Quem disse que não pode? Imagem planejada e padrões estéticos

No mundo atual, regido por imagens, a comunicação visual estabelece o tom inicial das interações, que podem ou não se tornar relações. Dessa forma os padrões sociais, antes reproduzidos oralmente, passam a ser estabelecidos visualmente na busca de “enquadrar” as pessoas em grupos e estereótipos, padronizando desde cores a modelagens de roupas, cortes de cabelo, maquiagem, comportamentos, arquitetura, etc.

Ocorre que o ser humano, apesar de pertencer à uma sociedade, possui características que não são necessariamente as mesmas do grupo a que pertence, fazendo com que esse tipo de padronização cause estranhamentos e desconforto psicológico onde, em casos extremos, pode levar a transtornos de autoimagem.

Essas padronizações e distorções são expressas na Imagem Pessoal, já que a mesma trata da expressão de sua personalidade, seus desejos e valores, de quem você é. Mas não raras vezes, isso se choca com os tais padrões.

Em resposta à essa incompatibilidade entre natureza humana e padrões, vemos muitas campanhas publicitárias, movimentos sociais e personalidades públicas falando sobre quebrar padrões, questionando de onde vieram e como podemos resgatar nossa “essência “.

Um consultor de imagem, nos dias atuais, tem o duplo desafio de “traduzir” a pessoal em imagens, ressaltando as características que fazem o indivíduo único, portanto destaque em seu meio e, ao mesmo tempo, seguir alguns padrões que identificam profissões, lugares, hierarquias. Nem todas as regras são nocivas, existe a necessidade de se estabelecer padrões de linguagem pra uma comunicação eficiente, como na escrita. Porém nem todos temos a mesma letra ou escrevemos com a mesma mão, uns usam lápis, outros canetas (de várias cores) sem que isso altere a mensagem.

No Planejamento da Imagem Pessoal, temos regras que estabelecem a comunicação como: profissionais de saúde usam branco (mas podem usar qualquer modelagem e tipos de peças de vestuário). Esse é um dos princípios que diferenciam moda e estilo. A moda é consumo, padrão e escala ao passo que o estilo pertence à individualidade, expressão, comunicação.

É um exercício de acompanhar e desafiar. Sempre exercitando em si mesmo a reflexão para a pergunta: sou eu ou estou apenas seguindo uma regra?

#meuestilominhasregras #imagempessoal

P.S.: o post de hoje inaugura uma série de dicas para sair do padrão. Acompanha no Instagram a partir da semana que vem.

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