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Dragão do Mar

Dragão do Mar abre mostras da 6ª edição do Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça, nesta sexta-feira (18)

 

Nesta sexta-feira (18), o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura receberá 3 exposições da 6ª edição do Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas. A abertura da itinerância Fortaleza será realizada no Museu de Arte Contemporânea do Ceará – MAC |CE –, às 18h, e será marcada por uma visita às exposições, guiada pelos curadores Marcus Lontra, Josué Mattos e Dodora Guimarães Esmeraldo, além da performance Verzuimd Braziel com o artista Daniel Santiago. O acesso é gratuito.

O conjunto das mostras ocupará todo o MAC|CE. Uma delas é composta pelos trabalhos dos cinco artistas vencedores da sexta edição do Prêmio: Daniel Lannes (RJ), Fernando Lindote (SC), Jaime Lauriano (SP), Pedro Motta (MG) e Rochelle Costi (SP). Em outro espaço, a exposição Verzuimd Braziel – Brasil Desamparado, de Josué Mattos, curador premiado desta edição, apresenta trabalhos dos artistas André Parente, Anna Bella Geiger, Carla Zaccagnini, Cildo Meireles, Clara Ianni, Dalton Paula, Daniel Jablonski e Camila Goulart, Daniel Santiago, Ivan Grilo, Lourival Cuquinha, Regina Parra, Regina Silveira, Santarosa Barreto, Thiago Honório, Thiago Martins de Melo e Vitor Cesar.

O MAC | CE recebe ainda parte da exposição A Intenção e o Gesto, que este ano conta com curadoria de Marcus Lontra e traz uma homenagem a Sérvulo Esmeraldo, considerado um dos pioneiros da arte cinética no Brasil, expondo 40 obras do artista cearense. A seleção integra a 3ª edição do projeto Arte e Indústria, iniciativa que homenageia artistas com processos de criação relacionados à produção industrial, realizado paralelamente ao Prêmio.

Paulo Linhares, presidente do Instituto Dragão do Mar, afirma que “é uma satisfação receber o Prêmio, considerado a mais importante iniciativa do gênero no Brasil, o que mostra que Fortaleza está, definitivamente, na rota de grandes exposições”. Fortaleza será a única cidade do Nordeste a receber a sexta edição do Prêmio, com circulação iniciada no ano passado, em São Paulo, seguida por Brasília e Goiânia. Após a capital alencarina, a tríade de mostras segue para as cidades Rio de Janeiro (julho a setembro) e Florianópolis (outubro a fevereiro de 2019).

O Prêmio é uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Serviço Social da Indústria (SESI), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Em Fortaleza, a exposição tem o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Instituto Dragão do Mar.
Serviço: Abertura da mostra do 6º Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas + Verzuimd Braziel – Brasil Desamparado + A Intenção e o Gesto – Projeto Arte e Indústria

Dia 18 de maio, às 18h, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará – MAC|CE, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema)
Visitações até 1º de julho, de terça a sexta-feira, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 20h30). Acesso gratuito

Dragão do Mar homenageia mulheres com o ciclo programático “Bárbaras: Mulheres do Ceará”

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, efeméride comemorada no dia 08 de março, o Dragão do Mar preparou o ciclo “Bárbaras: mulheres do Ceará, que ofertará ao público, ao longo do mês, atrações em linguagens diversas, a maioria delas gratuita. A programação homenageia figuras femininas que marcaram a história do Ceará e continuam a ser referência em diferentes campos da cultura, dos movimentos sociais, da política e das artes, com debates, shows, exposições, espetáculo, e exibições de filmes. A programação completa pode ser conferida no site www.dragaodomar.org.br.

Segundo Paulo Linhares, presidente do Dragão do Mar, toda a programação foi concebida para homenagear mulheres que tiveram uma participação fundamental na História do Ceará, nos mais diferentes campos da vida social. Nomes como Bárbara de Alencar, Rachel de Queiroz, Maria da Penha, Preta Simoa e Cacique Pequena foram protagonistas em suas diferentes áreas de atuação e continuam a inspirar as novas gerações, que seguem, cotidianamente, a lutar por visibilidade e reconhecimento. Essas precursoras são homenageadas com grandes paineis que ocuparão espaços do centro cultural, identidade visual criada pelas ilustradoras Nadiuska e Priscila Furtado (Uinverso).

Debates

O grande destaque da programação é a série de encontros “As mulheres que fazem nossa história”. Dividido em dois eixos temáticos, o ciclo reunirá personalidades femininas cearenses para discutir a falta de visibilidade das mulheres na História oficial do Estado. Sociólogas, artistas e lideranças foram provocadas a propor temas que discutam a presença/ausência da mulher nos campos da política, das lutas e dos movimentos sociais e da arte e da cultura.

Nos dias 13 e 15 de março, a temática abordada será “O Protagonismo feminino e a invisibilidade da mulher na História”. Maria Luiza Fontenele, primeira mulher a ser eleita prefeita de uma capital brasileira, e a socióloga Irlys Barreira abrem o debate, que contará com mediação da socióloga Paula Vieira, no dia 13 de março. No dia 15, a socióloga Monalisa Soares media a conversa entre a líder indígena Cacique Pequena e Karla Alves, membro do Pretas Simoa, Grupo de Mulheres Negras do Cariri.

“Mulheres na produção de narrativas nas artes” será o tema que orientará os dois encontros seguintes, no dia 20, com a historiadora Adelaide Gonçalves, e no dia 22, com a atriz Fran Teixeira e a bailarina e coreógrafa Wilemara Barros, que dialogam sobre ser mulher na produção artística. A conversa será mediada pela cantora e atriz Natasha Faria.

No dia 8 de março, o Museu da Cultura Cearense (MCC) promove o “Diálogo Cultural As Mulheres e a Arte”. A partir das 18h, no miniauditório do MCC, artistas de múltiplas linguagens são convidadas para falar sobre problemáticas relacionadas à (in)visibilidade feminina na arte. Onde estão as mulheres na história da arte? E onde estão as artistas? O que elas estão produzindo? Essas e outras questões serão discutidas entre Raquel Santos (Coletivo Mulheres no Grafiti), Alexsandra Ribeiro (grafiteira Dinha), Maruska Ribeiro (performancer de rua) e o coletivo Mulheres da Imagem – CE. O acesso é gratuito e aberto ao público.

Atualizando as lutas cotidianas da mulher, no dia 10, a partir das 16h, o auditório do Dragão do Mar sediará o debate “Estratégias e liderança feminina para sustentabilidade na moda”. As jornalistas Gabi Dourado e Clara Dourado (As Desenroladas) e a designer de moda Mariana de Castilho (Pavão Misterioso) debatem o tema, que contará com mediação de Amanda Ávila, autora do “Guia de sustentabilidade para eventos de Moda”. O acesso é gratuito e livre.

 

Exposições

Os espaços expositivos do Dragão também abrem espaço para abordar questões ligadas às mulheres, seja convidando artistas a exporem seus trabalhos, seja o feminino uma referência que permeia as mostras.

 

MULHER VÍRGULA!

Com curadoria de Cecília Bedê, será aberta, no dia 15 de março, a partir das 18h, na Multigaleria do Dragão, “Mulher Vírgula!”, mostra coletiva que se propõe como espaço de debate para além da temática do feminino, rebatendo esteriótipos e quebrando padrões. Dezenove artistas que materializam em diversas linguagens artísticas embates frontais a partir de suas presenças na arte, no trabalho, na política, na maternidade, na rua, no corpo e na cultura. Integram o coletivo Aline Albuquerque (instalação), Clara Capelo (fotografia), Fernanda Meireles (instalação com lambes), Aspásia Mariana, Beatriz Gurgel, Dhiovana Barroso, Elisa de Azevedo, Emi Teixeira, Marissa Moana, Micinete, Renata Cidrack, Shéryda Lopes, Flávia Memória (instalação), Ingra Rabelo (desenho/intervenção), Julia Debasse (pintura), Lia de Paula (fotografia), Marina de Botas (desenho), Simone Barreto (desenho) e Virgínia Pinho (vídeo). A mostra segue aberta até 8 de abril, com visitações gratuitas de terça a domingo, das 14h às 21h (com acesso até 20h30).

/SIMULTÂNEOS/

No dia 08 de março, a partir das 18h, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC|CE) abre /Simultâneos/, bloco composto por cinco pequenas mostras.

O maranhense Thiago Martins de Melo apresenta um conjunto poético que convida o público a discutir o colonialismo por meio da metanarrativa. Com o filme de animação “Barbara Balaclava” (2016), o artista apresenta a trajetória de uma mártir anônima desde a desapropriação e massacre de sua aldeia e sua morte sob tortura policial até sua experiência como “encantada” encontrando a si mesma em encarnação anterior e culminando em seu batismo no coração de Pindorama. Bárbara balaclava é uma narrativa anarco-xamanista de transcendência da luta anticolonialista.

/Simultâneos/ traz ainda “Montar uma Ruína”, de Lis Paim. A artista visual baiana radicada em em Fortaleza exibe, pela primeira vez, seu arquivo audiovisual constituído a partir da edificação em ruína do Alagoas Iate Clube – o Alagoinha, um antigo clube modernista localizado dentro do mar da orla de Ponta Verde, na cidade de Maceió (AL). Alvo de peculiares ocupações transitórias e de ameaças constantes de desaparecimento desde o momento da sua desapropriação e abandono pelos vários governos em Alagoas, a imagem do Alagoinha na paisagem urbana é a de um apêndice; uma aresta consentida e mal aparada de Maceió: um lugar de limbo.

Em outra sala, o MAC|CE apresenta “Telma Saraiva – Artífice da Imagem”. A mostra aproxima dois pequenos núcleos de fotografias, um na dimensão do doméstico, que retrata a sua filha Edilma Saraiva em diferentes fases, e outro composto por um conjunto de fragmentos de álbuns de família da cidade de Várzea Alegre/CE, a partir de um conjunto de imagens produzidas pelo Foto Saraiva, pela artista Telma Saraiva, que evidencia a sofisticação de pensar, executar e reinventar a fotografia na metade do século passado no Cariri cearense (Crato/CE), ao inovar, à época, com o uso da fotopintura, detalhamento de fotografias a partir de pintura com tintas, técnica que a projetou nacionalmente.

Na Sala Experimental, a curadora Carolina Vieira elege algumas obras do Acervo MAC e da Pinacoteca do Estado do Ceará e apresenta um recorte que tem a proposta de envolver principalmente mulheres, mas não necessariamente falar do feminino. Há trabalhos que apresentam, de alguma maneira, a energia feminina ao exibir imagens que remetem às noções de trama, memória, conexão e rede de apoio. O trabalho manual aparece em obras que envolvem tapeçaria, desenhos, instalação e pinturas. A sala apresenta duas obras bastante significativas: uma imagem de Nossa Senhora com seu manto coberto de carrapichos, do artista Euzébio Zloccowick, e uma gravura de Nossa Senhora dos Escribas, de Francisco de Almeida. Elas são o ponto de partida para pensar a organização das demais obras. De um lado, uma parede com obras totalmente brancas, com molduras brancas, montadas num fundo branco, e, do lado oposto, uma parede tomada por uma tapeçaria caoticamente colorida. Essas duas paredes são compostas por trabalhos de três artistas mulheres – Heloísa Juaçaba, Guiomar Marinho e Laura Vinci -, quase como uma intenção de criar um campo de força, com linhas invisíveis, que atravessam toda a sala.

Além das quatro minimostras que permeiam, de alguma forma, o universo feminino, /Simultâneos/ apresenta ainda a instalação “Você Gostaria de participar de uma experiência artística? Circulação & repouso”, de Ricardo Basbaum, que convida o público à participação. O artista paulista radicado no Rio de Janeiro propõe o envolvimento do outro como participante em um conjunto de protocolos indicativos dos efeitos, condições e possibilidades da arte contemporânea. O projeto se inicia com o oferecimento de um objeto de aço pintado (125 x 80 x 18 cm) para ser levado para casa pelo participante (indivíduo, grupo ou coletivo), que terá um certo período de tempo (em torno de um mês) para realizar com ele uma experiência artística.

/ Simultâneos / segue em cartaz até 29 de abril. O acesso é gratuito. Visitação até 13 de maio de 2018, de terça a sexta-feira, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 20h30).

 

Shows

Também no dia 8, Dia Internacional da Mulher, o Dragão do Mar apresenta o show Bárbaras Mulheres. A partir das 20h, o Anfiteatro Sérgio Motta será palco para as apresentações dos projetos Androginismo e Las Tropicanas. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingressos liberados na bilheteria do Dragão do Mar, duas horas antes do espetáculo. Será permitida a retirada de até dois ingressos por pessoa, mediante apresentação de RG.

Assinado pelo Coletivo Artístico As Travestidas, Androginismo traz o encontro entre a transformista cearense Gisele Almodóvar, alter ego do ator Silvero Pereira e a cantora transexual gaúcha Valéria Houston. Um show que, ao percorrer a fina-flor da música brasileira e de hits internacionais, promove, de forma metafórica e afetiva, o rompimento dessas fronteiras de gênero tão presentes nos nossos substratos culturais e sociais.

Com direção musical do produtor musical Cláudio Mendes e encabeçado pelas cantoras Lorena Nunes, Di Ferreira e Pepita York (personagem feminino de Jeff Pereira), o show “Las Tropicanas” convida o público a bailar, com um animado repertório focado em música latina.
Cinema

No ciclo “Bárbaras: Mulheres do Ceará” também há espaço para os amantes da sétima arte. O Cinema do Dragão traz Bárbaras, mostra cinematográfica que nasce a partir do desejo de destacar um recorte do cinema de curta-metragem dirigido por mulheres cearenses que vem se destacando no circuito de festivais, em nível local e nacional. Tomando os curtas como ponto de partida, o Cinema apresenta sessões duplas com longas-metragens que estabelecem conexões e diálogos sobre temas caros à cinematografia brasileira recente.
Entre as questões evocadas pelos filmes, destacamos a questão do direito à habitação e ocupação do espaço urbano em Muros (6 min), de Sunny Maia e Pedro Palácio, e Era o Hotel Cambridge (99 min), de Eliane Caffé, que serão exibidos no dia 17 de março; além da juventude, sexualidade e gênero em Vando Vulgo Vedita (20 min), de Andreia Pires e Leonardo Mouramateus, e Mãe só há uma (88 min) de Anna Muylaert, que serão exibidos no dia 24 de março; a experimentação do gênero de horror em O Vigia, (19 min) de Priscilla Smiths e P.H Diaz, e A misteriosa morte de pérola (62 min) de Ticiana Augusto Lima e Guto Parente, exibidos no dia 31 de março.

As sessões acontecerão sempre às 19h30 na Sala 1 nos dias 17, 24 e 31 de março, e serão seguidas de debates com as realizadoras cearenses Sunny Maia, Andreia Pires e Priscila Smiths. O acesso é gratuito.

Como forma de discutir o protagonismo feminino nas artes, o núcleo educativo do Museu da Cultura Cearense realizará, nos dias 6, 7 e 9 de março, o ciclo de cine debates “Mulheres e realizações audiovisuais”, com exibição gratuita de curtas produzidos por mulheres. No dia 6, será exibido “Maria de minha infância”, de Andrezza Feitosa, e após a exibição a realizadora conversará sobre o projeto com o público. No dia 7, Priscila Smith apresenta “O Vigia”, premiado no Festival NOIA 2017, e depois bate-papo com Alessandra Krueger. No dia 9, será a vez do Coletivo Tentalize exibir “Rotinas”. A exibição será seguida de debate entre a realizadora e Lucianna Silveira. Todas as sessões serão iniciadas às 17h30, no miniauditório do MCC.

 

Teatro

Encerrando a programação comemorativa do Dia da Mulher, o Dragão do Mar também traz espetáculo gratuito. Nos dias 30 e 31 de março e no dia 01 de abril, o Coletivo Manada apresenta “Aquelas – Uma dieta para caber no mundo”, construção colaborativa que grita as urgências do “ser mulher” na sociedade. O espetáculo faz reviver Maria de Bil, santa popular de Várzea Alegre, município do Cariri cearense, assassinada no ano de 1926 pelo seu companheiro. Partindo da pessoalidade das intérpretes Monique Cardoso e Juliana Veras, e com uma encenação brutalmente delicada de Murillo Ramos, AQUELAS instaura uma narrativa cínica e cúmplice com a plateia, através de imagens, objetos e músicas, transformados em um jogo cruel. Uma dieta diária para caber no mundo. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingressos liberados na bilheteria do Dragão do Mar, duas horas antes do espetáculo. Será permitida a retirada de até dois ingressos por pessoa, mediante apresentação de RG. Classificação 14 anos.

Com direção da renomada diretora e pesquisadora teatral Herê Aquino, o grupo Pavilhão da Magnólia estreia, nos dias 8, 9, 10, 11, 15, 16, 17, 18 ,23, 24 e 25 (de quinta a domingo), no Teatro Dragão do Mar, sempre às 20h, “Maquinista”. O espetáculo, que conta a história de um “ator” trambiqueiro que entrou para o bando de Lampião, com a promessa de montar uma peça de Shakespeare, transita nos versos e narrativas de dois cantadores repentistas. O valor dos ingressos é R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Fuxico no Dragão Especial Elas nas Pickups

No último domingo, 4, das 16h às 20h, na Arena Dragão do Mar, o Fuxico no Dragão iniciou edições especiais com o tema “ELAS nas pickups”. A DJ Famosa abriu a programação, animando a feira de produtos de criativos e gastronômicos. O Fuxico no Dragão Elas nas Pickups continua nos dias 11 e 25 de março, quando se apresentam as DJ´s Bia Gondim e Betty Silvério, respectivamente.

 

Serviço: Programação “Bárbaras: Mulheres do Ceará”

Debates, shows, exposições, exibições de filmes e espetáculo teatral, no mês de março, no Dragão.

*Espetáculo de teatro e shows gratuitos com retirada de acesso na bilheteria, no dia, duas horas antes da abertura, com retirada de até dois ingressos por pessoa (mediante apresentação de RG).
** Espetáculo Maquinista com ingressos vendidos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

A programação completa pode ser conferida no site www.dragaodomar.org.br.

Programação do Centro Dragão do Mar entre 26/02 e 04/03

 

Acompanhe a programação cultural de 26 de fevereiro a 4 de março de 2018

 

FUNCIONAMENTO DO CENTRO DRAGÃO DO MAR

Geral: de segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h. Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 14h.
Cinema do Dragão: de terça a domingo, das 14h às 22h. Ingressos: R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia). Às terças-feiras, o valor do ingresso é promocional: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).
Museus: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); sábado, domingo e feriados das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.
Multigaleria: de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

OBS1.: Às segundas-feiras, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus, Multigaleria e bilheterias.

► III ENCONTRO INTERNACIONAL DE IMAGEM CONTEMPORÂNEA – PPGCOM – Universidade Federal do Ceará

De 26 a 28 de fevereiro, o Dragão do Mar receberá pesquisadores do Brasil,
França, Itália e Argentina para o III Encontro Internacional de Imagem
Contemporânea. Serão 18 conferências, performances, mostras de artes visuais e
de cinema, numa programação intensa atravessada pelo tema “Imagem e Liberdade”,
ocupando diferentes espaços da cidade, a nos dizer da urgência dos nossos
tempos. São trabalhos que refletem sobre o estado e o estatuto das imagens
contemporâneas, com especial atenção às novas formas e práticas do cinema e da
fotografia com as tecnologias digitais.

O EIIC chega à terceira edição como um espaço privilegiado de reunião de
pesquisadores fundamentais para o pensamento no campo expandido das imagens
contemporâneas, em suas mais diversas vertentes estéticas, políticas e sociais.
O Encontro se propõe, partindo de novas perspectivas de compreensão e produção
de imagens e de diversas linhas de pensamento, a refletir sobre questões que
visam diferentes apostas estéticas, éticas, de produções tecnológicas e
políticas da imagem na contemporaneidade.

O crítico e historiador das artes e da cultura Mário Pedrosa, um dos
pensadores latino-americano mais importantes do séc. XX, para quem o afeto vem
antes que a razão, define a arte como o exercício experimental da liberdade.
Pedrosa afirmou a vontade criadora da arte como aspiração à liberdade através
da revolução das sensibilidades.

Ao exercício da liberdade da arte se contrapõe uma lógica que é
insensível aos apelos do direito à vida. Ao desejo de liberdade que atravessa
as artes que se dirigem ao mundo é contraposto uma série impositiva de
enquadramentos que repercutem e ganham adesão entre os setores mais
fragilizados da sociedade. Tomados pelo medo da liberdade, tema dos mais
recorrentes na literatura e nos grandes escritos dos dois últimos séculos –
Tolstoi, Kafka, Thomas Mann, Camus e, sobretudo, em Dostoievski – a produção
artística é o alvo das sociedades em estado de fragilidade.

Pautados pelo desejo de inscrever sensibilidades em regimes que passem
pelo crivo da vida (Nietzsche) é que propomos como eixo mobilizador do III
Encontro Internacional de Imagem Contemporânea o tema da “Imagem e Liberdade”.

Que as imagens, o cinema, as obras artísticas sejam objetos e a um só
tempo atravessados pelo ímpeto da liberdade, colocando-se em relação direta com
a vida dos negros, das mulheres, dos indígenas, das sexualidades
não-normatizadas, com as diversidades religiosas, com a formação de sensibilidades
estéticas livres.

O III Encontro Internacional de Imagem Contemporânea homenageia o
artista Francisco de Almeida. Toda a identidade visual do encontro,
desenvolvida por Tobias Gaede, toma como referência a obra de Francisco.

Programação:
26 de fevereiro
15h – 18h – Credenciamento – Espaço: entre a Sala 1 do Cinema e o Teatro

27 de fevereiro

13h*- 16h -Credenciamento – Espaço: entre a Sala 1 do Cinema e o Teatro

16h30min – 18h30min – Conferência 1 – Sala 2 do Cinema

28 de fevereiro

9h – 11h – Conferência 2 – Sala 2 do Cinema

10:50h – Coffe Break 1 – Espaço: Multigaleria

11h – 13h – Conferência 3 – Sala 2 de Cinema

14h30min às 16h30min – Conferência 4 – Sala 2 de Cinema

16:20h – Coffe Break 2 – Espaço: Multigaleria

16h30min às 18h30min – Conferência 5 – Sala 2 de Cinema

De 26 a 28 de fevereiro de 2018. Inscrições abertas: http://www.eiic.ufc.br/2018/inscricoes

 

 

[TEATRO] FIO A FIO

Giselle Rodrigues e Édi Oliveira

Espetáculo brasiliense de teatro-dança, de Giselle Rodrigues e Édi Oliveira – fica em cartaz em Fortaleza dias 3 e 4 de março, no Teatro Dragão do Mar. Fio a Fio aborda, poeticamente, o período da vida em que precisamos lidar com a ação do acúmulo dos anos sobre o corpo: O ENVELHECER. Este espetáculo foi selecionado pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2018/2019​

Dias 02 e 03 de março de 2018, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$10 (inteira) / R$5 (meia). Classificação: 12 anos.

 

► [FEIRINHA | MÚSICA] FUXICO NO DRAGÃO ESPECIAL ELAS NAS PICKUPS

Com a DJ Famosa

Em março, o Fuxico no Dragão homenageia as mulheres, trazendo na programação algumas mulheres que comandam as pickups. Na primeira edição deste mês, a convidada será a DJ Famosa. No repertório, a mistura do melhor de vários estilos de música ao redor do mundo, com destaque para o que é sucesso tanto aqui quanto no exterior e a apresentação de novidades hiper dançantes que passavam despercebidas pela noite de Fortaleza até agora, sem exceção, hits do oriente médio, américa latina e leste europeu dão o tom da noite. É muito agito e pouco papo.

A DJ anima a feirinha que traz expositores de design, gastronomia e moda.

Dias 04 de março de 2018, das 16h às 20h, no Arena Dragão do Mar. Gratuito. Livre.

 

TODA SEMANA NO DRAGÃO DO MAR

Feira Dragão Arte
Feira de artesanato fruto da parceria com Sebrae-CE e Siara-CE.
Sempre de sexta a domingo, das 17h às 22h, ao lado do Espelho D’Água. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

Planeta Hip Hop
Crews de breaking e outras danças do hip hop promovem encontros entre dançarinos do gênero com Dj tocando ao vivo.
Todos os sábados, às 19h, na Arena Dragão do Mar. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

Brincando e Pintando no Dragão do Mar
Sob a orientação de monitores, uma série de jogos, pinturas, brincadeiras e outras atividades são oferecidas às crianças.
Todos os domingos, às 16h, na Praça Verde. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

 

PLANETÁRIO RUBENS DE AZEVEDO

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura informa que o Planetário Rubens de Azevedo modernização tecnológica. Está, portanto, temporariamente fechado para atendimento ao público amplo.

Informações: 3488.8639 ou www.dragaodomar.org.br/planetario

 

EXPOSIÇÕES EM CARTAZ

► EXPOSIÇÃO “LUCIANO CARNEIRO: O OLHO E O MUNDO

Parceria entre o Instituto Dragão do Mar (IDM) e o Instituto Moreira Salles (IMS) traz a Fortaleza exposição inédita sobre o cearense Luciano Carneiro, fotojornalista com uma das mais expressivas produções do Brasil. Intitulada “Luciano Carneiro: O Olho e o Mundo. São cerca de 300 fotografias registradas entre o fim da década de 1940 e ao longo da década de 1950, período em que o fotojornalista atuou na revista O Cruzeiro. Sob curadoria de Sergio Burgi, coordenador de Fotografia do IMS, a mostra pretende difundir a visão de um talento ainda pouco conhecido na história da fotografia brasileira e permite um denso recorte do início do moderno fotojornalismo no país.

Luciano Carneiro foi um dos jornalistas mais atuantes de seu tempo. Em uma curta carreira, interrompida por sua morte aos 33 anos em um acidente aéreo, logo se destacou entre os principais nomes de O Cruzeiro. Trabalhou na revista entre 1948 e 1959, inicialmente como repórter e, no ano seguinte, escrevendo e fotografando. Nesse período, a publicação fez uma consistente inflexão em direção a um fotojornalismo mais humanista e engajado. Essa mudança foi concretizada por fotógrafos como José Medeiros, Flávio Damm, Luiz Carlos Barreto, Henri Ballot, Eugênio Silva e o próprio Carneiro, que passaram a integrar a equipe da revista, trazendo para as fotorreportagens maior ênfase na objetividade e no caráter documental e jornalístico.

Graças à enorme estrutura dos Diários Associados, grupo do qual a revista fazia parte, fundado por Assis Chateaubrinand, Carneiro pôde fazer séries de reportagens em quatro continentes, incluindo a cobertura da Guerra da Coreia, em 1951, sendo um dos únicos repórteres sul-americanos a cobrir o conflito. Com seu espírito aventureiro e com um brevê de paraquedista que possuía, saltou, ao lado do exército americano, sobre as linhas inimigas durante a guerra.

Carneiro documentou, em 1955, o trabalho humanista do dr. Albert Schweitzer na África – premiado três anos antes com o Nobel da Paz. Acompanhou a entrada de Fidel Castro e seus companheiros vitoriosos em Havana, em janeiro de 1959, e realizou ainda reportagens no Japão, na Rússia e no Egito de Gamal Abdel Nasser, presidente daquele país de 1954 até 1970.

No Brasil, realizou matérias sobre jangadeiros, posseiros, a seca no Nordeste, a herança do cangaço, as lutas estudantis e ainda diversas matérias reunidas na seção “Do arquivo de um correspondente estrangeiro” na revista O Cruzeiro, da qual era titular e onde expressava livremente suas opiniões. Ali, revelava influências da fotografia humanista do pós-guerra praticada por fotógrafos como Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, Robert Doisneau e W. Eugene Smith. Era um contraponto à coluna de duas páginas de David Nasser, expoente de uma escola de jornalismo de viés sensacionalista, a qual Carneiro se opunha frontalmente.

Ao lado de Rachel de Queiroz, Luiz Carlos Barreto e Indalécio Wanderley, foi parte do elenco de jornalistas, fotógrafos e intelectuais cearenses que ajudaram a construir este grande veículo de comunicação de abrangência nacional e internacional que foi a revista O Cruzeiro. O Instituto Moreira Salles vem ao longo dos últimos anos dedicando-se à pesquisa sobre o fotojornalismo no Brasil, principalmente a partir da produção dos fotógrafos que atuaram na revista.

Apesar de sua evidente relevância, a produção fotográfica de Luciano Carneiro não foi ainda devidamente referenciada e pesquisada. Esta exposição é o primeiro passo mais abrangente nesta direção, com o objetivo de resgatar este importante legado, situando devidamente e definitivamente a obra de Luciano Carneiro no âmbito da fotografia e das artes visuais no Brasil. O conjunto de imagens apresentado corresponde integralmente à coleção de originais cedida ao IMS por sua família, em que se destacam as reportagens que realizou no exterior como correspondente da revista.

Além das fotografias originais, serão exibidos materiais de época, como revistas e fac-símiles de matérias. Outros destaques são: um vídeo sobre a importância da revista O Cruzeiro do ponto de vista de fotógrafos, com depoimentos de Luiz Carlos Barreto e Flávio Damm, que trabalharam na revista, e Walter Firmo e Evandro Teixeira, que nela encontraram a mais forte inspiração no início da carreira; e um minidocumentário produzido para a montagem original da exposição sobre Luciano Carneiro, com entrevistas de Ziraldo e Luciano Carneiro Filho, entre outros.

 

Sobre o fotógrafo

José Luciano Mota Carneiro (Fortaleza, 1926-Rio de Janeiro, 1959), filho de Antônio Magalhães Carneiro e Maria Carmélia Mota Carneiro, nasceu no dia 9 de outubro. Iniciou sua carreira como jornalista nos jornais Correio do Ceará e O Unitário, periódicos integrantes dos Diários Associados. Começou a fotografar nesse mesmo período e, em 1948, passou a integrar a equipe da revista O Cruzeiro, no Rio de Janeiro, como repórter. Suas fotos passariam a ilustrar as reportagens um ano depois.

Luciano Carneiro morreu tragicamente, no dia 22 de dezembro de 1959, em um acidente de avião próximo à cidade do Rio de Janeiro, quando retornava de um trabalho singelo em Brasília: fotografar o primeiro baile de debutantes da nova capital, então às vésperas da inauguração.

Dos destroços do avião, foram resgatadas suas máquinas fotográficas e os filmes com as fotos. A revista o homenageou publicando o que seria sua última matéria, no dia 16 de janeiro de 1960, sem título nem textos, apenas imagens – em uma delas, aparece o próprio fotógrafo refletido em um espelho. Antecedendo as imagens do acidente, na edição de 9 de janeiro, que anunciava o falecimento, foram publicadas duas páginas escritas por David Nasser lamentando a perda do colega. No texto, Nasser ressalta as diferenças entre o jornalismo praticado por ambos e, ao mesmo tempo, reconhece e enaltece sua objetividade e seu humanismo. Na edição de 16 de janeiro, foi Rachel de Queiroz quem publicou sua homenagem.

Visitação de 23 de fevereiro a 13 de maio de 2018, de terça a sexta-feira, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 20h30). Acesso gratuito.

 

EXPOSIÇÃO VAQUEIROS

Exposição lúdica, de caráter didático, percorre o universo do vaqueiro a partir da ocupação do território cearense pela pecuária até a atualidade. Utiliza cenografia, imagens e objetos ligados ao cotidiano do vaqueiro.

Mostra de longa duração, no Piso Inferior do Museu da Cultura Cearense. Visitação de terça a domingo, das 9h às 19h (acesso até as 18h30) e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

Luciano Carneiro: um olhar cearense na revista “O Cruzeiro”

Em cartaz a partir desta quinta-feira, (22), no Centro Dragão do Mar, a exposição inédita ” Luciano Carneiro: o olho e o mundo” traz centenas de fotografias de um dos mais importantes correspondentes da revista O Cruzeiro. A exposição é uma parceria entre o Instituto Dragão do Mar e o Instituto Moreira Salles.

 
A exposição “Luciano Carneiro: o olho e o mundo” será aberta ao público a partir desta quinta-feira (22/02), às 19h, no Museu da Cultura Cearense, no centro Dragão do Mar. Sob curadoria de Sergio Burgi, coordenador de Fotografia do IMS, a mostra pretende difundir a visão de um talento ainda pouco conhecido na história da fotografia brasileira, a partir do olhar do correspondente cearense, permitindo um denso recorte sobre o início do moderno fotojornalismo no país.

 
Luciano Carneiro: O Olho e o Mundo” irá ocupar dois andares do Museu da Cultura Cearense, exibindo um acervo de mais de 300 fotografias e outros documentos como matérias de época, revistas e fac-símiles de matérias. Outros destaques são: um vídeo sobre a importância da revista O Cruzeiro do ponto de vista de fotógrafos, com depoimentos de Luiz Carlos Barreto e Flávio Damm, que trabalharam na revista, e Walter Firmo e Evandro Teixeira, que nela encontraram a mais forte inspiração no início da carreira; e um minidocumentário produzido para a montagem original da exposição sobre Luciano Carneiro, com entrevistas de Ziraldo e Luciano Carneiro Filho, entre outros.

 
Lançada em 1928 por iniciativa de Assis Chateaubrian a revista O Cruzeiro se tornou nas décadas de 50 e 60 um grande veículo de comunicação de abrangência nacional e internacional que contou com a genialidade de jornalistas e fotógrafos cearenses. ”Há sem dúvida uma contribuição dos cearenses na construção dessa revista, na documentação e ilustração das notícias, tinha um diferencial dessa geração que era o compromisso com a informação”, afirma Sérgio Burgi, curador da exposição.

 
Cearenses na Cruzeiro
Uma geração de cearenses colaborou com a revista. A escritora Rachel de Queiroz, por exemplo, publicou crônicas durante trinta anos, entre 1940 e 1970 que eram escritas na seção “última página”. Com viés político, seus textos traziam regionalismos, memória e fatos da ditadura. Já Luiz Carlos Barreto, nascido em Sobral, começou como repórter da revista, mas em pouco tempo trocou a reportagem pela fotografia, e foi correspondente da revista em Paris, onde estudou cinema e literatura. Depois que conheceu Glauber Rocha, “Barretão” como é conhecido, iniciou a carreira no cinema, estreando o cinema novo no Brasil.

 
Indalécio Wanderley foi outro ícone da fotografia brasileira, na revista ”O cruzeiro”, seu nome consta nos créditos de todas as matérias sobre os concursos de Misses dos anos 50 e 60, ele foi um dos brasileiros que mais fotografou as mais belas mulheres do mundo.

 
O Instituto Moreira Salles vem ao longo dos últimos anos dedicando-se à pesquisa sobre o fotojornalismo no Brasil, principalmente a partir da produção dos fotógrafos que atuaram na revista. “Apesar de ter sido uma revista editada no Rio de janeiro, capital na época, ela aglutinou gente de todo país e formou uma geração de fotojornalistas mais engajados e humanistas e que imprimiam relevância para a notícia e no meio de todos eles tinha a estrela maior que foi Luciano Carneiro”. Conclui Sérgio.

 
O Instituto Moreira Salles
Fundado em 1992 pelo embaixador e banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), o Instituto Moreira Salles é uma entidade civil sem fins lucrativos que tem por finalidade exclusiva a promoção e desenvolvimento de programas culturais. O IMS possui um rico acervo de fotografia (2 milhões de imagens), música (cerca de 20 mil discos de 78 rotações e 6 mil de 33 rotações), iconografia (10 mil desenhos e gravuras e arquivos pessoais de artistas gráficos) e literatura (com cerca de 150 mil itens de biblioteca e arquivos pessoais de autores), que estão apropriadamente abrigados em reservas técnicas no Rio de Janeiro. Entre as coleções, destacam-se as fotografias de Marc Ferrez, Marcel Gautherot e José Medeiros, as discotecas de Humberto Franceschi e J.R.Tinhorão, o acervo de Pixinguinha e as bibliotecas de escritores como Ana Cristina Cesar, Otto Lara Resende e Carlos Drummond de Andrade.

 

Parte deste acervo, bem como a programação das unidades, podem ser consultadas em ims.com.br. Além deste site, o IMS abriga também mais de uma dezena de endereços virtuais, como a Rádio Batuta, com programas especiais e streaming 24h, os sites dedicados a Pixinguinha, Clarice Lispector e Ernesto Nazareth, o Correio IMS, com cartas de personalidades brasileiras, e o Blog do IMS, uma revista digital de cultura com conteúdo exclusivo. Na área editorial, além de livros e catálogos, publica as revistas serrote, de ensaios, e ZUM, de fotografia, que também contam com sites próprios.

 
Serviço:

Abertura da exposição “Luciano Carneiro: O Olho e o Mundo”

Data: dia 22 de fevereiro de 2018

Horário: 19h

Local: Museu da Cultura Cearense (Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema)

Visitação: de 23 de fevereiro a 13 de maio de 2018, de terça a sexta-feira, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 20h30).

Acesso gratuito

Debate “Luciano Carneiro: O Olho e o Mundo”

com Sérgio Burgi e Paulo Linhares

Data: dia 24 de fevereiro de 2018

Local: Cinema
Hora: 19h

Ceará Junino: Dragão do Mar recebe Campeonato Estadual dos Festejos do Ceará Junino 2017

 

Chegou a hora de dançar, arrastar o pé e balançar a saia, num festejo de alegria, tradição, em uma festa cheia de encantos. Reunindo grupos juninos de todo o Estado, desde o último dia 23 de junho, o grande circuito de festivais do Ceará Junino se encerra com o Campeonato Estadual dos Festejos do Ceará Junino, de 20 a 23 de julho, na Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

Realizado pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), o campeonato reúne as quadrilhas juninas vencedoras de cada um dos 17 festivais regionais. O acesso é gratuito.

Como culminância do Edital Ceará Junino 2017, lançado pela Secult, o Campeonato Estadual Junino traz uma maratona de apresentações de quadrilhas juninas adultas e infantis. Esta última categoria é uma novidade dentro dos festejos. “Desde o ano passado, inserimos a participação das quadrilhas infantis como forma de fomentar novas quadrilhas e incentivar uma nova geração de brincantes a participarem dessa festa”, destaca a secretária adjunta da Cultura do Estado do Ceará, Suzete Nunes.

A secretária também ressalta o a política cultural que vem sendo desenvolvida pelo Governo do Estado para o ciclo junino. “O Ceará Junino se constitui numa política de patrimônio imaterial voltado para pra o fortalecimento, a preservação, a promoção e o reconhecimento das manifestações populares do ciclo junino. Essa política carrega em seu interior um edital que é o um dos mais antigos da Secretária, o Ceará Junino, que completará 20 anos em 2018. O edital marca uma ação contínua e que se amplia a cada ano volta para o fomento dos festejos juninos”, comenta.

A movimentação econômica dos festejos é um ponto de destaque considerado pela gestora. “Os festejos juninos, no Nordeste, são uma grande fonte de trabalho e renda no campo da cultura, reunindo vários atores no desenvolvimento das quadrilhas e das realizações dos festivais e é uma grande potência no campo da economia da cultura”, considera.

 

XIX Edital Ceará Junino

O XIX Edital Ceará Junino 2017 foi lançado após debate entre a Secult e o Comitê Gestor Junino, que conta com representantes da Comissão Cearense de Folclore, o Conselho Estadual de Política Cultural, a Federacao Dos Eventos Juninos e Culturais do Estado do Ceara (Fejuc), a Federação das Quadrilhas Juninas do Ceará (Fequajuce), o Fórum de Cultura Tradicional Popular e a União Junina. Contribuindo para a avaliação e proposição de políticas ´pública no campo da cultura voltada ao ciclo junino, o Comitê também apoiado o Campeonato Estadual.

Através do Edital Ceará Junino 2017, foram apoiadas pelo Governo do Estado 100 quadrilhas juninas, cada uma recebendo até R$ 18.100,00. Também foram apoiados 17 festivais regionais de quadrilhas juninas, com investimento de até R$ 22.300,00 em cada um. Já no Campeonato Estadual Festejo Ceará Junino a Secult investe R$ 367 mil. O Campeonato incluirá programação cultural fiel às tradições juninas,feiras de comidas típicas e de artesanatos, além de apresentações de manifestações artísticas tradicionalmente populares.

 


Programação – Campeonato Estadual dos Festejos do Ceará Junino

► 20 de julho (quinta-feira)
18h – 19h – solenidade de abertura
20h – Quadrilha Junina Tradição (Pindoretama)
21h – Quadrilha Paixão Nordestina (Fortaleza)
22h – Quadrilha Pé no Chão (Apuiarés)
23h – Quadrilha Fogueira Nordestina (Aratuba)

► 21 de julho (sexta-feira)
18h – Quadrilha Império Junino (infantil)
19h – Quadrilha Arraiá da Esperancinha (infantil)
20h – Quadrilha Cumpade Chico (infantil)
21h – Cheiro de Terra (Horizonte)
22h – Arraiá do Conselheiro (Quixeramobim)
23h – Quadrilha Tradição da Roça (Fortaleza)

► 22 de julho (sábado)
18h – Quadrilha Tesouro Nordestino  (Infantil)
19h – Quadrilha do Gil (Juazeiro do Norte)
20h – Guaradrilha (Guaraciaba do Norte)
21h – Quadrilha Junina Streytho (Canindé)
22h – Junina Babaçu (Fortaleza)
23h – Girassol do Sertão (Russas)

► 23 de julho (domingo)
18h – Quadrilha Cai Cai Balão (Infantil)
19h – Arriba a Saia (Várzea Alegre)
20h – Estrela do Luar (Sobral)
21h – Cumpade Justino (Maracanaú)
22h – Quadrilha Ceará Junino (Fortaleza)
23h – Show de Encerramento

Bandas cearenses são destaque na segunda edição do Festival Garage Sounds

Backdrop Fall (Crédito: Eduardo Abreu)

 

​O Garage Sounds tem o rock em suas veias, mas não exclui outros segmentos musicais. No festival, que tem data agendada para 8 de junlho, o gênero mais recorrente é o rock, representado pelos seus diversos estilos que vai desde o Doindie ao Heavy Metal.

E quem disse que do Ceará não sai rock, se enganou… Reflexo disso, é  que 55 , das 60 bandas inscritas no festival, são cearenses. “Se a música tem qualidade, há espaço”, afirma Rafael Neutral, um dos organizadores do evento.

Serão cinco palcos na Praça Verde do Dragão do Mar, por onde vão passar mais de 60 atrações durante 12 horas de festa. O festival se consolidou como o maior evento de música independente do Nordeste e está entre os mais importantes do Brasil.

O festival oferece ao público local acesso às bandas de outros estados, bem como fomenta a cena musical independente do Ceará. O Garage segue fiel aos seus objetivos e, nesta segunda edição, conta com 55 bandas cearenses, das mais variadas vertentes musicais.

No line-up, estão nomes como Dead Fish, uma das mais populares bandas de hardcore do país e chega ao festival lançando o seu DVD XXV, comemorativo de 25 anos de carreira; Zimbra, jovem banda de Santos (SP), que despontou nacionalmente após se apresentar no Lollapalooza 2015 e já é referencia no indie pop; Dance of Days lendária banda paulistana que alçou ao sucesso no início dos anos dois mil. Tem como uma de suas maiores marcas as letras compostas pelo vocalista, e também escritor, Nenê Altro; Fresno, também surgida no começo dos anos dois mil. Explodiu em plena febre do emocore.

Passaram por mudanças no estilo e integrantes e alcançaram uma maturidade musical que a coloca entre uma das mais populares bandas de rock alternativo desta pátria verde e amarela; Zumbis do Espaço, é paulista e formada em 1996. Combina punk rock, metal, country e rockabilly com temática influenciada por filmes, quadrinhos e literatura de terror; DFC, sigla para Distrito Federal Caos, fundada em 1993, toca o hardcore da forma mais pura possível com consciência, protesto, atitude e muita diversão.

 

BANDAS CEARENSES DO GARAGE SOUNDS

Facada ( palco principal )

Obskure ( palco principal )

Aderiva

Arcádia

Ars

Até tudo desmoronar

Autorigem

Backdrop Falls

Boibendi

Bull Control

Brietal

Caike Falcão

Chicones

Cocain Cobras

Código Roma

Coldness

Damn Youth

Desvirtuosos

Deturbação

Fist Banger

Gravis

Indiada Buena

Inerve

It Girl

Jack the Joker

Lemori

Los Coçadores del Chaco

Mad Monkees

Marstodontes

Masmorra

Minerva

Old Books Room

Os Intrusivos

Pulso de Marte

Rest in Chaos

Rocca

Rockbitez

Roger Capone e os Planárias

S.O.H (Siege of Hate)

Sobre o fim

Soma

Sulamericana

Sundogs

Swan Vestas

Tequila Suicide

The Blueberries

The Knickers

Thrunda

Trem do Futuro

Verona

West Wolves

 

 Serviço:

Data: 08 de Julho

Local: Praça Verde do Dragão do Mar

Horário: 14h

Ingressos: R$50,00 (meia) | R$55,00 + Livro (meia social) ou R$55,00 + 1kg Ração (meia social)

Pontos de venda: Lojas Clikks Eyewear (Shopping Iguatemi, Shopping Riomar, Shopping Benfica, Shopping Parangaba), loja Bronx Street Culture  – Galeria Pedro Jorge (Centro)

Venda Online já disponível: www.ingressando.com.br

Informações:  www.garagesounds.com.br

Maloca Dragão chega à quarta edição com mais de 130 atrações em seis dias de programação gratuita

 

Maloca Dragão celebra o aniversário do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura que, no dia 28 de abril de 2017, completa 18 anos a serviço da democratização do acesso à arte e à cultura, no Ceará. A data marca os anos de história de um dos maiores centros culturais do País – são 1,8 milhão de visitantes ao ano –, o festival chega à quarta edição com mais de 130 atrações cearenses, nacionais e internacionais em uma semana de celebração e reafirmação da força cultural e artística do Ceará.

Neste ano, a Maloca Dragão será realizada de 25 a 30 de abril em 24 espaços do Centro Dragão do Mar e Praia de Iracema. Ponto alto dos esforços de uma inédita política pública de cultura do Governo do Estado do Ceará, o festival oferece à população uma programação totalmente gratuita e que contempla as mais variadas linguagens, constituindo um panorama rico e diverso da produção artística do Estado e também das experimentações de vanguarda da produção nacional.

Entre as mais de 130 atrações, há shows musicais, espetáculos de teatro, dança e circo, apresentações da cultura popular e literatura, intervenções e performances de arte urbana, feiras de moda, design e gastronomia. A diversidade de linguagens artísticas da Maloca Dragão 2017 vai ainda além com a Mostra Cinema Documental: Fronteiras e Verdades, no Cinema do Dragão, de 26 a 29 de abril; e a exposição fotográfica O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos, que abre o festival, no dia 25, às 19h, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE). A programação de artes cênicas se inicia no dia 27 de abril e as demais atrações concentram-se nos dias 28, 29 e 30 do mesmo mês.

Chico Albuquerque e It’s All True

A Maloca Dragão terá, pela primeira vez, um viés temático a partir de exposição inédita, percorrendo ainda mostra de cinema, parte das apresentações artísticas e a cenografia do festival. O tema “It’s All True, Orson Welles – 100 anos de Chico Albuquerque” faz referência ao filme que o cineasta norte-americano Orson Welles gravou no Ceará, It’s All True (É Tudo Verdade), e à mostra “O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos”, que abre o festival este ano.

Inacabado, o filme narra a saga de quatro jangadeiros que, em 1961, a bordo de uma frágil jangada, partiram rumo ao Rio de Janeiro – então capital federal – para entregar reivindicações trabalhistas dos pescadores diretamente ao presidente Getúlio Vargas. Registrando em imagens as gravações que reviveram, em 1962, momentos daquela histórica cruzada, estava o ainda jovem fotógrafo cearense Chico Albuquerque, que, depois dali, se tornou um dos mais influentes fotógrafos do modernismo brasileiro. Ele faria 100 anos em 2017.

Costurados, esses elementos se traduzem na metáfora da saga incansável pelo reconhecimento do campo artístico e cultural do Ceará. “Assim como o campo cultural cearense, os heróis jangadeiros filmados por Orson Welles estavam na luta pelo reconhecimento do trabalho, da vida, da dedicação deles”, explica o presidente do Instituto Dragão do Mar, o antropólogo e jornalista Paulo Linhares. Por isso, segundo ele, é importante assumir esse tema, nesta edição da Maloca. “Já que a Maloca já se constituiu como esse ritual anual que mobiliza a cidade, conferindo prestígio social ao campo artístico, é importante dar um próximo passo e usar esse momento para discutir e pensar as profundas questões culturais daqui”, diz.

A “mostra-tema” do festival traz mais de 400 imagens realizadas em diferentes fases da trajetória artística do fotógrafo cearense Chico Albuquerque. “Seu Chico” foi o responsável pela série Mucuripe, que projetou a costa cearense no cenário nacional. Além disso, Chico Albuquerque fez incursões sobre a fotografia publicitária, de paisagem e de arquitetura. As obras expostas pertencem ao acervo particular da família de Chico Albuquerque e ao acervo do Instituto Moreira Sales.

No dia 25, a abertura da exposição será acompanhada da instalação “Jangadeiros”, do ilustrador, grafiteiro e artista plástico Rafael Limaverde, e do show “Quatro homens e uma jangada”, uma performance sonora visual criada por Eric Barbosa que, junto dos músicos Guilherme Mendonça e Julio César Santana Pepeu e o artista visual Dimitri Lomonaco, realizam uma reinterpretação audiovisual do filme de Orson Welles.

A mostra ficará em cartaz até o dia 2 de julho de 2017, no MAC-CE, com acesso gratuito e visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30) e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30).

Mostra de cinema

Realidade e ficção se misturam no cânone de Orson Welles. Inspirada nesse contexto, a Mostra Cinema Documental: Fronteiras e Verdades, apresentada pelo Cinema do Dragão, de 26 a 29 de abril, traz à tona obras audiovisuais que cruzam temáticas centrais do documentário brasileiro e mundial. A busca por uma identidade nacional, a convergência entre os registros documentais e ficcionais, a alteridade, a criação de narrativas através de olhares estrangeiros e questões de cunho político dão o tom das provocações fornecidas pela mostra.

Exibidos gratuitamente, os filmes atravessam essas temáticas em diferentes contextos políticos, narrativos e estéticos. Além disso, haverá espaço para as tradicionais atividades de formação e debate oferecidas pelo Cinema do Dragão, com participação de antropólogos e cineastas convidados. Seminários e conversas devem discorrer sobre a construção da identidade cearense através dos olhares estrangeiros e sobre os embates entre documentário e ficção no cinema brasileiro.

Quem abre a programação, no dia 26 de abril, às 19h30, é o longa BARONESA, uma mistura entre documentário e ficção, ganhador do Troféu Barroco, dado pelo Júri da Crítica, na 20ª Mostra de Cinema de Tiradentes. O longa-metragem registra a rotina de duas amigas, Andreia e Leidiane, que vivem no bairro Vila Mariquinha, em Belo Horizonte. Com uma câmera muito próxima das personagens, o filme aborda a experiência de ser mulher em um bairro de periferia. A sessão contará com a presença da realizadora Juliana Antunes.

Entre as exibições, a Mostra apresenta ainda a Série Vidas na Orla, sob direção do antropólogo e professor Alexandre Fleming. Realizadas em parceria com a TVC, o Instituto Dragão do Mar e o Laboratório de Estudos da Oralidade da Universidade Federal do Ceará (UFC), a série consiste em um experimento etnográfico sobre a diversidade de experiências na orla fortalezense. Abrangendo três territórios importantes de nossa capital – a Barra do Ceará, o Poço da Draga e a Beira-Mar – os filmes buscam figurar a diversidade de um povo criado à beira do mar, as resistências locais, as benesses e desventuras do viver urbano.

A série é composta por três filmes, de 26 minutos cada. São eles: Marco Zero (sobre a Barra do Ceará), Dia de Vo(l)tar (Poço da Draga) e Arte itinerante (Beira-Mar).

Arte cearense no mapa

A programação da Maloca Dragão é composta por atrações convidadas, pelas selecionadas através de Chamamento Público e pelos espetáculos e shows desenvolvidos nos Laboratórios de Criação do Porto Iracema das Artes, escola de formação e criação artística do Instituto Dragão do Mar. “A escolha das atrações foi realizada pela direção do Dragão do Mar junto de curadores convidados em cada uma das linguagens artísticas envolvidas. O objetivo foi realizar um recorte com produções inéditas no festival e que dessem conta da pluralidade do atual panorama da arte cearense”, define o diretor de Ação Cultural do Dragão, João Wilson Damasceno.

Cerca de 75% da programação do festival é composta pelos projetos artísticos selecionados no Chamamento Público, realizado de 6 a 20 de março, por meio da plataforma digital do Mapa Cultural do Ceará. As inscrições foram abertas a projetos de artistas cearenses ou residentes no Estado nas seguintes linguagens: música, teatro, dança, circo, arte urbana, cultura popular e literatura. Nesta edição, foram 703 inscrições entre projetos artísticos e profissionais da área de Produção Cultural, número 118% maior que o do ano passado.

Dentre os trabalhos totalmente inéditos selecionados a partir do chamamento público, estão os lançamentos de discos de Lavage, com o álbum “Zombie Walk”; Oscar Arruda, com “Egomaquia”; Andersoul, com “Racional”; Mad Monkees, com álbum homônimo; Maria Ó, com “Dança Três”; Nafandus, com “Unbreakble”; Nego Gallo, com “Baile do Gallo”; e Camila Marieta, com o pré-lançamento do disco “Tropeço no meio-fio”.

João Wilson também destaca a ampliação da participação dos grupos do interior do Estado, por conta da facilidade de inscrição proporcionada pelo chamamento público. “A região do Cariri e a cidade de Sobral, por exemplo, participaram principalmente com projetos artísticos em música. Já a dança veio dos municípios de Paracuru e Itapipoca. Avalio que consolidar a Maloca Dragão é também construir um panorama da arte do Ceará, a cada edição, mais integrado”.

Os projetos concebidos no Porto Iracema das Artes somam 11 atrações: Nayra Costa, Projeto Rivera, Erivan Produtos do Morro e Tocata Livre, na música; “Ibirapema, o forró que eu faltei”, da Omì Cia de Dança, e “A dança nossa de cada dia”, da bailarina Silvia Moura, na dança; e ainda “O Imaginário Criador e sua Barata Mágica”, da Trupe Motim de Teatro, “Restos de si cavam janelas”, do grupo Comedores de Abacaxi, e “Asja Lacis já não me escreve”, do Grupo Terceiro Corpo, no teatro. Juntos, esses projetos compõem a Mostra de Artes Porto Iracema (MOPI).

Esses projetos foram desenvolvidos em 2015 e 2016, nos Laboratórios de Criação do Porto. Essa metodologia funciona em regime de imersão, através de processos formativos de excelência, desenvolvidos em torno das propostas previamente selecionadas. Os alunos recebem orientação de consultores/tutores conceituados nacionalmente, que conduzem a qualificação dos projetos, através de orientações individuais, oficinas, palestras e masterclasses. Também chegando à quarta edição em 2017, os Laboratórios de Criação do Porto já desenvolveram ao todo 60 projetos entre roteiros para cinema, peças de teatro, shows musicais e discos, espetáculos de dança e exposições, envolvendo nesse processo mais de 180 artistas.

Atrações nacionais

As atrações convidadas da Maloca Dragão 2017 são compostas por artistas cearenses de carreira consolidada e artistas nacionais e internacionais de diferentes estilos, além de perfis que se destacam pela vanguarda experimental. Na música, o festival terá artistas de canções e atitudes empoderadas como Karol Conka (PR) e As Bahias e a Cozinha Mineira (SP); o reggae da Tribo de Jah (MA), com o show de 30 anos de carreira; e BaianaSystem (BA)um dos principais nomes de um movimento independente que busca ressignificar a sonoridade da música urbana da Bahia.

Sobem ao palco ainda o “forró das antigas” de Kátia Cilene (CE), a irreverência do sertão contemporâneo de Geraldo Junior (CE), a música instrumental de raízes afro do grupo Horoyá (SP), Aldo Sena (PA) e a Guitarra Cearense e o rock do Cidadão Instigado (CE), lançando a turnê de 20 anos de estrada, com direito a um box comemorativo com discos de vinil. A Maloca Dragão também traz Cólera (SP), uma das principais bandas do punk rock nacional e a primeira do gênero no Brasil a fazer turnê na Europa.

O teatro pernambucano marca presença com o Coletivo Angu e o espetáculo “Ossos”, que conta uma história de amor, exílio e morte, baseado no livro do escritor Marcelino Freire. Na dança, é destaque o coreógrafo, bailarino e professor em São Paulo Eduardo Fukushima, que traz à Maloca dois premiados espetáculos: “Entre contenções (Prêmio Funarte de Dança Klauss Viana) e “Como superar o cansaço?” (Prêmio Rumos Dança Itaú Cultural).

Atrações internacionais

Pela primeira vez, o festival traz também a experiência de atrações internacionais. Conquistando visibilidade nos mais importantes festivais da América do Sul e Europa, a cantora argentina La Yegros leva ao público uma mistura explosiva que passa pelo funk, dub, rap, cumbia e outros estilos dançantes. Clube de jazz e gravadora com franquias em Nova York e Istambul, o Nublu é outro projeto que pousa por aqui, com palco armado no Estoril. Entre outras atrações, o Palco Nublu receberá o lançamento do primeiro álbum do projeto Praia Futuro, composto por Ilhan Ersahin (fundador do Nublu), Yuri Kalil e Fernando Catatau (ambos do Cidadão Instigado) e Dengue (Nação Zumbi). Dentro da programação de estreia da Maloca Eletrônica, o festival recebe ainda as presenças internacionais dos DJs Ninad e Yage (Argentina) e Luca (Itália).

Ainda que seja um festival de arte cearense, Paulo Linhares ressalta que esse intercâmbio é importante para uma atualização e criação de conexões, a partir da articulação internacional e nacional. “O que está acontecendo como tendência, o que tem de mais inovador? A Maloca tem uma visão antecipadora dos movimentos artísticos do Brasil. Essa geração está tendo acesso a cinema, música, teatro, a tudo que está sendo feito de vanguarda neste país. Não somos reprodutores de mainstream. A Maloca é esse festival da grande descoberta”, define Linhares.

Viva Iracema

Desde 2016, a Maloca Dragão assumiu a experiência de “transbordar” arte e cultura para outros palcos e espaços da Praia de Iracema. Em 2017, a lógica não só se repete como se amplia: serão 24 espaços do Centro Dragão do Mar e entorno, recebendo uma semana de programação gratuita. Entre as novidades, o Palco Zé Avelino (na Rua José Avelino) ficará agora ao lado do Palco Rogaciano (sob a passarela vermelha). Juntos, eles receberão essencialmente – e de forma alternada – os shows inscritos através do chamamento público.

Praça Almirante Saldanha, por sua vez, não terá mais um palco, mas será uma espécie de “coração do festival”, constituindo-se como espaço do encontro, da convivência, da circulação. Na praça, ficarão concentradas feiras de moda e design e ainda a Oca Maloca – em analogia à cultura indígena –, que receberá programação de cultura popular, variétés circenses e música experimental.

Outra novidade é o palco montado pertinho do mar, o Palco Draga Dragão, ao final da Rua Almirante Tamandaré, no Poço da Draga. Assim como a Praça Verde, este espaço receberá grandes nomes da música nacional e cearense. “A ideia é descentralizar a ocupação, preenchendo outros espaços públicos da cidade”, diz o diretor João Wilson Damasceno.

Sucesso de público ano passado, a Maloca Tabajaras também segue descentralizando o festival, com programação ao longo da Rua dos Tabajaras. O lugar terá food trucksfuncionando a partir das 22h, além de festas e shows, a partir das 23h, no Pirata, Mambembe, Espaço Biruta e o Palco Nublu, no Estoril. A famosa “Praia dos Crush”, no Aterrinho, também receberá programação da Maloca Tabajaras, com o reggae do Dub Foundation Sound System e Buguinha Dub, a partir das 16h, na sexta-feira, dia 28.

Maloca Eletrônica e Maloca Parties

O festival ocupa a PI ainda com festas nas boates do entorno do Dragão do Mar. O Órbita Bar receberá a estreia da Maloca Eletrônica, nos dias 28 e 30 de abril, com DJs da Itália, Argentina, de São Paulo e do Ceará. Realizada em parceria com o Núcleo de Arte e Cultura Transcendental (NUACT Produções), essa programação traz, na sexta-feira, Ninad(Antu Records/AEON Bookings), Stereologic (Mind Tweakers/MUV), Caious (Forest Spirit Records/ZIOHM), Luca (GloOm Music/AEON Bookings), Earthsapce (Nano Records/NuACT) e Yage (Antu Records/AEON Bookings). Já o domingo, véspera de feriado, terá a banda The MobRodrigo Lobbão (Órbita Bar/Undergroove), Camilo Rocha(SP) e Fil (Undergroove/Feeling Club). A Maloca Eletrônica tem acesso gratuito, com retirada de ingressos.

Também tem Maloca Parties, nas casas do entorno, com programação de festas e shows. O Amici’s será palco para a caliente La Tabaquera, no dia 28 de abril, a primeira festa da Maloca. No dia 29, tem Borogodó e Juruviana, no Pirata; e Lascaux e New Model, no Mambembe. Essas casas também recebem atrações no dia 30: o projeto Batekoo(Mambembe) e DJ Marquinhos e Freud Explica? (Pirata).

Todo esse “transbordamento” é uma iniciativa parte do Viva Iracema, projeto do Governo do Estado do Ceará e do Dragão do Mar para a integração dos equipamentos culturais da região e realização de ações de formação e difusão da arte e da cultura no bairro. Segundo Linhares, enquanto bairro de tradição cultural de Fortaleza, a Praia de Iracema é o espaço geográfico da economia da cultura da cidade, lugar de pulsação cultural. “É por isso que a Maloca transborda e ocupa outros palcos e espaços, além do Dragão. Um movimento natural dentro de uma política pública de cultura que visa recuperar o tecido urbano da Praia de Iracema”, acrescenta.

Gastronomia

A gastronomia será uma atração à parte, na Maloca Dragão 2017. Concentrado entre a Caixa Cultural e o Palco Draga Dragão, na Rua Almirante Tamandaré, um corredor gastronômico terá o “gostin de Fortaleza”. É a Maloca de Comer, trazendo sabores que estão na nossa memória afetiva e que estarão reunidos celebrando o aniversário do Dragão.

Mercado de negócios

Com vistas à circulação da arte cearense no País, a Maloca Dragão realiza a segunda edição do Conexões Maloca. A partir do contato entre os artistas do festival e experts e jornalistas do mercado cultural, a iniciativa promove um intercâmbio de experiências e contribui para impulsionar a circulação das produções locais no âmbito nacional. Além de desbravarem o panorama artístico do Ceará, assistindo aos shows e espetáculos do festival, os programadores do mercado da música brasileira receberão os artistas em speed meetings. Nesse processo, cada artista terá três minutos para apresentar seu trabalho aos convidados, individualmente.

A ideia é fazer com que a arte cearense circule mais País afora e que os próprios grupos artísticos possam se apropriar dos caminhos para ir além do território de origem. Já foram confirmados: Alexandre Osiecki (Psicodália/SC), Fernando Zugno (Poa em Cena/RS), Marta Carvalho (Satélite/DF), Alexandre Rossi (Circo Voador/RJ), Antonio Gutierrez (Rec Beat/PE), Jomardo Jomas (Mada/RN), Ana Garcia (Coquetel Molotov/PE), Luciana Simões (BR 135/MA), Marcelo Damaso (Se Rasgum/PA), Anderson Foca (Dosol/RN), Fabiana Batistela (SIM – Semana Internacional da Música/SP), Elodie da Silva (Ame CV e Kriol Jazz/CABO VERDE), Jordana Phokompe (Lincoln Center/NOVA IORQUE), Luís Viegas (Ao Sul do Mundo/PORTUGAL).

Formação

 Novidade neste ano, o chamamento público para o festival contemplou também produtores culturais, roadies, técnicos de iluminação, som e cenotecnia. A fim de elevar o padrão técnico da Maloca, os selecionados estão passando por uma qualificação gratuita por meio do Lab Maloca, curso de formação realizado pelo Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação (IATEC), em parceria com o Dragão do Mar e a Escola Porto Iracema das Artes.

Ao longo do mês de abril, são oferecidos workshops nas áreas de Produção (Gestão Cultural, Produção de Palco, Gerência de Operação e Logística de Produção), Áudio(Segurança de Trabalho (NR35 e NR10), Alinhamento de Sistema e Mix de Palco) e Iluminação (Eletricidade, Desenho de Luz (Mapas) e Consoles Digitais). Essas demandas de profissionalização tiveram origem em reuniões abertas ao público, em fevereiro, com profissionais da área.

A reciclagem do conhecimento dos profissionais técnicos da Maloca foi iniciada em 2016, mas a experiência do chamamento público visa tornar ainda mais democrático o processo de contratação da força de trabalho do festival, além de estimular o interesse por essas áreas que, com a expansão do mercado cultural e de entretenimento, tornam-se cada vez mais promissoras como geradoras de emprego e renda. “É o único festival do Brasil com formação para seus profissionais”, afirma o diretor de Ação Cultural, João Wilson Damasceno.

Festival da afirmação cultural

Em quatro anos, a Maloca Dragão se firmou como momento maior da arte cearense, avalia Paulo Linhares. “Falo isso porque os artistas e a cidade já o reconhecem como tal. É um festival democrático, aberto, múltiplo e totalmente gratuito de empoderamento, de afirmação cultural da população. Foram mais de 170 mil pessoas, circulando e apreciando a arte do Ceará, na última edição, em 2016. Sem contar os mais de 1.000 profissionais e artistas envolvidos”, afirma. O Instituto é uma Organização Social – a primeira de ordem cultural no País – que gerencia o Centro Dragão do Mar e outros sete equipamentos no Estado.

De acordo com Linhares, o reconhecimento do festival enquanto tradução da força cultural e artística do Ceará é parte de um esforço maior da política pública de cultura do Governo do Estado, enquanto transformadora do tecido da vida social.

Diante da visão conservadora sobre o campo cultural e artístico, é importante entender o papel transformador da cultura, inclusive do ponto de vista econômico. A cultura permite um crescimento urbano com qualidade de vida, porque é papel dela a criação de uma sociedade com confiança social – que é a confiança no Estado e, consequentemente, nos vizinhos, na família, por existir respeito às normas. A sociabilidade das pessoas, o aprender a conviver depende dessa confiança social. E é com uma política cultural que o Estado conquista essa confiança, mais do que com qualquer outra”, reforça o antropólogo.

Além de mobilizar confiança social e gerar prestígio social para o campo artístico cearense, a Maloca Dragão impacta positivamente a economia do Estado. “Enquanto os empregos industriais têm uma curva decrescente até em Fortaleza, o setor cultural e o turístico apresentam permanente aumento de participação no PIB”, explica. Investir nesses setores, bem como em ciência e tecnologia, ou seja, centrar esforços na economia criativa, de acordo com o antropólogo, é hoje o melhor caminho para se crescer de forma sustentável e permanente em todo o mundo.

Com uma política cultural efetiva, se tem menos violência, porque se tem qualidade de vida pública, tem mais emprego e mais felicidade nesses empregos, empregos que geram uma vida mais saudável e feliz. Você tem ainda uma população se reconhecendo como capaz de ser criativa e com identidades múltiplas e próprias”, reforça Linhares

Serviço:
Maloca Dragão 2017
Data: 
de 25 a 30 de abril
Local: no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e em vários espaços da Praia de Iracema
Acesso gratuito