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Misia Rocha

A Hora de Mudar foi Ontem

Que o mundo mudou nós todos sabemos e vivemos, e no livro Mude ou Morra de Renato Mendes e Roni Cunha Bueno somos questionados sobre a velocidade que essas “novas” mudanças veem acontecendo e impactando nossas vidas e as organizações.
As crianças do atual Ensino Infantil, 65% delas, trabalharão em profissões que ainda não foram criadas – previsão do Fórum Econômico Mundial. Nos últimos dez anos, dez outras profissões já nasceram, como Operador de Drone, Motorista de Transporte Alternativo, Analista de Big Data e Engenheiro de Carros Autônomos; esse movimento durava em torno de cem anos, no início do século.
Essa Nova Economia é baseada na Internet e na Tecnologia, deixando tudo mais rápido, básico, simples, a mão das pessoas em qualquer tempo e circunstancia; e quando os consumidores procuram o seu produto ou o seu serviço é essa facilidade que todos querem e precisam, já pensou sobre isso?
Não se trata apenas de ter ferramentas digitais, criar um e-commerce ou oferecer facilidades através de aplicativos. A chamada Transformação Digital tem como premissa a mudança do seu Modelo de Negócio, a cultura e o foco no Cliente, entrar numa Zona de Desconforto, de errar e reaprender.
E o tempo foi ontem, porque tudo mudou já. As empresas tradicionais, os empresários tradicionais precisarão mudar ou morrerão, inevitavelmente. O primeiro passo é ter consciência da necessidade de aprender, desaprender e reaprender, porque segundo Alvin Toffler, escritor e futurista americano, o analfabeto do século XXI é esse, que não sabe passar por essas etapas da aprendizagem. Reflita hoje se seu negócio é de ontem ou de amanhã e mude, enquanto é tempo.

Desistir? Só se for agora!

“Eu sou brasileiro e não desisto nunca”, quem já ouviu essa frase e se identificou, levanta a mão! Não sei quem falou isso a primeira vez, mas incutiu em muitos de nós que não era possível abrir mão de um sonho. Mas, convenhamos, nem sempre acontece como planejamos, não é mesmo?

A empresa entra em dificuldades, nossa carreira vai de mal a pior, nossos planos para o futuro próximo parecem simplesmente impossíveis e o Planejamento Estratégico mais lindo ecompleto que já desenhamos está na parede e não funciona, nem para o mês que vem, imagina pra daqui cinco anos! Cada vez mais o mundo dos negócios tem pressa e as mudanças são inúmeras, ambíguas, voláteis e complexas.

Jack Welch fala que quando o ritmo de mudanças dentro da empresa for ultrapassado pelo ritmo da mudança fora dela, o fim está próximo. Ou seja, ou você muda, ou morre. E isso vale para o que planejou sim, para o que sonhou. Se tem a consciência tranquila que já tentou tudo o que pode, que trabalhou duro, se dedicou ao máximo e ainda assim está vendo seu negócio morrer na praia, pare um pouco, pense na rota que tomou e reprograme. Desistir e mudar a direção faz parte do jogo.

O recomeço se dá entendendo o que podia ter feito diferente. Analise seus resultados e identifique o momento que se perdeu e as causas envolvidas. Não precisa ir longe, essencialmente tratará de uma ou mais das seis causas apontadas por Ishikawa: Materiais, Mão-de-obra, Máquinas, Métodos, Medição, Meio-ambiente. E direcione para que seu novo sonho não se encontre com essas falhas, acredite, ele tem mais chance de dar certo de uma segunda, terceira ou quarta vez.

Um amigo fala sempre que nossos sonhos devem ser grandes, que devemos mirar na Lua, porque se tudo der errado, acertaremos as estrelas; e concordo com ele. Uma dessas estrelas pode ser tudo que você precisa para sonhar novamente e fazer acontecer, ao infinito e além!

O Mito do Empreendedor

 

Começar um pequeno negócio nos anos de crise foi a opção de muitos desempregados Brasil a fora. Infelizmente, muitos desses empreendimentos fecharam as portas com pouco tempo de atuação no mercado e em sua maioria por questões internas, pela gestão empírica desse novo empresário.

No livro O Mito do Empreendedor, de Michael E. Gerber, entendemos sobre as dificuldades e os péssimos hábitos das pessoas que começam um negócio sem a instrução apropriada. Muitas vezes julgam que dominar determinada atividade deve garantir o sucesso e isso é um ledo engano! Vamos dar o exemplo de uma Barbearia.

Para montar uma Barbearia é necessário saber cortar cabelos e aparar barbas, certo? Não apenas! Qualquer negócio exige tempo de dedicação e conhecimento em três esferas: a Técnica, a de Gestão e a de Empreender. É necessário conhecer a dinâmica de uma Barbearia, conhecer os cortes, os equipamentos necessários, toda a infraestrutura, e saber cortar os cabelos ou opinar sobre a qualidade do corte de terceiros; essa é a parte Técnica. Por outro lado, é preciso saber gerir o negócio, ir ao banco, saber onde investir, conversar com os colaboradores, motiva-los, atender os clientes, entender a necessidade deles, ser o Caixa, o Decorador, o Digital Influencer, ser o Gestor! Ufa!

O empresário não pode perder de vista também o futuro, o Empreender, precisa dedicar-se a sonhar e a materializar sua visão de futuro dia-a-dia. Parece fácil? Com certeza não; mas ignorar essas perspectivas dedicando-se só a cortar cabelos, não vai levar o negócio muito longe.

O novo empresário precisa entender seu papel na empresa, seu valor, por menor que a organização seja, precisa ser um bom técnico, um excelente gestor e um grande visionário. O empresário deve aproveitar a paixão que o move, ter prazer em seu negócio, fazer o que ama e emprenhar-se ao máximo. Para ter sucesso amigos, é preciso barba, cabelo e bigode!

Felicidade

Se perguntar para as pessoas qual o seu objetivo de vida vai ouvir a expressão “ser feliz” da maioria delas. Com os empreendedores não é diferente. Ninguém abre uma empresa com o
objetivo de ter prejuízo, fechar as portas ou viver frustrado e infeliz.

 
Na mesma linha e com o objetivo de aumentar a produtividade, os Departamentos de Recursos e Desenvolvimento Humano mundo afora, CEO´s e Diretorias de pequenas, médias e
grandes corporações pensam e articulam as melhores “soluções” para transformar o dia-a-dia dos colaboradores e clientes em momentos felizes; mesmo nos ofícios mais desgastantes.
Afinal, como deixou escrito Alex Supertramp totalmente isolado numa geleira no Alaska, um pouco antes de sua morte: “A felicidade só é real quando compartilhada”.

 
Se o RH tem obtido sucesso? Diga-me você, leitor, se é feliz no trabalho ou na empresa que fundou?! Ou ainda antes: o que faz você feliz? Em pesquisas sobre Psicologia Positiva, Flow e Felicidade no Ambiente de Trabalho entendi que a fórmula da felicidade não é igual para todos, mas que as coisas que amamos fazer, cada um de nós, formam a nossa estrutura de uma vida feliz. E essas coisas são grátis, é brincar, ter novas experiências, amigos e família, fazer coisas significativas, ser grato; tudo isso nos torna felizes.

 
Se o nosso trabalho nos traz um significado único, tem propósito, paixão e somos gratos por tê-lo; sem dúvida, alcançamos a felicidade e quanto mais a temos, mais todos têm. Ninguém está errado em buscar sua felicidade, e nem estamos errados em buscar a felicidade dos outros no nosso ambiente de trabalho, isso transforma a rua que vivemos, nosso bairro, nossa cidade, uma sociedade inteira.