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Espetáculo

DanCE – Mostra de Dança do Ceará acontece neste sábado (23) no Cineteatro São Luiz

 

 

A Rede de Dança do Ceará realiza neste sábado, 23 de junho, a DanCE – Mostra de Dança do Ceará, às 19 horas, no Cineteatro São Luiz. Em cena, algumas das principais companhias de dança do Estado, com atuação em cidades do interior reconhecidas como importantes polos de formação nesta arte. São elas: Arreios Cia de Dança, de Trairi, Cia de Dança Ciclos, de Tabuleiro do Norte, Cia de Dança Rastro, de Quixadá, Cia de Dança de Itapajé e, da mesma cidade, a bailarina e coreógrafa Nazaré Rocha.

A mostra marca o encerramento do primeiro ano de atividades da Rede, que é um programa voltado para formação, criação e difusão em dança, envolvendo grupos, instituições, artistas e agentes culturais atuantes neste segmento. A programação tem acesso gratuito.

A Rede de Dança do Ceará é realizada pela Quitanda das Artes, Instituto BR Arte, Cia de Dança Ciclos, Cia de Dança de Itapajé e Nazaré Rocha, Arreios Cia de Dança e Cia de Dança Rastro. A consultoria executiva é da Marco Zero e a produção da Cinco Elementos Produções. Apoio Institucional: Governo do Estado do Ceará através da Secretaria da Cultura do Ceará. Agradecimento: Enel.

 

 

OS ESPETÁCULOS

“Desaparecidos”, Cia de Dança Ciclos:

Ao recobrar as memórias dos porões de uma ditadura, percebe-se o terror de corpos enclausurados após terem suas liberdades tomadas. Alguns foram libertos, outros não. Assim, a Cia de Dança Ciclos traz ao palco o menor fragmento do que estava mais fortemente ameaçado, os ideais.

“Códigos” Cia de Dança de Itapajé:

Partindo da observação dos códigos corporais instaurados na rotina, esse espetáculo deseja experimentar a repetição diária do ser humano e da cidade. Ao mergulhar em uma ambientação urbana e no corpo em seu contexto emocional, a criação coletiva e o improviso ocupam um lugar chave nesta dança.

“UMBO – Corpo Suspenso”, Nazaré Rocha:

Três artistas mulheres residentes em cidades diferentes desejam gerar encontros entre dicotomias que se estabelecem através de um traço de distância e respondem de alguma maneira com o corpo.

“Currais”, Cia de Dança Rastro:

Uma viagem pela memória de campos de concentração no Ceará. Um grito contra o silêncio declarado pelo governo que no início do século 20, com as secas, a fome e a miséria que assolava o nosso sertão, criou campos cercados para confinar milhares de retirantes, impedindo que famintos chegassem à capital. O espetáculo é uma pantomina. Teatro e dança e música revelando na composição, em sua estética, nos gestos ou nas expressões, o clamor, o caminho e as tormentas vividas por aquela gente.

“Caiçaras: entre linhas e redes”, Arreios Cia de Dança:

A obra é um brinde aos trajetos, buscas e achados das mulheres e homens litorâneos de Trairi, onde o mar faz um convite à contemplação, à pesca, à festa e à reza. Também é uma celebração a resistência caiçara da Arreios Cia de Dança e seus 20 anos de atuação.

 

SERVIÇO

DanCE – Mostra de Dança do Ceará – Dia 23 de junho, às 19h, no Cineteatro São Luiz (Rua Major Facundo, 500 – Centro, Fortaleza). Informações: 3235-4023. Classificação indicativa: Livre. Acesso gratuito.

Espetáculo de danças árabes no teatro Ibeu, sábado (09)

 

O estúdio de dança Gabriella Vidal, que comemora um ano de atividades, promove um espetáculo de danças árabes na noite deste sábado (09), no Teatro Ibeu, na Aldeota. O espetáculo “Constelações” traz no repertório danças do ventre, Folclores Árabes e Tribal Fusion.

Além da apresentação de alunas do próprio estúdio, o evento conta com a participação de bailarinas profissionais e amadoras de Fortaleza. “Levar para o palco meses de trabalho criativo e ensaios e ainda contar com a participação de professoras parceiras e seus grupos maravilhosos para apresentar um pouquinho da nossa arte para o público é a maior realização desse primeiro ano de trabalho”.

O evento conta ainda com a presença da professora internacional Nuriel El Nur, de Natal (RN) e de Jonathan Lana, de Belo Horizonte (MG), vencedor do Festival Ahlan Wa Sahlan do Egito.

 

Serviço

Espetáculo ‘Constelações’

Local: Teatro Ibeu – rua Nogueira Acioli, 891 – aldeota

Data: 9 de junho – sábado

Horário: 19h

Ingressos: R$20,00 – meia para todos antecipado e na hora;

Informações: 99602-3847 (telefone e whatsapp) – Gabriella Vidal

ESPETÁCULO PEDRA NO SAPATO FAZ TEMPORADA NO TEATRO SESC EMILIANO QUEIROZ

 

Está aberta a temporada de palhaçaria!! A Companhia Laguz Circo traz novamente para o público, o espetáculo Pedra no Sapato. Em cartaz nas sextas-feiras de junho – dias 8, 15 e 22 – sempre às 20h, no Teatro Sesc Emiliano, os artistas Felipe Abreu (Brasil) e Romina Sanchez (Argentina), que interpretam os palhaços Suspiro e Burbuja, utilizam a técnicas da palhaçaria clássica usando as técnicas circenses como pano de fundo para a montagem realizada pela primeira vez em 2014.

Nesta nova produção que conta com nova roupagem e nova pesquisa, os artistas buscam manter viva a arte cômica onde o corpo está em evidência, explorando as possibilidades de quedas, golpes e absurdos cômicos. O palhaço e a palhaça se inspiram nos antigos clowns de picadeiro, teatro e cinema trazendo-os para o momento atual. O intuito é experimentar possibilidades estéticas gerando no espectador novas referências de comédia ressaltando a poesia sem a necessidade do recurso apelativo.

 

Sinopse

A história baseia-se na relação entre o palhaço Suspiro, o artista, e a palhaça Burbuja, faxineira do teatro. Suspiro entra em cena para apresentar o show, mas é interrompido pela faxineira que se preocupa em fazer o seu trabalho. Com uma sequência de truques clássicos de palhaço, Suspiro e Burbuja direcionam o espetáculo para um final divertido, poético e surpreendente.

​Os palhaços comunicam-se essencialmente através da linguagem corporal, gestos e expressões acompanhados pela trilha sonora instrumental feita especialmente para o espetáculo. Um convite a mergulhar na singela e encantadora arte do palhaço clássico.

 

Serviço

Companhia Laguz Circo – Espetáculo Pedra no Sapato

Teatro Sesc Emiliano Queiroz

Avenida Duque de Caxias, 1701 – Centro

Dias 8, 15 e 22 de junho

Horário: 20h

Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Informações: (85) 3452 9090

5 A SECO

 


Crédito: Dani Gurgel

Método, processo ou operação que consiste em reunir elementos diferentes, concretos ou abstratos e fundi-los num todo coerente. Esta é, sem mudar uma vírgula, a definição do verbete síntese encontrada na wikipedia. Esta é, sem mudar uma vírgula, a descrição fiel e precisa do funcionamento interno do 5 a Seco ao longo dos quase oito anos de trajetória até o momento. Após o lançamento do álbum “Síntese” no Rio de Janeiro, no Teatro Bradesco Rio, dia 17 de março de 2018, agora a Opus Promoções confirma apresentações em Fortaleza (dia 18 de maio, no Teatro RioMar Fortaleza), Recife (dia 19 de maio, no Teatro RioMar Recife) e Porto Alegre (dia 29 de julho, no Teatro do Bourbon Country). Confira o serviço completo abaixo.

Num grupo que nasceu com o preceito de ser a união de cinco artistas com carreiras e formações singulares — um coletivo de compositores e não uma banda –, reunir elementos diferentes e fundi-los num todo coerente é um processo contínuo: uma síntese por dia. Mas é mais do que isso.

Porque é possível emprestar as consagradas categorias da dialética hegeliana de tese, antítese e síntese, e traçar um imediato paralelo com a trajetória fonográfica. Ao vivo no Auditório Ibirapuera (2012) é a tese: a potência do encontro dos cinco cantautores apresentada como ela nasceu, num espetáculo ao vivo. A ideia das trocas de formação instrumental, da ausência de uma formação fixa, com os cinco integrantes dispostos em linha na frente do palco: tudo isso está ali.

Policromo (2014) é a antítese: um álbum de estúdio, cheio de overdubs e experimentações sonoras, com uma procura muito mais detalhada de timbres e texturas, um flerte com uma sonoridade de banda pop: um passo adiante, um contraponto.

Síntese é a integração desses dois mundos.

Do primeiro trabalho, retorna a ideia de experimentar longamente um show antes de registrá-lo em álbum; a noção de que é nas apresentações ao vivo que o 5 a Seco se mostra em sua forma essencial e o conceito da formação em linha, aqui radicalizado, retirando os instrumentos que ficavam ao fundo do palco e posicionando-os à frente.

Essa escolha tem a ver com a afirmação da identidade conceitual do coletivo. Um exemplo: a bateria sai de um praticável distante e aparece agora desmembrada em pequenas estações espalhadas entre os cinco microfones, acarretando não só diferentes texturas sonoras como também uma nova postura cênica e musical dos integrantes no palco.

Este tipo de encaminhamento não seria possível sem a vivência de gravação em estúdio de Policromo, de onde conservam a inquietude de uma pesquisa timbrística cada vez mais detalhista; a procura de uma sonoridade singular presente na profusão de pedais de guitarras; a adoção cada vez mais clara de teclados e sintetizadores e o uso da tecnologia como ferramenta de criação.

Pode saltar aos olhos e ouvidos, nesta nova etapa, a falta do violão, que é o instrumento de origem de cada um dos músicos e com o qual foram tantas vezes associados. Bem, isso não é uma ruptura: é apenas o comprometimento com a procura de uma sonoridade surpreendente- não só para os ouvintes, mas também para eles mesmos. O violão permanece como nossa matriz afetiva, a foto de nossa aldeia, onde vão fabricar as canções para apresentar ao mundo.

Mas é mais do que isso.

É a alegria dos cinco (Leo Bianchini, Pedro Altério, Pedro Viáfora, Tó Brandileone e Vinicius Calderoni) de estarem juntos e a crença compartilhada na importância do encontro. É a chance de olhar e considerar o outro num momento de crescimento da intolerância no mundo. E, na celebração deste encontro, a crença na força das canções e a sorte de poder tocá-las e cantá-las. E melhor: fazer isso junto.

Em síntese, é isso.

DISCOGRAFIA:
5 a seco

ao vivo no auditório ibirapuera

O primeiro álbum do grupo foi gravado em 2011 no Auditório Ibirapuera e contou com as participações de Lenine, Chico César e Maria Gadu. O CD/DVD está inteiramente disponível no youtube.

5 a seco
policromo
Segundo álbum do grupo, o primeiro de estúdio. Foi gravado na Gargolândia, em 2014, com o apoio da Natura Musical. O CD foi produzido por Alê Siqueira e
Tó Brandileone.

FORMAÇÃO DE 5 A SECO:
Um grupo formado por cinco artistas, todos compositores, sem protagonistas. Também são cantores e instrumentistas.
PEDRO VIÁFORA – Formado em jornalismo, o músico Pedro Viáfora (27) lançou seu primeiro disco solo em 2013. O álbum, intitulado Feliz pra Cachorro,
contou com produção musical do pai e parceiro, Celso Viáfora.
LEO BIANCHINI – Músico formado pela Faculdade Santa Marcelina, Leo Bianchini é pesquisador e produtor musical. Aos 32 anos, também desenvolve
trabalho com o coletivo “Mundrungo”.
VINICIUS CALDERONI – Aos 31 anos, Vinicius desenvolve carreira na música, teatro, cinema e televisão e já lançou dois álbuns solo. É fundador da cia
teatral Empório de Teatro Sortido. Como “melhor autor”, recebeu o Prêmio Shell 2015 por “Ãrrã” e o Prêmio APC 2016ª por “Os arqueólogos”.
TÓ BRANDILEONE – Aos 30 anos, já lançou três discos próprios. Além da carreira artística, Tó vem se destacando como produtor musical, já tendo
produzido dezenas de outros trabalhos. Em 2016, fez a direção musical do espetáculo “Gabriela Um Musical”, de João Falcão, baseado na obra de Jorge
Amado.
PEDRO ALTÉRIO – Sócio proprietário do estúdio Gargolândia, Pedro Alterio (29) trabalha diariamente com gravação, captação de áudio e produção musical.
Em 2012, lançou um disco em parceria com o pianista Bruno Piazza.
Classificação: Livre
Duração: 70 minutos

Realização: OPUS PROMOÇÕES
FORTALEZA (CE)
Dia 18 de maio
Sexta-feira, às 21h
Teatro RioMar Fortaleza (Rua Desembargador Lauro Nogueira, 1500 Piso L3 – Shopping RioMar Fortaleza – Papicu / Fortaleza – CE)
www.teatroriomarfortaleza.com.br

INGRESSOS:

Setor

Valor

Meia-Entrada

Plateia Alta

R$ 70,00

R$ 35,00

Plateia Baixa B

R$ 90,00

R$ 45,00

Plateia Baixa A

R$ 100,00

R$ 50,00

*Descontos não cumulativos a demais promoções e/ou descontos;
** Política de venda de ingressos com desconto: as compras poderão ser realizadas nos canais de vendas oficiais físicos, mediante apresentação de documentos que comprovem a condição de beneficiário. Nas compras realizadas pelo site e/ou call center, a comprovação deverá ser feita no ato da retirada do ingresso na bilheteria e no acesso à casa de espetáculo;
***A lei da meia-entrada mudou: agora o benefício é destinado a 40% dos ingressos disponíveis para venda por apresentação. Veja abaixo quem têm direito a meia-entrada e os tipos de comprovações oficiais no Ceará:
– IDOSOS (com idade igual ou superior a 60 anos) mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.
– ESTUDANTES mediante apresentação da Carteira de Identificação Estudantil (CIE) nacionalmente padronizada, em modelo único, emitida pela ANPG, UNE, UBES, entidades estaduais e municipais, Diretórios Centrais dos Estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos. Mais informações: www.documentodoestudante.com.br
– PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E ACOMPANHANTES mediante apresentação do cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da Pessoa com Deficiência ou de documento emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que ateste a aposentadoria de acordo com os critérios estabelecidos na Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013. No momento de apresentação, esses documentos deverão estar acompanhados de documento de identidade oficial com foto.
– JOVENS PERTENCENTES A FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA (com idades entre 15 e 29 anos) mediante apresentação da Carteira de Identidade Jovem que será emitida pela Secretaria Nacional de Juventude a partir de 31 de março de 2016, acompanhada de documento de identidade oficial com foto.
– JOVENS COM ATÉ 15 ANOS mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.
– PROFESSORES DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO DE FORTALEZA mediante apresentação de carteira funcional emitida pela Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social (SEDAS).
– DOADORES REGULARES DE SANGUE mediante apresentação de documento oficial válido, expedido por banco de sangue. São considerados doadores regulares de sangue aqueles registrados nos bancos de sangue cos hospitais do Estado do Ceará.
**** Caso os documentos necessários não sejam apresentados ou não comprovem a condição do beneficiário no momento da compra e retirada dos ingressos ou acesso ao teatro, será exigido o pagamento do complemento do valor do ingresso.

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS:

Site: www.uhuu.com

Atendimento: falecom@uhuu.com

Bilheteria do Teatro RioMar Fortaleza: Rua Desembargador Lauro Nogueira, 1500 Piso L3 – Shopping RioMar Fortaleza – Papicu / Horário de funcionamento: de terça-feira a sábado, das 12h às 21h, e domingo e feriados, das 14h às 20h. Em dias de apresentações: das 12h até o início da última apresentação. Segunda-feira: fechada.

Fortaleza recebe instalação/espetáculo Grande Sertão: Veredas em duas únicas apresentações

 

Grande Sertão Veredes – Mostra Oficial – Crédito: Annelize Tozetto

“Contar é muito, muito dificultoso”

“Carece de ter coragem…”

Como transpor ao palco uma leitura da maior obra literária brasileira do século XX? Mais que uma pergunta, esta foi a missão da diretora teatral Bia Lessa ao decidir coisificar os universos contidos em Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, e as inúmeras possibilidades de análise do romance. A resposta será apresentada ao público de Fortaleza nos dias 26 e 27 de maio, no Theatro José de Alencar. O espetáculo, vencedor do Prêmio APCA 2017 na categoria Melhor Direção (Bia Lessa), do Prêmio Shell nas categorias Melhor Direção (Bia Lessa) e Melhor Ator (Caio Blat) e do Prêmio Bravo! 2018 na categoria Melhor Espetáculo de Teatro (Grande Sertão: Veredas), chega a Fortaleza após temporada de casa lotada, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

No elenco estão Caio Blat, Luíza Lemmertz, Luísa Arraes, Leonardo Miggiorin, José Maria Rodrigues, Balbino de Paula, Daniel Passi, Elias de Castro, Lucas Oranmian e Clara Lessa. Para dar vida ao mítico sertão, Bia reuniu nomes como Egberto Gismonti (música), Camila Toledo (concepção espacial, com a colaboração de Paulo Mendes da Rocha), Sylvie Leblanc (figurino) e Fernando Mello da Costa (adereços).

“Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância.”

Bia conhece profundamente o Sertão de Guimarães Rosa. Ela levou o público para dentro da obra na inauguração do Museu da Língua Portuguesa (SP), em 2006. A exposição foi aclamada por onde passou. Agora, ela convida a plateia a um mergulho fundo na epopeia narrada pelo jagunço Riobaldo (Caio Blat), que atravessa o sertão para combater seu maior inimigo, Hermógenes (José Maria Rodrigues), fazer um pacto com o diabo e descobrir seu amor por Diadorim (Luíza Lemmertz). Trata-se de uma instalação, visitada e experimentada pelo público durante o dia no Theatro José de Alencar, e o espetáculo, encenado na mesma estrutura, em 2 horas e 20 minutos de encenação ininterruptas, com o elenco em cena permanentemente, em que o público experimenta a dissolução das fronteiras entre início e fim do espetáculo; entre teatro, cinema e artes plásticas; entre literatura e encenação.

“O teatro para mim é sagrado. Me dedico a ele de tempos em tempos, não me sinto com capacidade de realizar espetáculos um após o outro. Me deparei com o Grande Sertão e ele se apoderou de mim mais uma vez. Quando montei a exposição, algumas questões se apresentavam: a principal delas era como utilizar imagens sem que o significado do Sertão de Guimarães ficasse reduzido a um único lugar. A opção na época foi trabalhar apenas com palavras. No teatro, essa questão volta a se impor: ‘o sertão está dentro da gente’. Nosso caminho foi realizar um trabalho onde homens, animais e vegetais estabelecessem uma relação de diálogo sem supremacia entre eles. Não estamos exatamente no sertão, mas em um espaço “ecológico” e metafísico onde tudo cabe. Um espaço, uma imagem, que nos possibilita a experiência proposta pelo romance, sem obviamente realizar o romance tal como é – fidelidade absoluta (todas as palavras ditas são de Guimarães Rosa), mas liberdade infinita, visto que é apenas uma das leituras possíveis da riquíssima obra de Guimarães. Escolhemos não utilizar grandes efeitos ou recursos, a não ser a valorização do universo sonoro dos espaços propostos pelo romance, apenas os próprios atores”, pontua a diretora.

“O sertão está em toda parte”

A grande estrutura tubular concebida lembra um claustro, uma gaiola. Instalada na rotunda no Theatro José de Alencar, também é, ao mesmo tempo, cenário de violentas batalhas e de reflexões profundas. Como instalação, poderá ser visitada durante o dia. 250 bonecos de feltro com tamanho humano, criados pelo aderecista Fernando Mello da Costa, confeccionados com apoio do Instituto-E | Om Art, compõem uma imagem permanente: a cena da morte de Diadorim como um presépio, passível da participação do público, não só como espectador, mas também como agente da ação, ocupando o lugar da personagem. A trilha sonora completa a atmosfera do Grande Sertão: Veredas, composta por três camadas: os ruídos e sons ambientes, a música composta por Egberto Gismonti e a trilha sonora que representa nossa memória emotiva, com músicas que fazem parte de nosso imaginário. Os figurinos são uma leitura do sertão, sem regionalizá-lo – são personagens do mundo.

Em um trabalho tão artesanal, marca da diretora (que passou mais de 600 horas com o elenco, em ensaios diários por 92 dias), e de grande esforço físico (a preparação corporal foi um dos aspectos indissociáveis do trabalho de direção, com aulas de corpo por Amalia Lima diariamente durante os 4 meses de ensaio), a tecnologia foi fundamental para guiar o público em tantas veredas. Cada espectador usará fones de ouvido que permitirão escutar separadamente a trilha sonora, as vozes dos atores, os efeitos sonoros e sons ambientes, levando-o a um nível inédito de interação com a dimensão sonora do espetáculo. Apesar de todos compartilharem o espaço na plateia, cada um terá uma experiência única durante a apresentação.

“Essas são as horas da gente. As outras, de todo tempo, são as horas de todos”

SINOPSE

Em montagem inédita no Theatro José de Alencar, Bia Lessa propõe a um só tempo uma peça de teatro e uma instalação em sua adaptação do livro Grande Sertão: Veredas – matriz do moderno romance brasileiro e obra-prima de João Guimarães Rosa. A peça traz para o palco a saga do jagunço Riobaldo que atravessa o sertão para combater seu maior inimigo, Hermógenes, fazer o pacto com o diabo e viver seu amor por Diadorim. O cenário-instalação estará aberto à visitação do público.

BIA LESSA

Bia Lessa é uma artista multifacetada, cineasta, diretora de teatro e ópera, exposições, ganhadora de vários prêmios. Suas obras são exibidas em vários países, como Alemanha, França e EUA. Criadora do Pavilhão Brasileiro na Expo 2000 em Hannover, Mostra Redescobrimento na Bienal SP, Reabertura do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a ópera Il Trovattore, Pavilhão Humanidades 2012 (Rio + 20), reinauguração dos painéis Guerra e Paz de Candido Portinari na ONU em NY. No cinema, dirigiu os filmes CREDE-MI mostrado em festivais internacionais (Berlim, Biarritz, Nova Iorque, Jerusalem, Brisbane, Minsk, entre outros).

POR SILVIANO SANTIAGO

Para Bia Lessa, só o espetáculo teatral pode expandir a forma inovadora da literatura. Ela não adaptou duas obras clássicas do romance ocidental; levou ao palco os romances Orlando, de Virginia Woolf, e O homem sem qualidades, de Robert Musil, expandindo-os. E agora, quando a nação perde o norte da cidadania e esfarela a vontade dos brasileiros, Bia monta uma escultura na área de convivência do Sesc Consolação. No seu interior, encena o monstruoso e genial Grande sertão: Veredas, do nosso Guimarães Rosa.

Durante o dia, a escultura do Grande sertão: Veredas repousa como se fosse livro fechado, a espicaçar a curiosidade dos visitantes. À noite, a escultura expande o livro aberto. O leitor silencioso e introspectivo se metamorfoseia em espectador, parcela de um coletivo atento e participante, que se renova.

A gongórica e letal escrita de Rosa ganha o corpo dos atores. Empresta-lhes ação e fala. E a trama romanesca se desenvolve diabolicamente, com movimentos desordenados, afetuosos e anárquicos, qual máquina escultural assinada por Jean Tinguely, um dos fundadores do Novo Realismo. Novo Realismo igual a − diz o famoso manifesto − novas percepções do Real.

Grande Sertão: Veredas se expande como espetáculo teatral que libera – qual alegoria rigorosa da nossa contemporaneidade − o modo como os movimentos desenvolvimentistas sem preocupação social e humana não recobrem a nação como um todo. Pelo contrário. O esforço positivo da modernização é localizado, centrado e privilegia. Nas margens, cria enclaves de párias – bairros miseráveis, favelas, prisões, manicômios, etc. − onde violentas forças antagônicas se defrontam e se afirmam pela ferocidade da sobrevivência a qualquer custo, acirrando a irascibilidade do controle e do mando. Viver é perigoso.

Extraordinário em Guimarães Rosa é que, no mais profundo da vida humana miserável e autodestrutiva, na morte, há lugar para o afeto e o amor. Ao compasso de espera, Riobaldo e Diadorim dançam novos e felizes tempos. Piscam a alegria de viver, como vagalumes que a mata libera à noite.

Silviano Santiago

FICHA TÉCNICA

Concepção, Direção Geral, Adaptação e Desenho de Luz – Bia Lessa

Elenco – Balbino de Paula, Caio Blat, Daniel Passi, Elias de Castro, José Maria Rodrigues, Leonardo Miggiorin, Lucas Oranmian, Luisa Arraes, Luiza Lemmertz, Clara Lessa.

Concepção Espacial – Camila Toledo, com colaboração de Paulo Mendes da Rocha

Música – Egberto Gismonti

Colaboração – Dany Roland

Desenho de Som – Fernando Henna e Daniel Turini

Adereços – Fernando Mello Da Costa

Figurino – Sylvie Leblanc

Desenho de Luz – Binho Schaefer

Projeto de Audio – Marcio Pilot

Diretor Assistente: Bruno Siniscalchi

Assistente de Direção: Amália Lima

Direção Executiva: Maria Duarte

Produtor Executivo: Arlindo Hartz

Colaboração – Flora Sussekind, Marília Rothier, Silviano Santiago, Ana Luiza Martins Costa, Roberto Machado

Idealização e Realização: 2+3 Produções Artísticas Ltda

Apoio Institucional : Banco do Brasil | Globosat

Apoio: BMA Advogados | Instituto-E | Om Art

Agradecimento especial à viúva do Autor, a quem a obra foi dedicada, Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, à Nonada Cultural e a Tess Advogados.

© Nonada Cultural Ltda.

SERVIÇO

GRANDE SERTÃO: VEREDAS

Dias: 26 e 27 de maio de 2018

Horários: dia 26 (sábado) às 20h e dia 27 (domingo) às 18h

Local: Theatro José de Alencar

Informações da bilheteria: 3101.2583 OU 3101.2566, de 14h às 18h

Nos dias de espetáculo de 14h até o início do evento

Duração: 140 minutos

Classificação: 18 anos

Ingressos:

Ingressos à venda na bilheteria do Theatro de terça a domingo, das 14 às 20h e

Lojas Blinclass Shopping Iguatemi e Rio Mar

Ou pelo site: https://ingressando.com.br

Valores:

Palco R$120 + R$ 3,00 de taxa (valor único)

Plateia R$ 100 + R$ 3,00 de taxa (inteira) e R$ 50 + R$ 3,00 de taxa (meia)

Frisa e Camarote R$ 120 + R$ 3,00 de taxa (inteira) e R$ 60 + R$ 3,00 de taxa (meia)

Torrinha R$ 80 + R$ 3,00 de taxa (inteira) e R$ 40 + R$ 3,00 de taxa (meia).

Regras:

Regras de meia-entrada: estudantes, idosos, menores de 21 anos, pessoas com deficiência, professores e profissionais da rede pública municipal de ensino.

Instalação (montada no saguão do Theatro José de Alencar)

Horário: das 14 às 20h

Classificação: livre

“LUIZ GAMA: uma voz pela liberdade”

 


​ Déo Garcez e Nívia Helen em LUIZ GAMA | Foto Maurício Code

No mês em que marca os 130 anos da abolição da escravatura no Brasil, a peça “LUIZ GAMA – Uma voz pela liberdade” entra em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) para reviver a trajetória do maior abolicionista nacional. Luiz Gama foi ex-escravo, jornalista, poeta, advogado autodidata e responsável pela libertação de mais de quinhentos escravos do cativeiro ilegal. Foi considerado oficialmente advogado em 2015, pela OAB, e, este ano, foi declarado por Lei como patrono da abolição da escravidão e herói da pátria. Apagado pela história e esquecido pela educação, Luiz Gama ressurge de corpo e alma no palco por meio da interpretação potente e marcante dos atores Déo Garcez e Nívia Helen. O espetáculo fica em cartaz de 11 de maio a 3 de junho, às sextas, sábados e domingos, sempre às 19 horas.

A biografia dramatizada “LUIZ GAMA: uma voz pela liberdade” é dirigida por Ricardo Torres e retrata não só a importância de Luiz Gama para o Brasil, mas, também, traz à tona reflexões sobre o preconceito nosso de cada dia. A dramaturgia, idealizada pelo ator e autor Déo Garcez, traz a força de um Brasil que luta contra a desigualdade racial. Nívia Helen completa a história do herói brasileiro passeando por diferentes personagens, sendo apresentadora, musa inspiradora e Luísa Mahin, mãe do abolicionista.
Nívia Helen em cena LUIZ GAMA | Foto Vivian Fernandéz

“Trazemos um novo formato de espetáculo intitulado: biografia dramatizada. Ele nos permite apresentar Luiz Gama a partir de seus escritos e de personagens que circulam por sua história. Os temas abordados são muito atuais, o que instiga o público a refletir e a propor novas discussões sobre a temática em suas realidades”, afirma o diretor Ricardo Torres.

A concepção da peça se baseia em uma visão histórica da vida de Luiz Gonzaga Pinto da Gama. Nas cenas, o ator Déo Garcez provoca diálogos que evocam a luta contra o racismo e a discriminação presente na sociedade brasileira do século XIX. A cenografia remete a uma ambientação clássica e intimista. Com uma mesa de canto e duas cadeiras antigas, o ator trabalha a dualidade das expressões teatrais; ora está sentado lendo, em momentos de reflexão e ora levanta-se para denunciar as mazelas da sociedade escravocrata. Seu movimento corporal é parte do jogo de revolta e embate envolvendo o advogado e a sociedade. Além disso, o espetáculo traz a mãe de Luiz Gama, encenada por Nívia Helen. Ela é múltipla, sendo consciência, mãe e narradora que transcende a cena, levando o público ao mergulho na dramaticidade.

O roteiro foi idealizado a partir da mescla entre a vida e obra de Luiz Gama. Em muitos momentos Déo Garcez traz poemas e textos do próprio abolicionista, dando mais veracidade a interpretação. Além disso, as cenas formam um constante jogo entre o que foi e o que é: a reflexão sobre a discriminação no passado com a reflexão sobre ela nos dias atuais.
​ Déo Garcez em cena LUIZ GAMA | Foto Vivian Fernandéz

SINOPSE:

A peça “LUIZ GAMA: uma voz pela liberdade” relata a história de um advogado negro que viveu entre 1830 e 1882, sofrendo todas as mazelas de se nascer numa época em que a cor da pele era sinônimo de servidão. Luiz Gama seria apenas mais uma criança com a realidade marcada pela sociedade escravocrata. Mesmo tendo nascido livre, já que seu pai era branco e sua mãe uma escrava alforriada, foi vendido como escravo, aos 10 anos, pelo próprio pai para pagar uma dívida de jogo. Gama desafiou o mundo e mudou seu destino. Aprendeu a ler e escrever e, depois, frequentou como ouvinte às aulas da faculdade de Direito. Como advogado, mesmo sem ter o diploma, atuou em defesa dos negros, libertando mais de 500 escravos do cativeiro ilegal.

A peça é um manifesto sobre um homem que lutou bravamente contra o preconceito racial, a favor da dignidade humana e em especial pela libertação dos escravos no Brasil. Vítima de exclusão histórica, Luiz Gama recebeu em 3 de novembro de 2015, após 133 anos de sua morte, o título de Advogado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O roteiro convida o público a repensar a realidade histórica de nosso país e permite uma intrínseca reflexão sobre nossos preconceitos contemporâneos preconizados na herança de um passado desigual e opressor.

As temáticas abordadas no espetáculo vão ao encontro das premissas do Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. A peça se propõe a ser, também, uma atividade de ensino e de promoção das relações étnico-raciais para jovens estudantes.

Em síntese, a peça é uma biografia dramatizada de Luiz Gama, ex-escravo, jornalista, poeta, primeira voz negra da literatura brasileira, advogado abolicionista que libertou mais de quinhentos escravos do cativeiro ilegal, reconhecido oficialmente como advogado em 2015 pela OAB, hoje considerado o patrono do abolicionismo brasileiro e herói da pátria. O espetáculo convida o público a repensar nossa história oficial, trazendo uma importante reflexão sobre nossos preconceitos contemporâneos.
​ Déo Garcez em cena LUIZ GAMA | Foto Vivian Fernandéz
DÉO GARCEZ que atualmente faz a novela O OUTRO LADO DO PARAÍSO, de Walcyr Carrasco, na Rede Globo de Televisão, onde interpreta o personagem delegado Martinho, de Pedra Santa, formou-se em Bacharelado em Artes Cênicas e em Licenciatura em Artes Cênicas, ambas na Faculdade de Teatro Dulcina de Moraes em Brasília-DF, tendo sido aluno da própria Dulcina. Por causa de seu envolvimento com a figura histórica de Luiz Gama, inclusive com a montagem do trabalho sobre ele, Déo foi convidado para integrar a Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Estado do Rio de Janeiro pelo Presidente da CNVEN, Dr. Humberto Adami dos Santos Junior. Morando no Rio desde 1992, Déo Garcez tem em seu no currículo cerca de cinquenta peças teatrais entre autores nacionais e estrangeiros, tendo participado de diversos espetáculos ligados à causa da negritude. Das novelas as quais participou, destacam-se o Mucamo Paulo em “Xica da Silva” (Manchete), o André de “A Escrava Isaura” (Record), Senhor Morales em “Carrossel” (SBT) e Ezequiel em “O Cravo e a Rosa” (Globo). Dentre os prêmios de ator destacam-se o Troféu Raça Negra de Melhor Ator em 2007 pela AFROBRÁS–SP e o Prêmio Arleguim de Melhor Ator do Festival de Teatro do Rio de Janeiro em 2010.
​ Nívia Helen em cena LUIZ GAMA | Foto Vivian Fernandéz

Atriz: NÍVIA HELEN, atriz formada pela Universidade de Brasília-UnB, apresentadora, telejornalista, dubladora, diretora e professora de teatro. Trabalha profissionalmente há 27 anos na área e tem em seu currículo 3 novelas na Rede globo (Laços de Família, Começar de Novo e Paraíso Tropical), além de várias participações em novelas e programas de Tv na Globo e Rede Record, apresentou programas na TV Cultura, TVE (Canal Brasil), Rede Petrópolis de Televisão, reportagens na Rio TV Câmara, além de muitos institucionais, 05 peças de teatro, 06 filmes e uma indicação à melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Brasília.
​ Ricardo Torres (Diretor) | Foto: Vivian Fernández
DIRETOR: RICARDO TORRES já dirigiu peças de grandes autores do teatro mundial: Harold Pinter, Maquiavel, Jean Genet, Garcia Lorca, Michel de Ghelderode e Oscar Wilde; do teatro nacional: Dias Gomes, Jorge Andrade, Alcione Araújo, Luiz Fernando Emediato e WJ Solha; e várias de sua própria autoria. Além de autor e diretor, também faz cenários, figurinos, adereços e sonoplastia. É, ainda, roteirista, professor, professor de teatro para terceiro grau e jornalista.

 

 

SERVIÇO:

LUIZ GAMA: uma voz pela liberdade

Com Déo Garcez e Nívia Helen – Direção: Ricardo Torres

Produção: Alan de Jesus e Mário Seixas / MS Events

De 11 de maio a 03 de junho de 2018

Sextas, sábados e domingos, às 19h.

CCJF – Centro Cultural Justiça Federal – Avenida Rio Branco, 241, Centro, Rio de Janeiro/RJ.

Ingressos: R$ 30 inteira e R$ 15 meia-entrada

Vendas: ingressorapido.com. br

Duração: 55 minutos

Classificação: Livre

FICHA TÉCNICA:

Elenco: Déo Garcez e Nívia Helen

Stand- in: Soraia Arnoni
Direção, figurino e cenografia: Ricardo Torres.

Dramaturgia: Déo Garcez

Áudio de abertura (voz): Milton Gonçalves

Trilha sonora: Déo Garcez e Ricardo Torres
Iluminador: Vinícius Gaspar, Alan Leite e Arildo Jr
Produção: Alan de Jesus e Mário Seixas / MS Events.

Coprodução: Olhos D’Água

Programação visual: Mário Seixas

Assessoria de Imprensa: Alan de Jesus e Márcia Araújo.
Fotos: Jean Yoshii, Maurício Code e Vivian Fernández.

Dança contemporânea francesa encerra Projeto Giro das Artes em Fortaleza, dia 4 de maio

 

 

Depois do show StepUp, do grupo musical espanhol Aupa QUARTET, e do espetáculo teatral Hamlet, do suíço Boris Nikitin, o projeto Giro das Artes encerra no dia 04 de maio sua primeira edição com a dança contemporânea de duas atrações da França: Kubilai Khan investigations e Herman Diephuis. A programação acontece às 18 horas no Cineteatro São Luiz, com acesso gratuito. Além das apresentações, haverá workshop de dança ministrado pelos artistas convidados. A atividade é destinada a grupos e bailarinos locais convidados.

Uma das atrações é a companhia Kubilai Khan investigations, fundada há 20 anos e que tem mais de 30 criações representadas na França e em mais de 60 países. Ela traz ao Giro das Artes o solo Black Belt, com o intérprete Idio Chichava. Com criação coreográfica e música de Frank Micheletti e luz de Ivan Mathis, a obra chama o público a contemplar uma África em movimento a partir de uma visão interna e não fantasiada que se tem sobre o continente.

Na mesma noite o público vai conferir Tremor and More, dirigida por Herman Diephuis em colaboração com o bailarino brasileiro Jorge Ferreira, que é o intérprete desta obra. Neste trabalho exploram, através da dança, a capacidade de transformação do intérprete. Nascido em Amsterdã e residente em Paris, Herman Diephuis trabalhou como intérprete por muitos anos com coreógrafos como Régine Chopinot, Mathilde Monnier, Jean-François Duroure, Philippe Decouflé, François Verret, Jerome Bel, Xavier Le Roy e Alain Buffard. Em 2004 criou a associação ONNO para implementar suas próprias criações e projetos.

O GIRO DAS ARTES

O projeto Giro das Artes foi lançado este ano, trazendo ao Ceará artistas de três países com espetáculos e atividades formativas nos campos da música, do teatro e da dança. A mostra conta com um apanhado das dimensões e possibilidades de manifestações artísticas proporcionadas pelas diversidades históricas, geográficas e sociais dos territórios onde as obras foram criadas. O intercâmbio cultural proporcionado ao público é expandido por meio da realização de residência artística, workshop e palestra.

O Giro das Artes tem como realizadores a Quitanda das Artes, o Instituto BR Arte e o Cineteatro São Luiz. Patrocínio: Enel. Apoio cultural: Instituto Francês, Fundação suíça para a cultura Pro Helvetia, Embaixada da França no Brasil e Rede de Festivais – MIT SP, MID e Viva Dança. Produção executiva: Marco Zero. Produção: Cinco Elementos Produções. Apoio institucional: Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, através da Lei Nº 13.811, de 16 de agosto de 2006.

 

Serviço:

DANÇA

Giro das Artes apresenta os solos Black Belt, de Kubilai Khan investigations (França) e Tremor and More, de Herman Diephuis (França) – Dia 04 de maio, às 18h no Cineteatro São Luiz (Rua Major Facundo, 500 – Centro, Fortaleza/CE). GRATUITO. Informações: contato@quitandadasartes.com e (85)3235.4063.

FORTALEZA RECEBE O ESPETÁCULO “A VISITA DA VELHA SENHORA”, DE 10 A 13 DE MAIO, NO TJA

 

O texto do suíço Friedrich Dürrenmatt apresenta um olhar irônico sobre a fragilidade dos nossos valores morais, da justiça e da esperança. Depois de temporada em São Paulo e no Rio de Janeiro, o espetáculo está em turnê pelo Brasil e fica em cartaz em Fortaleza,de 10 a 13 de maio, no Theatro José de Alencar

“Encenar a Visita depois de A Alma Boa e Galileu é quase como finalizar uma trilogia”, diz Denise Fraga. “A trilogia de nosso eterno dilema entre a ética e o ganha pão.”

Em A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht, espetáculo visto por mais de 220 mil pessoas, entre os anos de 2008 e 2010, a personagem principal perguntava: “Como posso ser boa se eu tenho que pagar o aluguel? Como posso ser bom e sobreviver no mundo competitivo em que vivemos?” Em Galileu Galilei, também de Brecht, espetáculo que esteve um ano e oito meses em cartaz e foi visto por mais de 140 mil pessoas, o tema é revisitado: Como posso ser fiel ao que penso sem sucumbir ao poder econômico e político vigente? Como manter meus ideais comprando meu vinho bom?

Agora chega A Visita da Velha Senhora, com 13 atores em cena, em que Friedrich Dürrenmatt expõe a fragilidade de nossos valores morais e de nossa noção de justiça quando a palavra é dinheiro. A protagonista da peça é quase a encarnação mítica do poder material, a milionária Claire Zachanassian, vivida por Denise Fraga, que com seu bilhão põe em xeque a cidade de Güllen.
O espetáculo é uma produção original do SESI São Paulo, cumpriu temporada em São Paulo e Rio de Janeiro. Está em Turnê pelo Brasil e em Fortaleza, “A Visita da Velha Senhora” estará em cartaz nos dias 10, 11, 12 e 13 de maio, no Theatro José de Alencar. Com patrocínio do Bradesco, parceiro e patrocinador de “Alma Boa de Setsuan” e “Galileu Galilei”, e realizado em Fortaleza através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, pela NIA Teatro, Ministério da Cultura e Governo Federal.
A direção é do cineasta Luiz Villaça, que depois do sucesso de Sem Pensar, de Anya Reiss, e A Descida do Monte Morgan, de Arthur Miller, retorna mais uma vez ao teatro. A montagem tem a sofisticação de contar com cenários e figurinos do mineiro Ronaldo Fraga, que foi o vencedor da 30ª edição do Prêmio Shell de Teatro de São Paulo. A batuta do maestro Dimi Kireeff, na direção musical, o desenho de luz de Nadja Naira, da companhia brasileira de teatro, Lucia Gayotto na preparação vocal, Keila Bueno nas coreografias e preparação Corporal e Simone Batata, no visagismo.

A Visita da Velha Senhora teve nominações ao Prêmio Shell nas categorias Melhor Atriz (Denise Fraga) e Melhor Figurino (Ronaldo Fraga) e ao Prêmio Aplauso Brasil nas categorias Melhor Atriz (Denise Fraga), Melhor Direção (Luiz Villaça), Melhor Arquitetura Cênica (Ronaldo Fraga) e Melhor Espetáculo Independente.
O enredo é aparentemente simples. Os cidadãos de Güllen, uma cidade arruinada, esperam ansiosos a chegada da milionária que prometeu salvá-los da falência. No jantar de boas-vindas, Claire Zachanassian impõe a condição: doará um bilhão à cidade se alguém matar Alfred Krank, o homem por quem foi apaixonada na juventude e que a abandonou grávida por um casamento de interesse. Ouve-se um clamor de indignação e todos rejeitam a absurda proposta. Claire, então, decide esperar, hospedando-se com seu séquito no hotel da cidade.

A partir dessa premissa, o suíço Friedrich Dürrenmatt nos premia com uma obra-prima da dramaturgia, construindo uma rede de cenas que se entrelaçam, cheias de humor e ironia, um desfile de personagens humanos e reconhecíveis que pouco a pouco, vão escancarando a nossa fragilidade diante do grande regente de nossas vidas: o dinheiro. Quem mata Krank? Cairá Güllen na tentação de satisfazer o desejo de vingança da milionária? Ou fará justiça? O que é fazer justiça? Até que ponto a linha ética se molda ao poder dinheiro?
Dürrenmatt caracteriza A Visita da Velha Senhora como uma comédia trágica e com seu humor cáustico nos pergunta: Até onde nos vendemos para poder comprar? Como o poder e o dinheiro vão descaracterizando os nossos ideais? Por outro lado, quanto nos custa a não submissão? O texto se desenrola abrindo ainda outros ramos de reflexão. Dürrenmatt era completamente obcecado pela questão da justiça e as sutilezas de suas fronteiras. O que é justo? O que significa justiça em nossos tempos? Até que ponto o valor moral da justiça se adequa ao poder? Reconhecível no Brasil nos dias de hoje? A Visita da Velha Senhora expõe questões que sempre estiveram em pauta na história da humanidade, mas que caem como uma luva em nossos tão tristes tempos.

“Acredito no poder de transformação pela arte. Na formação do indivíduo pela arte. O teatro como espelho do mundo, nos fazendo rir para nos reconhecer, dando voz a nossa angústia, dando palavras àquilo que pensamos e não sabemos dizer. O humor e a poesia nos ajudando a elaborar o pensamento para agir, para transformar, para viver criativamente, para por a mão da massa da nossa história”, afirma Denise Fraga. “Depois de dois anos e meio de A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht, e um ano e meio de Galileu Galilei, do mesmo gênio alemão, sou mais uma vez surpreendida pela potente atualidade de um clássico. Não foi por acaso que cheguei a Dürrenmatt. Foi discípulo, bebeu em Brecht. Lá está o mesmo fino humor, a mesma ironia e teatralidade. Dürrenmatt também se faz valer do entretenimento para arrebatar o público para a reflexão”.
É natural finalizar tal “trilogia” com a obra máxima de Dürrenmatt. Como Brecht, Dürrenmatt é mestre em dissecar as relações de poder e os conflitos morais em suas obras, em questionar o papel do herói e a sua necessidade para uma sociedade justa, em fazer uso do humor para gerar reflexão. Nas três peças: Alma Boa, Galileu Galilei e A Visita da Velha Senhora, tudo isso está explícito. A diferença é que Brecht prefere desconstruir as ilusões de que nos alimentamos e propor uma possível transformação, enquanto Dürrenmatt as mantém vivas e ri delas por serem apenas isso: ilusões, enganos pelos quais lutamos e sempre lutaremos.
Por Denise Fraga

Amo a comédia porque confio no humor e na ironia como um poderoso agente para a reflexão. Só se ri daquilo que se entende. O humor chama o pensamento e, com isso, dá eficácia e prazer à comunicação de uma ideia. É incrível como muitos dos autores tidos como clássicos confiavam nisso, mas estão com a risada do público presa na poeira de suas linhas. É preciso sacudi-las, dar uma escovada, deixá-las voar.

Brecht dizia: divertir para comunicar. Me identifico com isso. Divertir o público e mandá-lo para casa em estado de reflexão é o que tem me garantido a sensação de plenitude com o meu ofício. O sucesso de ALMA BOA e GALILEU me confirmaram a popularidade de Brecht. Mais da metade de nosso público talvez nunca tivesse ouvido falar dele, mas nem por isso deixaram de ser completamente capturados por sua genialidade.
Esta necessidade de propagar aquilo que me tocou o coração, dar-lhe comunicação e clareza para ver mover no outro o que moveu em mim, se tornou mesmo a grande força motriz de meu trabalho. Tem dado certo. E a cada espetáculo, renovo minha esperança de continuar fazendo o Teatro em que acredito.

Ficha Técnica:

Autor: Friedrich Dürrenmatt

Stage rights by Diogenes Verlag AG Zürich

Tradução: Christine Röhrig

Adaptação: Christine Röhrig, Denise Fraga e Maristela Chelala

Direção Geral: Luiz Villaça

Direção de Produção: José Maria

Elenco: Denise Fraga, Tuca Andrada, Fábio Herford, Romis Ferreira, Eduardo Estrela,

Maristela Chelala, Renato Caldas, Beto Matos, David Taiyu, Luiz Ramalho, Fernando Neves,

Fábio Nassar e Rafael Faustino

Direção de Arte: Ronaldo Fraga

Direção Musical: Dimi Kireeff

Trilha Sonora Original: Dimi Kireeff e Rafael Faustino

Desenho de Luz: Nadja Naira

Produção Executiva: Marita Prado

Preparação Corporal e Coreografias: Keila Bueno

Direção Vocal: Lucia Gayotto

Preparação Vocal: Andrea Drigo

Visagismo: Simone Batata

Assistente de Direção: André Dib

Assistente de Produção: Musical Nara Guimarães

Engenheiro de Mixagem: Fernando Gressler

Camareira: Cristiane Ferreira

Assistente de Iluminação e Operador de Luz: Robson Lima

Operador de Som: Janice Rodrigues

Cenotécnicos: Jeferson Batista de Santana, Edmilson Ferreira da Silva

Assessoria Financeira: Cristiane Souza

Fotografia: Cacá Bernardes

Making Off: Pedro Villaça e Flávio Torres

Redes Sociais: Nino Villaça

Programação visual: Gustavo Xella

Assessoria de Imprensa BH: Personal Press

Projeto realizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Produção Original: SESI São Paulo

Patrocínio Exclusivo: Bradesco

Realização: NIA Teatro, Ministério da Cultura e Governo Federal
Serviço:

A Visita da Velha Senhora

Com Denise Fraga, Tuca Andrada, Fábio Herford, Romis Ferreira,

Maristela Chelala, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho,

Rafael Faustino, David Taiyu, Fábio Nassar e Fernando Neves
Dias 10, 11, 12 e 13 de maio

Quinta a sábado, às 20h; Domingo, às 18h

Theatro José de Alencar

Classificação: 14 anos

Duração: 120 min

Gênero: Comédia Trágica

Ingressos:

Plateia R$ 50,00 (R$ 25,00 meia); Frisa R$ 60,00 (R$ 30,00 meia); Camarote R$ 70,00 (R$ 35,00 meia); Torrinha R$ 40,00 (R$ 20,00 meia)

Ingressos à venda na bilheteria do Theatro de terça a domingo, das 14 às 20h

https://ingressando.com.br/a-visita-da-velha-senhora-10-05.html

Eva Wilma apresenta sua história no Theatro Via Sul Fortaleza

 

Em um espetáculo emocionante, a cantora Eva Wilma conta nos palcos do Theatro Via Sul Fortaleza, de forma lúdica, suas memórias e experiências de 65 anos de carreira artística, iniciada nas aulas de violão e canto com Inezita Barroso. Acompanhada por seu filho, Johnnie Beat, e William Paiva, entremeia suas conversas com a interpretação de canções que fizeram parte de sua e nossa história. O espetáculo “Eva Wilma – Casos e canções” acontece no dia 28 de abril, às 21 horas.

Sua impressionante e rica memória trará lembranças da convivência com colegas, grandes atores e atrizes, músicos, cineastas, produtores e empreendedores, que construíram a cultura das artes cênicas do nosso país, desde os primórdios do século XX, no teatro, no cinema, na televisão, nos livros e no suor da dedicação ao trabalho.

O público se emocionará com as histórias, poemas e canções. Do repertório de Inezita traz os clássicos “Uirapuru” e “Azulão”. De sua convivência com Badem Powell canta, em dueto com o filho, “Samba em Prelúdio”, de Baden e Vinícius de Moraes. Do sul do país e das lembranças de suas cantorias de infancia com os pais, “Felicidade”, de Lupiscínio Rodrigues. E de sua admiração pelo poeta Ferreira Gullar e pelo mestre Villa Lobos canta “Trenzinho Caipira”. O trio encerrará interpretando “Tempo Rei”, de Gilberto Gil, que permite sentirmos que “tudo permanecerá transcorrendo, transformando… tempo e espaço navegando todos os sentidos”.

 

 

 

 

Serviço:

Eva Wilma – Casos e canções
Data: 28 de abril
Horário: 21 horas
Local: Theatro Via Sul Fortaleza – Av. Washington Soares, 4335 – Edson Queiroz
Entrada: R$30/60 (superior); R$40/80 (inferior)
Capacidade do Teatro: 732 Pessoas
Informações: (85) 3099-1290
Horário de funcionamento da bilheteria: De segunda a domingo, das 10 às 22h, inclusive feriados.
Acessibilidade: Elevadores, rampas de acesso e assentos especiais.
Estacionamento no Shopping Via Sul
Créditos fotos: John Will e Mila Maluhy

Grupo Dona Zefinha leva dois espetáculos ao Centro de Fortaleza

Depois de circular durante o mês de março por cidades da Paraíba e do Ceará, incluindo uma apresentação em Fortaleza, o grupo Dona Zefinha retorna à Capital para mais dois dias de programação do projeto “Dona Zefinha Volante – Programação Cultural Itinerante”, dias 17 e 19 de abril. O projeto é contemplado pelo edital de chamada pública do Programa de Patrocínios Banco do Nordeste Cultural 2016/2018. Toda a programação tem acesso gratuito.

A circulação comemorativa aos 25 anos de carreira do grupo traz a Fortaleza dois espetáculos para público de todas as idades e uma ação formativa destinada a profissionais da cultura (educadores/professores e estudantes). No dia 17 de abril (terça-feira), às 13h, será realizada a “Vivência Cenomusical” na Escola Municipal João Saraiva Leão, e, às 16h30, apresenta o espetáculo “O casamento de Tabarim”, na calçada do Theatro José de Alencar. E no dia 19, às 12h, o grupo Dona Zefinha estará no Foyer do Cineteatro São Luiz para encenar “Ch@furdo”. A direção é de Orlângelo Leal.

 

ESPETÁCULOS – SINOPSES E FICHAS TÉCNICAS

“O Casamento de Tabarim” (2003) – Tabarim deseja encontrar uma noiva para se casar. Vive inventando trapaças para ganhar dinheiro do modo mais fácil. Górgibus, o velho avarento, é seduzido pelas facetas do malandro e troca sua valiosa aliança por um saco de feijões mágicos. A trapaça é descoberta e o velho, na ânsia de tornar-se rico, vende a alma de sua filha Angélica para Méfisto, um diabo que vagueia pelo mundo em busca de novas almas. O destino cruel faz Tabarim se apaixonar por Angélica e para escapar das garras do velho e conseguir a mão da moça em casamento, aceita enfrentar Méfisto.

Classificação Indicativa: 12 anos. Comédia Teatral: 60min. Texto e Direção: Orlângelo Leal. Figurinos e Adereços: Joélia Braga. Elenco: Orlângelo Leal, Joélia Braga, Ângelo Márcio e Paulo Orlando. Técnica: Junior Pereira e Vanildo Franco.

“Ch@furdo” (2013) – Em “Ch@furdo” três irmãos se reúnem para realizar uma apresentação musical improvisada com a maioria dos instrumentos feitos de materiais alternativos. Ao longo do espetáculo, vão descobrindo, junto do público, diversas formas de composição musical. O irmão mais velho tenta a todo o momento reger e organizar a apresentação, façanha que se torna difícil uma vez que o irmão mais novo sempre se desconcentra atrapalhando os números e deixando o irmão do meio entre a obrigação e a brincadeira. Chafurdo, que significa caos, descontrole, algazarra e festa é o que proporciona os musicômicos Orlângelo Leal, Ângelo Márcio e Paulo Orlando, provocando o público com música excêntrica e outras surpresas. Um espetáculo livre para todos os públicos.

Classificação: LIVRE. Música Excêntrica/comicidade: 60min. Roteiro e Direção: Orlângelo Leal. Figurinos e Adereços: Joélia Braga. Elenco: Orlângelo Leal, Paulo Orlando e Ângelo Márcio. Técnica: Junior Pereira e Vanildo Franco.

 

O projeto

“Dona Zefinha Volante – Programação Cultural Itinerante” é um projeto de difusão, circulação e intercâmbio cultural que passa por cinco cidades. Começou em Sousa, na Paraíba, de 9 a 11 de março, esteve em Juazeiro do Norte de 22 a 24 de março, em Jaguaribe de 6 a 8 de abril e, além de Fortaleza, onde esteve no dia 27 de março e retorna agora nos dias 17 e 19 de abril, o Dona Zefinha encerra a temporada em Itapipoca, cidade do grupo, com programação de 11 a 13 de maio.

Esta é a quarta edição do projeto Dona Zefinha Volante, que teve início em 2013 com circulação no Nordeste, em 2015 passou por bairros de Itapipoca e teve sua terceira etapa na região Sul do Brasil em 2016. Apresentada pelo do Ministério da Cultura e realizada pela Casa de Teatro Dona Zefinha, a nova circulação tem, além do Banco do Nordeste, o patrocínio das empresas Grande Moinho Cearense, Rubberloss e DASS.

 

Serviço:

“Dona Zefinha Volante – Programação Cultural Itinerante” – Dias 17 e 19 de abril em Fortaleza. Dia 17, às 13h, ação formativa “Vivência Cenomusical” na Escola Municipal João Saraiva Leão (Av. Professor José Arthur de Carvalho, 42-258 – Lagoa Redonda). Espetáculos: Dia 17, às 16h30, “O Casamento de Tabarim” na calçada do Theatro José de Alencar (R. Liberato Barroso, 525 – Centro); Dia 19, às 12h, “Ch@furdo”, no Foyer do Cineteatro São Luiz (Rua Major Facundo, 500 – Centro). As apresentações fazem parte do projeto de circulação “Dona Zefinha Volante – Programação Cultural Itinerante”. Acesso livre e gratuito. Informações: (88) 98870-0007.

 

CIRCULAÇÃO EM FORTALEZA (CE)

17 de abril | Terça-Feira

13h – Vivência Cenomusical Local: Escola Municipal João Saraiva Leão (Professor Jose Arthur De Carvalho, 50, Lagoa Redonda)

16h30 – Espetáculo O casamento de Tabarim. Local: Calçada do Theatro José de Alencar (Praça José de Alencar, Centro)

19 de abril | Quinta-Feira

12h – Espetáculo Ch@furdo. Local: Foyer do Cineteatro São Luiz (Rua Major Facundo, 500 – Centro)

Coletivo de compositores, 5 A SECO, apresenta o álbum Síntese em Fortaleza

 

Crédito: Dani Gurgel

Método, processo ou operação que consiste em reunir elementos diferentes, concretos ou abstratos, e fundi-los num todo coerente. Esta é, sem mudar uma vírgula, a definição do verbete síntese encontrada na wikipedia. Esta é, sem mudar uma vírgula, a descrição fiel e precisa do funcionamento interno do 5 a Seco ao longo dos quase oito anos de trajetória até o momento. Após o lançamento do álbum “Síntese”, no Rio de Janeiro, no Teatro Bradesco Rio, dia 17 de março de 2018, agora a Opus Promoções confirma apresentações em Fortaleza (dia 18 de maio, no Teatro RioMar Fortaleza), Recife (dia 19 de maio, no Teatro RioMar Recife) e Porto Alegre (dia 29 de julho, no Teatro do Bourbon Country). Confira o serviço completo abaixo.

Num grupo que nasceu com o preceito de ser a união de cinco artistas com carreiras e formações singulares — um coletivo de compositores e não uma banda –, reunir elementos diferentes e fundi-los num todo coerente é um processo contínuo: uma síntese por dia. Mas é mais do que isso.

Porque é possível emprestar as consagradas categorias da dialética hegeliana de tese, Antítese e síntese, e traçar um imediato paralelo com a trajetória fonográfica. Ao vivo no Auditório Ibirapuera (2012) é a tese: a potência do encontro dos cinco cantautores apresentada como ela nasceu, num espetáculo ao vivo. A ideia das trocas de formação instrumental, da ausência de uma formação fixa, com os cinco integrantes dispostos em linha na frente do palco: tudo isso está ali.

Policromo (2014) é a antítese: um álbum de estúdio, cheio de overdubs e experimentações sonoras, com uma procura muito mais detalhada de timbres e texturas, um flerte com uma sonoridade de banda pop: um passo adiante, um contraponto.

Síntese é a integração desses dois mundos.

Do primeiro trabalho, retorna a ideia de experimentar longamente um show antes de registrá-lo em álbum; a noção de que é nas apresentações ao vivo que o 5 a Seco se mostra em sua forma essencial e o conceito da formação em linha, aqui radicalizado, retirando os instrumentos que ficavam ao fundo do palco e posicionando-os à frente.

Essa escolha tem a ver com a afirmação da identidade conceitual do coletivo. Um exemplo: a bateria sai de um praticável distante e aparece agora desmembrada em pequenas estações espalhadas entre os cinco microfones, acarretando não só diferentes texturas sonoras como também uma nova postura cênica e musical dos integrantes no palco.

Este tipo de encaminhamento não seria possível sem a vivência de gravação em estúdio de Policromo, de onde conservam a inquietude de uma pesquisa timbrística cada vez mais detalhista; a procura de uma sonoridade singular presente na profusão de pedais de guitarras; a adoção cada vez mais clara de teclados e sintetizadores e o uso da tecnologia como ferramenta de criação.

Pode saltar aos olhos e ouvidos, nesta nova etapa, a falta do violão, que é o instrumento de origem de cada um dos músicos e com o qual foram tantas vezes associados. Bem, isso não é uma ruptura: é apenas o comprometimento com a procura de uma sonoridade surpreendente- não só para os ouvintes, mas também para eles mesmos. O violão permanece como nossa matriz afetiva, a foto de nossa aldeia, onde vão fabricar as canções para apresentar ao mundo.

Mas é mais do que isso.

É a alegria dos cinco (Leo Bianchini, Pedro Altério, Pedro Viáfora, Tó Brandileone e Vinicius Calderoni) de estarem juntos e a crença compartilhada na importância do encontro. É a chance de olhar e considerar o outro num momento de crescimento da intolerância no mundo. E, na celebração deste encontro, a crença na força das canções e a sorte de poder tocá-las e cantá-las. E melhor: fazer isso junto.

Em síntese, é isso.

DISCOGRAFIA:

5 a seco

ao vivo no auditório ibirapuera

O primeiro álbum do grupo foi gravado em 2011 no Auditório Ibirapuera e contou com as participações de Lenine, Chico César e Maria Gadu. O CD/DVD está inteiramente disponível no youtube.

5 a seco

policromo

Segundo álbum do grupo, o primeiro de estúdio. Foi gravado na Gargolândia, em 2014, com o apoio da Natura Musical. O CD foi produzido por Alê Siqueira e Tó Brandileone.

FORMAÇÃO DE 5 A SECO:

Um grupo formado por cinco artistas, todos compositores, sem protagonistas. Também são cantores e instrumentistas.

PEDRO VIÁFORA – Formado em jornalismo, o músico Pedro Viáfora (27) lançou seu primeiro disco solo em 2013. O álbum, intitulado Feliz pra Cachorro, contou com produção musical do pai e parceiro, Celso Viáfora.

LEO BIANCHINI – Músico formado pela Faculdade Santa Marcelina, Leo Bianchini é pesquisador e produtor musical. Aos 32 anos, também desenvolve trabalho com o coletivo “Mundrungo”.

VINICIUS CALDERONI – Aos 31 anos, Vinicius desenvolve carreira na música, teatro, cinema e televisão e já lançou dois álbuns solo. É fundador da cia teatral Empório de Teatro Sortido. Como “melhor autor”, recebeu o Prêmio Shell 2015 por “Ãrrã” e o Prêmio APC 2016ª por “Os arqueólogos”.

TÓ BRANDILEONE – Aos 30 anos, já lançou três discos próprios. Além da carreira artística, Tó vem se destacando como produtor musical, já tendo produzido dezenas de outros trabalhos. Em 2016, fez a direção musical do espetáculo “Gabriela Um Musical”, de João Falcão, baseado na obra de Jorge Amado.

PEDRO ALTÉRIO – Sócio proprietário do estúdio Gargolândia, Pedro Alterio (29) trabalha diariamente com gravação, captação de áudio e produção musical. Em 2012, lançou um disco em parceria com o pianista Bruno Piazza.

Classificação: Livre

Duração: 70 minutos

Realização: OPUS PROMOÇÕES

FORTALEZA (CE)
Dia 18 de maio
Sexta-feira, às 21h
Teatro RioMar Fortaleza (Rua Desembargador Lauro Nogueira, 1500 Piso L3 – Shopping RioMar Fortaleza – Papicu / Fortaleza – CE)
www.teatroriomarfortaleza.com.br

INGRESSOS:

Setor

Valor

Meia-Entrada

Plateia Alta

R$ 70,00

R$ 35,00

Plateia Baixa B

R$ 90,00

R$ 45,00

Plateia Baixa A

R$ 100,00

R$ 50,00

*Descontos não cumulativos a demais promoções e/ou descontos;
** Política de venda de ingressos com desconto: as compras poderão ser realizadas nos canais de vendas oficiais físicos, mediante apresentação de documentos que comprovem a condição de beneficiário. Nas compras realizadas pelo site e/ou call center, a comprovação deverá ser feita no ato da retirada do ingresso na bilheteria e no acesso à casa de espetáculo;
***A lei da meia-entrada mudou: agora o benefício é destinado a 40% dos ingressos disponíveis para venda por apresentação. Veja abaixo quem têm direito a meia-entrada e os tipos de comprovações oficiais no Ceará:
– IDOSOS (com idade igual ou superior a 60 anos) mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.
– ESTUDANTES mediante apresentação da Carteira de Identificação Estudantil (CIE) nacionalmente padronizada, em modelo único, emitida pela ANPG, UNE, UBES, entidades estaduais e municipais, Diretórios Centrais dos Estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos. Mais informações: www.documentodoestudante.com.br
– PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E ACOMPANHANTES mediante apresentação do cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da Pessoa com Deficiência ou de documento emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que ateste a aposentadoria de acordo com os critérios estabelecidos na Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013. No momento de apresentação, esses documentos deverão estar acompanhados de documento de identidade oficial com foto.
– JOVENS PERTENCENTES A FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA (com idades entre 15 e 29 anos) mediante apresentação da Carteira de Identidade Jovem que será emitida pela Secretaria Nacional de Juventude a partir de 31 de março de 2016, acompanhada de documento de identidade oficial com foto.
– JOVENS COM ATÉ 15 ANOS mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.
– PROFESSORES DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO DE FORTALEZA mediante apresentação de carteira funcional emitida pela Secretaria Municipal de Educação e Assistência Social (SEDAS).
– DOADORES REGULARES DE SANGUE mediante apresentação de documento oficial válido, expedido por banco de sangue. São considerados doadores regulares de sangue aqueles registrados nos bancos de sangue cos hospitais do Estado do Ceará.
**** Caso os documentos necessários não sejam apresentados ou não comprovem a condição do beneficiário no momento da compra e retirada dos ingressos ou acesso ao teatro, será exigido o pagamento do complemento do valor do ingresso.

 

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS:

Site: www.uhuu.com

Atendimento: falecom@uhuu.com

Bilheteria do Teatro RioMar Fortaleza: Rua Desembargador Lauro Nogueira, 1500 Piso L3 –

Shopping RioMar Fortaleza – Papicu / Horário de funcionamento: de terça-feira a sábado, das

12h às 21h, e domingo e feriados, das 14h às 20h. Em dias de apresentações: das 12h até o

início da última apresentação. Segunda-feira: fechada.

Cordel do Fogo Encantado apresenta Viagem Ao Coração Do Sol

 

 

 

 

O grupo Cordel do Fogo Encantado lança nesta sexta, 06 de abril, o disco Viagem Ao Coração Do Sol. O quarto trabalho autoral da banda traz canções que ficaram guardadas durante a pausa e composições nascidas no reencontro de Lirinha (voz e pandeiro), Clayton Barros (violão e voz), Emerson Calado (percussão e voz), Nego Henrique (percussão e voz) e Rafa Almeida (percussão e voz). Diante da grande espera pela volta do Cordel, os cinco integrantes não veem a hora de encontrar o público para apresentar as novas músicas.

São 13 faixas que seguem a tradição dos títulos duplos da literatura de cordel e que dialogam com os sentimentos humanos ao longo de uma história de cinco personagens, que percorrem caminhos, por vezes misteriosos e mágicos, em busca da filha do vento, chamada Liberdade. Gravado no Estúdio El Rocha, em São Paulo, e em Fortaleza, no Totem Estúdio, o disco é uma continuidade no processo criativo da banda. “A mística que envolve o Cordel se manteve suspensa durante esses oito anos. Inicialmente, éramos um grupo de teatro, o nome da banda era o título de um espetáculo.

No nosso primeiro disco, contamos a história do Fogo Encantado. Depois falamos de um Palhaço de um Circo sem Futuro, uma metáfora da existência humana. E, por fim, na turnê do álbum Transfiguração, apresentamos um cenário que se recolhe para uma espécie de pausa, algo bem significativo para o momento em que se deu, mesmo não sendo planejado”, conta o vocalista. Portanto, para a volta do grupo, serão apresentados elementos que prosseguem a essa narrativa do terceiro disco, “agora é momento de sair para o sol, florescer, caminhar em direção à luz, sair de dentro da terra, rasgar o casulo em busca da Liberdade”, completa Lirinha.

A capa e encarte, que foi lançado em CD primeiramente, foram desenvolvidos pelo estúdio de design Savia Design&Branding e traz diferentes elementos, como a luz, o raiar, o vento e o otimismo representados na forma de um personagem, uma vez que esses símbolos transitam por todo o disco. “Criamos uma figura de luz, uma persona do movimento, que nasce da terra como um sopro de otimismo e cor”, comenta Lucas Bacic, que assina a direção criativa ao lado de Lucas Falcão.

 

Shows

Até o lançamento do disco, as datas divulgadas são: 21 de abril em Salvador-BA, na Concha Acústica, dia 28 no Rio de Janeiro-RJ, no Circo Voador, 12 de maio em Recife-PE no Clube Português, 19 de maio em Belo Horizonte-MG, no Music Hall, 09 de junho no João Rock, em Ribeirão Preto-SP e 15 de junho em Fortaleza-CE, no Dragão do Mar.

 

Para ouvir:
Loja Cordel: https://bit.ly/2q8sT0b
Spotify: https://spoti.fi/2Ix2bpm
Deezer: https://www.deezer.com/br/album/59398282
Google Play: https://goo.gl/Kiwmpo
Amazon Music: https://amzn.to/2GYuGPy
iTunes e Apple Music: https://apple.co/2Ixexhc

VALOR SUGERIDO R$25,00
FAIXA A FAIXA
01 – O Sonho Acabou (Lira)

02 – Sideral ou Quem Ama Não Vê Fim (Lira, Clayton Barros, Emerson Calado, Nego Henrique e Rafael Almeida)

03 – Raiar ou O Vingador Da Solidão (Lira)

04 – Força Encantada ou Largou As Botas E Mergulhou No Céu (Lira, Clayton Barros, Emerson Calado, Nego Henrique e Rafael Almeida)

05 – Liberdade, A Filha Do Vento (Lira)

06 – No Compasso Da Mãe Natureza ou O Amor, A Pureza e A Verdade (Lira, Clayton Barros, Emerson Calado, Nego Henrique e Rafael Almeida)

07 – Pra Cima Deles Passarinho ou Semente Brilhante (Lira, Clayton Barros, Emerson Calado, Nego Henrique e Rafael Almeida)

08 – Dentro Dos Teus Olhos ou Passageira Florescente (Lira, Clayton Barros, Emerson Calado, Nego Henrique e Rafael Almeida)

09 – Destilações (Maviael Melo e Alisson Menezes)

10 – Eternal Viagem (Lira, Clayton Barros, Emerson Calado, Nego Henrique e Rafael Almeida)

11 – Conceição ou Do Tambor Que Se Chama Esperança (Lira, Clayton Barros, Emerson Calado, Nego Henrique e Rafael Almeida)

12 – Primeira Paisagem ou A Flor Molhada (Lira, Clayton Barros, Emerson Calado, Nego Henrique e Rafael Almeida)

13 – Cavaleiro Das Estradas Do Sol (Clayton Barros)

FICHA TÉCNICA
Produção musical: Fernando Catatau

Engenheiro de Som: Éric Yoshino, Gabriel Arbex e Fernando Takara

Mixagem: Yuri Kalil e Fernando Catatau no Totem Estúdio-CE

Arranjos: Cordel do Fogo Encantado

Direção Executiva: Fogo Encantado Iniciativas Culturais

Masterização: Felipe Tichauer no estúdio Red Traxx-EUA

Participações especiais: Fernando Catatau, Nataly Rocha, Jeyce Viana e Rian Batista.

Gravado no estúdio El Rocha (São Paulo) e no Totem Estúdio (Fortaleza)
CAPA & ENCARTE
Desenvolvido por Savia Design&Branding

Direção Criativa: Lucas Bacic e Lucas Falcão

Fotografias: Lucas Bacic

Projeto Gráfico: Lucas Bacic e Lucas Falcão

Modelo: Eduardo Nóbrega

Arquivo: ​
Capa Viagem Ao Coração do Sol.jpg

CORDEL DO FOGO ENCANTADO É
Lirinha – Voz

Clayton Barros – Voz e Violões

Nego Henrique – Voz e Percussões

Emerson Calado – Voz e Percussões

Rafael Almeida – Voz e Percussões
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SITE:

Cordel do Fogo Encantado
DISCOGRAFIA

Cordel do Fogo Encantado (2001)

O Palhaço do Circo Sem Futuro (2002)

MTV Apresenta: Cordel do Fogo Encantado (2005) DVD

Transfiguração (2006)

Viagem Ao Coração Do Sol (2018)

 

Sobre o Cordel do Fogo Encantado

No ano 1997, em Arcoverde, sertão de Pernambuco, no Nordeste brasileiro, surgiu um grupo cênico-musical, compartilhando o teatro e a poesia oral e escrita dos cantadores e ritmos afro-indígenas da região. E, dessa mistura, nasceu o espetáculo: Cordel do Fogo Encantado.

Cordel é sinônimo de história de um povo em forma de poesia. Enquanto, Fogo é o elemento mais representativo do lugar de origem e da intenção músico-poética inconstante e mutável do grupo. Já Encantado ressalta a visão fantástica e profética dos mistérios entre o céu e a terra.

Por dois anos, o espetáculo, sucesso de público, percorreu o interior pernambucano.

No carnaval de 1999, o Cordel se apresentou no Festival Rec-Beat, em Recife, e adaptou a narrativa do Fogo Encantado aos palcos de rua. Nisso, a estreia no carnaval pernambucano chamou a atenção da crítica, e o que era, até então, sucesso regional, ultrapassou as fronteiras, ganhando visibilidade em outros estados e a condição de revelação da música brasileira.

Foi quando a banda consolidou sua formação definitiva com os arcoverdenses José Paes de Lira (Lirinha), Clayton Barros e Emerson Calado, e os percussionistas recifenses, Nego Henrique e Rafael Almeida (do Morro da Conceição).

Através da poesia de Lirinha, a força do violão de Clayton, a referência rock de Emerson e o peso da levada dos tambores dos ogãs Rafa e Nego Henrique, o Cordel do Fogo Encantado passou a percorrer o país, conquistando a todos com suas apresentações únicas e antológicas. Surpreendendo não somente, pela ousada mistura sonora, mas também, pela intensidade cênica de seus integrantes e os requintes de um projeto de iluminação e cenário.

Em 2001, com a produção musical de Naná Vasconcelos, o grupo lançou seu primeiro álbum: Cordel do Fogo Encantado. A evolução artística ampliou ainda mais o alcance do som da banda que, atuando de forma independente, por onde passava, ganhava mais público e atenção da mídia.

Em 2003, o grupo lançou seu segundo registro de estúdio: O Palhaço do Circo Sem Futuro, co-produzido pelos próprios integrantes e por Buguinha Dub e Ricardo Bolognine. O álbum foi considerado pela crítica especializada um dos mais inventivos trabalhos musicais produzidos nos últimos anos. Em turnê, seu show ganhou projeção internacional, com apresentações na Bélgica, Alemanha, França e Portugal.

Em outubro de 2003, o Cordel do Fogo Encantado lançou o DVD “MTV Apresenta”, o primeiro registro audiovisual da banda. “Transfiguração”, terceiro álbum, lançado em setembro de 2006, com produção de Carlos Eduardo Miranda e Gustavo Lenza, e mixagem de Scotty Hard, vem transformar, ainda mais, a linha tênue entre poesia, artes cênicas e música, firmando o Cordel do Fogo Encantado como um dos grupos mais representativos no cenário da música independente nacional.

Entre os prêmios conquistados pelo grupo estão o de banda revelação pela APCA (2001), melhor grupo nacional pelo BR-Rival (2002), Caras (2002), TIM (2003), Qualidade Brasil (2003), bicampeonato do prêmio Hangar (2002 e 2003) e APCA, como melhor compositor nacional, Lirinha (2006).

No cinema, a banda participou do filme de Cacá Diegues, Deus é Brasileiro, e do documentário O Homem que Engarrafava Nuvens, de Lírio Ferreira.Em fevereiro de 2010, após 13 anos de trabalho ininterrupto, a banda anunciou a paralisação de suas atividades.

No início de 2017, o Cordel do Fogo Encantado voltou a se reunir para a criação de um novo disco, que será lançado em abril de 2018, e turnê, que dará início logo em seguida.

Na Sexta-Feira Santa acontecerá encenação da tradicional Paixão de Cristo de Paracuru

 

 

Com a chegada da Semana Santa, as tradicionais encenações da vida de Jesus Cristo ganham destaque na programação cultural. O feriado católico oferece além das várias festividades, uma oportunidade de relembrar passagens emblemáticas da vida de Jesus.

Em Paracuru, a tradicional Paixão de Cristo é encenada no espetáculo “Jesus Vive” que reúne cerca de 300 artistas do teatro, música, canto, dança e poesia, criando uma inter-relação das artes. A montagem será apresentada na Sexta-Feira Santa (30 de março), às 20h, ao ar livre na Praça do Farol, com acesso gratuito. Além do espetáculo, a programação especial da Semana Santa na cidade terá na noite de sábado (31), às 20h, shows das bandas Som e Louvor e Rosa de Saron na Praça de Eventos.

Apresentado em formato Ópera Sacra, com inspiração na obra do cineasta italiano Franco Zeffirelli, o espetáculo “Jesus Vive” é uma criação do bailarino e coreógrafo Flávio Sampaio. A montagem conta a trajetória de um Cristo revolucionário, que ousou pregar o amor em tempos de ódio. A cada ano a encenação propõe uma temática de reflexão e para esta edição o tema escolhido foi “corrupção”.

 

Histórico

A encenação da Paixão de Cristo em Paracuru começou m 1996 no distrito de Umarizeiras, idealizada por um grupo de jovens da localidade, como parte das festividades da Semana Santa. Anos depois, em 2002, a convite da Prefeitura de Paracuru, a apresentação passou a acontecer também na sede do município com o apoio da artista plástica, Teresinha de Fátima. Em 2003 teve início a parceria com o bailarino e coreógrafo Flávio Sampaio, que levou as apresentações para o pátio em frente à Igreja Matriz. A versão atual, “Jesus Vive”, em formato de Ópera Sacra, foi criada por Flávio Sampaio em 2008, quando passou a ser apresentada na Praça do Farol.

A Paixão de Cristo de Paracuru tem como realizadores a Prefeitura Municipal de Paracuru e a Secretarias de Turismo, Cultura e Meio Ambiente. Co-patrocínio: CDL de Paracuru, Jel Super Mercados, Luanda Mercantil, Atacadão Luando, Madrice Frios. Apoio institucional das secretarias municipais de Educação, de Infraestrutura e de Segurança.

JESUS VIVE – FICHA TÉCNICA

CONCEPÇÃO, ROTEIRO e DIREÇÃO: Flávio Sampaio. ASSISTENTE DE DIREÇÃO: Alex Santiago. PRODUÇÃO DE PALCO: Miliane Moura e Wanderson de Sousa. DESENHO DE LUZ: Flávio Sampaio. FIGURINO: Teresinha de Fátima. COREOGRAFIA: Rochele Conde e Márcio Reis. DIREÇÃO DE SOM: Jocasta de Castro.
ELENCO: Mikael Cipriano (JESUS), Lúcia Rocha (MARIA), Jamerson Renan (JOSÉ), Luís Carlos Rocha (PEDRO), Romário Santiago (PILATOS), Djacir Gleuber (JOÃO BATISTA), Eduardo Teixeira (HERODES), Nathanny Dheinny (HERODÍADES), Evandro Cipriano (PROFETA), Lairton Freitas (JESUS RESSUSCITADO).
PARTICIPAÇÃO: Banda de Música Mestre Pixuna (Maestro Madiel Santos), Companhia de Dança de Paracuru (Direção Flávio Sampaio), Coral das Escolas Públicas de Paracuru (Maestrina Jéssica Barbosa), Cia de Teatro Medusa (Direção Jefferson Mendonça), Conexão Break (Coordenação Mateus Reinaldo), Escola de Dança de Paracuru (Coordenação Miliane Moura), Everton Lucas (Cantor, ator e bailarino), Orquestra de Flautas de Paracuru (Maestro Josieligton Rodrigues), Rapper Adail, Ritinha (Cantora gospel), Teatro Sacro de Umarizeiras (Coordenação de Luís Carlos Rocha e Evandro Cipriano).

 

SERVIÇO

SEMANA SANTA DE PARACURU

Paixão de Cristo de Paracuru “Jesus Vive” – Dia 30 de março, (sexta-feira), às 20h. Local: Praça do Farol, Paracuru – CE. Informações: (85)98162-2847.

Bandas Som e Louvor e Rosa de Saron – Dia 31 de março (sábado), às 20h. Local: Praça de Eventos, Paracuru-CE.

“Cinderella, o musical” promete encantar público infantil no Theatro Via Sul Fortaleza

 

 

 

A magia permanece eterna. A prova é o sucesso de ‘Cinderella, o Musical’, que após ser visto por mais de 120 mil pessoas, entre Rio e São Paulo, inicia a turnê nacional por Fortaleza. Com realização da Fábula Entretenimento, direção de produção de Renata Borges, direção por Charles Moeller e Claudio Botelho, o musical fica em cartaz de 29 de março a 1º de abril, no Theatro Via Sul Fortaleza.

O espetáculo ganhou o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Cenografia e teve indicações aos principais prêmios do país (Reverência, Botequim Cultural, Musical Cast, Aplauso Brasil e Arte Qualidade Brasil). ‘Cinderella, o musical’ é apresentado pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros, patrocínios da Apsen Farmacêutica, Alelo e CVC.

Para a turnê, ‘Cinderella’ viaja com algumas modificações no elenco: Bruna Guerin interpreta o papel título e André Loddi, o Príncipe Topher. Consagrados atores de musicais, os dois seguirão na turnê nacional a partir de agora. Bruna se destacou em ‘Urinal, o musical’, vencendo o Prêmio Bibi Ferreira de melhor atriz de 2015. Recentemente, esteve nos palcos em ‘Cantando na Chuva’. Já participou de grandes montagens como ‘Rocky Horror Show’, ‘Hair’ e ‘O Mágico de Oz’. Já André Loddi esteve em espetáculos como ‘Wicked’, ‘Ghost’, ‘O homem de la mancha’ e ‘O Despertar da primavera’, entre outros.

Ivanna Domenyco segue interpretando a fada madrinha, Marie. O elenco traz ainda Talitha Pereira (Madrasta), Igor Miranda (Jean-Michel), Luana Bichiqui (Charlotte), Letícia Mamede (Gabrielle), Marino Rocha (Sebastian), Fernando Palazza (Lorde Pinkleton). O coro feminino é formado por Nathalia Serra, Caru Truzzi, Sofia Peres, Natacha Travassos, Thati Abra e Gabi Camisotti. O coro masculino traz Philipe Azevedo, Thiago Garça, Fábio Galvão, Daniel Suleiman, Sergio Galdino, Felipe Hideky e Bruno Kimura.

O musical também conquistou a crítica e foi indicado aos principais prêmios do país: cinco indicações ao Prêmio Reverência (Melhor espetáculo, figurinos, atriz coadjuvante (Giulia Nadruz), coreografia e iluminação, nove indicações ao Prêmio Botequim Cultural (incluindo Melhor Espetáculo Musical, melhor direção, melhor ator (Bruno Narchi), melhor atriz (Bianca Tadini e Totia Meireles); 10 indicações ao Musical Cast, incluindo melhor produção, melhor montagem de musical estrangeiro, melhor atriz, melhor atriz coadjuvante, melhor direção e melhor direção musical; duas indicações ao Aplauso Brasil (Melhor espetáculo voto popular e atriz coadjuvante (Giulia Nadruz)) e duas indicações ao Arte Qualidade Brasil (Melhor atriz – Totia Meireles e Bianca Tadini). Além disso, , venceu o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Cenografia e o Blog do Arcanjo elegeu Ivanna Domenyco como melhor atriz coadjuvante.

‘Cinderella’ é uma realização da Fábula Entretenimento, de Renata Borges, que tinha como sonho realizar a turnê nacional.
“Precisamos levar qualidade e magia para outros estados além do Rio e São Paulo. É importante fomentar cultura, o público brasileiro merece. E acho fundamental apresentar o espetáculo com o mesmo nível da montagem dos Estados Unidos. E levar o melhor da Broadway a outros estados é um desejo meu e compromisso diante ao Ministério da Cultura. Foi assim com o musical ‘Sim Eu Aceito!’ e estamos realizando com ‘Cinderella’. Tenho certeza que as pessoas ficarão encantadas”, celebra Renata, que complementa: “negociei a encenação de ‘Cinderella’ diretamente com o escritório em Nova Iorque. Esta foi, sem dúvida, a maior produção teatral de 2016 e seguirá por todo o Brasil em 2017”.

 

O conto de fadas
Quem nunca sonhou com um príncipe encantado? Esse é um desejo universal e deu origem a uma série de contos de fadas que se perpetuam de geração em geração. Nenhum deles, contudo, é mais famoso do que Cinderella, a gata borralheira que se transforma em princesa por um dia e encontra seu grande amor graças ao sapatinho de cristal perdido. E assim são felizes para sempre! Essa célebre história de amor ganhou uma versão musical para a TV, em 1957, com canções de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein e chegou à Broadway em 2013.

‘Cinderella’, de Rodgers e Hammerstein, foi exibido pela primeira vez na TV (na CBS), estrelado por Julie Andrews, em março de 1957, e é, até hoje, o programa mais visto da história da televisão americana. O musical é baseado na versão do conto de fadas ‘Cinderella’, particularmente na versão francesa Cendrillon ou La Petite Pantoufle de Verre, de Charles Perrault. Este é o único musical da dupla escrito especialmente para a televisão e ganhou duas novas versões: em 1965 e 1997.
O musical da Broadway estreou em 2013, com novo texto de Douglas Carter Beane, e teve nove indicações ao Tony Awards, além de vencer três Dramas Desk. É a primeira vez que o musical ganha uma montagem fora dos Estados Unidos.

A direção musical é de Carlos Bauzys (‘O homem de la mancha’, ‘A madrinha embriagada’, ‘Nuvem de lágrimas’, ‘Alô, Dolly!’, entre outros), que comandou a orquestra de 16 músicos ao longo das temporadas de SP e Rio, assim como a gravação, edição e mixagem das trilhas para a turnê nacional. Os figurinos são de Carol Lobato, a luz é de Maneco Quinderé, Rogério Falcão assina a cenografia e a coreografia é de Alonso Barros.
SERVIÇO

Cinderella de Rodgers & Hammersteins
Datas: 29, 30, 31 de março e 1º de abril de 2018
Horário: quinta e sexta 20h; sábado 16h e 20h e domingo 16h
Local: Theatro Via Sul Fortaleza – Av. Washington Soares, 4335 – Edson Queiroz
Ingressos: plateia inferior – a partir de R$ 50 (meia) e R$ 100 (inteira)
plateia superior – a partir de R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira)
Classificação: Livre
Duração: 135 minutos
Capacidade do Teatro: 732 Pessoas
Informações: (85) 3099-1290
Horário de funcionamento da bilheteria: De segunda a domingo, das 10 às 22h, inclusive feriados.
Acessibilidade: Elevadores, rampas de acesso e assentos especiais.
Estacionamento no Shopping Via Sul

Musical “Jesus, O Cristo”, chega à sétima edição no Ceará

 

Nos dias 23, 24, 28, 29 e 30 deste mês, será exibido o musical “Jesus, O Cristo”, que conta a história do filho de Deus, até a sua ressurreição. Com 120 integrantes, a peça está no seu sétimo ano de apresentação e já faz parte do calendário cultural do Ceará no período da Semana Santa. Para ter acesso ao espetáculo, basta trocar 2 kg de alimentos não perecíveis por um ingresso. Serão 2 pontos de retirada antecipada dos tickets, no dia 25 de março, das 9 às 18h. Os ingressos, porém, são limitados.

O musical, produzido pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, já emocionou mais de 20 mil expectadores com apresentações em Fortaleza, região metropolitana e no interior do estado. A peça é dirigida pelo ator e diretor Cicero Medeiros. Durante as cenas mais tocantes do espetáculo, apresentações musicais acrescentam suavidade, beleza e principalmente emoção à história, tocando fundo nos expectadores.

Em 2018, o show vai contar pela primeira vez com uma apresentação na cidade de Itapipoca, no Ginásio Danuzão, no dia 24. Na capital, o espetáculo acontece no RioMar Kennedy, no dia 28, e no Teatro José de Alencar, nos dias 29 e 30 de março. Na região metropolitana, em Caucaia, o musical será exibido no Anfiteatro da cidade, no dia 23.

Os alimentos arrecadados serão destinados às associações Cristo Rei e Madre Paulina, que cuidam de crianças em situação de risco. O produtor voluntário da peça, Hidal Rodrigues, comentou sobre a importância da ação solidária do musical: “O intuito da doação dos alimentos é lembrar o significado da Páscoa, tanto para os fiéis quanto para os beneficiados. A data é sinônimo de solidariedade, empatia e amor. O espetáculo, além de ser um evento cultural que vem ganhando cada vez mais tradição, busca, principalmente, disseminar o bem”, completou.

 

SERVIÇO:
Musical “Jesus, O Cristo” – troca de ingressos
Data: 25/03
Horário: das 9 às 18h
Rua Guilherme Moreira 317 – Fátima
Avenida Doutor Silas Munguba, 4850, Serrinha