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Literatura

V Caravana da Leitura e do Autor Cearense leva cultura para municípios cearenses

 

 

 

De setembro a dezembro deste ano, cinco municípios cearenses receberão a V Caravana da Leitura e do Autor Cearense, que se configura como um projeto de circulação literária que propõe atividades itinerantes de incentivo à leitura. Os municípios contemplados são: Jijoca de Jericoacara, Senador Pompeu, Orós, São Gonçalo e Morrinhos.

Para a coordenadora Luísla Carvalho, esse projeto tem interesse em consolidar-se como uma ação estratégica para promover o hábito da leitura, o desenvolvimento da literatura cearense e para a democratização do acesso à leitura e à cultura, por meio de atividades lúdicas, bem como divulgar os autores cearenses e suas obras junto ao público infanto-juvenil. O projeto dialoga com o objetivo global número 4 da ONU, que é levar educação de qualidade, colaborando com o desenvolvimento sustentável. A concretização da Caravana da Leitura, que ocorre em agradecimento à Enel Geração Fortaleza, conta ainda com o apoio institucional da Secretaria de Cultura do Estado, por meio da Lei do Mecenato Estadual.

Nesta edição, a Caravana da Leitura ficará um dia em cada município previamente agendado. “Em uma tenda montada em praças públicas serão oferecidas oficinas literárias, rodas de leitura, apresentações de contação de histórias, conversa com autores cearenses, doação de livros e distribuição de material informativo do projeto”, explica Luísla. O projeto possui a produção do EPA – Espaço Popular de Artes.

Ainda na programação, o projeto irá ministrar, durante o mês de setembro, capacitações em dinamização e contação de histórias para professores de escolas públicas em cada município contemplado. “A intenção é que esses professores possam trabalhar os livros dos autores cearenses de forma dinâmica e lúdica com seus alunos”, finaliza Luísla.

 

Cronograma:

Capacitações com professores

São Gonçalo: dia 19/09

Morrinhos: dia 21/09

Orós: dia 28/09

Senador Pompeu: dia 10/10

Jijoca de Jericoacoara: dia 01/10

Atividades literárias com os estudantes

Orós: dia 19/10

São Gonçalo: dia 26/10

Morrinhos: dia 01/11

Senador Pompeu: dia 09/11

Jijoca de Jericoacoara: dia 30/11

 

Serviço:

V Caravana da Leitura e do Autor Cearense

Data: setembro a dezembro de 2018

Local: municípios de Jijoca de Jericoacara, Senador Pompeu, Orós, São Gonçalo e Morrinhos.

Drama e superação dos cavadores de poços com silicose se misturam em “POÇO”, romance de estreia da médica Márcia Alcântara

 

O pó e seus diversos simbolismos passam pela vida do homem muitas vezes de maneira despercebida. Até ser notado. Desde a máxima de que dele viemos e para ele voltaremos, passando pela metáfora do pó utilizado no mercado de beleza ou como mal dizimador da dignidade humana no mundo das drogas, o pó pode ser visto tanto para o bem quanto para o mal.

Para a médica pneumologista Márcia Alcântara, a poeira ganhou outras proporções em sua vida na década de 1980, após ela se deparar com um crescimento assustador de mortes em moradores da região Norte do Ceará, especialmente nos municípios da Serra Grande.

Uma ampla pesquisa e a dedicação de mais de uma década de estudos e trabalhos de campo de Márcia Alcântara com outros profissionais a levaram a descobrir a silicose em cavadores de poços no município de Tianguá e outros quatro municípios da região, o que levou à criação de um programa de controle e erradicação da doença respiratória causada pela inalação do pó de sílica.

Mais de 15 anos de trabalho de prevenção e assistência médica levaram ao controle absoluto da doença nos anos 2000. Mas o pó e a silicose continuam presentes na vida de Márcia Alcântara. Hoje, com 76 anos, a médica se prepara para um novo embate contra esse inimigo oculto, desta vez no campo da Literatura. Após se formar no Curso de Escrita Criativa, ministrado pela premiada escritora Socorro Acioli, Márcia tirou da gaveta uma ideia inicial de livro produzida há seis anos e o transformou em sua primeira obra de ficção, “POÇO”, que será lançada nesta sexta-feira (10), às 19 horas, na Livraria Cultura, em Fortaleza.

A médica e agora escritora mergulhou no universo da criação para criar o romance “POÇO”, que conta a saga de uma dupla de protagonistas, os personagens Joel e a Doutora Sara, um alter-ego da autora. Os dois lutam, com mais alguns aliados contra uma doença letal, até determinado momento desconhecida, e que em dez anos matou mais de duas centenas de homens jovens, e mataria mais de mil e duzentos, se não tivesse acontecido a intervenção espontânea de um grupos de pessoas empáticas, altruístas e de valorosas atitudes humanas.

No texto ficcional de Márcia com raízes em fatos reais, o leitor é convidado a acompanhar a saga dos dois na descoberta da silicose, em uma narrativa onde, da sombra da morte se constrói uma teia de resistência e bravura com consequências impensadas desde o governador do estado ao mais simples cavador.

Para o médico Marcelo Alcântara Holanda, também pneumologista, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e filho da autora, “a vivência da realidade dura da perda precoce de saúde em meio aos sofridos determinantes culturais e sociais do sertão leva ambos, médica e paciente, cada um com sua história de vida, a moldar-lhes as reações e as emoções, e a profundas reflexões e descobertas sobre si e sobre o mundo”.

Na apresentação de “POÇO”, o também médico Valton de Miranda Leão alerta: “caso leiamos este livro com a preocupação de enxergar sua humanidade será possível extrair desse fundo de poço toda a riqueza de uma vidência que se consolida ao longo de dez anos de luta.” Para Socorro Acioli, escritora, jornalista e professora de Márcia Alcântara, no prefácio do livro, o envolvimento da médica com a situação dos cavadores de poços, vítimas da silicose, ultrapassa os limites da responsabilidade profissional. “Primeiro, Márcia atuou como cidadã responsável e consciente. O preço de sua coragem foi suportar o descaso, a desconfiança e algumas doses de preconceito e misoginia. Ela venceu. Lutou por essas pessoas com todas as armas e deixou seu legado.”

 

Serviço:

Lançamento do livro “POÇO”, da médica e escritora Márcia Alcântara

Data: 10 de agosto (sexta-feira)

Horário: 19 horas

Local: Livraria Cultura (Av. Dom Luis, 1010 – Aldeota)

Entrada Gratuita
198 páginas – Preço Médio: R$ 35,00

Fortaleza recebe espetáculo Grande Sertão: Veredas em duas únicas apresentações, dia 12 de agosto

 

Crédito: Annelize Tozetto

“Contar é muito, muito dificultoso”
“Carece de ter coragem…”

Como transpor ao palco uma leitura da maior obra literária brasileira do século XX? Mais que uma pergunta, esta foi a missão da diretora teatral Bia Lessa ao decidir coisificar os universos contidos em Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, e as inúmeras possibilidades de análise do romance. A resposta será apresentada ao público de Fortaleza no dia 12 de agosto, no Theatro José de Alencar, em duas sessões: às 16 horas e 20 horas. O espetáculo, vencedor do Prêmio APCA 2017 na categoria Melhor Direção (Bia Lessa), do Prêmio Shell nas categorias Melhor Direção (Bia Lessa) e Melhor Ator (Caio Blat) e do Prêmio Bravo! 2018 na categoria Melhor Espetáculo de Teatro (Grande Sertão: Veredas), chega a Fortaleza após temporada de casa lotada, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

No elenco estão Caio Blat, Luíza Lemmertz, Luísa Arraes, Leonardo Miggiorin, José Maria Rodrigues, Balbino de Paula, Daniel Passi, Elias de Castro, Lucas Oranmian e Clara Lessa. Para dar vida ao mítico sertão, Bia reuniu nomes como Egberto Gismonti (música), Camila Toledo (concepção espacial, com a colaboração de Paulo Mendes da Rocha), Sylvie Leblanc (figurino) e Fernando Mello da Costa (adereços).

“Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância.”

Bia conhece profundamente o Sertão de Guimarães Rosa. Ela levou o público para dentro da obra na inauguração do Museu da Língua Portuguesa (SP), em 2006. A exposição foi aclamada por onde passou. Agora, ela convida a plateia a um mergulho fundo na epopeia narrada pelo jagunço Riobaldo (Caio Blat), que atravessa o sertão para combater seu maior inimigo, Hermógenes (José Maria Rodrigues), fazer um pacto com o diabo e descobrir seu amor por Diadorim (Luíza Lemmertz). Trata-se de uma instalação, visitada e experimentada pelo público durante o dia no Theatro José de Alencar, e o espetáculo, encenado na mesma estrutura, em 2 horas e 20 minutos de encenação ininterruptas, com o elenco em cena permanentemente, em que o público experimenta a dissolução das fronteiras entre início e fim do espetáculo; entre teatro, cinema e artes plásticas; entre literatura e encenação.

“O teatro para mim é sagrado. Me dedico a ele de tempos em tempos, não me sinto com capacidade de realizar espetáculos um após o outro. Me deparei com o Grande Sertão e ele se apoderou de mim mais uma vez. Quando montei a exposição, algumas questões se apresentavam: a principal delas era como utilizar imagens sem que o significado do Sertão de Guimarães ficasse reduzido a um único lugar. A opção na época foi trabalhar apenas com palavras. No teatro, essa questão volta a se impor: ‘o sertão está dentro da gente’. Nosso caminho foi realizar um trabalho onde homens, animais e vegetais estabelecessem uma relação de diálogo sem supremacia entre eles. Não estamos exatamente no sertão, mas em um espaço “ecológico” e metafísico onde tudo cabe. Um espaço, uma imagem, que nos possibilita a experiência proposta pelo romance, sem obviamente realizar o romance tal como é – fidelidade absoluta (todas as palavras ditas são de Guimarães Rosa), mas liberdade infinita, visto que é apenas uma das leituras possíveis da riquíssima obra de Guimarães. Escolhemos não utilizar grandes efeitos ou recursos, a não ser a valorização do universo sonoro dos espaços propostos pelo romance, apenas os próprios atores”, pontua a diretora.

“O sertão está em toda parte”

A grande estrutura tubular concebida lembra um claustro, uma gaiola. Instalada na rotunda no Theatro José de Alencar, também é, ao mesmo tempo, cenário de violentas batalhas e de reflexões profundas. Como instalação, poderá ser visitada durante o dia. 250 bonecos de feltro com tamanho humano, criados pelo aderecista Fernando Mello da Costa, confeccionados com apoio do Instituto-E | Om Art, compõem uma imagem permanente: a cena da morte de Diadorim como um presépio, passível da participação do público, não só como espectador, mas também como agente da ação, ocupando o lugar da personagem. A trilha sonora completa a atmosfera do Grande Sertão: Veredas, composta por três camadas: os ruídos e sons ambientes, a música composta por Egberto Gismonti e a trilha sonora que representa nossa memória emotiva, com músicas que fazem parte de nosso imaginário. Os figurinos são uma leitura do sertão, sem regionalizá-lo – são personagens do mundo.

Em um trabalho tão artesanal, marca da diretora (que passou mais de 600 horas com o elenco, em ensaios diários por 92 dias), e de grande esforço físico (a preparação corporal foi um dos aspectos indissociáveis do trabalho de direção, com aulas de corpo por Amalia Lima diariamente durante os 4 meses de ensaio), a tecnologia foi fundamental para guiar o público em tantas veredas. Cada espectador usará fones de ouvido que permitirão escutar separadamente a trilha sonora, as vozes dos atores, os efeitos sonoros e sons ambientes, levando-o a um nível inédito de interação com a dimensão sonora do espetáculo. Apesar de todos compartilharem o espaço na plateia, cada um terá uma experiência única durante a apresentação.

“Essas são as horas da gente. As outras, de todo tempo, são as horas de todos”

 

Grande Sertão Veredes – Mostra Oficial – Crédito: Annelize Tozetto

 

 

SINOPSE

Em montagem inédita no Theatro José de Alencar, Bia Lessa propõe a um só tempo uma peça de teatro e uma instalação em sua adaptação do livro Grande Sertão: Veredas – matriz do moderno romance brasileiro e obra-prima de João Guimarães Rosa. A peça traz para o palco a saga do jagunço Riobaldo que atravessa o sertão para combater seu maior inimigo, Hermógenes, fazer o pacto com o diabo e viver seu amor por Diadorim. O cenário-instalação estará aberto à visitação do público.

BIA LESSA

Bia Lessa é uma artista multifacetada, cineasta, diretora de teatro e ópera, exposições, ganhadora de vários prêmios. Suas obras são exibidas em vários países, como Alemanha, França e EUA. Criadora do Pavilhão Brasileiro na Expo 2000 em Hannover, Mostra Redescobrimento na Bienal SP, Reabertura do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a ópera Il Trovattore, Pavilhão Humanidades 2012 (Rio + 20), reinauguração dos painéis Guerra e Paz de Candido Portinari na ONU em NY. No cinema, dirigiu os filmes CREDE-MI mostrado em festivais internacionais (Berlim, Biarritz, Nova Iorque, Jerusalem, Brisbane, Minsk, entre outros).

POR SILVIANO SANTIAGO

Para Bia Lessa, só o espetáculo teatral pode expandir a forma inovadora da literatura. Ela não adaptou duas obras clássicas do romance ocidental; levou ao palco os romances Orlando, de Virginia Woolf, e O homem sem qualidades, de Robert Musil, expandindo-os. E agora, quando a nação perde o norte da cidadania e esfarela a vontade dos brasileiros, Bia monta uma escultura na área de convivência do Sesc Consolação. No seu interior, encena o monstruoso e genial Grande sertão: Veredas, do nosso Guimarães Rosa.

Durante o dia, a escultura do Grande sertão: Veredas repousa como se fosse livro fechado, a espicaçar a curiosidade dos visitantes. À noite, a escultura expande o livro aberto. O leitor silencioso e introspectivo se metamorfoseia em espectador, parcela de um coletivo atento e participante, que se renova.

A gongórica e letal escrita de Rosa ganha o corpo dos atores. Empresta-lhes ação e fala. E a trama romanesca se desenvolve diabolicamente, com movimentos desordenados, afetuosos e anárquicos, qual máquina escultural assinada por Jean Tinguely, um dos fundadores do Novo Realismo. Novo Realismo igual a − diz o famoso manifesto − novas percepções do Real.

Grande Sertão: Veredas se expande como espetáculo teatral que libera – qual alegoria rigorosa da nossa contemporaneidade − o modo como os movimentos desenvolvimentistas sem preocupação social e humana não recobrem a nação como um todo. Pelo contrário. O esforço positivo da modernização é localizado, centrado e privilegia. Nas margens, cria enclaves de párias – bairros miseráveis, favelas, prisões, manicômios, etc. − onde violentas forças antagônicas se defrontam e se afirmam pela ferocidade da sobrevivência a qualquer custo, acirrando a irascibilidade do controle e do mando. Viver é perigoso.

Extraordinário em Guimarães Rosa é que, no mais profundo da vida humana miserável e autodestrutiva, na morte, há lugar para o afeto e o amor. Ao compasso de espera, Riobaldo e Diadorim dançam novos e felizes tempos. Piscam a alegria de viver, como vagalumes que a mata libera à noite.

Silviano Santiago

FICHA TÉCNICA

Concepção, Direção Geral, Adaptação e Desenho de Luz – Bia Lessa

Elenco – Balbino de Paula, Caio Blat, Daniel Passi, Elias de Castro, José Maria Rodrigues, Leonardo Miggiorin, Lucas Oranmian, Luisa Arraes, Luiza Lemmertz, Clara Lessa.

Concepção Espacial – Camila Toledo, com colaboração de Paulo Mendes da Rocha

Música – Egberto Gismonti

Colaboração – Dany Roland

Desenho de Som – Fernando Henna e Daniel Turini

Adereços – Fernando Mello Da Costa

Figurino – Sylvie Leblanc

Desenho de Luz – Binho Schaefer

Projeto de Audio – Marcio Pilot

Diretor Assistente: Bruno Siniscalchi

Assistente de Direção: Amália Lima

Direção Executiva: Maria Duarte

Produtor Executivo: Arlindo Hartz

Colaboração – Flora Sussekind, Marília Rothier, Silviano Santiago, Ana Luiza Martins Costa, Roberto Machado

Idealização e Realização: 2+3 Produções Artísticas Ltda

Apoio Institucional : Banco do Brasil | Globosat

Apoio: BMA Advogados | Instituto-E | Om Art

Agradecimento especial à viúva do Autor, a quem a obra foi dedicada, Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, à Nonada Cultural e a Tess Advogados.

© Nonada Cultural Ltda.

Produção local: Free Lancer Producções

 

Serviço:

GRANDE SERTÃO: VEREDAS

Dia: 12 de agosto de 2018 (domingo)

Horários: 16h e 20h

Local: Theatro José de Alencar

Informações da bilheteria: 3101.2583 OU 3101.2566, de 14h às 18h

Nos dias de espetáculos de 14h até o início do evento

Duração: 140 minutos

Classificação: 18 anos – (há cenas de nudez)

Ingressos:

Ingressos à venda na bilheteria do Theatro de terça a domingo, das 14 às 20h e

Lojas Blinclass Shopping Iguatemi e Rio Mar

Ou pelo site: https://ingressando.com.br

Valores:

Palco R$120 + R$ 3,00 de taxa (valor único)

Plateia R$ 100 + R$ 3,00 de taxa (inteira) e R$ 50 + R$ 3,00 de taxa (meia)

Frisa e Camarote R$ 120 + R$ 3,00 de taxa (inteira) e R$ 60 + R$ 3,00 de taxa (meia)

Torrinha R$ 80 + R$ 3,00 de taxa (inteira) e R$ 40 + R$ 3,00 de taxa (meia).

Regras: Regras de meia-entrada: estudantes, idosos, menores de 21 anos, pessoas com deficiência, professores e profissionais da rede pública municipal de ensino.

Instalação (montada no saguão do Theatro José de Alencar)

Horário: das 14 às 20h

Classificação: livre

Escritora lança em Fortaleza livro sobre a construção de Brasília

 

 

A escritora argentina Mercedes Urquiza lança, nesta sexta-feira, 27, a partir das 19h, na Livraria Leitura do Shopping Rio Mar, o livro A Trilha do Jaguar: Na Alvorada de Brasília. Lançado pela Livraria Senac, do Distrito Federal, ele conta as memórias da autora sobre a construção de Brasília, um dos marcos da história do Brasil. Após lançamento em Fortaleza, o exemplar ficará a venda na Livraria da Editora Senac Ceará.

As 250 páginas do livro, distribuídas em 30 capítulos, trazem fotos da coleção particular, imagens únicas da época da construção e muita lembrança do surgimento da Nova Capital. Mercedes Urquiza, seu marido Hugo Maschwitz, e o pastor alemão Fleck, chegaram a morar em um barraco de madeira sem luz, água quente e telefone no Núcleo Bandeirante — conhecido como Cidade Livre, na época.

Ela e o marido participaram ativamente da construção da Nova Capital, onde Mercedes trabalhou como corretora oficial da Novacap e revendedora de material de construção para os primeiros prédios da cidade. Com tantas histórias, fotos, além de muitas lembranças, a ideia de fazer um livro foi ganhando força, mas só começou a se tornar realidade em 2015. “O livro já estava na minha cabeça há muito tempo, mas sempre achava que, para conseguir escrevê-lo, teria que me isolar do mundo e aí fui adiando”, explica ela.

O livro foi lançado em abril, no Salão Negro do Ministério da Justiça, em Brasília. A ideia de fazer o lançamento também em Fortaleza, segundo a Gerente da Editora Senac Ceará, Denise de Castro, representa para a autora, uma homenagem ao numeroso contingente de pioneiros cearenses que partiram para Brasília na busca de novas oportunidades na Capital da Esperança.

 

Serviço:

Lançamento do livro A Trilha do Jaguar: Na Alvorada de Brasília

Data: 27 de julho

Local: Livraria Leitura do Shopping Rio Mar, na Rua Des. Lauro Nogueira, 1500 – Papicu

Hora: 19h

Casa de Juvenal Galeno recebe lançamento de cordel e exposição em homenagem a Mário Gomes

 

A Casa de Juvenal Galeno recebe, nesta quinta-feira, dia 19 de julho, às 19h30, o lançamento do cordel “Mário Gomes: Poeta santo ou bandido? Para nós um amigo!”, homenageando o escritor cearense Mário Gomes, falecido em 2014. Na ocasião, acontecerá uma exposição com obras e objetos pessoais do poeta, como livros, fotos e peças de roupa, além de um sarau. Todas as atividades são abertas ao público, com entrada franca.

A homenagem é uma iniciativa da produtora cultural e jornalista Jéssica Maria, em parceria com o artista Tota e cordelista Klévisson Viana. Os envolvidos tiveram um laço de amizade com o poeta andarilho e quiseram disseminar sua obra através dessa ação.

Mário Ferreira Gomes era natural de Fortaleza-CE, faleceu em 2014, aos 67 anos, deixando uma lacuna na cena literária cearense. O poeta costumava andar pelas ruas da cidade e a boemia era sua essência, sua obra era resultado disso. Com causos conquistou amigos e fãs que até hoje relembram sua memória.

 

Serviço

Lançamento Cordel “Mário Gomes: Poeta santo ou bandido? Para nós um amigo!”

Data: 19 de Julho de 2018

Horário: às 19h30

Local: Casa de Juvenal Galeno – Rua General Sampaio, 1128 – Centro, Fortaleza – CE

Imagem Brasil Galeria abre exposição A Casa do Ser, de Ana Póvoas

 

​Nascida no Rio de Janeiro e residente em Pirenópolis (GO), Ana Póvoas morou em Fortaleza nos anos de 1984 a 1996 onde formou-se em Comunicação Social na UFC.

Em uma casa simples do povoado de Furnas, na histórica cidade de Pirenópolis, em Goiás, mora uma mulher, Alina, a Dona Nica. Na fachada, duas janelas e uma porta no meio. No interior, o retrato da memória afetiva que poderia ser do morador de qualquer pequeno sítio do país, de qualquer tempo. O corredor da casa dá passagem para o quintal com um grande bananal. Foi com a finalidade de comprar bananas nanicas para sua produção de frutas desidratadas que a fotógrafa Ana Póvoas conheceu Dona Nica e seu universo.

“A casa era de chão batido, panelas areadas ao redor do fogão de lenha, bancos de madeira; e talheres arrumados em série, sobre uma parede caiada de tempo. Telhas de barro à mostra. (…) Era um lugar simples, onde Nica morava com sua mãe, Dona Francisca”, diz a fotógrafa no livro A Casa do Ser, título da exposição que abre no dia 21 de julho, às 10h, na Imagem Brasil Galeria, em Fortaleza. “Não sabia por que, mas queria ter aquelas imagens pra mim, levar cada detalhe comigo”, conta a autora. E lembra da escritora e crítica de arte Susan Sontag: “fotografar é apropriar-se da coisa fotografada”.

Nascida no Rio de Janeiro, Ana Póvoas morou em Fortaleza no período de 1984 a 1996, onde formou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Na época, já andava com uma câmera a tiracolo, colecionando seus afetos em imagens.

Sobre sua relação com Dona Nica, Ana conta no livro: “Iniciamos um trabalho juntas: eu comprava bananas para abastecer um negócio familiar de frutas secas; e, portanto, durante alguns anos, constantemente eu estava por lá. Dona Nica apontava com o facão, identificava o cacho que estava bom para ser colhido, cortava o caule da planta, e na sequência, eu carregava os cachos morro acima, durante a tarde toda (…) Diversas vezes, após o trabalho, ela me convidou a entrar na casa para um café. Com o tempo, percebi que aquela construção não era somente um lugar físico pra mim, mas simbólico. Uma casa onde há um silêncio no lugar das coisas. Silêncio dos objetos que envelhecem sem serem trocados com o tempo. Silêncio com cor de jardim, canto de passarinho, vento na folhagem, som de água que não para de jorrar, cheiro de jabuticaba”.

A cada nova visita à Dona Nica, Ana Póvoas colhia bem mais do que bananas nanicas. “Nesse contexto quase mágico, resolvi levar minha câmera, logo nos primeiros encontros. E comecei a fotografar a casa. Sem intenção, sem método, sem projeto. Apenas por ser uma fotógrafa ávida. Foi então que passei a colher bananas e imagens”, conta. “Era claro que Dona Nica não entendia o meu interesse em fotografar o seu lugar, juntamente com ela e seus objetos. Nem eu mesma entendia. Porém, a fotografia se estabeleceu definitivamente como um diálogo. E intensificou uma percepção poética, afetiva e simbólica daquela experiência”.

Ao rever os arquivos, capturados no período de 2007 a 2013, a fotógrafa identificou a possibilidade de desenvolver algo maior, o que resultou na edição do livro A Casa do Ser, lançado em 19 de agosto de 2017 no PIRI DOC, Festival de Cinema Documental de Pirenópolis. No mês seguinte foi em Goiânia, no Goyazes – Festival de Fotografia de Goiás e, mais recentemente, em março de 2018, no Festival de Fotografia de Tiradentes, um dos mais importantes eventos do gênero no país.

“A Casa do Ser trata disso: de como se faz um retrato. E um retrato será, para sempre, um veredicto. Um livro aberto. (…) Ou o extrato de um longo silêncio. Em qualquer lugar do mundo esse ‘outro’ será sempre ele mesmo. Quem deverá se modificar é o fotógrafo. É isso que acontece aqui, página por página. Há um jogo duplo, um segredo tênue que pertence a essas duas mulheres; e que nunca mais será do mesmo jeito, porque, na manhã seguinte, a casa não será a mesma”, relata, na apresentação do livro, Diógenes Moura, escritor e um dos mais conceituados curadores de fotografia do país que, durante 15 anos (1998 a 2013), foi curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Para A Casa do Ser, de aproximadamente 130 imagens apresentadas por Ana Póvoas, escolheu 45, cuidadosamente organizadas para compor a obra.

 

Serviço:

Exposição e apresentação do livro A CASA DO SER, de Ana Póvoas – Abertura: Dia 21 de julho, às 10h, na Imagem Brasil Galeria (Rua Rocha Lima, 1707, Aldeota – Fortaleza/CE). Informações: (85) 3261-0525.

Livro A Casa do Ser.

Lucarna Casa Editorial.

85 páginas.

À venda na abertura da exposição por R$ 60,00.

Sobral Shopping recebe a Feira de Livros Cosmos

 

 

O Sobral Shopping recebe até o dia 11 de agosto a Feira de Livros Cosmos. O espaço literário reúne temas desde os clássicos da literatura infantil, infanto-juvenis, romances, ficção e outros, com preços a partir de R$ 5,00. A feira está localizada no corredor principal do shopping.

O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos das 14:30h às 20:30h.

Sobre Viver: livro do publicitário Marcelo Lavor narra trajetória de um casal que viveu e venceu o câncer

 

Natural de Fortaleza (CE), o publicitário Marcelo Lavor decidiu colocar em forma de crônica os dramas, as experiências e seu o cotidiano desde a descoberta de um câncer no qual sua esposa foi vítima, na obra intitulada “Sobre Viver Crônicas na Sala de Espera”. Leitor voraz de realismo fantástico e pai de três filhos, Marcelo, que nunca tinha escrito um livro, utilizou a literatura para relatar, de forma leve, todas as dores e sentimentos de ter acompanhado cada momento desse processo. O livro virtual já foi lançado e está disponível na Amazon.

O publicitário destaca que são crônicas que subvertem dor em amor. “É uma jornada agridoce, mas saborosa. Não só pelo final feliz, mas pela plenitude que brotava pelo caminho mesmo sem se saber o que viria ao final. Em eventos e pensamentos, essas crônicas ensinam o valor de se estar ao lado e de cuidar. Cuidar de quem se ama. E de se reencontrar a si pelo cuidado”, disse Lavor.

Com carreira consagrada na publicidade, Marcelo Lavor decidiu até mesmo afastar-se do trabalho para cuidar da sua esposa. No livro, ele discorre sobre temas diversos como a relação com os médicos, a cirurgia, sessões de quimioterapia, tarefas de casa e muito mais. Em uma das passagens, por exemplo, Marcelo cita que aprendeu dotes culinários para poder cozinhar para sua esposa.

Presente no dia a dia dos pais, Rafael Lavor conta que acompanhou todo o processo de escrita do pai e que ler o livro é como virar confidente dos dois. “Eu acompanhei a travessia da minha mãe de perto e de longe. O que eu fazia de longe era ouvir. Como confidente do meu pai, vi a escrita se tornar o remédio da espera. Por devoção a ela e vocação própria, meu pai usou sua prosa para extirpar não só a sombra do câncer, mas o medo, a ansiedade, a solidão, o temperamento, a carreira, as dores, os outros, as relações, os aprendizados, e as cobranças”, concluiu.

Crônicas da empatia
O livro, que conta a história de amor e empatia entre um casal pós descoberta de um câncer na esposa, conta com diversas crônicas do cotidiano que finalizam numa obra de 166 páginas. O prefácio do livro foi escrito pela médica Onco-Hematologista especialista em medicina integrativa, Paola Torres, que destaca o livro “como uma calmaria para pessoas que estão vivendo uma situação de tempestade e não sabem o que fazer”. O livro já está disponível a todos, na versão digital, no site da Amazon.

 

Sobre Lavor
Marcelo Lavor é de Fortaleza (CE). Nascido em 1958. Quase foi agrônomo, mas foi na publicidade que encontrou o que gostava realmente de fazer. Com anos de “propaganda” como gosta de falar, trabalhou em várias agências do Brasil, sempre criando e escrevendo. Na sala de aula também se realizou, lecionou por 24 anos. Na vida pessoal é um apaixonado pela família. Casado há 38 anos e pai de três rapazes, adora vinis, rock é leitor voraz de realismo fantástico e hqs. Sempre amou escrever e agora, diante da descoberta de um câncer na esposa, encontrou na escrita uma forma de dissipar suas dores e medos. Assim nasceu Sobre Viver.

LIVRO QUE CONTA A TRAJETÓRIA DA RÁDIO ASSEMBLEIA SERÁ LANÇADO NESTA QUARTA (30)

 

A história de uma emissora pública, pioneira e comprometida com o Ceará é o foco do livro “FM Assembleia 96,7 – 10 anos Com Você no Centro das Discussões”, que será lançado na próxima quarta-feira (30), às 18h30, no auditório Murilo Aguiar, da Assembleia Legislativa.
A obra, de autoria da jornalista Fátima Abreu, diretora da FM Assembleia, retrata a trajetória de 10 anos da primeira emissora de um Legislativo Estadual no País. A partir da apresentação de um histórico da rádio, o livro reitera o pioneirismo da Assembleia do Ceará em abrigar a FM Assembleia, assim como a relevância das mídias legislativas.

Fátima Abreu ressalta a importância de contar a história das emissoras de rádio, seus fundadores e personalidades como forma de marcar essas trajetórias importantes para a sociedade. Para ela, o livro pode se tornar uma importante fonte para ampliar o entendimento sobre a emissora e seu trabalho. Personagem da FM Assembleia desde o projeto inicial, ela reafirma o amor ao rádio por meio das páginas e histórias contadas no livro.

O coordenador de Comunicação Social da Assembleia Legislativa, IloSantiago Jr., afirma que é especial que o livro tenha sido escrito por alguém como Fátima Abreu, que está desde o nascedouro da rádio. Para ele, contar essa história para as próximas gerações permite mostrar o orgulho que a Casa tem da FM Assembleia, emissora que representa um ganho para toda a sociedade cearense. Ele ressalta ainda que os caminhos da FM Assembleia ao longo desses 10 anos são resultado de uma equipe dedicada, profissional e com um grande compromisso social.

O livro apresenta o projeto da FM Assembleia, o perfil dos fundadores, detalhando os programas que compõem a emissora pública e educativa e os conteúdos que apontam para o compromisso com a difusão da cultura local e nacional.

“FM Assembleia 96,7 – 10 anos Com Você no Centro das Discussões” foi realizado a partir do trabalho de conclusão de curso (TCC) de Fátima Abreu no MBA Jornalismo Político e Comunicação Midiática, na Escola Superior do Parlamento Cearense (Unipace). O trabalho teve orientação do professor João Paulo Bandeira e contou com a colaboração de jornalistas da equipe da rádio.

TJA: Literatura, música, dança e teatro são destaques da semana

 

O Theatro José de Alencar, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) apresenta uma programação especial nesta semana, de 8 a 13 de maio. Os destaques são para a peça “A Visita da Velha Senhora”, com a atriz Denise Fraga; para a arte e cultura popular, com apresentação do Boi do Mestre Zé Pio; e para os lançamentos dos livros “Todos os Dias São Difíceis na Barbúria” do poeta, romancista e ensaísta, Márcio Catunda, e de “60 Anos Grande Sertão: Veredas”, com artigos de pesquisadores cearenses sobre a obra do escritor Guimarães Rosa.
Depois de temporada em São Paulo e no Rio de Janeiro, o espetáculo “A Visita da Velha Senhora” está em turnê pelo Brasil e fica em cartaz em Fortaleza, de 10 a 13 de maio, no Theatro José de Alencar. Na trama escrita pelo suíço Friedrich Dürrenmatt (1921-1990) em 1956, Denise Fraga vive a milionária Claire Zachanassian que retorna à pobre cidadezinha da sua infância com desejo de vingança. Claire promete salvar os cidadãos da cidade de Güllen da falência. Em troca, porém, eles devem matar Alfred (Tuca Andrada), o homem por quem ela se apaixonou na juventude e que a abandonou grávida.
A Visita da Velha Senhora tem direção de Luiz Villaça. Além de Denise Fraga e Tuca Andrada, estão no elenco Ary França, Fábio Herford, Daniel Warren, Maristela Chelala, Romis Ferreira, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho e Rafael Faustino. De quinta a sábado o espetáculo inicia às 20h e no domingo às 18h. Os ingressos estão à venda na bilheteria do Theatro, nas lojas Blinclass do Iguatemi e Riomar Fortaleza e no site:ingressando.com.br, nos valores: Plateia R$ 50, inteira R$ 25, meia – Frisa R$ 60, inteira R$ 30, meia – Camarote R$ 70, inteira R$ 35,00 meia – Torrinha R$ 40, inteira R$ 20, meia. Há um acréscimo de R$3 de taxa por ingresso. Classificação Indicativa: 12 anos.
Na terça-feira (08) às 14h, acontece no Foyer o “I Encontro de Guias e Estudantes de Turismo no TJA”. O evento tem como objetivo debater as políticas públicas de cultura e turismo. A entrada é gratuita e a classificação indicativa livre.
Arte de Rua Tradição
O programa Arte de Rua Tradição de maio traz à Calçada do TJA o Mestre da Cultura Zé Pio e o seu “Boi Ceará”. A ópera nordestina conta a saga do Vaqueiro e do Boi. A apresentação acontece às 17h30, na quarta-feira (09). Entrada gratuita e classificação indicativa livre.
Literatura em alta
Nos dias 10 e 11 de maio o Foyer do TJA recebe o lançamento de dois livros. Na quinta-feira (10), às 19h o livro “Todos os Dias São Difíceis na Barbúria” do poeta, romancista e ensaísta, Márcio Catunda, traz uma crítica mordaz ao automatismo burocrático e ao autoritarismo no âmbito funcional.

Já na sexta-feira (11) às 18h, acontece o lançamento do livro “60 Anos Grande Sertão: Veredas”. A obra contempla um conjunto de artigos que aborda o universo de Guimarães Rosa e homenageia uma das maiores obras da literatura brasileira. No referido livro, há artigos de pesquisadores oriundos de diversas universidades do Ceará. A entrada das atividades é gratuita e classificação indicativa livre.
Sábado (12) o Theatro José de Alencar realiza mais uma edição da Feira no Jardim do Zé. A partir das 16h, o Jardim recebe uma vasta variedade de produtos, muitos de fabricação artesanal. A feira acontece uma vez no mês e tem entrada gratuita.
Ainda no sábado (12) o Grupo de Violoncelos da UFC apresenta um repertório eclético às 17h, no Foyer. A atividade é uma realização da Casa das Artes da UFC e traz ao público o melhor da música de câmara. E no domingo (13) o programa Sala de Concerto apresenta o Trio Nepomuceno da UFC às 17h no Foyer. O trio é formado pela violinista Liu Man Ying, pela violoncelista Dora Utermohl de Queiroz e pelo pianista Vitor Duarte, todos professores do curso de Licenciatura em Música do Instituto de Artes da Universidade Federal do Ceará. A entrada das atividades é gratuita e classificação indicativa livre.

 


Dança e Teatro no CENA
Nos domingos de maio no Centro de Artes Cênicas do Ceará Padaria Espiritual – CENA recebe os espetáculos “O 3º sinal”, da Cia Vivarte, e o “De Profundis”, do Coletivo As Negas. Às 17h30 no Teatro Morro do Ouro, a Cia Vivarte conta a história os bastidores do teatro e convida o público a mergulhar no universo e nas desventuras de um jovem diretor e quatro atores veteranos nos minutos que antecedem a estreia de uma nova peça. Assim nasce uma trama divertida sobre os encontros e desencontros possíveis da arte teatral. Os ingressos estarão à venda ao preço de R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia) e a classificação indicativa é 14 anos.
A Sala de Teatro Nadir Pápi Saboya recebe o Coletivo As Nega com o solo de dança sobre intimidade, profundezas e abismos do ser humano. Uma dança sobre riscos, sobre corpo e alma. Os ingressos estarão à venda ao preço de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) e a classificação indicativa é 12 anos.
Confira a programação completa do TJA no site: www.secult.ce.gov.br

Escritor e diplomata cearense, Márcio Catunda lança novo livro em Fortaleza


                                                       Foto: Fco Fontenele 

O foyer do Theatro José de Alencar recebe nesta quinta-feira-feira, 10, às 19h, o lançamento do mais recente livro do diplomata e escritor cearense, Márcio Catunda, intitulado, Todos os Dias são Difíceis na Barbúria. O acesso é gratuito.

Em Todos os Dias são Difíceis na Barbúria, Márcio Catunda, poeta, romancista e ensaísta com mais de quarenta obras publicadas, tece uma crítica mordaz ao automatismo burocrático e ao autoritarismo no âmbito funcional. Com a maestria inconfundível dos escritores experientes, descreve a ineficiência corporativista, os boicotes no ambiente de trabalho, as intrigas, as picuinhas, as calúnias, as bajulações, as injustiças contra os mais vulneráveis e os abusos de poder – em suma: as mazelas diárias que compõem o inferno propriamente humano.

Preso nesse quotidiano esmagador, Crátilo Portela, protagonista da trama, esse homem “puritano, neurótico e sem erotismo”, só pensa em deixar a Barbúria e quiçá retornar um dia para o Rio de Janeiro. Neste seu novo romance, Catunda demonstra uma verve refinadíssima para o humor inteligente, seja ao encarar a difícil tarefa de abordar de modo realista certos aspectos da vida nua e crua.

A exemplo do que nos foi apresentado nas obras visionárias dos romancistas George Orwell e Aldous Huxley, vemos em Todos os Dias são Difíceis na Barbúria o traço característico e caótico de uma sociedade distópica, composta por homens frios e autômatos, isolados em suas prisões pessoais, sob o jugo de corporações totalitárias. O mecanismo conspirador da empresa que envolve o nosso protagonista é um grande simulacro de milhões de empresas espalhadas pelo mundo. E Barbúria, em verdade, é o microcosmo dos países modernos (especialmente as capitais), onde imperam os contrastes socioeconômicos e o dia a dia do cidadão burocrata acostumado (ou não) com a falta de ética e de valores humanos.

Esse mergulho no “inferno institucionalizado”, que serve de esteio para um desfile de personagens hipócritas, corruptos, interesseiros e mesquinhos, teve início no livro anterior, Terra de Demônios (Oficina Editores). Ao retomar o tema em Todos os Dias são Difíceis na Barbúria, o autor dá a vez e a voz a Crátilo Portela, que é um homem dotado de puritanismo, neurose, sem o capricho de dedicar seu tempo ao pensamento malicioso e aos prazeres carnais.

Nesses tempos sombrios de desumanidades e crescimento das desigualdades de classes, Catunda encontra uma forma inteligente de criticar o establishment com diálogos tenazes, ácidos e, ao mesmo tempo, de sutil humor. O leitor terá pela frente, ao longo das páginas de Todos os Dias são Difíceis na Barbúria, um extenso caminho de reflexão, instigação e algum desencanto, talvez, na tentativa de saber se a vida é cruel porque nós somos difíceis ou se somos difíceis porque a vida é cruel.

 

SOBRE MÁRCIO CATUNDA

Márcio Catunda, escritor e diplomata brasileiro, nasceu em Fortaleza, Ceará, em 22 de maio de 1957. É membro da Associação Nacional de Escritores de Brasília, do Pen Clube do Brasil, no Rio Janeiro, da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo e da Academia de Letrs do Brasil.

Foi Presidente do Clube dos Poetas Cearenses em 1975 e fundador do Grupo Siriará, em 1981, ambos em Fortaleza. A partir de 1982, participou das reuniões do denominado “Sabadoyle”, no Rio de Janeiro, onde conheceu Carlos Drummond de Andrade, com quem manteve intercâmbio.

De 1991 a 1994, foi Secretário da Carreira Diplomática na Embaixada do Brasil em Lima (Peru), período durante o qual fundou, com os poetas peruanos Eduardo Rada, Regina Flores e Elí Martin, o grupo literário REME, tendo realizado diversos recitais e publicado dois livros.

De 1995 a 1997 foi Cônsul-Adjunto no Consulado-Geral do Brasil em Genebra (Suíça), cidade onde frequentou a Associação de Escritores Genebrinos.

De 1998 a 2000 foi Conselheiro na Embaixada do Brasil em Sófía (Bulgária), onde publicou antologia de seus poemas, traduzidos pelo poeta búlgaro Rumen Stoyanov.

De 2002 a 2005, exerceu o cargo de Conselheiro na Embaixada do Brasil em São Domingos (República Dominicana). Publicou, naquele país, o livro de poemas Madrid y Otros Idilios, que marca o início de sua carreira como escritor em idioma espanhol.

De 2006 a 2008, foi designado Assessor Cultural na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (Lisboa). Em Lisboa, publicou os livros Plenitude Visionária (poemas) e Palavras Singulares (ensaios).

De 2008 a 2010, exerceu o cargo de Ministro-Conselheiro em Acra (Gana).

De 2010 a 2013, desempenhou a função de Conselheiro, Chefe do Setor de Imprensa e Divulgação, junto à Embaixada do Brasil em Madri (Espanha). Publçicou, na capital da Espanha, diversos livros em língua castelhana e editou alguns discos de poesia musicada e cantada por diversos intérpretes.

De 2014 a 2016, trabalhou na Embaixada do Brasil em Argel, a serviço do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Na capital argelina, escreveu o livro Todos os Dias são Difíceis na Barbúria.

Atualmente, escreve em diferentes periódicos brasileiros. Seu livro Escombros e Reconstruções recebeu o Prêmio Vinicius de Moraes, concedido pela Academia Carioca de Letras, ao melhor livro editado em 2012. Seu livro Viagens Introspectivas recebeu o Prêmio Anual da União Brasileira de Escritores (UBE), em 2015.

 

Serviço:

Lançamento do livro Todos os Dias são Difíceis na Barbúria, de Márcio Catunda

Foyer do Theatro José de Alencar

Dia 10 de maio (quinta-feira), às 19h

Livro à venda no local. Valor: R$ 30,00

Acesso gratuito

Coletânea de Contos, organizada por Socorro Acioli, é lançada na Livraria Cultura, no próximo dia 16

 

O próximo dia 16 de novembro será especial para a turma de formandos do Ateliê de Narrativas Socorro Acioli, da Livraria Cultura.  O livro de contos Farol, fruto das oficinas de escrita de nível intermediário, será lançado ao público, na Livraria Cultura, às 19 horas, pela Editora Moinhos.

Aos 75 anos, a física e advogada Ana May é uma das autoras. A experiência de vida não lhe tira o friozinho na barriga de ter sua escrita literária publicada pela primeira vez. Para ela, a escrita a conecta com as mudanças do tempo. “Penso que o viver só tem a acrescentar ao ato de escrever. Escrevendo me incluo na atualidade”, reflete.

Uma atualidade que Belle Leal, com 14 anos, a mais jovem da turma dos contistas, conhece bem. A garota já publicou dois livros juvenis e reconhece que os caminhos da literatura são possíveis como profissão, ainda que seja apaixonada pela Medicina. “Eu penso muito nisso. Não sei como seria minha vida sem escrever e também não sei como seria meu futuro sem a medicina. Minha mãe fala que eu posso levar as duas carreiras se eu me organizar. Então, eu penso nisso e o Farol me deu um gostinho de que é realmente possível”, alegra-se Belle.

Para a escritora Socorro Acioli, mentora dos iniciados e iniciantes escritores do seu Ateliê, é na diversidade que se encontra a grande riqueza humana e literária da turma. Para ela, o respeito a essa diversidade, ao estilo, aos sonhos, aos desejos de cada aluno norteou seu trabalho como orientadora. “Esses alunos entraram no curso para aperfeiçoar o tipo de texto que cada um quer escrever, sem fórmulas, sem receita de bolo, cada um do seu jeito, com o texto no seu tempo”, destaca.

O Ateliê

O Ateliê de Narrativas nasceu a partir da parceria de Socorro, já consagrada no Mercado, com a Livraria Cultura. Os encontros aconteceram de março a junho deste ano, mas planejados desde quando a escritora escolheu para si a profissão na literatura. “Meu primeiro Ateliê foi em 2009, em Cabo Verde. A partir de então, venho desenvolvendo várias possibilidades de criar esse espaço de convivência e de escrita orientada para pessoas que querem escrever diversos tipos de textos, literários ou não literários. O Ateliê surgiu para dar para outras pessoas aquilo que eu desejei tanto alguns anos antes, que é ter um espaço de formação para aperfeiçoar a escrita”,  relembra.

A produção da turma que se encontrou no Ateliê  e resultou no livro Farol não parou. Logo que o módulo intermediário foi concluído, em junho, a pedido dos próprios estudantes, formou-se a turma avançada, cujos encontros foram finalizados neste outubro. O resultado dessas tardes de sábado vividas na Livraria Cultura foram romances prontos ou já bem encaminhados, como o do economista Marcelo Lettieri, 47 anos , também um dos autores da coleção de contos do Farol. Ele conta que o Ateliê foi o empurrãozinho que faltava para tirar projetos antigos da gaveta. “Sem o Ateliê, ainda estaria no campo das ideias. Graças ao Ateliê, já existe um projeto [de romance] bem delineado, uma ampla pesquisa, o prólogo e partes de dois capítulos”, comemora.

O Farol não é a primeira coletânea que Socorro Acioli organiza como resultado de suas oficinas de Escrita. Em 2014, o Contos de Travessia foi lançado também como finalização de uma série de oficinas de escrita criativa, realizado em 2013, pela Fundação Demócrito Rocha, e ajudou a  consolidar o formato na jornada formativa de Socorro. A escritora Bárbara Furtado acompanha as iniciativas desde essa época. Ela publicou no Contos da Travessia e publica agora no Farol. “Bom, com certeza, a diferença, pra mim, foi o grupo com que o Farol aconteceu! Como todos se tornaram extremamente unidos e amigos. Um ‘coletivo de almas’, mesmo”, resume.

O sentimento da Bárbara é reafirmado por Marcelo Lettieri quando este define a noite de lançamento da coletânea Farol. “Um misto de surpresa, alegria e euforia. Estar ao lado de amigos talentosos, cuja amizade fora consolidada tão rapidamente e no próprio contexto da produção literária de todos, é uma experiência única. Espero que seja só a primeira de muitas experiências coletivas desse grupo maravilhoso”, planeja.

 

A necessidade de uma formação como escritor

Uma das frases emblemáticas que conduziram os estudantes no decurso do Ateliê de Narrativas foi “a história que só você pode contar”. Socorro Acioli acredita que todos somos narradores e que é sempre necessário o trabalho de técnicas de escrita que aprimorem o escritor e lhe dê condições de contar a própria história.Para ela, a diferença entre ser um narrador e produzir um texto literário está na formação desse escritor, como uma ponte que precisa ser atravessada. “A formação passa, primeiro, pela leitura. Os cursos, como o Ateliê de Narrativas, os cursos de Letras, faculdades com temáticas relacionadas à escrita, como Jornalismo, são de imensa ajuda para orientar um talento nato que cada um deve trazer”, enumera. Ela compartilha com o senso comum de que para alguns é mais fácil escrever do que outro, “isso é uma coisa que eu não posso dizer que não existe”, mas enfatiza que não é só do talento que se faz um bom escritor. “Existe a determinação, a disciplina, o esforço em sentar todo o dia e escrever um pouco porque escrita é trabalho”, defende a escritora já inúmeras vezes premiada, em quase 20 anos de profissão.

A Editora Moinhos

Logo que pensaram na publicação física de um livro de contos houve a preocupação pela editora que o publicaria. Socorro Acioli diz que a escolha pela Moinhos foi pela confiança na editora que vem ganhando espaço no mercado pela qualidade de suas publicações. Nathan Matos, editor da Moinhos, diz que viu no Farol uma boa oportunidade de conhecer novos e talentosos escritores. Segundo ele, 85% dos originais que lhe chegam são preocupantes.“Não vou dizer que é de “baixa qualidade” porque o que vejo, às vezes, são ideias boas, mas mal executadas. Parece que muita gente não quer escrever, ou só quer escrever para aparecer. Tem ânsia em publicar. Evidente, pode haver os excepcionais, mas em grande parte do que recebo percebo que, talvez, se tivessem passado por uma oficina de escrita criativa, ou se tivessem ouvido mais as críticas que lhes fazem e tivessem um pouco menos de orgulho, poderiam voltar ao texto e fazer algo que agrade não apenas a si”, analisa Nathan.Além do contato com escritores promissores, Nathan ressalta que o que lhe chamou atenção no Farol foi a disponibilidade de se escrever muito bem sobre aspectos que são a cara da nossa região.

Parceria com a Livraria Cultura

É a primeira vez que um Ateliê de escrita é realizado em Fortaleza, pela Livraria Cultura. Antes, somente as lojas de São Paulo, Brasília e Porto Alegre ofereceram aos amantes da escrita uma oportunidade como essa. O orientador pedagógico e captador de recursos da Livraria Cultura  Renato Costa comemora os resultados do Ateliê de Fortaleza. “A parceria tem sido profícua. Socorro conhece muito da Cultura, a gente tem uma relação muito boa com ela. Tudo que fazemos com ela dá super certo”.De acordo com Renato, a publicação do livro já era algo sonhado. Conforme explica Socorro, a princípio como digital, depois, a partir do engajamento da turma, como uma edição física. O Farol, completa Renato, acaba atuando como um motivador para os próximos passos, um portfólio de muita qualidade para cursos que devem ser divulgados em breve. O livro Farol vai ser disponibilizado para venda na Livraria Cultura durante e depois do lançamento, no dia 16 de novembro.

Serviço:
Lançamento do livro Farol
Quando: Dia 16 de novembro, às 19 horas,
na Livraria Cultura (Avenida Dom Luís, 1010 – Meireles – Piso 1 – Loja 8)

Casa de Juvenal Galeno comemora 98 de fundação com programação especial nesta quarta, 27

 
Lugar de referência para a cultura popular, especialmente para a literatura, a Casa de Juvenal Galeno, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), está completando 98 de fundação. Para comemorar a data e os 181 anos de nascimento do poeta cearense Juvenal Galeno, o equipamento receberá uma programação especial, nesta quarta-feira (29), a partir de 15h30, com inauguração de espaços para atividades na Casa e homenagem.

Junto à data especial, também são comemorados os 181 anos de nascimento do poeta Juvenal Galeno e os 81 anos da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno (AFCJG). “Temos muita coisa a ser comemorada. São três efemérides importantes para nós. Por isso, teremos uma programação especial, como a homenagem à Dra. Matusahila de Sousa Santiago, presidente da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno e a inauguração de dois espaços na Casa de Juvenal Galeno”, destaca Antônio Galeno, diretor do equipamento.

Os novos espaços irão abrigar a programação mensal que ocorre na Casa de de Juvenal Galeno. O Espaço Cultural Maria do Carmo Cabral Galeno, em memória da ex-esposa do poeta cearense, abrigará as noites da viola, as luaradas, as feiras e outras manifestações folclóricas. Já a Sala Irmã Imêlda Lima Pontes servirá de assistência a entidades que promovem diversas ações sociais na Casa. “A reforma de manutenção da Casa de Juvenal Galeno, promovida pela Secult, oportunizou a criação desses dois espaços. O primeiro deles fica no quintal, que agora ganhou um palco para receber grupos e artistas”, explica Antônio Galeno.

 

Programação especial

A programação de comemoração dos 98 anos de fundação da Casa de Juvenal Galeno começa às 15h30, com a inauguração do Espaço Cultural Maria do Carmo Cabral Galeno e da Sala Irmã Imêlda Lima Pontes. No mesmo horário, acontece também o descerramento da Placa da Dra. Matusahila de Sousa Santiago (presidente da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno) e aposição de seu retrato na galeria Oficial da Casa de Juvenal Galeno.

Às 17h acontece a solenidade no Auditório (Salão Nobre), com a palavra do diretor da Casa de Juvenal Galeno, Antônio Santiago Galeno, apresentação artística dos cantores líricos Alvarus Moreno e Auzineide Cândido, além de entrega de diplomas de parceiros culturais às 22 entidades, que realizam periodicamente as atividades que compõem a programação da Casa. As atividades continuam até 20h, com outras apresentações artísticas.

O mundo que eu vejo: livro e exposição serão lançados contendo obras produzidas por experiente publicitário cearense

 

 

O publicitário e artista Weyne Vasconcelos, lança no próximo dia 28/09, às 19h30, no Iate Club, o livro e a exposição “O Mundo Que Eu Vejo”, contendo pinturas, desenhos, retratos e caricaturas, em vários estilos e formas produzidos por ele ao longo dos últimos 40 anos.

O livro é uma super seleção com 120 páginas coloridas. Vale destacar que Weyne produziu estas obras nas horas vagas que o ofício de publicitário lhe permitiu. Interessante ver a evolução do artista, desvendar suas inspirações e descobrir os mestres da arte em que ele se espelhou. Segundo especialistas, a arte por trás das obras de Weyne lembram mestres nacionais e internacionais como Aldemir Martins, Picasso e Salvador Dali. “Além de artista, sou também publicitário e da época em que se fazia tudo manualmente, artisticamente. Pinto o que está à minha volta, o que vejo, da maneira que enxergo, até mesmo além da aparência física”, comenta.

 

O belo

Segundo ele, sua arte tem o compromisso com o belo, com a estética. “Tento passar alegria e harmonia no meu trabalho, através das cores e formas. Procuro enxergar as coisas boas por trás de tudo, mesmo de uma cena triste”.

 

O autor

Weyne Vasconcelos nasceu no dia 5 de julho de 1960, em Fortaleza/CE. É publicitário, exercendo a função de diretor-de-arte, e também artista plástico. Começou sua carreira publicitária em 1976, na Publicinorte. Cursou Engenharia Civil entre 1981 e 1984, na UNIFOR. Também atuou em grandes agências nos estados de Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, dentre as quais a house agency do Grupo Abril. Atualmente, responde pela Wcom Publicidade, agência com 17 anos de atuação no mercado cearense.

Weyne cresceu refinando a arte da observação. Ao mirar a natureza, as edificações, as pessoas, os animais e os objetos, decodifica suas estruturas e desenha mentalmente os traços básicos de tudo.

Depois de anos desenhando e pintando nas horas inspiradas que encontrou fora da publicidade, Weyne reúne, na exposição, algumas obras da sua icônica produção.

 

Serviço:

Lançamento livro “O Mundo Que Eu Vejo”

Data: 28/09/17 (quinta-feira)

Horário: 19h30

Local: Iate Clube

Terceira edição do Literar acontece neste sábado

 

Organizado pela artista e curadora do Teatro, Fernanda Quinderé, em parceria entre a Organização Educacional Farias Brito e Academia Fortalezense de Letras, acontecerá neste sábado (16), o Literar – III Encontro de Escrita e Leitura, a partir das 9 da manhã no Teatro Nadir Saboya. Evento aberto ao público e gratuito.

Iniciando o evento acontece a palestra “A Biografia Ficcional de Grandes Nomes”, sobre a reconstrução histórica brasileira por meio das biografias ficcionais, ministrada pela escritora de renome nacional Ana Miranda.  Além da palestra, o Literar também conta com diversas oficinas que abordam desde a importância do cordel até práticas de oratória.

Com vagas limitadas, as inscrições para as atividades do Literar podem ser feitas pelo site http://fariasbrito.com.br/sistemas/fb_literar/public

 

Serviço:

Literar – III Encontro de Escrita e Leitura

Local: Teatro do Farias Brito (Nadir Saboya) – Rua 8 de Setembro, 1331

Informações: (85) 3253.4275 / 99703.1133

Data: 16 de setembro de 2017

Hora: a partir das 9 da manhã

Organização Educacional Farias Brito

www.fariasbrito.com.br