a 13 de maio, no Theatro José de Alencar. Na trama escrita pelo suíço Friedrich Dürrenmatt (1921-1990) em 1956, Denise Fraga vive a milionária Claire Zachanassian que retorna à pobre cidadezinha da sua infância com desejo de vingança. Claire promete salvar os cidadãos da cidade de Güllen da falência. Em troca, porém, eles devem matar Alfred (Tuca Andrada), o homem por quem ela se apaixonou na juventude e que a abandonou grávida.
A Visita da Velha Senhora tem direção de Luiz Villaça. Além de Denise Fraga e Tuca Andrada, estão no elenco Ary França, Fábio Herford, Daniel Warren, Maristela Chelala, Romis Ferreira, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho e Rafael Faustino. De quinta a sábado o espetáculo inicia às 20h e no domingo às 18h. Os ingressos estão à venda na bilheteria do Theatro, nas lojas Blinclass do Iguatemi e Riomar Fortaleza e no site:ingressando.com.br, nos valores: Plateia R$ 50, inteira R$ 25, meia – Frisa R$ 60, inteira R$ 30, meia – Camarote R$ 70, inteira R$ 35,00 meia – Torrinha R$ 40, inteira R$ 20, meia. Há um acréscimo de R$3 de taxa por ingresso. Classificação Indicativa: 12 anos.
Na terça-feira (08) às 14h, acontece no Foyer o “I Encontro de Guias e Estudantes de Turismo no TJA”. O evento tem como objetivo debater as políticas públicas de cultura e turismo. A entrada é gratuita e a classificação indicativa livre.
Arte de Rua Tradição
O programa Arte de Rua Tradição de maio traz à Calçada do TJA o Mestre da Cultura Zé Pio e o seu “Boi Ceará”. A ópera nordestina conta a saga do Vaqueiro e do Boi. A apresentação acontece às 17h30, na quarta-feira (09). Entrada gratuita e classificação indicativa livre.
Literatura em alta
Nos dias 10 e 11 de maio o Foyer do TJA recebe o lançamento de dois livros. Na quinta-feira (10), às 19h o livro “Todos os Dias São Difíceis na Barbúria” do poeta, romancista e ensaísta, Márcio Catunda, traz uma crítica mordaz ao automatismo burocrático e ao autoritarismo no âmbito funcional.

Já na sexta-feira (11) às 18h, acontece o lançamento do livro “60 Anos Grande Sertão: Veredas”. A obra contempla um conjunto de artigos que aborda o universo de Guimarães Rosa e homenageia uma das maiores obras da literatura brasileira. No referido livro, há artigos de pesquisadores oriundos de diversas universidades do Ceará. A entrada das atividades é gratuita e classificação indicativa livre.
Sábado (12) o Theatro José de Alencar realiza mais uma edição da Feira no Jardim do Zé. A partir das 16h, o Jardim recebe uma vasta variedade de produtos, muitos de fabricação artesanal. A feira acontece uma vez no mês e tem entrada gratuita.
Ainda no sábado (12) o Grupo de Violoncelos da UFC apresenta um repertório eclético às 17h, no Foyer. A atividade é uma realização da Casa das Artes da UFC e traz ao público o melhor da música de câmara. E no domingo (13) o programa Sala de Concerto apresenta o Trio Nepomuceno da UFC às 17h no Foyer. O trio é formado pela violinista Liu Man Ying, pela violoncelista Dora Utermohl de Queiroz e pelo pianista Vitor Duarte, todos professores do curso de Licenciatura em Música do Instituto de Artes da Universidade Federal do Ceará. A entrada das atividades é gratuita e classificação indicativa livre.

 


Dança e Teatro no CENA
Nos domingos de maio no Centro de Artes Cênicas do Ceará Padaria Espiritual – CENA recebe os espetáculos “O 3º sinal”, da Cia Vivarte, e o “De Profundis”, do Coletivo As Negas. Às 17h30 no Teatro Morro do Ouro, a Cia Vivarte conta a história os bastidores do teatro e convida o público a mergulhar no universo e nas desventuras de um jovem diretor e quatro atores veteranos nos minutos que antecedem a estreia de uma nova peça. Assim nasce uma trama divertida sobre os encontros e desencontros possíveis da arte teatral. Os ingressos estarão à venda ao preço de R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia) e a classificação indicativa é 14 anos.
A Sala de Teatro Nadir Pápi Saboya recebe o Coletivo As Nega com o solo de dança sobre intimidade, profundezas e abismos do ser humano. Uma dança sobre riscos, sobre corpo e alma. Os ingressos estarão à venda ao preço de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) e a classificação indicativa é 12 anos.
Confira a programação completa do TJA no site: www.secult.ce.gov.br

Escritor e diplomata cearense, Márcio Catunda lança novo livro em Fortaleza


                                                       Foto: Fco Fontenele 

O foyer do Theatro José de Alencar recebe nesta quinta-feira-feira, 10, às 19h, o lançamento do mais recente livro do diplomata e escritor cearense, Márcio Catunda, intitulado, Todos os Dias são Difíceis na Barbúria. O acesso é gratuito.

Em Todos os Dias são Difíceis na Barbúria, Márcio Catunda, poeta, romancista e ensaísta com mais de quarenta obras publicadas, tece uma crítica mordaz ao automatismo burocrático e ao autoritarismo no âmbito funcional. Com a maestria inconfundível dos escritores experientes, descreve a ineficiência corporativista, os boicotes no ambiente de trabalho, as intrigas, as picuinhas, as calúnias, as bajulações, as injustiças contra os mais vulneráveis e os abusos de poder – em suma: as mazelas diárias que compõem o inferno propriamente humano.

Preso nesse quotidiano esmagador, Crátilo Portela, protagonista da trama, esse homem “puritano, neurótico e sem erotismo”, só pensa em deixar a Barbúria e quiçá retornar um dia para o Rio de Janeiro. Neste seu novo romance, Catunda demonstra uma verve refinadíssima para o humor inteligente, seja ao encarar a difícil tarefa de abordar de modo realista certos aspectos da vida nua e crua.

A exemplo do que nos foi apresentado nas obras visionárias dos romancistas George Orwell e Aldous Huxley, vemos em Todos os Dias são Difíceis na Barbúria o traço característico e caótico de uma sociedade distópica, composta por homens frios e autômatos, isolados em suas prisões pessoais, sob o jugo de corporações totalitárias. O mecanismo conspirador da empresa que envolve o nosso protagonista é um grande simulacro de milhões de empresas espalhadas pelo mundo. E Barbúria, em verdade, é o microcosmo dos países modernos (especialmente as capitais), onde imperam os contrastes socioeconômicos e o dia a dia do cidadão burocrata acostumado (ou não) com a falta de ética e de valores humanos.

Esse mergulho no “inferno institucionalizado”, que serve de esteio para um desfile de personagens hipócritas, corruptos, interesseiros e mesquinhos, teve início no livro anterior, Terra de Demônios (Oficina Editores). Ao retomar o tema em Todos os Dias são Difíceis na Barbúria, o autor dá a vez e a voz a Crátilo Portela, que é um homem dotado de puritanismo, neurose, sem o capricho de dedicar seu tempo ao pensamento malicioso e aos prazeres carnais.

Nesses tempos sombrios de desumanidades e crescimento das desigualdades de classes, Catunda encontra uma forma inteligente de criticar o establishment com diálogos tenazes, ácidos e, ao mesmo tempo, de sutil humor. O leitor terá pela frente, ao longo das páginas de Todos os Dias são Difíceis na Barbúria, um extenso caminho de reflexão, instigação e algum desencanto, talvez, na tentativa de saber se a vida é cruel porque nós somos difíceis ou se somos difíceis porque a vida é cruel.

 

SOBRE MÁRCIO CATUNDA

Márcio Catunda, escritor e diplomata brasileiro, nasceu em Fortaleza, Ceará, em 22 de maio de 1957. É membro da Associação Nacional de Escritores de Brasília, do Pen Clube do Brasil, no Rio Janeiro, da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo e da Academia de Letrs do Brasil.

Foi Presidente do Clube dos Poetas Cearenses em 1975 e fundador do Grupo Siriará, em 1981, ambos em Fortaleza. A partir de 1982, participou das reuniões do denominado “Sabadoyle”, no Rio de Janeiro, onde conheceu Carlos Drummond de Andrade, com quem manteve intercâmbio.

De 1991 a 1994, foi Secretário da Carreira Diplomática na Embaixada do Brasil em Lima (Peru), período durante o qual fundou, com os poetas peruanos Eduardo Rada, Regina Flores e Elí Martin, o grupo literário REME, tendo realizado diversos recitais e publicado dois livros.

De 1995 a 1997 foi Cônsul-Adjunto no Consulado-Geral do Brasil em Genebra (Suíça), cidade onde frequentou a Associação de Escritores Genebrinos.

De 1998 a 2000 foi Conselheiro na Embaixada do Brasil em Sófía (Bulgária), onde publicou antologia de seus poemas, traduzidos pelo poeta búlgaro Rumen Stoyanov.

De 2002 a 2005, exerceu o cargo de Conselheiro na Embaixada do Brasil em São Domingos (República Dominicana). Publicou, naquele país, o livro de poemas Madrid y Otros Idilios, que marca o início de sua carreira como escritor em idioma espanhol.

De 2006 a 2008, foi designado Assessor Cultural na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (Lisboa). Em Lisboa, publicou os livros Plenitude Visionária (poemas) e Palavras Singulares (ensaios).

De 2008 a 2010, exerceu o cargo de Ministro-Conselheiro em Acra (Gana).

De 2010 a 2013, desempenhou a função de Conselheiro, Chefe do Setor de Imprensa e Divulgação, junto à Embaixada do Brasil em Madri (Espanha). Publçicou, na capital da Espanha, diversos livros em língua castelhana e editou alguns discos de poesia musicada e cantada por diversos intérpretes.

De 2014 a 2016, trabalhou na Embaixada do Brasil em Argel, a serviço do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Na capital argelina, escreveu o livro Todos os Dias são Difíceis na Barbúria.

Atualmente, escreve em diferentes periódicos brasileiros. Seu livro Escombros e Reconstruções recebeu o Prêmio Vinicius de Moraes, concedido pela Academia Carioca de Letras, ao melhor livro editado em 2012. Seu livro Viagens Introspectivas recebeu o Prêmio Anual da União Brasileira de Escritores (UBE), em 2015.

 

Serviço:

Lançamento do livro Todos os Dias são Difíceis na Barbúria, de Márcio Catunda

Foyer do Theatro José de Alencar

Dia 10 de maio (quinta-feira), às 19h

Livro à venda no local. Valor: R$ 30,00

Acesso gratuito

Coletânea de Contos, organizada por Socorro Acioli, é lançada na Livraria Cultura, no próximo dia 16

 

O próximo dia 16 de novembro será especial para a turma de formandos do Ateliê de Narrativas Socorro Acioli, da Livraria Cultura.  O livro de contos Farol, fruto das oficinas de escrita de nível intermediário, será lançado ao público, na Livraria Cultura, às 19 horas, pela Editora Moinhos.

Aos 75 anos, a física e advogada Ana May é uma das autoras. A experiência de vida não lhe tira o friozinho na barriga de ter sua escrita literária publicada pela primeira vez. Para ela, a escrita a conecta com as mudanças do tempo. “Penso que o viver só tem a acrescentar ao ato de escrever. Escrevendo me incluo na atualidade”, reflete.

Uma atualidade que Belle Leal, com 14 anos, a mais jovem da turma dos contistas, conhece bem. A garota já publicou dois livros juvenis e reconhece que os caminhos da literatura são possíveis como profissão, ainda que seja apaixonada pela Medicina. “Eu penso muito nisso. Não sei como seria minha vida sem escrever e também não sei como seria meu futuro sem a medicina. Minha mãe fala que eu posso levar as duas carreiras se eu me organizar. Então, eu penso nisso e o Farol me deu um gostinho de que é realmente possível”, alegra-se Belle.

Para a escritora Socorro Acioli, mentora dos iniciados e iniciantes escritores do seu Ateliê, é na diversidade que se encontra a grande riqueza humana e literária da turma. Para ela, o respeito a essa diversidade, ao estilo, aos sonhos, aos desejos de cada aluno norteou seu trabalho como orientadora. “Esses alunos entraram no curso para aperfeiçoar o tipo de texto que cada um quer escrever, sem fórmulas, sem receita de bolo, cada um do seu jeito, com o texto no seu tempo”, destaca.

O Ateliê

O Ateliê de Narrativas nasceu a partir da parceria de Socorro, já consagrada no Mercado, com a Livraria Cultura. Os encontros aconteceram de março a junho deste ano, mas planejados desde quando a escritora escolheu para si a profissão na literatura. “Meu primeiro Ateliê foi em 2009, em Cabo Verde. A partir de então, venho desenvolvendo várias possibilidades de criar esse espaço de convivência e de escrita orientada para pessoas que querem escrever diversos tipos de textos, literários ou não literários. O Ateliê surgiu para dar para outras pessoas aquilo que eu desejei tanto alguns anos antes, que é ter um espaço de formação para aperfeiçoar a escrita”,  relembra.

A produção da turma que se encontrou no Ateliê  e resultou no livro Farol não parou. Logo que o módulo intermediário foi concluído, em junho, a pedido dos próprios estudantes, formou-se a turma avançada, cujos encontros foram finalizados neste outubro. O resultado dessas tardes de sábado vividas na Livraria Cultura foram romances prontos ou já bem encaminhados, como o do economista Marcelo Lettieri, 47 anos , também um dos autores da coleção de contos do Farol. Ele conta que o Ateliê foi o empurrãozinho que faltava para tirar projetos antigos da gaveta. “Sem o Ateliê, ainda estaria no campo das ideias. Graças ao Ateliê, já existe um projeto [de romance] bem delineado, uma ampla pesquisa, o prólogo e partes de dois capítulos”, comemora.

O Farol não é a primeira coletânea que Socorro Acioli organiza como resultado de suas oficinas de Escrita. Em 2014, o Contos de Travessia foi lançado também como finalização de uma série de oficinas de escrita criativa, realizado em 2013, pela Fundação Demócrito Rocha, e ajudou a  consolidar o formato na jornada formativa de Socorro. A escritora Bárbara Furtado acompanha as iniciativas desde essa época. Ela publicou no Contos da Travessia e publica agora no Farol. “Bom, com certeza, a diferença, pra mim, foi o grupo com que o Farol aconteceu! Como todos se tornaram extremamente unidos e amigos. Um ‘coletivo de almas’, mesmo”, resume.

O sentimento da Bárbara é reafirmado por Marcelo Lettieri quando este define a noite de lançamento da coletânea Farol. “Um misto de surpresa, alegria e euforia. Estar ao lado de amigos talentosos, cuja amizade fora consolidada tão rapidamente e no próprio contexto da produção literária de todos, é uma experiência única. Espero que seja só a primeira de muitas experiências coletivas desse grupo maravilhoso”, planeja.

 

A necessidade de uma formação como escritor

Uma das frases emblemáticas que conduziram os estudantes no decurso do Ateliê de Narrativas foi “a história que só você pode contar”. Socorro Acioli acredita que todos somos narradores e que é sempre necessário o trabalho de técnicas de escrita que aprimorem o escritor e lhe dê condições de contar a própria história.Para ela, a diferença entre ser um narrador e produzir um texto literário está na formação desse escritor, como uma ponte que precisa ser atravessada. “A formação passa, primeiro, pela leitura. Os cursos, como o Ateliê de Narrativas, os cursos de Letras, faculdades com temáticas relacionadas à escrita, como Jornalismo, são de imensa ajuda para orientar um talento nato que cada um deve trazer”, enumera. Ela compartilha com o senso comum de que para alguns é mais fácil escrever do que outro, “isso é uma coisa que eu não posso dizer que não existe”, mas enfatiza que não é só do talento que se faz um bom escritor. “Existe a determinação, a disciplina, o esforço em sentar todo o dia e escrever um pouco porque escrita é trabalho”, defende a escritora já inúmeras vezes premiada, em quase 20 anos de profissão.

A Editora Moinhos

Logo que pensaram na publicação física de um livro de contos houve a preocupação pela editora que o publicaria. Socorro Acioli diz que a escolha pela Moinhos foi pela confiança na editora que vem ganhando espaço no mercado pela qualidade de suas publicações. Nathan Matos, editor da Moinhos, diz que viu no Farol uma boa oportunidade de conhecer novos e talentosos escritores. Segundo ele, 85% dos originais que lhe chegam são preocupantes.“Não vou dizer que é de “baixa qualidade” porque o que vejo, às vezes, são ideias boas, mas mal executadas. Parece que muita gente não quer escrever, ou só quer escrever para aparecer. Tem ânsia em publicar. Evidente, pode haver os excepcionais, mas em grande parte do que recebo percebo que, talvez, se tivessem passado por uma oficina de escrita criativa, ou se tivessem ouvido mais as críticas que lhes fazem e tivessem um pouco menos de orgulho, poderiam voltar ao texto e fazer algo que agrade não apenas a si”, analisa Nathan.Além do contato com escritores promissores, Nathan ressalta que o que lhe chamou atenção no Farol foi a disponibilidade de se escrever muito bem sobre aspectos que são a cara da nossa região.

Parceria com a Livraria Cultura

É a primeira vez que um Ateliê de escrita é realizado em Fortaleza, pela Livraria Cultura. Antes, somente as lojas de São Paulo, Brasília e Porto Alegre ofereceram aos amantes da escrita uma oportunidade como essa. O orientador pedagógico e captador de recursos da Livraria Cultura  Renato Costa comemora os resultados do Ateliê de Fortaleza. “A parceria tem sido profícua. Socorro conhece muito da Cultura, a gente tem uma relação muito boa com ela. Tudo que fazemos com ela dá super certo”.De acordo com Renato, a publicação do livro já era algo sonhado. Conforme explica Socorro, a princípio como digital, depois, a partir do engajamento da turma, como uma edição física. O Farol, completa Renato, acaba atuando como um motivador para os próximos passos, um portfólio de muita qualidade para cursos que devem ser divulgados em breve. O livro Farol vai ser disponibilizado para venda na Livraria Cultura durante e depois do lançamento, no dia 16 de novembro.

Serviço:
Lançamento do livro Farol
Quando: Dia 16 de novembro, às 19 horas,
na Livraria Cultura (Avenida Dom Luís, 1010 – Meireles – Piso 1 – Loja 8)

Casa de Juvenal Galeno comemora 98 de fundação com programação especial nesta quarta, 27

 
Lugar de referência para a cultura popular, especialmente para a literatura, a Casa de Juvenal Galeno, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), está completando 98 de fundação. Para comemorar a data e os 181 anos de nascimento do poeta cearense Juvenal Galeno, o equipamento receberá uma programação especial, nesta quarta-feira (29), a partir de 15h30, com inauguração de espaços para atividades na Casa e homenagem.

Junto à data especial, também são comemorados os 181 anos de nascimento do poeta Juvenal Galeno e os 81 anos da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno (AFCJG). “Temos muita coisa a ser comemorada. São três efemérides importantes para nós. Por isso, teremos uma programação especial, como a homenagem à Dra. Matusahila de Sousa Santiago, presidente da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno e a inauguração de dois espaços na Casa de Juvenal Galeno”, destaca Antônio Galeno, diretor do equipamento.

Os novos espaços irão abrigar a programação mensal que ocorre na Casa de de Juvenal Galeno. O Espaço Cultural Maria do Carmo Cabral Galeno, em memória da ex-esposa do poeta cearense, abrigará as noites da viola, as luaradas, as feiras e outras manifestações folclóricas. Já a Sala Irmã Imêlda Lima Pontes servirá de assistência a entidades que promovem diversas ações sociais na Casa. “A reforma de manutenção da Casa de Juvenal Galeno, promovida pela Secult, oportunizou a criação desses dois espaços. O primeiro deles fica no quintal, que agora ganhou um palco para receber grupos e artistas”, explica Antônio Galeno.

 

Programação especial

A programação de comemoração dos 98 anos de fundação da Casa de Juvenal Galeno começa às 15h30, com a inauguração do Espaço Cultural Maria do Carmo Cabral Galeno e da Sala Irmã Imêlda Lima Pontes. No mesmo horário, acontece também o descerramento da Placa da Dra. Matusahila de Sousa Santiago (presidente da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno) e aposição de seu retrato na galeria Oficial da Casa de Juvenal Galeno.

Às 17h acontece a solenidade no Auditório (Salão Nobre), com a palavra do diretor da Casa de Juvenal Galeno, Antônio Santiago Galeno, apresentação artística dos cantores líricos Alvarus Moreno e Auzineide Cândido, além de entrega de diplomas de parceiros culturais às 22 entidades, que realizam periodicamente as atividades que compõem a programação da Casa. As atividades continuam até 20h, com outras apresentações artísticas.

O mundo que eu vejo: livro e exposição serão lançados contendo obras produzidas por experiente publicitário cearense

 

 

O publicitário e artista Weyne Vasconcelos, lança no próximo dia 28/09, às 19h30, no Iate Club, o livro e a exposição “O Mundo Que Eu Vejo”, contendo pinturas, desenhos, retratos e caricaturas, em vários estilos e formas produzidos por ele ao longo dos últimos 40 anos.

O livro é uma super seleção com 120 páginas coloridas. Vale destacar que Weyne produziu estas obras nas horas vagas que o ofício de publicitário lhe permitiu. Interessante ver a evolução do artista, desvendar suas inspirações e descobrir os mestres da arte em que ele se espelhou. Segundo especialistas, a arte por trás das obras de Weyne lembram mestres nacionais e internacionais como Aldemir Martins, Picasso e Salvador Dali. “Além de artista, sou também publicitário e da época em que se fazia tudo manualmente, artisticamente. Pinto o que está à minha volta, o que vejo, da maneira que enxergo, até mesmo além da aparência física”, comenta.

 

O belo

Segundo ele, sua arte tem o compromisso com o belo, com a estética. “Tento passar alegria e harmonia no meu trabalho, através das cores e formas. Procuro enxergar as coisas boas por trás de tudo, mesmo de uma cena triste”.

 

O autor

Weyne Vasconcelos nasceu no dia 5 de julho de 1960, em Fortaleza/CE. É publicitário, exercendo a função de diretor-de-arte, e também artista plástico. Começou sua carreira publicitária em 1976, na Publicinorte. Cursou Engenharia Civil entre 1981 e 1984, na UNIFOR. Também atuou em grandes agências nos estados de Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, dentre as quais a house agency do Grupo Abril. Atualmente, responde pela Wcom Publicidade, agência com 17 anos de atuação no mercado cearense.

Weyne cresceu refinando a arte da observação. Ao mirar a natureza, as edificações, as pessoas, os animais e os objetos, decodifica suas estruturas e desenha mentalmente os traços básicos de tudo.

Depois de anos desenhando e pintando nas horas inspiradas que encontrou fora da publicidade, Weyne reúne, na exposição, algumas obras da sua icônica produção.

 

Serviço:

Lançamento livro “O Mundo Que Eu Vejo”

Data: 28/09/17 (quinta-feira)

Horário: 19h30

Local: Iate Clube

Terceira edição do Literar acontece neste sábado

 

Organizado pela artista e curadora do Teatro, Fernanda Quinderé, em parceria entre a Organização Educacional Farias Brito e Academia Fortalezense de Letras, acontecerá neste sábado (16), o Literar – III Encontro de Escrita e Leitura, a partir das 9 da manhã no Teatro Nadir Saboya. Evento aberto ao público e gratuito.

Iniciando o evento acontece a palestra “A Biografia Ficcional de Grandes Nomes”, sobre a reconstrução histórica brasileira por meio das biografias ficcionais, ministrada pela escritora de renome nacional Ana Miranda.  Além da palestra, o Literar também conta com diversas oficinas que abordam desde a importância do cordel até práticas de oratória.

Com vagas limitadas, as inscrições para as atividades do Literar podem ser feitas pelo site http://fariasbrito.com.br/sistemas/fb_literar/public

 

Serviço:

Literar – III Encontro de Escrita e Leitura

Local: Teatro do Farias Brito (Nadir Saboya) – Rua 8 de Setembro, 1331

Informações: (85) 3253.4275 / 99703.1133

Data: 16 de setembro de 2017

Hora: a partir das 9 da manhã

Organização Educacional Farias Brito

www.fariasbrito.com.br

Seminário “O Cearense” faz releitura da obra clássica de Parsifal Barroso

 

 

 

 

Relançado no início do mês, o livro “O Cearense”, de Parsifal Barroso, será tema de seminário na segunda-feira (28), no auditório Castelo Branco, na reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), instituição na qual o autor foi professor. O seminário terá abertura do reitor da UFC, professor Henry de Holanda Campos, e presidente do Instituto Myra Eliane e neto de Parsifal Barroso, Igor Queiroz Barroso. O evento é gratuito.

Na ocasião, o conceito de cearensidade será tema das palestras do professor da Universidade Estadual do Ceará e professor aposentado da UFC, Josênio Parente, da escritora e professora da UFC, Ângela Gutierrez e da escritora Ana Miranda.

Considerado um dos primeiros estudos do que se passou a ser conhecido posteriormente como o conceito de “Cearensidade”, o livro destaca características tão conhecidas e destacadas hoje, como a tenacidade do cearense em enfrentar obstáculos, por ter sido forjado em um ambiente natural tão difícil por conta da seca; o fato de costumeiramente deixar sua terra natal para tentar a vida fora, em uma diáspora que o leva a ser conhecido como “o Judeu brasileiro”; e até mesmo alguns aspectos físicos, como a característica “cabeça-chata”.

“O seminário será mais uma maneira de possibilitar ao público uma aproximação com essa obra tão importante sobre o nosso povo. ‘O Cearense’ é um livro de vanguarda que esmiúça diversos aspectos de nossa cultura e formação enquanto povo. Mais do que isso, a obra representa a valorização de algumas de nossas características mais importantes. Um verdadeiro resgate de nossa autoestima”, desta o Igor Queiroz Barroso, presidente do Instituto Myra Eliane e neto de Parsifal Barroso.

 

Sobre a obra

Publicado originalmente em 1969, “O Cearense” teve grande repercussão, inclusive na imprensa nacional, com reportagem na revista O Cruzeiro, a mais relevante do país. A obra aborda a “civilização cearense”. A conformação geográfica do Estado, em forma de ferradura, deixando o estado como se fosse insular, segundo o autor, já seria uma característica que teria influência no modo de ser do cearense, na nossa formação cultural e política.

A segunda edição mantém o prefácio original da primeira, produzido pelo intelectual e escritor cearense Djacir Menezes, também acrescido de um prefácio de Igor Queiroz Barroso, presidente do Instituto Myra Eliane e neto de Parsifal. A segunda edição da obra já está disponível nas melhores livrarias, internet (http://ocearense.com/) e no Instituto Myra Eliane (Av. Desembargador Moreira, 2120 – Aldeota, Fortaleza – CE. Telefone: (85) 3051-3680).

“Não é somente a pesquisa de fontes históricas e sociais que realça o valor deste livro. É também o amor radical à gente do nordeste das secas. E sobretudo à terra, que está circundada […] por uma vasta ferradura pétrea de serras, que a configuram de modo específico, diferenciando o trecho nordestino como ‘Ceará'”, destaca Djacir Menezes no prefácio da edição original.

Em 1976, Parsifal Barroso falou sobre a obra à professora Luciara Silveira de Aragão, para o projeto de História Oral produto do Convênio da Universidade Federal do Ceará com o Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. “Considero o livro ‘O Cearense’, que publiquei quando ainda estava como professor de Sociologia da Universidade Federal do Ceará, um roteiro básico para o entendimento do Ceará e do cearense. […] Quando provei a uns e outros a necessidade de nos conhecermos melhor a nós mesmos. A nossa realidade telúrica e a nossa realidade humana, para entendermos então o que é o problema social em nosso Estado. O livro ‘O Cearense” foi o toque de clarim, a primeira abertura para que viessem outros na mesma direção em busca dessas fontes que ainda estão por ser pesquisadas”, explicou.

 

Sobre Parsifal Barroso

José Parsifal Barroso nasceu em Fortaleza no dia 5 de julho de 1913. Era casado com Raimunda Olga Monte Barroso, com quem teve cinco filhos. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito do Ceará, atuou como advogado, professor, jornalista e político.

Exerceu importantes cargos na vida pública, como deputado classista (1936-1937), deputado constituinte (1945-1949), deputado federal (1951-1955 e 1971-1977), Ministro do Trabalho (1956-1958), Senador (1958-1959), G;;overnador do Ceará (1959-1963) e presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal (1979).

Além de “O Cearense”, Parsifal Barroso publicou diversas obras como Pedro, nosso irmão, Na casa do barão de Studart, Um francês cearense (1973), e Senador Pompeu, um cabeça-chata autêntico (separata da Revista do Instituto do Ceará), Vivências Políticas e Uma história política do Ceará.

 

Seminário “O Cearense

Data: segunda-feira (28)

Horário: 16 horas

Local: Auditório Castelo Branco, na reitoria da UFC (Av. da Universidade, 2853 – Bairro: Benfica – Fortaleza)

Site oficial: www.ocearense.com

Obra literária apresenta “O Nordeste Brasileiro”

 

 

 

 

No próximo dia 21, às 15:30h, o escritor cearense Ésio de Souza lança o Nordeste Brasileiro – Invenção, Espaço e Dinâmica, no auditório do Instituto Histórico e Geográfico do Ceará. Editado e publicado pelo Conselho do Senado Federal em abril deste ano, o livro já se prepara para a sua segunda edição e lançamento na bienal do livro, no próximo mês de setembro, no Rio de Janeiro,  e a apresentação do será feita pelo presidente do Instituto, Lúcio Alcântara.

Em sua mais nova obra, Ésio de Souza resgata a história do Nordeste desde sua origem até os tempos atuais. São relatos vivos da memória de um homem, que em sua jornada profissional, foi capaz de perceber todas as nuances de uma região que brotava com todas as amarras típicas ao seu desenvolvimento, mas que apresenta uma riqueza característica dos fortes, que ressurgem e transformam fraquezas em fontes de riqueza e prosperidade.

Segundo Ésio, o que antes se considerava pontos frágeis ao desenvolvimento do Nordeste, como o vento e o sol, hoje, a partir de novas tecnologias, o Nordeste oferece fontes de energias alternativas e ganha novas oportunidades de crescimento.

 

Livros, ensaios, palestras e entrevistas sobre literatura, história e desenvolvimento econômico e social

  • Vozes Sem Eco: a angústia dos miseráveis e a revolta da natureza – Rio de Janeiro: Íbis Libris, 2012 – 582 p.,23 cm.
  • Capitão-mor José de Xerez Furna Uchoa – O Introdutor do Café no Ceará – O Homem e Seu Tempo 1722-1797. ABC editora – Fortaleza, Ceará, Brasil. ISBN 85-7536-150, 2008.
  • Aspectos da Questão Regional Nordestina – Revista do instituto do Ceará, páginas 287 a 304 Tomo CXVII. Volume 117 ano de 2003 – Fortaleza, Ceará, Brasil.
  • A Fagulha da Abolição – Romance – Edições Livro Técnico – Fortaleza, Ceará. Copyright 2004.
  • No Rastro do Boi: Conquistas, Lendas e Mitos – Coleção Alagadiço – Universidade Federa, do Ceará – UFC 2000.
  • O Poder das Amarras – Romance. Fortaleza, Edicon, 1997 – Fortaleza, Ceará.

 

 

Serviço:

Data: 21/08/2017

Local: Instituto Histórico e Geográfico do Ceará

Hora: 15:30h

End: Rua Barão do Rio Branco, 1594 – Centro

Fresta Literária 2017 acontece dias 22 e 23 de julho, com apoio da Secult

 

 

A Praça dos Leões, no Centro de Fortaleza, será o pano de fundo a realização da Fresta Literária 2017 –  A Palavra e a Cidade, promovido pelo Coletivo Alumiar e Revista Berro, com apoio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult). O evento será realizado sábado (22) e domingo (23), a partir das 14h, no salão do Lion’s Bar.

A Fresta ocupará uma parte da Praça dos Leões com poesias, expositores de produtos ligados a literatura, dando preferência às produções independentes, com espaços horizontais e democráticos para apresentação de artistas e coletivos com trabalhos autônomos.

Os bate-papos e encontros serão gratuitos, puxados pela temática da literatura e flexíveis ao diálogo com outras linguagens, trazendo à tona a diversidade da produção literária e os diálogos que ela pode possibilitar com a cidade.

“A Fresta se dará através da arte do encontro; na rua, nos botecos, praças, como mais um evento de resistência à mercantilização da vida e bênção à memória e a palavra, elementos, para nós, fundamentais na composição do nosso imaginário de cidade; lugar de encontros, circulação de saberes e encantamento da vida” destaca Alexandre Greco do Coletivo Alumiar.

 

 

 

 

Programação – Fresta Literária 2017

Sábado 22/07

14:00 – A Poesia que Persiste no Escuro – Renato Pessoa, Nina Rizzi e Jardson Remido.

15:00 – O cronista e o labor cotidiano de inventar frestas – Iana Soares, Dimitri Tulio e José Anderson Freire Sandes.

16:00 – Intervenção: Poesia.CE

16:20 – Leitoras Públicas: Diversas vozes para diversas literaturas – Talles Azigon, Sara Síntique, Tetê Macambira, Nina Rizzi e Ayla Andrade

17:50 – Nóis de Teatro

18:50 – Mate-me logo, à tarde, às seis… – Ricardo Kelmer e Alan Mendonça

18:30 – Roda de Poesia com Pedro Bomba – Pedro Bomba

20:00 –Uirá dos Reis

21:00 – Sapoti Soundz

Domingo 23/07

14:00 – Do Estoril ao Cais Bar; O andar do bêbado – Romeu Duarte

14:30 – Cartografia Amorosa de Fortaleza – Júlio Lira e Fernanda Meireles

15:20 – Sarau Poético com o grupo Corpo sem Órgãos

16:00 – Mário Gomes e seu teto de estrelas – Ethel de Paula

16:30 – Poetas pelas ruas do Centro: Mário Gomes, Érickson Luna e Miró da Muribeca – Experiências urbanas e poesia em Fortaleza e Recife – André Telles do Rosário

17:00 – Crônicas Absurdas das Cidades –  Raymundo Netto e Mailson Furtado

17:50- Entre chamas e espinhos: distopias e perspectivas nas cidades – Dilson Lages e Airton Uchoa Neto

19:00 – Paulo Branco

Projeto lúdico e inovador transforma o São João em grande festa literária

 

 

As festas juninas são uma ótima oportunidade para se trabalhar com a produção literária, presente na riquísisma cultura popular. As escolas que fazem parte do Programa de Desenvolvimento da Educação – PDE, do Instituto Brasil Solidário, trabalham todos os anos uma sequência didática durante o mês de junho, incorporando temas literários em cada atividade que resultará na grande festa de São João.

Atualmente, o Projeto São João Literário envolve cerca de 10 cidades, localizadas em diferentes regiões do Brasil, mas principalmente no Norte e Nordeste. A ação que ocorre desde 2013, consegue mobilizar municípios inteiros, mesclando aprendizado, estímulo e comemoração com foco no livro e no incentivo à leitura.

No Ceará, a Escola Municipal Desembargador Pedro de Queiroz, em Beberibe, já preparou o espaço e as atividades que estão sendo trabalhadas em cada disciplina da grade curricular dos alunos. A programação inclui um concurso literário, com apresentações de poemas, paródias dramatizadas, barracas e pescaria literária, além de um painel de trava-línguas, que já está exposto e sendo utilizado pelos alunos da escola.

“As atividades começaram no início de junho, mas vamos ter duas etapas de apresentações com os alunos, a primeira no dia 23 de junho, e a última etapa, com a grande festa e apresentações de quadrilhas, no dia 28 de junho, nossos alunos estão muito empolgados e envolvidos nas atividades”, disse a Coordenadora Pedagógica da Escola, Ana Patrícia Castro.

Segundo o Presidente do Instituto Brasil Solidário, Luís Salvatore, adivinhas, trava-línguas, receitas, quadrinhas e poemas são alguns dos gêneros que circulam no contexto dessas festividades, e que podem ser exploradas nas atividades planejadas e desenvolvidas, propiciando um rico diálogo entre escola e comunidade. “O objetivo pedagógico do Projeto, é manter viva as raízes da festividade do São João, com toda a sua riqueza e tradição, incorporando o cunho literário desde os preparativos, até as apresentações das quadrilhas juninas, a ideia é engajar toda a comunidade escolar e fazer com que todos voltem os olhares para a riqueza da cultura popular brasileira e este é um ótimo momento para trabalhar a arte literária”, ressalta Salvatore.

Aberto ao público para a toda a comunidade, o “Arraiá Literário” na Escola Desembargador Pedro de Queiroz, está com data marcada para o dia 28 de junho, às 18h30, na quadra da escola. Em ritmo junino, a escola promete um espaço com muita diversidade literária, incluindo barracas repletas de livros do acervo da escola, espaço de leitura, além de uma exposição de livrinhos de receitas típicas das festas juninas elaborados pelos próprios alunos. O correio elegante também entrará no clima principal da festa, onde as rainhas já à caráter, estarão distribuindo poesias e letras de músicas durante a festividade. E, falando de nossa cultura popular, não poderia deixar de fora a dança e as quadrilhas regionais, alunos do Fundamental II, farão apresentações de dança em homenagem aos 70 anos de Asa Branca, aos 100 anos de Chorinho, além do tema Cordel Encantado e Contos Maravilhosos, que estarão presentes nas quadrilhas.

 

 

 

Sobre o Projeto São João Literário

O São João Literário, faz parte das atividades do Programa de Desenvolvimento da Educação – PDE, do Instituto Brasil Solidário e envolve todas as escolas que participam das ações do Programa, em várias regiões do Brasil, mas principalmente no Norte e Nordeste do país. Com sua primeira edição realizada em 2013, o projeto tem como objetivo promover uma grande mobilização com foco no livro e no incentivo à leitura dentro das festividades juninas.

Uma lista de atividades são elaboradas para serem desenvolvidas com todas as turmas do Fundamental I ao Fundamental II – organização da estrutura física da escola para a festa, montagem do cardápio e distribuição dos convites. O objetivo pedagógico do Projeto, é conseguir engajar toda a comunidade escolar e fazer com que todos voltem os olhares para a riqueza da cultura popular brasileira, aproveitando esse período para trabalhar a arte literária.

No Projeto São João Literário – IBS além de desenvolver e incentivar o estudo das tradições e da cultura popular, trabalha-se com sequências didáticas que estimulam a produção e o estudo literário que resultam em aprendizagens significativas e a apresentação das muitas culminâncias que acontecem através da parceria com muitas escolas do nosso país.

As atividades do Projeto São João Literário podem ser realizadas com todos os segmentos escolares. O que diferencia a proposta em cada ano/ciclo é o gênero trabalhado e o seu desenvolvimento pelos diferentes professores.

 

 

 

Arrasta Pé da Educação

Parte das atividades da grande festa do São João Literário, está o Arrasta Pé da Educação, que consegue sensibilizar as quadrilhas juninas a incorporarem as temáticas e conceitos trabalhados no Programa de Desenvolvimento da Educação, do Instituto Brasil. São elas: incentivo à leitura, educação ambiental, uso de tecnologias em sala de aula e como instrumento ao protagonismo, valorização das artes regionais, prevenção e saúde e empreendedorismo.

Toda a criatividade e originalidade contam como pontos fortes na escolha das quadrilhas que se destacam no momento do Arrasta Pé da Educação. Figurinos bem elaborados com utilização de materiais recicláveis, ressaltando o conceito de sustentabilidade, além do momento de leitura e homenagem à obras literárias, seja na dança, na música ou na caracterização, são alguns dos elementos fortemente presentes durante a festa, que resulta, em várias regiões, em um grande concurso com premiação para as primeiras colocações.

As ações do Instituto no Ceará e no Nordeste, no ano de 2017, contam com financiamento de: Instituto Samuel Klein, Palmeirinha Ação Social, Machado Meyer Advogados, Tecnisa, OverSeas e Bank of América Merrill Lynch. Além deles, apoiadores pessoa física também realizam investimentos via leis de incentivo fiscal (Lei Rouanet).

 

Serviço:

São João Literário

Escola Desembargador Pedro de Queiroz – Beberibe/CE

Data: 28 de Junho

Horário: 18h30.

Local: Escola Desembargador Pedro de Queiroz – Beberibe/CE

Aberto ao público.