Trinta atletas Bushi No Te disputarão Campeonato Panamericano de Karatê, na Paraíba


Com o kimono na mala e muita vontade de representar o Brasil, É dessa forma que os alunos do Programa de Karatê Bushi No Te estão se sentindo. Atual bicampeã estadual, conquistando mais de 660 medalhas nos anos de 2016 e 2017, a equipe disputará o Campeonato Panamericano da modalidade em João Pessoa, na Paraíba. Trinta atletas Bushi No Te foram convocados a participar do evento, que acontece entre os dias 19 e 22 deste mês.

 
O Bushi No Te é o braço esportivo do Instituto Beatriz e Lauro Fiuza (IBLF), que atende 250 crianças, adolescentes e jovens de bairros que apresentam alta vulnerabilidade e risco social de Fortaleza. Coordenada por Romilson Mariano, a equipe é filiada à Federação Cearense de Karatê Esportivo (FCKE), tendo 25 atletas em primeiro lugar no ranking estadual.

 
A preparação do grupo, iniciada em janeiro, foi se intensificando com a proximidade da competição. Desde março os atletas treinam todos os dias da semana, em dois horários, mas com as férias escolares, os treinamentos passaram a acontecer em três períodos. “Queremos representar bem o nosso País e acreditamos que traremos muitas medalhas para casa”, declara o coordenador.

 
Presidente da FCKE, Danilo Soares, também diz acreditar em alto desempenho da equipe Bushi No Te – uma das bases da delegação cearense. “Vamos competir com nossos melhores atletas. Muitos deles, inclusive, são líderes do ranking de suas categorias, campeões estaduais e nacionais. As expectativas são as melhores possíveis”, enfatiza Danilo, informando ainda que mais de cem atletas do Estado viajarão para João Pessoa.

 
O Instituto Beatriz e Lauro Fiuza tem se mobilizado juntamente com as famílias para levar os alunos à Paraíba. Bazares, bingos e sorteios foram algumas das atividades realizadas com o intuito de arrecadar fundos para cobrir custos como passagens, inscrição, alojamento e alimentação dos atletas. “Vamos mostrar para o mundo a força que o esporte tem para quebrar as barreiras de nossas comunidades”, conclui Romilson Mariano.

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