Dia Mundial do Teatro e Dia Nacional do Circo são comemorados com programação nos equipamentos da Secult

 

Para celebrar o Dia Mundial do Teatro e Dia Nacional do Circo, ambos em 27 de março, a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará traz uma programação especial em seus equipamentos. O Theatro José de Alencar (TJA), o Cineteatro São Luiz, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e o Centro Cultural Bom Jardim estão com espetáculos que fomentam a fruição da arte e democratizam o acesso à cultura. O Dia Mundial do Teatro, criado em 1961, marca a inauguração do Teatro das Nações, em Paris, e o Dia Nacional do Circo presta homenagem ao nascimento do inesquecível Palhaço Pioli.

 

 

Theatro José de Alencar

As atividades no TJA começam cedo. Logo às 10h, da terça-feira, 27/3, no palco principal, o público infantil poderá conferir a peça “A Cigarra e a Formiga”, com texto e direção do ator, diretor e dramaturgo Carri Costa. Baseada na fábula do escritor Jean de La Fontaine, apresenta a clássica história da Cigarra – que quer ser cantora – e sua relação com a Formiga, uma criaturinha super prática. A atividade tem entrada franca.

No mesmo dia, de 15h às 18h, o Theatro José de Alencar traz quatro espetáculos de circo para a calçada: “Circo do Povo”, “Jacu”, “Xilito Palhaçada” e “Camarim do Trepinha”. De frente para a praça, os atores encenam números que prometem divertir o público. Às 19h, o Dia Mundial do Teatro, será celebrado com a entrega do “Troféu Carlos Câmara”. A solenidade tem como objetivo homenagear aqueles que fizeram e fazem a história do teatro cearense. Este ano os homenageados serão Oscar Roney e Ana Marlene. Além da entrega do Troféu Carlos Câmara, a solenidade premia os melhores trabalhos cênicos realizados no ano de 2017, no total serão 26 premiações de “Destaque do Ano”.

A programação continua no TJA, na quarta-feira, 28/3, pra quem curte teatro. O espetáculo Geração Trianon será apresentado às 19h, com entrada franca. Com texto de Anamaria Nunes a peça é ambientada no Teatro Trianon, célebre casa de espetáculos do Rio de Janeiro por suas comédias, entre as décadas de 20 e 30 do século XX. O enredo mostra dois sócios, o Astro da Companhia e o Dono do Teatro Trianon, em apuros após um grande fracasso de bilheteria de um drama. Decidem mudar o repertório e montar uma comédia inédita. O público acompanha o stress gerado pela montagem de uma peça dentro da peça e se diverte com as trapalhadas e situações dos artistas que vivem de teatro.

 

 

Cineteatro São Luiz

Dia 27 também é dia de comemorar as artes cênicas e o circo no Cineteatro São Luiz, com espetáculos gratuitos, uma programação também comemorativa aos 60 do equipamento cultural do Ceará. “Criaturas de Papel” é um teatro de bonecos do grupo Bricoleiros, que será apresentado às 9h e 14h30. Recomendado para todas as idades. Já às 12h30, o palhaço Pimenta monta sua lona no foyer do São Luiz, com o espetáculo “Hoje Tem Espetáculo? Tem Sim, Senhor!!!”. Acrobatas, malabaristas, monociclistas e, claro, muita palhaçada, tomam conta da festa circense. Fechando o dia, às 18h, tem dança com o espetáculo “Mulata”, da Cia. Dita. O trabalho, construído em 2014, marca o ano de comemorações dos 50 anos da bailarina cearense Wilemara Barros e ganha narrativa com corpo e voz da artista que esmiúça sua trajetória de 44 anos de dança.

 

 

Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

No Dragão do Mar, a celebração do Dia do Teatro começa mais cedo. O espetáculo “Maquinista” será apresentado nos dias 23,24 e 25/3, sempre às 20h. A peça conta a incrível história do “ator” que entrou para o bando de Lampião, após enganar toda uma cidade. Com classificação livre, os ingressos custam R$20,00 e R$10,00.

O Grupo As 10 Graças apresenta a comédia “Cabaré da Desgraça”, nos dias 27 e 28 de março, sempre às 20h, no Teatro do Dragão do Mar. Este é o o primeiro trabalho do grupo desenvolvido para espaços fechados, sendo uma festa, uma celebração a vida e aos excessos, com a energia trazida da rua em toda sua potência. A peça tem classificação indicativa livre e ingressos à venda ao preço de R$20,00 e R$10,00 (meia).

Outra opção é conferir o espetáculo “Aquelas – Uma Dieta Para Caber no Mundo”, do Coletivo Manada, apresentado nos dias 30/3, 31/3 e 1/4, sempre às 19h, no Teatro do Dragão do Mar, com entrada franca. A peça faz reviver Maria de Bil, santa popular de Várzea Alegre, município do Cariri cearense, assassinada no ano de 1926 pelo seu companheiro. É uma construção colaborativa, numa criação delicada e cruel, que grita as urgências do “ser mulher” na sociedade em que vivemos. Partindo da pessoalidade das intérpretes Monique Cardoso e Juliana Veras, e com uma encenação brutalmente delicada de Murillo Ramos.

 

 

Centro Cultural Bom Jardim

Teatro e Circo também são destaque na programação do Centro Cultural Bom Jardim. Na terça, 27/3, às 18h, o Grupo Expressões Humanas apresenta “Orlando”, que conta a história de um rei que não conseguia enxergar e nem ouvir seu povo. Com classificação indicativa de 16 anos, a peça tem entrada franca.

Antes de sair em turnê, o Grupo Pavilhão da Magnólia apresenta o espetáculo “Pétalas”, na Praça Central do Centro Cultural Grande Bom Jardim, dia 27/3, às 17h, com entrada franca. O espetáculo Pétalas reconta a mais conhecida e representada história de amor de todos os tempos, é uma versão contextualizada e atemporal da paixão de Cristo. A encenação acontece na rua e utiliza elementos da cultura popular nordestina, com músicas, folguedos, danças, cores, indo de encontro às simbologias de um teatro jesuíta, mas não com ideia de catequização e sim de provocações próprias da contemporaneidade. O espetáculo ganhou continuidade através do projeto “Paixão – Rosa nos Bairros”, que desde 2009 se apresenta em bairros da periferia de Fortaleza, refletindo os valores de afetividade, harmonia e contribui na discussão de uma cultura de paz.

Já na quarta-feira, 28/3, às 19h, o grupo Dona Zefinha apresenta na Praça Central o espetáculo “O Circo Sem teto da Lona Furada dos Bufões”. O circo sem teto da lona furada dos Bufões é uma comédia musical infantil que retrata a história de um circo mambembe nordestino tentando sobreviver no midiático mundo contemporâneo. Os palhaços “Bufão”, “Panfeto” e “Pafim”, regem a charanga tocando instrumentos exóticos ao vivo, fazendo gags, brincado com a plateia, num tom despojado e teatral.

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