Autoimagem e percepção social

Na consultoria de imagem, o principal objetivo é promover o autoconhecimento! Diariamente estamos observando as pessoas à nossa volta e quase sempre conseguimos descrever facilmente suas características físicas e comportamentais, ou seja, a imagem que temos delas. Isso não acontece com a mesma facilidade quando falamos de nós mesmos, quem nunca se sentiu em uma situação desesperadora ao ser perguntado (a) sobre suas qualidades e defeitos?

Isso ocorre por uma séries de questões, dentre as principais estão as sociais (sim sociais) pois vivemos em comunidade, em grupos e dentro desse tipo de organização existe o processo de vigilância no qual estamos sempre atentos às características e ações dos outros para fins de aprendizado, proteção, interação, etc. Esse processo constante desestimula a percepção de si mesmo e, consequentemente abre brechas para a imposições de padrões de imagem, padrões de comportamento e as distorções que podem resultar disso.

Diante do desafio da autopercepção acabamos por desenvolver comportamentos espelhados, onde “imitamos” os integrantes dos grupos aos quais pertencemos. Não há nada de errado nisso (à princípio) pois é justificado pela necessidade de pertencimento e os pares se reconhecem por códigos visuais (basta observar na natureza como os grupos de espécies se parecem visualmente), o perigo está em ultrapassar os códigos visuais e homogeneizar os comportamentos, as ações, os pensamentos.

. Os códigos visuais não deveriam funcionar para nós como padrões e, sim como instrumentos para expressarmos essas características, porém, para a maioria das pessoas a imagem que tem de si mesmas é diferente da percebida pelos que estão à sua volta.

Por quê?

O segredo está no que você quer expressar! Existe a tentação real de construir um personagem e vesti-lo todos os dias, ou de destacar apenas algumas características. Devo alertar que isso talvez funcione a curto prazo, mas o seu EU verdadeiro sempre vai lutar para aparecer. Um exercício interessante para construir sua imagem é conversar com as pessoas que convivem com você, descubra como elas lhe percebem, quais características lhe são mais valorizadas, quais os defeitos e em que situações se destacam. Depois confronte com o que você vê, como sente.

Assim é possível montar um quadro de autoimagem X percepção social, ou seja, quem você é e como os outros lhe percebem. Quem possui essa informação tem melhores condições de se posicionar na vida pessoal, profissional, acadêmica, social.

Experimenta e me conta!

 

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