Beleza e imagem Plus Size – amamos!

Olá queridas e queridos,

perdoem-me a ausência, mas estive às voltas com a descoberta que sofro de enxaqueca, com toda a odisseia de exames e dores que isso envolve. Mas estou de volta e 100% afiada pra falar com vocês nessa coluna.

Na última sexta-feira (10) foi eleita a Miss Plus Size Ceará, onde a escolhida foi a belíssima modelo de 22 anos Carol Melo (@meloany). O evento me lembrou a proposta deste post que pensava há algum tempo, a imagem e moda projetados pelo movimento Plus Size.

Longe de ser uma apologia à obesidade (como algumas pessoas insistem em atacar), o movimento Plus Size começou com a proposta de chamar a atenção para a pluralidade de tamanhos e formatos de corpos femininos e, a necessidade de lembrar que pessoas curvilíneas e/ou acima do peso (seja por questões de biotipo, alterações de saúde ou razões diversas) tem o direito de ter estilo, de se sentir bem e bonitas, de adquirir peças de qualidade e de ter referências de beleza com as quais se identifiquem, afinal no mundo inteiro e, principalmente no nosso Brasil, mulheres acima do tamanho 44 definitivamente não são a exceção, são na verdade a imagem correta da beleza feminina.

No mundo da moda, esse movimento foi recebido inicialmente com antipatia, pois reinava a zona de conforto construída por décadas em torno de corpos esquálidos e em formato de retângulo que funcionavam como “cabides” para as roupas. Acontece que as roupas não ficam nos cabides, elas tem a função de adornar mulheres reais em diferentes corpos, tamanhos e estilos, portanto a questão econômica começou a chamar a atenção da indústria que negligenciava um nicho de mercado com poder aquisitivo real e demanda crescente.

Do ponto de vista da imagem, o surgimento e valorização das modelos Plus Size, como o ícone fashion Ashley Graham (@theashleygraham), traz aos olhos e às passarelas a identificação da consumidora real com a roupa que é desfilada, pois a mulher que a veste tem o corpo parecido com o seu e é possível observar o caimento das roupas e o mais importante, se identificar com a modelos entendendo que você é bonita como ela, tem as curvas como as dela e pode adquirir aquelas peças, se valorizar, se sentir bela e adequada. As blogueiras plus size pipocaram na internet dando dicas de looks, maquiagem, lojas e etc..tudo para buscar empoderamento e valorização da mulher que habita aquele corpo e não simplesmente um número na balança.

Sei bem do que falo pois visto 46 e me dá alegria saber que mais meninas e mulheres podem lidar melhor com sua imagem, se sentir representadas pelas modelos e editoriais, não precisam mais se sentir humilhadas com a frase “não temos no seu tamanho” (sim ouvi isso algumas vezes como se eu estivesse ofendendo a loja só por entrar nela) e podem sim ser referência de personalidade, estilo, lifestyle.

Quem inventou os padrões de beleza não entende de seres humanos, menos ainda de mulheres (rss) pois somos seres únicos e plurais. Não existem pessoas iguais, com corpos iguais, com belezas iguais. Eu tenho certeza que jamais me sentiria feliz e bonita com pernas finas, então por que tenho que lutar para tê-las apenas para caber em uma calça que não me serve? Sua imagem tem que refletir quem você é, como se sente por isso é única. Objetos tem que seguir padrões pois são feitos em série, pessoas não…lembre sempre disso.

Estou falando de você se sentir bem consigo mesma e usar isso na construção de sua imagem e com as ferramentas de moda a seu favor, não estou dizendo para se acomodar com sua saúde, pois ser plus size quer dizer que você pode se aceitar em suas formas, não que deva prejudicar sua saúde ok.

Aproveitem as possibilidades e curtam seu estilo.

Se precisar de uma ajudinha fala comigo que eu te ajudo a encontrar o caminho do glamour! Beijocas.

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